RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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UA: Rafael Ferreira conquista top 10 em concurso mundial de fotografia

À terceira foi de vez para Rafael Ferreira, atual estudante no Mestrado em Comunicação Audiovisual para os Novos Media, na Universidade de Aveiro (UA), que conquistou, este ano, o top dez na categoria de “Desportos Aquáticos” no World Sports Photography Awards, a maior e mais prestigiada competição de fotografia desportiva do mundo.

UA: Rafael Ferreira conquista top 10 em concurso mundial de fotografia
Isabel Cunha Marques

Isabel Cunha Marques

Jornalista
16 jan 2025, 09:57

Rafael Ferreira não sabe precisar com que idade começou o gosto pela fotografia. À memória surge-lhe o período dos dez/11 anos que foi quando recebeu a sua primeira câmara fotográfica. Licenciado em Arte e Design, pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra e mestre em Engenharia e Design do Produto na UA [área na qual ainda chegou a exercer] foi o bichinho pela fotografia que o acabou por conquistar. Tornou-se fotógrafo profissional, oficialmente, há cerca de três anos. Consciente da precariedade da área [com que sempre sonhou] inscreveu-se, este ano, também na UA, no Mestrado em Comunicação Audiovisual para os Novos Media. “Sinto que só a fotografia às vezes não chega… Cada vez mais o vídeo é uma necessidade para os clientes… Como os meus conhecimentos de fotografia foram todos como autodidata, neste caso, para aprofundar conhecimentos de vídeo e de audiovisual considerei que era pertinente voltar com os estudos e ter pessoas com experiência a ensinar-me ao invés de ser eu a aprender tudo sozinho como foi o caso da fotografia”, partilhou.

A participação no World Sports Photography Awards já é uma prática regular para Rafael. Em 2023, alcançou o top 25 na categoria de “Desportos de Raquetes” e, no ano seguinte, o top 25, na categoria de “Desportos Motorizados”. O que viria a descobrir, em 2025, é que uma foto captada, no ano passado, na Praia do Norte, na Nazaré, durante o WSL Tudor Nazaré Big Wave Challenge, por mero acaso, lhe daria o melhor resultado de sempre [desde que participa na competição]: o top dez na categoria de “Desportos Aquáticos”. “Eu fui à Nazaré naquele dia como espetador porque o período das ondas gigantes decorre até fevereiro. As coisas aconteceram muito em cima da hora... Eles anunciaram as previsões de ondas gigantes com dois/três dias de antecedência…. Tinha disponibilidade, curiosidade em ver e claro gostando de fotografia, obvio, que a máquina foi comigo. Nesse dia, não tinha noção de que poderia vir a participar num concurso com fotografias desse dia”, confidenciou o jovem de 28 anos, natural de Cantanhede.

Para Rafael o resultado alcançado foi uma “surpresa”. “Não estava à espera porque eu participei com esta imagem (…) e com nove imagens na categoria de ‘Desportos Motorizados’ que é teoricamente onde sou especialista. Esse é o meu principal trabalho e são essas as modalidades que estou mais por dentro. Saber que fui premiado numa categoria onde não sou especialista foi surpreendente”, partilhou. “Por mim, eu já estava feliz quando foi anunciada a shortlist que era o top 35. Chegar aí com esta imagem já tinha sido uma vitória para mim”, continuou.

Sobre o que espera, no futuro, do concurso? Rafael Ferreira diz que a ambição é “sempre fazer melhor”. “O objetivo é chegar ao mais alto possível. Em que categoria? Não sei. Depende das oportunidades que me aparecerem em 2025”.

O World Sports Photography Awards 2025, que se realizou entre novembro e dezembro do ano passado, contou com a participação de mais de 2.200 fotógrafos desportivos profissionais, de mais de 96 países e com o envio de mais de 13 mil fotografias nas 24 categorias em competição, este ano.

