RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

Universidade

CESAM lança série audiovisual para se aproximar dos “pares de outras unidades de investigação”

É lançado na próxima semana o primeiro episódio de “ABSTRACT”, a nova série audiovisual do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da Universidade de Aveiro (UA) que apresenta artigos científicos produzidos na unidade de investigação. Segundo conta à Ria Amadeu Soares, diretor do CESAM e coordenador científico da série, o objetivo principal da iniciativa é divulgar no seio da comunidade científica aquilo que é feito no centro de estudos.

CESAM lança série audiovisual para se aproximar dos “pares de outras unidades de investigação”
Gonçalo Pina

Gonçalo Pina

30 jan 2026, 09:11

De acordo com Amadeu Soares, o principal público-alvo da série está nos “pares de outras unidades de investigação”, mas o trabalho “pode ser usado em outros níveis de ensino para divulgação”.

Joaquim Pedro Ferreira, do Serviço de Apoio à Comunicação, Promoção e Divulgação do CESAM, que vai estar responsável pela conceção do formato, da estrutura narrativa e do grafismo, completa: “Cada vídeo serve um bocadinho (…) para chamar a atenção para conhecer determinado tipo de investigação que pode até ser relevante para pessoas que são de outras áreas. (…) É, no fundo, para promover transdisciplinaridade dentro do CESAM e também dentro da Universidade”.

De acordo com o responsável, a ideia da série “ABSTRACT” é, em cada episódio, a partir de um artigo científico, “pegar no abstract - o resumo do artigo - para construir a narrativa audiovisual do episódio da série, que é um vídeo de dois minutos”. Durante o programa tenta responder-se a três questões, explica: “O que é que os investigadores pretendiam fazer, o que é que descobriram e que ilações tiram”.

Para além de serem usadas imagens identificadas pelos próprios autores, também cabe em cada um dos episódios um pequeno depoimento de um dos responsáveis pela investigação. Amadeu Soares explica que resumir em “30/40 segundos” é um grande desafio para os investigadores, “que não estão habituados” a sintetizar o trabalho em tão pouco tempo.

No total, cada temporada deve ter 12 episódios, divididos em dois episódios dedicados a artigos científicos provenientes de cada Cluster de Investigação (RC). O diretor do CESAM explica que, para selecionar os artigos em destaque, é pedido ao coordenador de cada RC que faça uma pré-seleção de artigos, sendo que a decisão final acaba sempre por ser feita pela direção do centro.

Os episódios, que começam a ser publicados quinzenalmente a partir da próxima semana, vão ficar disponíveis no YouTube do CESAM e serão divulgados nas redes sociais institucionais (LinkedIn, Instagram e Facebook). Cada episódio estará em língua portuguesa, com destaques e elementos gráficos em inglês.

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O curso destina-se a candidatos Cursos Técnicos Superiores Profissionais e a Licenciaturas da UA através do concurso especial para maiores de 23 anos, a candidatos internacionais, a pessoas que necessitem de realizar uma prova de acesso local e a interessados em reforçar competências científicas nas áreas avaliadas nos exames. Os horários, os custos e meios de pagamento e o formulário de inscrição estão disponíveis na página do continua. As candidaturas estão abertas até 10 de fevereiro, sendo que as aulas terão início ainda durante o mês de fevereiro.

