BE Aveiro repudia “preconceito ideológico” da Câmara Municipal por não construir habitação pública
O Bloco de Esquerda acusa o executivo da Câmara Municipal de Aveiro de escolher ficar de fora dos fundos europeus. Consideram, em nota enviada à Ria, esta posição como um “puro preconceito ideológico” ligado à habitação púbica.
Redação
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Num comunicado enviado à Ria, o Bloco de Esquerda de Aveiro repudiou a decisão do executivo da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) que “recusou” aderir ao Programa de Apoio ao Acesso à Habitação.
Para o Bloco de Esquerda esta decisão é vista como um “puro preconceito ideológico contra a habitação pública”. Ainda que a decisão tenha inicialmente partido da “autarquia liderada por Ribau Esteves”, a decisão, explica o partido, contou com o “apoio de Luís Souto na Assembleia Municipal”. Mas, as críticas não descem só sob o executivo PSD/CDS. “O PS juntou-se à direita para votar contra uma proposta do Bloco para que Aveiro aderisse ao programa 1º Direito, de forma a construir habitação pública com fundos comunitários”, escrevem no comunicado.
Para o Bloco de Esquerda Aveiro, esta é uma matéria que coloca a cidade atrás de outros municípios. Dão conta de que, este fim de semana, a Câmara Municipal de Ovar, vai entregar “106 habitações públicas num investimento de 13 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”. Explicam que enquanto “mais uma autarquia da região” constrói habitação pública, a Câmara Municipal de Aveiro “não construiu uma única”.
O partido lembra que “Portugal é dos países da União Europeia com menor percentagem de habitação pública”, (cerca de 2%), e apresenta uma medida que considera “essencial para cumprir o direito à habitação”: um “parque habitacional público dedicado à chamada classe média”.
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