Recomendações

Projeto coordenado pela UA organiza webinar sobre comunicação de ciência
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Projeto coordenado pela UA organiza webinar sobre comunicação de ciência

Segundo uma nota de imprensa enviada à Ria, esta é a segunda série de webinars que acontece no âmbito do projeto “Media For Future”, dedicado a reforçar a comunicação de ciência e o jornalismo climático na Europa. A participação no webinar “Media For Future: Science and Journalism United to Communicate Climate Change”, na próxima segunda-feira, é gratuita e aberta ao público. Está ainda sujeita a inscrição prévia aqui. O projeto “Media For Future” pretende promover uma “cultura de comunicação sobre as temáticas do clima”, envolvendo parceiros europeus que pretendem fortalecer a “literacia climática e da qualidade do jornalismo ambiental”. O projeto é coordenado por Marta Ferreira Dias, professora do Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo (DEGEIT) da UA. “O objetivo do projeto é capacitar jornalistas, profissionais e organizações de media para uma cobertura mais atual, clara e fundamentada das temáticas relacionadas com as alterações climáticas, promovendo o diálogo entre ciência e comunicação e contribuindo para uma maior consciencialização pública e ação informada”, lê-se no comunicado. No âmbito do projeto está ainda previsto um conjunto de webinars que irão reunir cientistas, jornalistas e profissionais da comunicação para refletir sobre o papel dos media na resposta às alterações climáticas. “Estes eventos online constituem um espaço de partilha de experiências, boas práticas e desafios, destacando estratégias inovadoras para comunicar as alterações climáticas de forma clara e responsável. Esta visão sublinha ainda a importância dos media na tradução do conhecimento científico e na promoção de narrativas responsáveis sobre o clima”, continua a nota. O “Media For Future” é financiado ao abrigo do programa Erasmus+ da União Europeia e coordenado pela UA. O projeto conta com a colaboração de parceiros de vários países, nomeadamente Alemanha, Áustria, Islândia, Egito e Irlanda. Entre os seus principais objetivos destacam-se o “desenvolvimento de uma Comunidade de Práticas e de um Climate Journalism Hub, no sentido de promover a partilha de conhecimento, a cooperação interdisciplinar e o reforço da comunicação climática”.

UA abre candidaturas a Maiores de 23 anos para licenciaturas e CTeSP
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UA abre candidaturas a Maiores de 23 anos para licenciaturas e CTeSP

O Concurso Especial para Maiores de 23 anos destina-se a candidatos com 23 ou mais anos. Segundo uma nota de imprensa enviada à Ria, o concurso permite o ingresso em licenciaturas e Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), “valorizando percursos pessoais e profissionais, para quem não concluiu o ensino secundário ou não possui as habilitações tradicionais de acesso”. Para o ano letivo 2026/2027, o processo de candidatura decorre até ao dia 5 de fevereiro, através da plataforma PACO Candidaturas, tendo a inscrição um custo de 50 euros (não reembolsável). A candidatura, segundo a nota, envolve ainda três fases. A primeira fase que se prende com o preenchimento da candidatura; uma segunda fase em que após a avaliação da candidatura, o candidato será informado para realização da prova do conhecimento (exame local) que deverá decorrer de 20 a 30 de abril de 2026 e uma terceira fase onde a aprovação das provas permite avançar para a entrevista, acompanhada da avaliação do currículo. As entrevistas acontecem de 8 a 16 de junho. Concluído este processo, a Universidade de Aveiro explica que os candidatos admitidos podem submeter a sua candidatura às vagas disponíveis, em julho, ao curso que queiram ingressar. As vagas serão oportunamente divulgadas aqui.  Para aceder ao Concurso Especial para Maiores de 23 anos, a UA pede ainda um conjunto de documentos necessários, entre eles, a cópia do documento de identificação ou dos documentos comprovativos dos restantes elementos curriculares. Para ajudar na realização das provas de conhecimento, a Universidade vai ainda disponibilizar o curso “Start Exames”. Segundo a nota, este será um curso de preparação para os exames locais de Biologia, Matemática e Português que deverá ocorrer entre “16 de fevereiro e 8 de abril, com inscrições a abrir brevemente”.

Investigadores da UA analisam como configurar redes 5G para responder às necessidades da indústria
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Investigadores da UA analisam como configurar redes 5G para responder às necessidades da indústria

Segundo uma nota de imprensa enviada às redações, o estudo realizado pelos investigadores André Perdigão, José Quevedo e Rui Aguiar analisou as configurações atualmente disponíveis em redes 5G comerciais e avaliou o seu impacto no desempenho das comunicações, utilizando uma rede 5G autónoma (standalone) real. A investigação baseou-se em medições concretas com equipamentos existentes, permitindo identificar as diferenças entre o que é possível em teoria e o que é viável na prática. Os resultados mostraram que diferentes configurações de rede têm relação com o “desempenho da comunicação, incluindo latência, fiabilidade e largura de banda”. “Estes fatores são determinantes para aplicações industriais, onde atrasos ou falhas de comunicação podem comprometer a segurança ou a eficiência dos processos”, adianta o comunicado. O estudo, segundo a nota, forneceu também um “guia prático para empresas e engenheiros compreenderem melhor as capacidades reais das redes 5G atuais e aprenderem a tirar partido desta tecnologia para otimizar operações industriais”. De acordo com os autores, este conhecimento permite criar “fatias de rede verdadeiramente adaptadas aos requisitos industriais”, de forma a garantir que o 5G “cumpre o seu papel como infraestrutura crítica para a indústria do futuro”.