Depressão Kristin: Docente da UA afasta alterações climáticas e reconhece limites da previsão
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Inicialmente, Aveiro chegou a ser identificada como uma das zonas de maior risco à passagem da Kristin, que sucedeu à depressão Joseph, conforme noticiado pela Ria.  Na manhã seguinte, viria a confirmar-se que Aveiro não tinha sido das regiões mais afetadas, mas sim os distritos de Leiria (por onde entrou a depressão), Coimbra, Santarém e Lisboa. Da passagem da depressão sabe-se ainda que deixou um rasto de destruição, com pelo menos cinco mortos e vários desalojados. Face a este cenário, em entrevista à Ria, José Manuel Castanheira começou por sublinhar que o fenómeno foi “claramente previsto”. “Foi por essa razão que o IPMA alertou a Proteção Civil e houve todos os alertas vermelhos. A Proteção Civil elevou o estado de prontidão para o nível máximo (4)”, expôs. Ainda assim, reconheceu que a previsão meteorológica tem um “limite teórico”. “A previsão sequencial do estado do tempo (…) vai-se degradando (…) com o horizonte temporal. O que estou a prever para amanhã é diferente de prever depois de amanhã”, apontou.  Apesar da antecipação do fenómeno, o professor auxiliar salientou que os impactos dependem também da forma “como a população reage”, admitindo que houve situações “inevitáveis”. “Face à violência do vento, há muitas estruturas que não resistiram”, apontando como exemplo a queda da roda-gigante na Figueira da Foz. “Os estragos são consequência da violência daquilo que está a acontecer”, afirmou. Consciente das vítimas mortais, José Manuel Castanheira recordou ainda ser necessário tomar “medidas de cautela”.  “Tenho um professor em Lisboa que se farta de referir que há uma inconsciência das pessoas. Por exemplo, quando há tempestade irem para a linha da Costa para ver a força do vento… Às vezes, corremos riscos desnecessários”, recordou, sublinhando ser importante “salvaguardar vidas e bens”. Sem conseguir prever quando um fenómeno semelhante voltará a ocorrer, o docente não tem dúvidas de que este tipo de “eventos” se repetirá em Portugal. “Há uma coincidência… A zona mais atingida por esta depressão coincidiu com uma zona que foi muito afetada por uma tempestade em outubro de 2018. (…) Estes fenómenos são eventos extremos pela sua violência, mas também pelo facto de serem pouco frequentes”, explicou, acrescentando que, se acontecessem com regularidade, “nem conseguiríamos viver em algumas regiões”. Questionado sobre o nível de preparação do país, José Manuel Castanheira elogiou o trabalho da Proteção Civil e do IPMA. “Eu acho que a proteção civil atuou bem. O IPMA fez as previsões… Vemos agora alguns previsores pós acontecimento a dizer que ‘previam que a depressão passasse uns quilómetros mais abaixo’…. Isso é completa ignorância da pessoa que está a falar”, criticou. Ainda assim, reconheceu que há “aspetos a melhorar”, nomeadamente ao nível do “desenvolvimento científico” e de “questões organizacionais”. “Eu acho que o país está preparado… Agora se se perde, muitas vezes, bens isso não enriquece”, sublinhou, salientando que “em termos de previsão ainda não é possível fazer melhor”. “Os instrumentos que se utilizam para fazer previsão são os mesmos que se usam para fazer levantar um avião. (…) A antevisão não é só o IPMA que faz… Há primeiro uma escala mundial (…) que é feita no centro europeu (…) e depois (…) o IPMA vai buscar essas previsões e interpreta-as”, explicou. José Manuel Castanheira considerou, por fim, que o fenómeno não pode ser diretamente atribuído às alterações climáticas. “A alteração climática é a alteração da frequência com que ocorre. Não é uma coisa que se diz ‘antes não ocorria e depois passou a ocorrer’. É essa a diferença entre clima e tempo”, contou, acrescentando que, mesmo que estes eventos se tornem mais frequentes, “é fundamental continuar a manter e a reforçar as estruturas de previsão”.

