Autárquicas 2025: socialista Alberto Souto de Miranda apresenta propostas para habitação
Alberto Souto de Miranda apresentou a segunda proposta do seu programa eleitoral para as eleições à Câmara de Aveiro. ‘Habitação e Residências Estudantis mais acessíveis’ é o tema da publicação na sua página de Facebook, datada de domingo, dia 2.
Redação
Contrariamente ao que acontece a nível nacional, “o atual Executivo, dispondo de terrenos para construção, anda a alienar os mesmos e renunciou às verbas do PRR, a custo zero, que estavam disponíveis para construir habitação”, começa por referir Alberto Souto no texto introdutório às propostas socialistas para a habitação no município de Aveiro. “A insensibilidade social e o desprezo pela dignidade humana são incompreensíveis”, apontou o socialista no início da sua publicação.
Na última assembleia municipal o tema central foi também o da habitação com PS, BE e PCP a votarem contra a alienação de património no valor de 15,1 milhões de euros. A oposição ao atual executivo consideraram que a venda vai contribui para a diminuição da quantidade de terrenos e imóveis disponíveis para investimento futuro em habitação social e consequentemente para o aumento da bolha imobiliária na cidade.
Como soluções, o socialista aponta a aprovação da Estratégia Local de Habitação, “instrumento legal indispensável para planeamento e financiamentos”, repara Alberto Souto. O socialista apresentou ainda o “Programa comprar para arrendar”, onde o município contratualizaria com operadores imobiliários a aquisição de imóveis habitacionais que seriam depois “colocados diretamente no mercado de arrendamento acessível”. Alberto Souto sublinhou ainda a necessidade de “dar resposta imediata às situações urgentes através de um «Programa de arrendamento e subarrendamento municipal»”, propondo que o município assuma o arrendamento a preço de mercado e subarrende “a preços mais acessíveis a quem deles necessitar, suportando o diferencial”, lê-se nas propostas apontadas.
Alberto Souto abre portas também à negociação com os proprietários de Alojamento Local (AL), propondo “o arrendamento na época baixa, para dar resposta a situações de resposta imediata” e a criação de um programa que estimule a “transferência dos AL para o mercado de arrendamento”. Apoiar a construção a custos controlados, incentivar a construção de prédios para arrendar e a reabilitação de “todos os bairros sociais (negociando com o IHRU)” são também ideias que constam das propostas apresentadas pelo candidato socialista às eleições autárquicas.
No que toca à esfera das residências universitárias, Alberto Souto propõe “negociar com a Universidade e com privados a cedência de terrenos para a construção de residências universitárias”, utilizando a negociação com o Estado de mobilização “do terreno em frente ao Tribunal para habitação/residência universitária” assim como a “a transformação do estabelecimento prisional de Aveiro em residência universitária”. Com a Universidade, o socialista propõe ainda negociar “a transformação dos silos da antiga Moagem” para residência universitária.
Recomendações
Aveiro acolhe esta sexta-feira a 6ª edição do corta-mato e traz condicionamentos de trânsito
A atividade será composta por “quatro provas”, onde estão incluídas as provas adaptadas, e com distâncias que variam entre os 1000 e os 3500 metros. O corta-mato tem início marcado para as 10h15 e fim previsto para as 13h00. Na nota, a autarquia alerta ainda que para a realização do evento haverá alguns condicionamentos de trânsito, ao “longo da manhã nas imediações do Parque”. Assim, cinco arruamentos estarão com trânsito condicionado: Avenida Araújo e Silva; Rua das Pombas; Rua de Santa Maria da Feira; Rua Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Aveiro e Rua de Oliveira de Azeméis. “A Câmara Municipal de Aveiro apela, por isso aos condutores, que evitem esta zona da Cidade entre as 09h30 e as 13h30 desta sexta-feira”, lê-se.
Prova de Corta-Mato que decorre no Parque da Cidade condiciona trânsito na sexta-feira
Nesta 6.ª edição do Corta-Mato do Município de Aveiro está programada a participação de cerca de 1300 alunos entre os 5º e o 12º ano de todas as escolas básicas e secundárias de Aveiro. A competição é composta por quatro provas, onde se encontram incluídas as provas adaptadas, tem o seu início marcado para as 10h15 e o fim previsto para as 13h00. As distâncias variam entre os 1000 e os 3500 metros. Devido à realização da prova, vão estar condicionadas a Avenida Araújo e Silva, a Rua das Pombas, a Rua de Santa Maria da Feira, a Rua Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Aveiro e a Rua de Oliveira de Azeméis. Os constrangimentos vigoram entre as 9h30 e as 13h30.