UA abre candidaturas para 18 formações de curta duração
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UA abre candidaturas para 18 formações de curta duração

De acordo com o comunicado, a UA tem, atualmente, disponíveis 18 formações de “curta duração” que contam com “modelos de aprendizagem flexíveis”  e que podem ocorrer tanto em “regime presencial, híbrido ou totalmente online”. Cada formação tem um peso entre “1 e 6 ECTS”. Neste caso, as microcredenciais com candidaturas abertas distribuem-se por seis departamentos da UA: Departamento de Comunicação e Arte; Departamento de Educação e Psicologia; Departamento de Engenharia Mecânica; Departamento de Matemática; Departamento de Química e Escola Superior de Saúde da UA. Segundo a nota, no que toca ao Departamento de Comunicação e Arte, estão disponíveis as seguintes microcredenciais: “Acessibilidade Digital”, com candidaturas a decorrer até 22 de janeiro; “Criação Audiovisual Digital para Ficção/Não Ficção”, até 10 de fevereiro; “Técnicas de Produção de Música Eletrónica”, até 21 de janeiro; “Design de Interação para a eXperiência”, até 27 de janeiro; “Storytelling Digital”, até 5 de fevereiro; “Técnicas Avançadas de Estúdio para Mistura e Masterização de Som”, até 17 de fevereiro; “Fake News, Desinformação e Padrões Obscuros nos Média”, até 28 de janeiro; “Técnicas Contemporâneas de Composição e Arranjo em Jazz”, até 16 de março e “Técnicas Contemporâneas de Songwriting”, até 17 de fevereiro. Já no Departamento de Educação e Psicologia existem duas formações disponíveis até ao dia 2 de março: “Educação para a criatividade através da orientação CTSA/STE@M” e “Aprendizagem baseada em projetos e educação CTSA/STE@M”. Em Engenharia Mecânica seguem-se a “Modelação e Simulação para a Indústria”, até 21 de janeiro, e o “Fabrico Aditivo e Impressão 3D”, até 2 de fevereiro, e em Matemática a “Introdução ao Software Estatístico R”, até 4 de fevereiro, e “Análise Avançada de Dados e Previsão”, até 10 de março. No Departamento de Química estão ainda abertas candidaturas para “Inovação e Desenvolvimento de Produtos Alimentares”, até 27 de janeiro, e “Tecnologias Inovadoras de Conservação e Modificação de Alimentos”, até 3 de fevereiro. Por último, a Escola Superior de Saúde da UA tem ainda disponível “Saúde Digital em reabilitação”, até ao dia 10 de fevereiro. Na nota, a UA explica ainda que para formalizar a candidatura às microcredenciais é necessário “aceder à plataforma PACO candidaturas, clicar na microcredencial que pretende e preencher todos os campos do formulário”. Para estas formações está ainda disponível a “Bolsa Impulso Adultos”. “Estas bolsas são concedidas com base no desempenho no curso, sendo o reembolso feito após a conclusão com aproveitamento no mesmo”, destaca. A Universidade refere ainda que estas se destinam “a quem pretende atualizar ou aprofundar competências específicas, com a garantia de qualidade e reconhecimento académico da instituição”. “Estas ofertas formativas procuram responder às exigências atuais do mercado de trabalho e aos desafios emergentes da sociedade”, justifica.

