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UA: Médias sobem em Línguas e Culturas, mas 48% dos cursos ficam sem vagas preenchidas

De acordo com os resultados da primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, 27 cursos da Universidade de Aveiro (UA) não preencheram a totalidade das vagas disponíveis para o presente ano letivo. Em 2024/2025, no mesmo período, apenas quatro cursos não preencheram todas as vagas. A contrariar a tendência, três dos quatro cursos do Departamento de Línguas e Culturas (DLC) viram subir a média do último colocado.

UA: Médias sobem em Línguas e Culturas, mas 48% dos cursos ficam sem vagas preenchidas
GP

Gonçalo Pina

29 ago 2025, 10:08

Entre os cursos cujas vagas foram totalmente preenchidas, a média do último colocado só aumentou nos cursos de Línguas e Relações Empresariais, Línguas, Literaturas e Culturas, Tradução, Medicina e Automação e Sistemas de Produção, da Escola Superior de Design, Gestão e Tecnologia de Produção de Aveiro-Norte.

Numa Universidade especialmente reconhecida pelo ensino das engenharias, destacam-se os resultados positivos das ciências sociais – nomeadamente dos cursos lecionados no DLC, em que apenas em Línguas e Estudos Editoriais baixou a média do último colocado.

Os resultados ganham ainda mais relevância quando comparados com as outras instituições de Ensino Superior do país. Por exemplo, a licenciatura de Línguas, Literaturas e Culturas existe na Universidade Nova de Lisboa (UNL), na Universidade de Lisboa (UL), na Universidade do Porto (UP), na Universidade do Algarve (UAlg), na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e na UA. Nesse curso, entre todas as instituições de Ensino Superior, a UA não só foi a única que conseguiu que a média do último colocado fosse mais elevada do que o ano anterior como foi aquela que teve melhor média de todas: 15,2 valores. Em 2024/2025, no final da primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, os cursos da Faculdade de Letras da UP, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL, da Faculdade de Letras da UL e da Escola de Ciências Humanas e Sociais da UTAD tinham uma média superior ao curso da UA.

Entre aqueles que subiram a média do último colocado, juntam-se apenas cursos que estão ainda a dar os primeiros passos na Universidade de Aveiro. É o caso de Medicina, que figura pelo segundo ano entre as licenciaturas lecionadas na UA, cuja média sobe apenas 0,08 valores, de 18,2 para 18,28. Na licenciatura de Automação e Sistemas de Produção, que vai para o terceiro ano de existência, a subida foi um pouco mais expressiva. A média do último colocado passou de 13,3 para 14,0 valores.

De resto, nenhum outro curso viu a média subir e, das 56 licenciaturas disponibilizadas pela UA, 27 não foram capazes de preencher todas as vagas – o que corresponde a 48,21% dos cursos. Entre os 27, 17 são cursos do ensino universitário e dez são do ensino politécnico – seis na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda e quatro no Instituto Superior de Contabilidade e Administração.

A realidade é bastante diferente daquela que se registava no final da 1ª fase do concurso nacional de acesso de 2024/2025. Na altura, a Universidade de Aveiro era a terceira universidade com menos vagas por preencher (34) e todas as escolas politécnicas tinham esgotado os lugares disponibilizados.

Há um ano, apenas os cursos de Química, Física, Engenharia de Materiais e Engenharia do Ambiente tinham deixado lugares. Agora, a situação destes cursos não está entre as mais “dramáticas”, sendo que as coisas até melhoraram na licenciatura em Engenharia de Materiais. Em 2024/2025, tinham sido colocados 15 alunos no curso. Este ano entraram 18.

Quem deixa mais vagas para a segunda fase é o curso de Engenharia de Computadores e Informática. No último ano tinham sido preenchidas todas as 100 vagas abertas e a média do último colocado era de 14,6 valores. No total, 466 estudantes tinham inscrito o nome da licenciatura na sua candidatura, 60 como primeira opção. Dos dados revelados até agora sabe-se apenas que, tendo-se mantido o número de vagas, 46 ficaram sem colocação.

A situação também é complicada para o curso de Biologia, que deixa 42 vagas sobrantes em 98 disponibilizadas. No ano passado, o curso tinha tido 603 candidatos e a média do último colocado fixava-se nos 14,7 valores.

Como Biologia é um curso também lecionado em instituições de Ensino Superior de dimensão análoga à Universidade de Aveiro, é possível dizer que a tendência foi geral. Em Coimbra, onde foram abertas 100 vagas, 36 ficaram por preencher. No Minho, onde apenas existe “Biologia Aplicada”, o número repete-se. São outras 36 vagas a que ninguém se candidatou, sendo que aí apenas tinham sido abertas 57.

