UA recebe financiamento de cerca de meio milhão de euros para desenvolver investigação biomédica
Um estudo sobre o mecanismo que desencadeia uma doença autoimune rara com início na infância, liderado pelo investigador Philippe Pierre, do Instituto de Biomedicina (iBiMED) da Universidade de Aveiro (UA), é um dos nove projetos portugueses de investigação biomédica de excelência e com elevado impacto social que contará com o apoio da Fundação “la Caixa”, no âmbito do Concurso CaixaResearch para a Investigação em Saúde 2024.
Redação
Financiado com perto de meio milhão de euros, este projeto estudará, segundo uma nota enviada à Ria, células imunes com produção patogénica de interferão e utilizará organoides de vasos sanguíneos capilares para elucidar como as mutações encontradas nos doentes podem amplificar as vasculopatias. Utilizando uma abordagem multidisciplinar, os investigadores tentarão a definir a relação entre o circuito integrado de resposta ao stress e ao gene STING, no contexto do aparecimento na infância de interferonopatias e vasculopatias.
O organismo tem de se adaptar constantemente a situações de stress provocadas por fatores ambientais ou genéticos. Para isso, dispõe de vários mecanismos que previnem a interrupção do funcionamento normal das células e dos tecidos. Um desses mecanismos é a resposta integrada ao stress, um circuito de moléculas que responde aos fatores de stress regulando e equilibrando a síntese proteica. Este circuito é mediado pela proteína PERK, necessária para a produção do interferão de tipo I, que ajuda a regular a atividade do sistema imunitário. Foram encontradas mutações nos genes que regulam este mecanismo em pacientes com tendência a doenças autoimunes.
Do mesmo modo, a descoberta de mutações em dois genes em crianças que sofrem de uma doença autoimune rara denominada SAVI (vasculopatia associada ao STING com início na infância), sublinha a necessidade de compreender melhor os processos moleculares que levam ao desenvolvimento deste tipo de doença.
O CaixaResearch para a Investigação em Saúde é um concurso que conta com a participação de peritos internacionais de grande prestígio nas suas áreas de estudo para selecionar os projetos com maior excelência científica e impacto social. A seleção conta com a contribuição da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), que financia com quase 2,5 milhões de euros três dos nove projetos portugueses distinguidos nesta edição.
Entre os 29 projetos de investigação em biomedicina selecionados encontram-se nove de seis centros de investigação portugueses: Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto, Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade Nova de Lisboa (ITQB Nova), Instituto Gulbenkian de Medicina Molecular (GIMM), Instituto de Biomedicina (iBiMED) da Universidade de Aveiro, Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho e Fundação Champalimaud. Estes nove projetos selecionados receberão um apoio superior a 7,6 milhões de euros.
O concurso, que nesta sétima edição recebeu 580 propostas de investigação básica, clínica e translacional, está especialmente direcionado para enfrentar desafios de saúde nas seguintes áreas: doenças infeciosas (com sete projetos selecionados, cinco dos quais em Portugal), oncologia (seis projetos selecionados, um deles em Portugal), doenças cardiovasculares e metabólicas (cinco projetos selecionados, um deles em Portugal) e neurociências (cinco projetos selecionados, um deles em Portugal). Além disso, seis outras iniciativas selecionadas (uma das quais em Portugal) desenvolverão tecnologias facilitadoras num destes domínios.
Entre as iniciativas dos Centros de Investigação, destacam-se, projetos que visam encontrar novas estratégias para combater as bactérias que causam a tuberculose; modular a ação dos linfócitos T e evitar respostas imunitárias hiperativas; compreender melhor o processo de formação de metástases de tumores da mama para as prevenir; desenvolver a deteção precoce de doenças neurodegenerativas; compreender como o parasita que causa a doença do sono consegue invadir os tecidos; ou desenvolver um tratamento para a doença de Machado-Joseph, uma doença neurodegenerativa hereditária rara.
Os apoios representam um suporte financeiro de até 500.000 euros para projetos apresentados por uma única organização de investigação e de até um milhão de euros para projetos apresentados por consórcios de duas a cinco organizações de investigação. Todos eles terão até 3 anos para executar as suas investigações.