Investigação da UA alerta para ameaças à população de golfinhos-comuns em Portugal
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Após analisar 240 golfinhos-comuns arrojados mortos na costa portuguesa, entre Caminha e Peniche, ao longo de dois anos, o estudo conclui que a espécie “enfrenta várias ameaças de origem antropogénica”. Em Portugal, a espécie encontra-se classificada como “quase ameaçada” no Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal. O alerta nasce num estudo desenvolvido por Alexandra André, no âmbito da sua tese de mestrado no Departamento de Biologia e no ECOMARE da UA, em colaboração com as investigadoras Sofia Tavares, Andreia Torres Pereira, Silvia Monteiro e Catarina Eira. Fazendo uma caracterização preliminar dos parâmetros demográficos da população da amostra, os investigadores começaram por determinar a idade e a maturidade sexual dos indivíduos. Os resultados mostram que os golfinhos analisados tinham idades compreendidas entre menos de um ano e 23 anos, sendo os indivíduos jovens e as fêmeas adultas os grupos mais frequentemente encontrados — e também os mais vulneráveis. Apesar de, em média, os golfinhos-comuns atingirem a maturidade sexual por volta dos nove anos de idade, a maioria dos indivíduos analisados era jovem e morreu antes de alcançar a idade reprodutiva. Esse facto poderá ter impactos significativos na renovação da população. A captura acidental em artes de pesca foi identificada como a principal causa de morte na área em estudo. Segundo as investigadoras, a morte de um número elevado de golfinhos jovens, que ainda não se reproduziram, bem como de fêmeas adultas, pode comprometer seriamente a estabilidade da população a longo prazo.

Núcleo de Estudantes de Design da AAUAv organiza 11º XS DESIGN XPRESS entre 13 e 15 de fevereiro
Universidade

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O XS DESIGN XPRESS é uma iniciativa criada no seio do NED-AAUAv e, de acordo com a nota de imprensa, nasceu com o objetivo de “levar cultura ao curso de Design, aproximando estudantes, docentes, profissionais e curiosos em torno do pensamento crítico, da criatividade e da prática contemporânea do design”. Depois de, na última edição, o evento se ter assumido como “REBORN EDITION”, em que “atravessou um processo de reposicionamento, expandindo os seus horizontes enquanto evento cultural”, este ano o XS apresenta a ALL OUT Edition. Dizem os responsáveis que esta edição “assume o design como uma disciplina em expansão, que precisa de sair da sua própria bolha para se redefinir”. “All Out significa não fazer o óbvio, questionar pontos de vista, arriscar o desconhecido e assumir a multidisciplinaridade como parte inevitável da prática do design contemporâneo. Esta multidisciplinaridade que também consolida o designer atual como criador holístico, articulando pensamento, execução e propósito num contexto social e constante transformação”, escrevem. O XS posiciona-se como um espaço exclusivamente questionador. Não procura respostas fechadas, mas sim criar um território onde dúvidas, perguntas e experiências possam coexistir. Um lugar onde o design é entendido como uma ferramenta de exploração do mundo, das metodologias criativas e dos processos conceptuais.  Para já está confirmada a presença de 13 oradores, que vêm de diferentes espectros criativos, “do design gráfico à fotografia, do design de produto ao creative coding”: Joana Teixeira, Marcos Rodrigues, Studio Merge, Joana Santos, João Queirós, Eduardo Aires, Rosana Sousa, Joana Tavares, Rafael Gonçalves, Atelier d’Alves, Mafalda Matos, Sebas Ferreira e Pedro Almeida.

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Mau tempo: Distrito de Aveiro em alerta devido a agitação marítima, vento forte e precipitação
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Os distritos de Aveiro, Faro, Setúbal, Lisboa, Leiria, Beja e Coimbra estão a laranja entre as 09h00 de hoje e as 15h00 de sábado, passando depois a amarelo por causa da agitação marítima forte. Mais grave é a situação nos distritos do Porto, Viana do Castelo e Braga, que já estão sob aviso laranja até à 21h00 de hoje, passando depois a vermelho até às 03h00 de sábado por causa da ondulação. Prevêem-se ondas de oeste/noroeste com sete a oito metros, podendo atingir 14/15 metros de altura máxima. O IPMA emitiu também aviso amarelo para os distritos de Bragança, Leiria entre as 12h00 e as 21h00 de hoje e para Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Lisboa, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga entre as 12h00 de hoje e as 00h00 de sábado devido ao vento forte com rajadas até 110 quilómetros por hora nas terras altas. Os distritos de Aveiro, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo e Braga também vão estar com aviso amarelo entre as 09h00 e as 15h00 de hoje por causa da chuva persistente e por vezes forte, em especial nas zonas montanhosas. O IPMA colocou também os distritos de Vila Real, Guarda, Castelo Branco, Viana do Castelo e Braga a amarelo por causa da queda de neve acima de 1000/1200 metros entre as 12h00 de hoje as 09h00 de sábado. A costa norte da ilha da Madeira e o Porto Santo também estão sob aviso amarelo entre as 06:00 e as 18:00 de hoje devido à agitação marítima entre as 09:00 e as 15:00 de hoje. O aviso vermelho é emitido pelo IPMA nos casos de situação meteorológica de risco extremo. Já o aviso laranja indica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