Caso pior é o de Ciências do Mar. Das 30 vagas abertas, só três foram preenchidas. No ano passado tinha havido 227 candidatos ao curso, embora apenas 19 tenham colocado Ciências do Mar como primeira opção. A média do último colocado tinha sido de 13,0 valores.

Logo a seguir ao “pódio” dos cursos com mais vagas sobrantes vem a licenciatura em Bioquímica. A situação difere muito, no sentido em que é possível perceber que não está alinhada com a aquilo que acontece nas outras instituições de Ensino Superior que se podem comparar à UA: na Universidade do Minho, a média do último colocado do curso baixou de forma considerável, de 16,0 para 13,7 valores, mas não o suficiente para que sobrassem vagas; na Universidade de Coimbra, que no último ano tinha tido menos candidatos e uma média de último colocado mais de um valor inferior a Aveiro, deixa agora apenas uma vaga livre.

Com menos vagas disponibilizadas do que Coimbra ou Minho (60 vagas contra 65 e 61, respetivamente), a UA deixa 21 vagas por preencher. Em 2024/2025 a média do último colocado tinha sido 14,8 valores e 499 pessoas tinham-se candidatado ao curso, sendo que 51 o colocaram como primeira opção.

Nota ainda para os cursos de Oceanografia, Meteorologia e Clima e de Geologia, onde apenas um estudante foi colocado. Paralelo ao primeiro, apenas Oceanografia, Meteorologia e Geofísica, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Apesar de o cenário não ser tão dantesco como em Aveiro, também resultado da diferente procura das cidades, apenas ficaram colocados dez estudantes nas 23 vagas previstas.

Já em Geologia a quebra foi completamente generalizada. Entre as Universidades de Aveiro, Porto, Coimbra, Minho e Lisboa, foram abertas 175 vagas para o curso, das quais 126 ficaram por preencher. No último ano, em 178 vagas, apenas 9 tinham transitado para segunda fase.

Ainda sem dados sobre o número total de candidatos à Universidade de Aveiro, a Direção-Geral do Ensino Superior fez saber que 1949 estudantes colocaram a instituição como primeira opção. Feitas as contas, são cerca de 700 estudantes a menos do que aqueles que o tinham feito nas candidaturas para o ano de 2024/2025, quando mais de 2600 pessoas elegeram a UA como destino ideal.

É importante realçar que estes são números que não aparecem no vácuo. Lembre-se que, a nível nacional, houve menos nove mil candidatos na primeira fase do concurso nacional de acesso em relação ao último ano e que o número de colocados acabou por cair em seis mil estudantes.

Recorde-se que, à conversa com a Ria, Paulo Jorge Ferreira, reitor da Universidade de Aveiro e presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), disse acreditar que o menor número de candidatos na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior se deve a uma maior taxa de retenção dos estudantes no 12º ano. No entanto, o dirigente acredita que, na segunda fase, os números ainda se podem inverter. Por seu lado, Joana Regadas, presidente da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv), defende que o principal fator que contribui para uma menor procura é o aumento dos custos associados à frequência no ensino superior.

Em comunicado publicado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), a presidente Maria José Fernandes nota que a quebra foi mais dura no ensino superior politécnico. Segundo afirma, “alertámos a tutela de que ao exigir mais provas de acesso e aumentando o peso das provas específicas, ao mesmo tempo que reduz todo o histórico do secundário, estávamos a criar barreiras a um conjunto significativo de alunos, sobretudo os oriundos de estratos mais desfavorecidos, cujas famílias não podem pagar a preparação para os exames”.

No mesmo comunicado, Maria José Fernandes aponta ainda a um impacto maior no interior do país. Para a responsável, estamos perante uma “litoralização” do Ensino Superior que, para além de acentuar assimetrias regionais, “coloca em causa a coesão territorial e o legítimo acesso de todos os jovens ao ensino superior”.