Os projetos apresentados em consórcio nesta edição envolvem grupos de investigação dos Países Baixos, Alemanha, Singapura, Itália, Israel e Austrália.
A cerimónia de entrega dos apoios decorreu na terça-feira, 12 de novembro, no CaixaForum Madrid, em Espanha.
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AAUAv: Estudantes reúnem hoje para discutir planos de atividades e orçamentos
A primeira Assembleia Geral de Alunos (AGA) do novo mandato da AAUAv, marcada para a tarde de hoje, vai ser pautada pela discussão de plano de atividades e orçamentos. Depois de aprovada a ata da última AGA e de a presidente da direção, Joana Regadas, cumprir com o ponto de informações, vão ser apresentados, discutidos e votados os Planos de Atividades e Orçamento dos Núcleos Setoriais da AAUAv pendentes. Como ponto quarto da ordem de trabalhos, voltam a ser apresentados, discutidos e votados planos de atividades e orçamentos: desta feita, são os documentos da AAUAv para o mandato de 2026. Após esta discussão, passam a estar em análise os documentos do Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro (GrETUA) e do Nexus, terminando a reunião no ponto de “outros assuntos”.
UA garante que pagamentos de bolsas de investigação estão regularizados desde o início de fevereiro
A UA detalha que o atraso inicial se deveu ao facto de a FCT apenas ter comunicado os resultados dos concursos no final de novembro. Logo no início de dezembro, a UAteve de solicitar aos bolseiros documentação que anteriormente era entregue à FCT, mas que a Fundação não disponibilizou às instituições, como dados pessoais, habilitações e IBAN. Devido ao tempo necessário para a validação destes elementos, foi “tecnicamente impossível”processar os pagamentos no primeiro dia útil de janeiro, tendo a situação sido regularizada no início de fevereiro.Recorde-se que, numa reportagem publicada pela Ria na passada segunda-feira, dia 2, alguns dos bolseiros entrevistados no decorrer do mês de fevereiro diziam ainda não ter recebido e não ter informação de quando iriam receber. Atualmente, a gestão de “159”processos está a ser assegurada por uma equipa de três técnicos. Segundo a Universidade, não existem pagamentos em atraso desde o primeiro dia útil de fevereiro e os “22”processos ainda não concluídos aguardam apenas a receção de documentação obrigatóriajá solicitada aos bolseiros, produzindo efeitos financeiros a partir de abril. Relativamente às críticas sobre a comunicação e organização do processo, a UA faz notar que a sua equipa técnica tem assegurado o esclarecimento de dúvidas “inclusive fora do horário normal de expediente e durante o fim de semana”. A instituição lamenta o que descreve como “ruído alheio à realidade factual” e reafirma o seu compromisso com o respeito pelos direitos dos bolseiros.
FADU quer aumentar prática de desporto universitário em 15% ao ano
Um dia depois de ter sido apresentado em Aveiro, o programa de fomento do desporto universitário (+DU) apresenta-se ambicioso, contando como ‘meta base’ os 40 mil estudantes do ensino superior já envolvidos no presente ano letivo de 2025/26. Apesar de apontar a valores de 15% ao ano [para 46 mil], o crescimento pode chegar aos 25%, de acordo com a FADU, que vai conceder apoios até aos dois mil euros por iniciativa local, financiando até 80% do orçamento de cada. A prioridade deste plano passa por combater o sedentarismo em contexto académico, a aposta na formação e em carreiras duais, na inovação e no conhecimento e, ainda, na coesão territorial e o desenvolvimento regional. O programa vai aceitar até 30 de abril candidaturas a projetos anuais ou plurianuais. “A nossa ambição é clara e estruturada. Alargar a base de participação, envolvendo mais clubes e estudantes-atletas. Reforçar a diversidade competitiva, com mais modalidades e modelos mais exigentes (…) e garantir maior investimento, maior articulação estratégica e plena integração nas políticas públicas”, afirmou o presidente da FADU, Diogo Braz.