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"No Dia Internacional da Educação, Aradas pede uma nova Carta Educativa", opinião de Carlos Brites
Opinião

"No Dia Internacional da Educação, Aradas pede uma nova Carta Educativa", opinião de Carlos Brites

O Dia Internacional da Educação, assinalado a 24 de janeiro por iniciativa da Organização das Nações Unidas, é um momento essencial para refletir sobre o papel da educação na promoção da igualdade de oportunidades, da coesão social e do desenvolvimento sustentável das comunidades. Em Aradas, esta reflexão é particularmente relevante. A realidade evidencia um aumento do número de alunos nas escolas da nossa freguesia, nomeadamente na Escola Básica de Aradas (2º ciclo) e na Escola Básica Quinta do Picado (1º Ciclo), refletindo a crescente atratividade da freguesia para famílias jovens, incluindo famílias de origem estrangeira, cuja integração nas escolas locais representa simultaneamente um desafio e uma oportunidade para construir uma educação mais inclusiva, plural e coesa. No entanto, este crescimento não tem sido acompanhado por uma resposta educativa equilibrada e justa. Persistem dinâmicas de encaminhamento e redistribuição de alunos que contribuem para o esvaziamento das escolas da periferia e para uma pressão excessiva sobre as escolas mais centrais, reforçando desigualdades territoriais e sociais. Esta realidade impõe um aumento dos movimentos pendulares de crianças e famílias entre a periferia e o centro da freguesia, e vice-versa, com impactos diretos na organização da vida familiar, no tempo disponível para as crianças e na sustentabilidade ambiental. Este problema é agravado por uma rede de transportes públicos, pouco ajustada às necessidades escolares, que não responde de forma eficaz aos horários, aos percursos e à dispersão geográfica dos estabelecimentos de ensino. A insuficiência desta rede penaliza sobretudo as famílias com menos recursos, contrariando o princípio da escola de proximidade e dificultando o acesso equitativo à educação. A situação das escolas do 1.º ciclo em Aradas torna-se ainda mais relevante quando analisada à luz das opções previstas na Carta Educativa de Aveiro, aprovada em 2019, o documento estratégico que define onde estão as escolas, como funcionam e como devem evoluir. Entre essas opções, a Carta prevê o encerramento da Escola Básica e do Jardim-de-Infância da Quinta do Picado, com a consequente redistribuição dos alunos por outros estabelecimentos. Esta decisão, longe de ser neutra, reduz a escola de proximidade, aumenta as deslocações diárias das crianças e das famílias e intensifica a pressão sobre as restantes escolas da freguesia. A evolução recente da freguesia demonstra, aliás, que a própria realidade ultrapassou o enquadramento da Carta, evidenciando a necessidade de mais e melhores escolas básicas em Aradas, capazes de responder ao crescimento da população escolar, independentemente da distância ao centro da cidade de Aveiro. Alguma coisa aconteceu, é certo. Existiram investimentos e melhorias de fundo em algumas escolas da nossa freguesia, como nas Escolas Básicas do Bonsucesso e Verdemilho, que beneficiaram de obras de ampliação e melhoramento das instalações. Estes exemplos demonstram que é possível qualificar o parque escolar quando existe planeamento e prioridade. O problema reside no facto de estes avanços não terem sido transversais, deixando outras escolas e comunidades educativas a funcionar em condições claramente desajustadas às exigências pedagógicas atuais. A estas fragilidades materiais juntam-se opções no domínio das iniciativas educativas, culturais e lúdicas promovidas a nível local, que revelam um diminuto grau de ambição pedagógica, científica e artística. A oferta de atividades dirigidas aos alunos (aos filhos de Aradas) tem-se centrado, em vários casos, em propostas de natureza simbólica, pontual e pouco estruturada, com impacto limitado no desenvolvimento cognitivo e cultural das crianças. Assinalar o Dia Internacional da Educação em Aradas não pode limitar-se a declarações de intenção. Implica reconhecer desigualdades, corrigir opções que aprofundam assimetrias e assumir uma visão mais exigente para as políticas educativas e culturais locais. Uma política educativa responsável deve ir além de propostas de baixo valor educativo, baseadas em animações improvisadas e simbólicas, com reduzido conteúdo pedagógico, apostando antes em iniciativas exigentes e estruturadas, que promovam conhecimento, ciência, criatividade e pensamento crítico, assegurando que a diversidade cultural é encarada como um recurso e não como um problema. Importa igualmente educar para a cidadania de forma séria e consequente, integrando no percurso educativo exemplos concretos de transparência, boa gestão pública, participação democrática e responsabilidade coletiva. Iniciativas como visitas aos órgãos de gestão local, quando surgem apenas de forma pontual, chegam manifestamente tarde, sobretudo quando existem alunos da freguesia que já demonstraram elevados níveis de consciência cívica e participação democrática, tendo inclusivamente representado a região de Aveiro no Parlamento dos Jovens. A educação é um direito fundamental e um pilar do desenvolvimento local. Em Aradas, esse direito só será plenamente concretizado quando o compromisso com as escolas e com a comunidade educativa for contínuo e genuíno, e não limitado a visitas pontuais em tempo de eleições ou à distribuição ocasional de vales associados a iniciativas de cariz político. Só assim será possível garantir que todas as crianças têm acesso a escolas bem cuidadas, a propostas educativas exigentes e a um espaço público que valorize o conhecimento, a cidadania e a inclusão, contribuindo para uma freguesia mais justa, coesa e preparada para o futuro. À luz da própria Carta Educativa, os desafios vividos hoje em Aradas não resultam da falta de diagnóstico, mas sim da distância entre o planeamento e a concretização. Criticar estas opções não é rejeitar a Carta Educativa de Aveiro - é exigir que ela seja revista, atualizada e cumprida com ambição, equidade e responsabilidade pública.