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De acordo com uma nota enviada à Lusa, o projeto visa modernizar o processo eleitoral, garantindo mais transparência e autonomia para aquele país africano. A iniciativa é uma resposta às recomendações da Missão de Observação Eleitoral da União Europeia, após as eleições de 2022, e o sistema deverá estar pronto para as eleições de 2026, tendo sido apresentado à ministra da Justiça são-tomense, Vera Cravid. “O novo sistema permitirá atualizar os cadernos eleitorais de forma contínua e segura, através da integração com bases de dados nacionais, como o registo civil”, refere a nota.  Segundo Joaquim Sousa Pinto, investigador da Universidade de Aveiro e responsável técnico, o processo adicionará e eliminará automaticamente eleitores. A UA é responsável pela vertente tecnológica do projeto, incluindo o software de ligação ao sistema de bilhete de identidade.  A Universidade está incumbida também de desenvolver uma plataforma online para consulta de mesas de voto e uma aplicação móvel para introdução de resultados eleitorais. Numa parceria com a Universidade do Minho, que assegura a componente legislativa, a Universidade de Aveiro irá também formar técnicos locais, numa ação que vai começar a 01 de setembro, sendo considerada “essencial para a sustentabilidade e evolução futura do sistema”. O projeto, financiado pela União Europeia, tem como objetivo permitir a São Tomé e Príncipe organizar eleições de forma autónoma, sem dependência externa.

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“É um programa cultural muito diverso, foi esse sempre o nosso objetivo, de trazer várias áreas para vários públicos, mas também dar sempre alguma atenção aos artistas do concelho, quer tenham nascido cá ou que estejam cá a residir”, informou o presidente da Câmara da Mealhada, António Jorge Franco. Durante a conferência de imprensa de apresentação da programação do Cineteatro Messias, para o último quadrimestre de 2025, o autarca frisou que só é possível desenvolver a cultura “com bons artistas, bons programas, mas também com boa divulgação”. Já a vice-presidente da Câmara da Mealhada, Filomena Pinheiro, explicou que o programa para os próximos quatro meses foi construído para abranger todas as expressões artísticas, “dando especial ênfase ao instrumento música”. “A música é rainha, mas com um propósito. Esta programação acaba por procurar capacitar e formar públicos, mas também capacitar e empoderar os nossos agentes culturais”, sustentou. A temporada entre setembro e dezembro conta ainda com espetáculos que vão do teatro à comédia, dos musicais infantis ao circo, passando pelo cinema. João Baião abre a programação com “Baião d’oxigénio”, com três sessões, duas delas quase esgotadas, agendadas para os dias 05 e 06 de setembro. Em 19 de setembro, sobe ao palco Ricardo Silva que, juntamente com a Associação Filarmónica de Luso, apresenta o álbum “Contagem Crescente” e revisita trabalhos anteriores, homenageando grandes compositores da história da guitarra portuguesa. O Gajo, nome artístico de João Morais, sobe ao palco a 20 de setembro, com o seu quinto álbum, “Trovoada”. O espetáculo de Marta Ren está agendado para 11 de outubro, enquanto o de Marta Pereira da Costa, cujo concerto contará com a participação especial da Academia de Dança do Hóquei Clube da Mealhada, terá lugar a 18 de outubro. Ainda na música, novembro leva o fado à Mealhada e o teatro musical com António Sala. Dia 08, o coletivo Fado D’Anto apresenta o seu primeiro álbum de originais e, no dia 22, é a vez de António Sala subir ao palco. A programação mantém o “Encontros de Cinema na Mealhada”, um espaço de reflexão, de formação e debate, que pretende envolver entusiastas, profissionais e amantes do cinema tais como realizadores, produtores, cineclubistas, atores, estudantes e escolas de cinema da região. O mês de dezembro reserva dois nomes grandes da música portuguesa: Luísa Sobral atua a 06 de dezembro, enquanto Rui Reininho, o vocalista dos GNR, fecha o ano a 20 de dezembro. A programação dá ainda espaço à comédia, subindo ao palco, a 25 de outubro, o espetáculo de Teresa Guilherme intitulado “As Vaginas e Eu – Tudo o que ficou por dizer”. A 13 de dezembro chega “A Grande Fantochada”, um formato criado pelo humorista por Hugo Van der Ding. Já para o público infantil está previsto o musical “A Dama e o Vagabundo” no dia 05 de outubro, enquanto “O Circo Mágico”, de Jonatas Cardinali, chega à Mealhada a 09 de novembro. Para o dia 29 de novembro está agendado o teatro musical “O Feiticeiro de Oz”, trazido pela Plateia D’Emoções.