Um morto em despiste de camião na A17 em Aveiro
Por motivos ainda não determinados, o camião, que transportaria madeira e seguia no sentido Aveiro/Figueira da Foz, despistou-se na zona de Oliveirinha. Do acidente resultou a morte do condutor e único ocupante do pesado de mercadorias, tendo o óbito sido declarado no local. O alerta para o acidente foi recebido pelas 12:21, tendo sido deslocado para o acidente a viatura médica de emergência (VMER) e meios dos Bombeiros Velhos de Aveiro, além do Destacamento de Trânsito da GNR e de uma equipa técnica da ASCENDI, concessionária daquela autoestrada.
Aveiro aprova mais de 49 mil euros para obras complementares em três ruas
De acordo com uma nota de imprensa enviada à Ria, os trabalhos complementares aprovados têm um “valor de 49.671,73 euros, acrescido de IVA”, e um prazo de execução de “sete dias”. Além do mais, foi ainda aprovada a supressão de trabalhos no valor de “46.259,32 euros, correspondente a uma redução de 6,251% do valor da adjudicação, sem lugar a indemnização ao empreiteiro”. No comunicado, a autarquia recorda ainda que esta é uma obra “prioritária” dado o “elevado desgaste dos arruamentos, sujeitos a tráfego intenso, nomeadamente na ligação entre a Estrada de São Bernardo e a rotunda junto ao Parque de Exposições de Aveiro”. A obra foi adjudicada à empresa Urbiplantec – Urbanizações e Terraplanagens, Lda., pelo valor de 784.400 euros, e abrange uma extensão total de cerca de 1,45 quilómetros e tem como objetivo melhorar a qualidade urbana, a segurança e o conforto da circulação rodoviária e pedonal, bem como qualificar as redes de águas pluviais.
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UA acelera transformação na formação ao longo da vida com apoio da Universidade ECIU
Foi num sofá branco, no centro dos Serviços de Gestão Académica da Universidade de Aveiro, no Edifício Central da Reitoria, que Paulo Jorge Ferreira e Niall Power refletiram sobre a aposta da instituição na formação ao longo da vida. Durante cerca de meia hora, ao final do dia, a conversa decorreu com o som das portas que iam marcando a saída dos funcionários após mais um dia de trabalho. Numa parte inicial da conversa, a Ria começou por desafiar Paulo Jorge Ferreira a comentar os últimos dados divulgados, no ano passado, a nível nacional, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), onde, conforme noticiado pelo jornal Eco, revelavam que, em 2022, “menos de metade dos adultos em Portugal participaram em, pelo menos, uma atividade de educação (formal ou não)”. O país encontrava-se ainda abaixo da média comunitária. Questionado sobre o que está a falhar, o reitor foi direto: “Tem falhado nas soluções de requalificação e nas soluções de formação superior profissional”. Segundo explicou, é precisamente nas formações de curta duração, que não se enquadram nem nas licenciaturas nem nos mestrados tradicionais, que se encontram as maiores lacunas. “No número de jovens adultos com diplomas de licenciatura ou de mestrado, Portugal até está um ponto acima da média da OCDE. No restante, infelizmente, estamos vários pontos abaixo”, afirmou. Paulo Jorge Ferreira recordou ainda que muitos trabalhadores e empregadores continuam sem plena consciência da importância da formação ao longo da vida. “Isto foi demonstrado em inquéritos que nós próprios fizemos. Quer os trabalhadores, quer as empresas que os empregam, não têm absoluta consciência daquilo que seria para eles vantajoso e oportuno proceder a essas formações”, sublinhou. Sobre o papel da Universidade de Aveiro neste processo, o reitor destacou o caminho desenvolvido desde 2019, ano em que a instituição integrou a Universidade Europeia ECIU. “O compromisso principal era providenciar soluções de requalificação para um mundo em mudança.Isso obriga a desenhar métodos específicos para essa requalificação e a alterar todo o paradigma de ensino para que faça sentido”, explicou. “Requalificar um conjunto de 20 pessoas com histórias e passados formativos (…) e idades totalmente diferentes, expectativas quanto às carreiras totalmente diferentes, é muito mais difícil do que pegar num grupo de pessoas com 18, 20 ou 22 anos e levá-los do ponto inicial até ao ponto final”, continuou Paulo Jorge Ferreira. Questionado sobre a forte aposta da UA nestas formações curtas, como microcredenciais, e como a instituição poderia aumentar o número de matriculados, o reitor recordou o papel dos “governantes”. “Dizem-nos os nossos governantes que temos pleno emprego, nesta altura. Pleno emprego, o que é? É estarmos empregados? Ou é termos um emprego no qual damos o melhor que seríamos capazes de dar? E aqui é que começa a diferença entre a necessidade da requalificação e a ligação da requalificação com o progresso económico e o progresso do país e a situação em que estamos”, vincou. “Pleno emprego para mim é quando cada um está a dar o máximo que é capaz de dar, quando cada um foi até ao limite das suas