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A decisão de aumentar em ”13%” o valor global protocolado surge, de acordo com a autarquia, no âmbito da transferência de competências do Estado para as autarquias locais na área da ação social. Esta passagem de responsabilidade para a Câmara Municipal traz responsabilidades diretas no serviço de atendimento e acompanhamento social (SAAS) e no acompanhamento dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI). Na sessão de assinatura dos protocolos, Luís Souto, presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), e Rui Santos, vice-presidente da autarquia, deixaram uma palavra de reconhecimento ao trabalho realizado pelas instituições parceiras. O número dois do executivo municipal referiu ainda que “a CMA teve a preocupação de que os valores protocolados refletissem a atualização das carreiras dos técnicos e auxiliares afetos aos projetos, bem como do subsídio de alimentação, de forma que as IPSS não tivessem de suportar essa despesa acrescida”. À semelhança do que tem vindo a acontecer desde o início da parceria, a Cáritas Diocesana de Aveiro continuará a assegurar, em exclusivo, a intervenção social junto de pessoas em situação de sem-abrigo, incluindo a resposta a situações de emergência social. Para esse efeito, a instituição dispõe de uma verba mensal destinada à atribuição de apoios de carácter urgente, cuja utilização carece de aprovação superior, podendo ser reforçada sempre que devidamente fundamentada. Por sua vez, o CARDA mantém a intervenção exclusiva junto de pessoas com problemas de alcoolismo e respetivas famílias, em contextos de vulnerabilidade e exclusão social. As instituições com as quais foram assinados os Protocolos são: Associação de Solidariedade Casa Mãe de Aradas, Associação de Melhoramentos de Eixo, Cáritas Diocesana de Aveiro, CARDA, Centro Comunitário Vera Cruz, Centro Social Paroquial de Cacia, Centro Social e Paroquial Nossa Senhora de Fátima, Centro Social e Paroquial Santa Joana Princesa, Centro Social e Paroquial de São Jacinto, Florinhas do Vouga, Fundação CESDA, Fundação Padre Félix e Santa Casa da Misericórdia de Aveiro.

Mau tempo: Estarreja adia inauguração dos passadiços do Antuã
Região

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A decisão foi tomada esta tarde, de forma conjunta, pela presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Isabel Simões Pinto, pelo secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, e pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, que iriam marcar presença na sessão marcada para sexta-feira, segundo uma nota da autarquia enviada à Lusa. “Na base desta decisão está, em primeiro lugar, a solidariedade para com as regiões do país afetadas pela passagem da depressão Kristin e onde foi decretado o estado de calamidade, assim como a previsão de agravamento das condições meteorológicas”, justifica a nota. Os “Passadiços do Antuã”, inserem-se na empreitada de conservação das margens do rio, num investimento de 422 mil euros, com o novo percurso pedonal a estender-se por 1.085 metros a nascente do centro da cidade, com início no Parque Municipal do Antuã e término no caminho de acesso à Ilha dos Amores acompanhando as margens do rio. A data da inauguração será depois anunciada. A criação dos novos passadiços surge após a beneficiação do Parque Municipal do Antuã, que recebeu obras de reabilitação no valor de 568 mil euros, para reforçar a zona de lazer e a sua ligação à zona histórica. A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados. Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal. Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos. O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.

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