RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

Universidade

Sindicato afirma que maioria das universidades não reposicionou docentes um ano após despacho

A maioria das universidades não procedeu ao reposicionamento remuneratório dos docentes um ano após a publicação do despacho governamental que permitia fazê-lo, segundo diz hoje, dia 3, à Lusa, o Sindicato Nacional do Ensino Superior, que reconhece as dificuldades financeiras das instituições. A Universidade de Aveiro (UA) está entre aquelas que ainda não iniciaram o processo, mas que já se comprometeram a apresentar propostas.

Sindicato afirma que maioria das universidades não reposicionou docentes um ano após despacho

A situação foi denunciada à Lusa pelo Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), após realizar um levantamento das instituições que já efetivaram as progressões remuneratórias com base nos pontos acumulados desde 2009, um ano após a publicação do despacho que fixou os encargos financeiros para os reposicionamentos.

Enquanto os docentes da maioria dos institutos politécnicos progrediram na carreira após a publicação do despacho, em março de 2025, são poucas as universidades que já estão a proceder ao reposicionamento remuneratório dos seus docentes.

Segundo o levantamento realizado pelo SNESup, só as universidades do Porto e do Algarve iniciaram esse processo e as universidades de Aveiro e Coimbra comprometeram-se a apresentar propostas. Nas restantes, os professores continuam sem saber se poderão ou não progredir na carreira.

“O que nos deixa bastante desagradados é ter constatado que, durante 2025, depois de sair a autorização para as progressões remuneratórias, muitas das universidades nada fizeram”, lamentou, em declarações à Lusa, Paulo Teixeira, da direção do SNESup.

Os professores das universidades e dos institutos politécnicos progridem na carreira após seis anos consecutivos de avaliação máxima, mas os estatutos preveem também, desde 2009, “progressões gestionárias”.

As progressões por esta via estão dependentes dos regulamentos internos das instituições, tendo como condição respeitar os limites financeiros definidos anualmente por despacho governamental.

Só no ano passado é que o Governo desbloqueou, finalmente, as progressões, com a publicação do despacho anual que define o montante máximo dos encargos financeiros que pode ser afetado à alteração do posicionamento remuneratório, fixado até ao limite de 1% da massa salarial total do pessoal docente.

Sem enquadramento legal para progredirem por opção gestionária durante mais de 15 anos, muitos docentes acumularam pontos durante esse período e estariam agora em condições de subir dois ou três escalões.

Foi o caso de Paulo Teixeira, que leciona no Instituo Politécnico do Cávado e do Ave e que este ano subiu três escalões, passando do início para o topo da carreira de professor adjunto.

Para o docente e dirigente sindical, a situação cria desigualdades entre os docentes das universidades e dos politécnicos e Paulo Teixeira critica, sobretudo, a desconsideração demonstrada pelas universidades para com os docentes, que continuam sem qualquer informação sobre o futuro.

Ainda assim, compreende as dificuldades financeiras apontadas pelas instituições e acompanha as preocupações manifestadas, há uma semana, pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), que, numa carta dirigida ao Governo, alerta que o sistema “atingiu o limite da sua elasticidade financeira e administrativa”.

No ofício, o CRUP, que vai reunir na quarta-feira com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, defende a inscrição de uma norma legal que garanta o princípio da neutralidade orçamental, ou seja, que medidas impostas às universidades impliquem o financiamento adicional que assegurem a sua viabilidade, defendida também pelo SNESup.

“Compreendemos que a tutela não deve fazer sair normas que impliquem despesas para as instituições de ensino superior sem lhes dar o devido cabimento. É normal que as instituições sintam alguma dificuldade, mas não devem refletir as suas dificuldades nos docentes, devem fazer refletir essas dificuldades na tutela”, sublinha Paulo Teixeira.

Segundo o presidente do SNESup, José Moreira, o sufoco financeiro das instituições reflete-se também na não abertura de concursos para a integração de investigadores na carreira, situação que prejudica mais de 500 profissionais e a quem o Supremo Tribunal Administrativo deu razão, ordenando a abertura de concursos.

Recomendações

Futsal feminino do UAveiro conquista prata no Campeonato Europeu Universitário, em Salerno
Universidade
24 jul 2026, 18:22

Futsal feminino do UAveiro conquista prata no Campeonato Europeu Universitário, em Salerno

Foi um jogo aceso de início a fim, onde era palpável a vontade de vencer de ambos os lados. No fim, a Universidade de Zagreb saiu vitoriosa com um resultado de 4-1. E o UAveiro conseguiu uma outra vitória: a prata pela primeira vez para o futsal feminino no campeonato europeu universitário.

Universidade de Aveiro aprova referencial para uso da Inteligência Artificial
Universidade
24 jul 2026, 16:15

Universidade de Aveiro aprova referencial para uso da Inteligência Artificial

A Universidade de Aveiro aprovou o Referencial para Avaliação das Aprendizagens na Era da Inteligência Artificial (IA), que servirá como quadro orientação para a integração pedagógica dessas ferramentas no ensino, revelou, esta sexta-feira, fonte académica, de acordo com a Agência Lusa.

Salerno: Futsal feminino do UAveiro segura lugar inédito na final europeia universitária
Universidade
23 jul 2026, 17:37

Salerno: Futsal feminino do UAveiro segura lugar inédito na final europeia universitária

Foi preciso suar, mas, no desempate por grandes penalidades, a equipa feminina do UAveiro venceu esta manhã, dia 23, a Universitat de Barcelona e garantiu lugar na final do Campeonato Europeu Universitário (EUC), que se estão a disputar em Salerno (Itália). Esta sexta-feira, pelas 13h30, as estudantes aveirenses lutam pelo ouro com as croatas da Universidade de Zagreb.

UAveiro protagoniza ‘remontada’ em Salerno e garante acesso às ‘meias’ do futsal feminino
Universidade
22 jul 2026, 18:51

UAveiro protagoniza ‘remontada’ em Salerno e garante acesso às ‘meias’ do futsal feminino

A menos de 10 minutos do final dos quartos-de-final do Campeonato Europeu Universitário (EUC), que se jogaram esta quarta-feira, dia 22, entre UAveiro e a University of Munster, as aveirenses estavam a perder por 3-1. Depois de reduzir para 3-2, o destino do jogo acabou por só ser decidido nos minutos finais, quando o UAveiro marcou dois golos em menos de 30 segundos e fechou o resultado com pouco mais de um minuto para jogar. As estudantes da UA lutam por um lugar nba final esta quinta-feira, pelas 11h00, com a Universitat de Barcelona.