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“Décadas de governação pelas mesmas forças políticas resultaram em estagnação e falta de respostas às necessidades atuais. É imperativo romper com esse ciclo, exigindo uma gestão eficiente, planeada e próxima das pessoas, capaz de criar um concelho mais justo, dinâmico e solidário”, destacou. De acordo com o candidato, de 65 anos, a sua candidatura nasce da convicção de que o concelho precisa de mudar de rumo. O seu principal compromisso passa por melhorar a qualidade de vida de todos os munícipes, promovendo salários mais dignos, garantindo melhor acesso à habitação, saúde e educação, e apostando na proteção ambiental e no desenvolvimento económico sustentável. “Propomos medidas que incentivem a fixação e rejuvenescimento da população, reforcem o apoio aos idosos e famílias carenciadas e devolvam centralidade à cultura e à participação cívica”, frisou. Ao nível da ação social, pretende levar a cabo uma revisão do regulamento dos apoios sociais. “Comprometemo-nos a procurar perceber onde as coisas estão a falhar por forma a reforçar os apoios. No caso dos alunos em situação carenciada, damos como exemplo o fornecimento de mochilas e cadernos ou ainda aumentar o número de alunos que, reunindo as condições, possam beneficiar de bolsa ao ensino superior e, ao mesmo tempo, facilitar o processo de candidatura”. Mário Rui Briosa disse ainda que deseja reforçar o apoio a pessoas com incapacidade declarada, com o financiamento de consultas ou transporte, bem como facilitar a compra de óculos e tratamento de dentes ou outras consultas, a pessoas carenciadas. “Pretendemos promover o alargamento dos serviços de proximidade, onde se inclui a regulamentação da teleassistência domiciliária. Outra ideia é a criação de um Banco Local de ajudas técnicas – a Câmara Municipal pode ceder a título de empréstimo cadeira de rodas, andarilhos, canadianas ou camas elétricas, a pessoas que necessitam”, indicou também. Outra das suas prioridades estratégicas é a educação, onde promete defender o aumento do rácio de assistentes operacionais, obras de adaptação aos problemas sinalizados, uma melhoria da alimentação, bem como das atividades, e melhor operacionalização das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) e componentes de apoio à família (CAF). “Acreditamos que um futuro mais equilibrado e com oportunidades reais para todos é possível”, concluiu. Na corrida à cadeira da presidência, Mário Rui Briosa, da CDU, irá defrontar o atual vice-presidente Jorge Sampaio, escolhido pelo PSD e que conta o apoio do CDS-PP; Ana Matias, pelo PS, e José Menezes, do Chega. Teresa Cardoso, que cumpre atualmente o seu terceiro mandato, foi eleita presidente da Câmara Municipal de Anadia em 2021, pelo MIAP, com 45,34% dos votos; enquanto o PSD arrecadou 27,16%, PS 13,28%, CDU 5,31%, Chega 2,42% e Iniciativa Liberal 1,71%. O executivo da Câmara de Anadia é formado por quatro eleitos do MIAP, dois do PSD e um do PS. As eleições autárquicas decorrem em 12 de outubro.

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Num comunicado enviado às redações, a estrutura local lembra que Aveiro tem acolhido resíduos “há mais de três décadas” - primeiro em Taboeira e, mais recentemente, em Eirol, onde funciona a Unidade de Tratamento Mecânico-Biológico (UTMB) e o aterro sanitário. “Esta situação chegou ao fim da sua tolerância”, realça. Ainda na situação atual, a IL recorda a recusa em expandir aterros por parte da autarquia e a necessidade de soluções modernas e sustentáveis. “Como alternativa válida e alinhada com boas práticas ambientais, Aveiro apoia a construção de uma incineradora na Região Centro, conforme previsto no Plano de Ação TERRA, que inclui valorização energética dos resíduos”, refere a nota. Face a esta realidade, a IL Aveiro defende uma “distribuição equitativa da carga de resíduos entre os municípios”. “Aveiro não pode continuar a ser o ‘sumidouro regional’ enquanto outros concelhos evitam essa responsabilidade”, insiste. O partido exige  “taxas justas para os cidadãos” e “investimento em soluções inovadoras”.  A IL propõe a aplicação do modelo PAYT (“Pay-As-You-Throw”), em que cada munícipe paga em função da quantidade de resíduos indiferenciados que produz, incentivando à reciclagem e à redução do lixo. Para a IL, qualquer prolongamento do funcionamento do aterro de Eirol deve estar condicionado a acordos juridicamente vinculativos, com prazos definidos e contrapartidas públicas em áreas como o ambiente e as infraestruturas. No que toca às medidas a tomar, o partido aponta o apoio “sem hesitações” da construção da incineradora na Região Centro; acordos “transparentes” que salvaguardem os aveirenses e a reformulação de “imediato” do sistema de tarifação de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU).

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