Estudo da UA revela que incêndios e pressão humana ameaçam presença do lobo-ibérico a sul do Douro
O estudo, conduzido pela Unidade de Vida Selvagem (UVS) do Centro de Estudos do Ambiente (CESAM) e do Departamento de Biologia da UA, alerta para o impacto negativo dos sucessivos incêndios e queimadas, essencialmente nas áreas de matos, habitat identificado como "essencial" para a permanência desta espécie protegida. A investigação indica ainda que o lobo tende a evitar áreas com maior presença humana devido ao elevado nível de conflito associado aos prejuízos causados aos produtores de gado e à consequente perseguição sentida na região. Segundo os investigadores, esta combinação de fatores leva o lobo a selecionar áreas de menor qualidade de habitat, tendo de procurar um equilíbrio entre a distância aos humanos e uma paisagem menos adequada. Nos últimos 15 anos, a equipa da UA tem monitorizado a população a sul do rio Douro através da recolha de indícios, análises genéticas e câmaras de armadilhagem fotográfica para confirmar a existência de alcateias e detetar eventos de reprodução. Face aos resultados, os especialistas sublinham que "há futuro para a espécie", mas sugerem uma gestão do território mais adequada. Entre as principais recomendações destacam-se a redução da área ardida e a promoção da regeneração de espécies nativas em zonas afastadas das povoações, permitindo criar refúgios para o lobo e para as suas presas selvagens. Para os investigadores, é fundamental realizar um esforço de "contacto próximo com as comunidades locais", assegurando uma comunicação clara sobre as medidas de conservação. A nota enviada à Ria reforça ainda a importância de valorizar as áreas de matos e de reformular o sistema de compensação de prejuízos causados pelo lobo, de modo a torná-lo "mais célere, simples e transparente", reduzindo a carga burocrática para os criadores de gado.
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Autarquia apresenta esta tarde projeto de qualificação do Bairro da Beira-Mar à população
Segundo escreve a autarquia, a intervenção “enquadra-se numa estratégia estruturada que identifica o centro histórico e os bairros tradicionais como territórios prioritários para a reabilitação urbana, a qualificação do espaço público e o reforço da função residencial”. Estarão presentes o presidente Luís Souto e pela equipa técnica do gabinete responsável pela elaboração do projeto, que fará a apresentação detalhada da proposta e dos seus objetivos estratégicos.
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Feira de Março: Município espera aumento de mais de 35% da afluência relativamente a 2025
Em 2025, aquando da apresentação da Feira, o ex-presidente da CMA, José Ribau Esteves, disse que esperava atingir os “700” mil visitantes. No entanto, os números ficaram aquém das expectativas: de acordo com uma nota de imprensa enviada pela autarquia à comunicação social, apenas “550” mil pessoas estiveram presentes nessa edição. Agora, Luís Souto é ainda mais ambicioso do que o seu antecessor e diz que o objetivo é chegar às “750” mil pessoas. “Temos que crescer”, disse Luís Souto, rapidamente corroborado por Pedro Almeida, que sublinha que este será “um ano para bater recordes”. O vereador aponta que, nos “aspetos que [a Câmara] consegue controlar”, estão a ser reforçadas todas as medidas que possam significar um aumento da afluência, mas não esquece que o mau tempo pode representar um papel importante: “Se tivermos um fim-de-semana de bom tempo, diria que podemos ter números aproximados de 60 a 70 mil [pessoas a ir à Feira de Março] [...] Se falharmos dois fins-de-semana porque o tempo está agreste, podemos ter uma redução de quase 100 mil”. “Depende do fator São Pedro. Já estivemos a fazer contactos para ver se podemos ter alguma ajuda”, brincou. Nesta edição, em que se comemoram os 590 anos da Feira de Março, o certame volta a decorrer no Parque de Feiras e Exposições de Aveiro. A abertura de portas acontece a 25 de março, pelas 10h30 - dia em que se dá a inauguração oficial