Câmara de Vagos implementa medidas de segurança no acesso a praias
Região

Câmara de Vagos implementa medidas de segurança no acesso a praias

“Estas intervenções têm como objetivo salvaguardar a defesa de pessoas e bens, prevenindo situações de risco associadas à circulação e permanência em zonas potencialmente perigosas”, justificou. Numa nota publicada na rede social Facebook, a Proteção Civil daquele município do distrito de Aveiro recomenda o cumprimento rigoroso da sinalização instalada no local e que se evitem deslocações desnecessárias às zonas costeiras durante períodos de mau tempo. É ainda aconselhado o afastamento de áreas instáveis, como arribas, passadiços ou acessos condicionados, bem como o acompanhamento das informações e avisos emitidos pelas entidades oficiais. “A colaboração de todos é essencial para garantir a segurança coletiva. A Câmara Municipal de Vagos continuará a acompanhar a evolução das condições climatéricas e a adotar as medidas necessárias à proteção da população”, referiu. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê chuva, neve, vento e agitação marítima como efeitos da passagem da depressão Ingrid por Portugal continental, tendo emitido vários avisos. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) colocou quase todo o território nacional continental em estado de prontidão especial de nível 3 até sábado, devido ao impacto previsível da neve e da agitação marítima com a passagem da depressão Ingrid. Este nível entrou em vigor às 16:00 de quinta-feira e termina às 23:59 de sábado.

Prisão preventiva para suspeito de 12 assaltos a residências em Aveiro
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Prisão preventiva para suspeito de 12 assaltos a residências em Aveiro

Em comunicado, a GNR esclareceu que o detido foi presente na quinta-feira ao Tribunal de Aveiro para primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação mais gravosa. Segundo a GNR, o homem dedicava-se à prática de furtos em residências, com o intuito de obter receita através da venda dos bens furtados, sendo suspeito de pelo menos 12 furtos qualificados ocorridos durante o último mês no concelho de Aveiro. O suspeito, com antecedentes criminais pela prática do mesmo tipo de crime, foi detido na terça-feira no âmbito de uma investigação por crime de furto qualificado, que decorria há cerca de um mês. No seguimento das diligências policiais, foi efetuada uma busca domiciliária, que culminou na apreensão de diversos artigos utilizados na prática dos crimes.

Câmara de Aveiro investe “130 mil euros" no regresso do ‘Carnaval da Ria’
Cidade

Câmara de Aveiro investe “130 mil euros" no regresso do ‘Carnaval da Ria’

O primeiro a tomar a palavra na apresentação do novo ‘Carnaval da Ria’ foi Luís Souto. Depois de alguns anos em que o Carnaval não foi tema em Aveiro, o presidente da Câmara assumiu que era “um pouco triste” que o Município não tivesse uma manifestação carnavalesca. Nesse sentido, diz o autarca, a intenção da CMA é que este evento seja “marcante” e que se insira numa lógica de Aveiro como “cidade de eventos”. Para além do foco nos eventos, Luís Souto enaltece que o Município se quer afirmar como “capital dos eventos de rua” e recorda que já existiram carnavais em Aveiro que envolveram a cidade. “Por algum momento houve essa disrupção na tradição carnavalesca e, portanto, o que era importante era marcar a época. Nós pensámos que poderia ter características próprias [o Carnaval de Aveiro] e daí associar os nossos canais”, acrescentou. A ideia de um ‘Carnaval da Ria’ não é original e já tinha sido tentada em 2004, no tempo da governação de Alberto Souto de Miranda na Câmara Municipal. Questionado pelos jornalistas sobre quais as semelhanças relativamente a essa edição, o atual presidente disse que o que se mantém “é a ria”. Depois de o autarca ter apresentado as festividades como inspiradas no Carnaval veneziano – não fugindo ao epíteto de Aveiro como ‘Veneza portuguesa’ -, António Franco de Oliveira, da Radar 360º, corresponsável pela direção artística do evento, explicou os contornos do evento. Com a “luz como narrativa”, a coreografia náutica preparada reúne personagens que representam “candeeiros” de tempos diferentes: uns mais ‘retro’ e uma “versão mais contemporânea”. A bordo de seis moliceiros, em que os protagonistas embarcam às 18h00, a coreografia segue desde o Cais da Fonte Nova até ao Rossio acompanhada de efeitos pirotécnicos. O momento do embarque – que é, nas palavras de Paulo Zé Neto, também co-produtor deste Carnaval – acontece ao som da música “Mumadona Dias”, composta por Carlos Marques. A obra será tocada em conjunto por cerca de “180” músicos provenientes da Banda Amizade, da Banda e Escola de Música da Quinta do Picado, da Banda Recreativa Eixense e da Associação Musical e Cultural de São Bernardo. No decorrer do percurso, a bordo dos moliceiros vão estar não só algumas das personagens, mas também percussionistas de várias entidades musicais do Município, como o Conservatória de Música de Aveiro, Aveiro Drum Academy ou a MUSA. A animar o espetáculo devem estar cerca de “50” músicos espalhados por cinco embarcações, sendo que o sexto moliceiro estará ocupado com a régie. O desfile termina na Praça do Rossio, pelas 19h00, onde arranca um Baile Comunitário, em que o público também é convidado a dançar. A festa prolonga-se durante toda a noite com uma “Noite de Folia”, entre as 22h00 e as 2h00, a decorrer no Mercado do Peixe, com animação assegurada pelos DJs Miguel Costa e DJ Martinez. No total, dizem os organizadores, vão estar envolvidas “mais de 300” pessoas e “mais de 12” grupos culturais aveirenses. Do ponto de vista da adesão, Luís Souto confessa “não estar à espera de grandes enchentes”, uma vez que se trata da primeira edição do evento, mas diz-se “confiante” na adesão dos munícipes e dá o exemplo do Natal: “Colocámos ali [no Rossio] uma pista de gelo. Também não havia ali uma pista de gelo. Entretanto tivemos filas e filas para a pista de gelo, porque palavra passa palavra e, de repente, toda a gente queria ir à pista de gelo […] Muito sinceramente, eu acho que há aqui uma saudade do Carnaval e, portanto, este elemento também, irá funcionar”. O orçamento, segundo o autarca, é “modesto”, estabelecendo-se na “faixa dos 130 mil euros”. O objetivo é que, nas próximas edições, o investimento seja “mais ambicioso” e se possa aproximar de outros carnavais da região. A conferência de imprensa de apresentação do Carnaval foi interrompida durante o período de perguntas dos jornalistas pela intervenção de Deolinda Sousa, das empresas Espaço Experiências, Lda. e Welcome Tradition, Lda., que acusou a Câmara Municipal de Aveiro de “não envolver os moliceiros” na atividade: “Nós, operadores, que temos os barcos e que pagamos o que pagamos à Câmara, gostávamos de ser representados e gostávamos de ser os primeiros a ser envolvidos como os outros todos. […] Isto acontece diariamente. […] Como é que vamos envolver a atividade dos nossos funcionários, das nossas equipas, se não fomos vistos nem falados?”. Em conversa com a Ria, a empresária explicou que queria ser envolvida como as outras empresas. Segundo explica, há um compromisso com a CMA de que tem de haver cedência de barcos todos os anos, mas o mesmo não se aplica aos mestres e marinheiros, pelo que tem de haver um agendamento prévio. Deolinda nota ainda que, antes da conferência, apenas tinha tomado conhecimento do evento numa reunião na passada segunda-feira. Na resposta, Luís Souto disse apenas que a sessão em causa era uma conferência de imprensa e que “as questões dos moliceiros serão tratadas na altura própria e no enquadramento próprio”. O presidente referiu ainda que as empresas tanto pagam à CMA como “têm os seus lucros”, pelo que é uma discussão que “não vale a pena”.