do evento, pelas 17h00, e em que vai ser lançado fogo de artifício, pelas 21h30. A Feira termina a 26 de abril. O crescimento da Feira de Março fica também espelhado no aumento do orçamento para o evento. Dos “854” mil que estavam previstos na edição passada, a CMA passa agora a orçamentar “950” mil euros para a Feira. O reforço acaba por se traduzir, entre outros aspetos, numa forte aposta na comunicação e no aumento do cachet dos artistas. Luís Souto não deixou de notar que o aumento no investimento é controlado. Durante a sua intervenção, o autarca deixou farpas aos executivos do PS que governaram a Câmara Municipal no início do milénio e referiu que não quer voltar a ter os problemas de “outros tempos”, frisando que tem “contas certinhas”. “É uma vantagem que tenho o vereador Pedro Almeida [como responsável], que também tem as finanças [o pelouro]. Sabe que não se pode esticar muito”, atirou. Com o aumento do orçamento, aumenta também o valor mínimo do custo dos bilhetes para os espetáculos. Antes o valor mínimo do bilhete estabelecia-se nos três euros e agora passa a ser de quatro - esse será o custo da entrada em todos os concertos, à exceção de Vizinhos, MC Ryan SP e Fernando Daniel, em que o ingresso custará seis euros. Pedro Almeida justifica que a ideia foi “uniformizar” mais o valor e dá nota também de que o acréscimo de receita esperada vai servir para colmatar o aumento da despesa prevista. Não obstante, continuam a ser “preços populares”, frisa Luís Souto, e não será por este aumento que alguém ficará de fora. Por outro lado, a CMA resolveu também lançar um desconto familiar de “25%” para famílias de, pelo menos, três pessoas, sendo que crianças até aos 11 anos não pagam. Recordes que já estão batidos são os do número de empresas e de associações presentes. Serão “240” empresas - que, segundo o presidente, aparecem na mostra também a reforçar a identidade empresarial do concelho - e “37” associações. O reforço do tecido associativo a marcar presença na Feira é algo que Luís também destaca como marca duma aposta na “coesão territorial”, uma vez que muitas das coletividades aparecem em representação das suas freguesias. Em relação ao ano passado, Pedro Almeida acrescentou ainda que foi colocado um limite à venda de bilhetes online, de forma a que as pessoas consigam sempre comprar bilhetes presencialmente. Tendo o espaço uma lotação máxima de “20” mil pessoas, a venda de bilhetes online é interrompida quando estiverem vendidos “10” mil ingressos. A partir daí, passa apenas a ser possível comprar ingressos no secretariado. Todos os espetáculos têm início pelas 22h00, menos na segunda-feira de Páscoa, dia 6 de abril, em que o concerto de Sons do Minho arranca pelas 15h00.
Feira de Março 2026: Vizinhos, Fernando Daniel, António Zambujo e Wet Bed Gang entre os destaques
Entre os concertos já anunciados pela Câmara Municipal de Aveiro estão Vizinhos (27 de março), António Zambujo (28 de março), Bárbara Bandeira (3 de abril), MC Ryan SP (4 de abril), Sons do Minho (6 de abril), Sara Correia (10 de abril), Marisa Liz (11 de abril), Lon3r Johny (17 de abril), NAPA (18 de abril), Fernando Daniel (24 de abril) e Wet Bed Gang (25 de abril). Nos dias de concertos, o bilhete terá sempre o custo de quatro euros, à exceção de 27 de março, 4 de abril e 24 de abril. Nesses dias, em que atuam Vizinhos, MC Ryan SP e Fernando Daniel, respetivamente, encarados como cabeças-de-cartaz, o bilhete custa seis euros. Famílias de pelo menos três pessoas que entrem no recinto beneficiam de um desconto de 25% no preço dos bilhetes. Tal como tem sido habitual nas últimas edições, os concertos realizam-se no recinto da feira, no Parque de Exposições de Aveiro, integrados na programação cultural que acompanha a mostra económica, a gastronomia, as diversões e as atividades associativas. A Feira de Março mantém-se como a primeira feira franca nacional anual e uma das maiores mostras económicas da Região Centro, reunindo anualmente centenas de milhares de visitantes ao longo de mais de um mês de programação.