competências, e está a transformá-las em valor no mercado”, prosseguiu Paulo Jorge Ferreira. Quanto ao futuro das microcredenciais, o reitor acredita que as diferenças atualmente visíveis na oferta destas formações entre as diferentes unidades orgânicas, na UA, se irão acabar por “desvanecer”. “Se esperarmos alguns anos, vamos ver que estas diferenças de arranque que se toleram neste momento, em que estamos numa fase muito embrionária das propostas, se vão desvanecer e eu acho que vai aparecer propostas de requalificação por todas as áreas”, esperançou. Numa segunda etapa da conversa, Niall Power aproveitou ainda o momento para apresentar a Universidade ECIU. “É uma associação de universidades a nível europeu, desde 1998, para que as universidades participantes possam cooperar, colaborar, procurar soluções para as suas próprias universidades, regiões e fazer isto em cooperação com outros parceiros”, descreveu. A UA juntou-se a este consórcio, tal como descrito acima, no ano de 2019. Questionado sobre o impacto atual da ECIU na instituição, Niall deu nota que, atualmente, a associação envolve, no caso da UA, mais de “3500 estudantes individuais” e mais de “6 mil participações”. Ainda assim, mais do que aumentar o número de participações, a UA pretende cumprir com um outro objetivo: “Propor um modelo de ensino superior com uma dimensão europeia que seja muito atraente e alcançável pelos cursos que existem também em Portugal e nos diferentes países participantes. Queremos antecipar um modelo de ensino superior que seja alcançável para todos”, admitiu. Segundo o diretor, desde 2022, a Universidade ECIU oferece mais de “440 cursos”, através da sua plataforma. “Eu não vou dizer que é igual à Netflix, mas a ideia está um pouco inspirada. (…) Os estudantes da UA podem entrar e escolher cursos entre os desafios societais ou microcursos que levem depois à microcredencial”, explicou. “Quando um estudante realiza um desses cursos, é automaticamente emitido um passaporte eletrónico de competências, associado ao Europass, ao sistema europeu de reconhecimento de qualificações. (…) A ECIU é a única rede europeia de universidades capaz de oferecer essa oportunidade, de obter um microcredencial emitido pelo Europass”, continuou Niall. Apesar de, até ao momento, os cursos da Universidade ECIU só estarem disponíveis para os estudantes da UA, Niall Power anunciou à Ria que em “muito breve prazo, nas próximas semanas, vão-se tomar decisões importantes que vão proporcionar a possibilidade dos antigos alunos ou recém-graduados” poderem também participar. “Estamos também em conversas e a trabalhar em conjunto com algumas empresas, inclusive, em Portugal, para que os seus próprios quadros possam também participar nos cursos de ECIU”. Prestes a entrarmos na reta final da conversa, Paulo Jorge Ferreira recordou ainda que, nos dias de hoje, a Universidade ECIU envolve “cerca de 350 mil estudantes” por toda a Europa. Para o reitor, o potencial de crescimento deste consórcio e no conjunto de formações curtas “é muito grande”. “Uma coisa que, no futuro, acho que pode acontecer é o estudante solicitar formações em áreas concretas e, no fundo, consolidar, empilhar todas essas formações e constituir algo que lhe é reconhecido como uma habilitação oficial de nível superior. (…) Era a passagem de currículos pré-fabricados pelas instituições para currículos que eram construídos pelo próprio estudante. E isto seria o máximo da flexibilidade e o máximo da motivação porque permitia a cada um escrever a sua própria caderneta formativa e, em certa medida, escolher o seu próprio futuro”, rematou.
Governo apresentará nova proposta sobre prémio salarial em breve
Questionado pelo deputado do PS, António Mendonça Mendes, numa audição no parlamento, sobre o ponto de situação do prémio salarial, o ministro referiu que "quem se inscreveu em 2024 teve o pagamento em 2024 e 2025, o Governo está a rever a questão do prémio salarial e apresentará uma nova proposta em breve". Perante a insistência sobre este apoio, cuja lei está ainda em vigor, o ministro disse apenas que "o Governo tomou a decisão de rever o prémio salarial". O prémio salarial representa uma devolução das propinas aos jovens até aos 35 anos, sendo pago todos os anos pelas Finanças, mediante pedido de acesso pelos jovens, durante o número de anos equivalente ao ciclo de estudos que levou à atribuição do grau académico. A legislação prevê que as candidaturas decorrem anualmente até 31 de maio, mas o Governo não abriu as candidaturas. O incentivo foi criado pelo Governo de António Costa em 2023 para permitir que os jovens trabalhadores, até ao ano em que fazem 35 anos, possam pedir ao Estado a devolução das propinas como reconhecimento da conclusão da licenciatura ou do mestrado. No caso de uma licenciatura, o montante pago é de 697 euros e, no do mestrado, de 1.500 euros (num mestrado integrado, os anos correspondentes à licenciatura dão direito a 697 euros e os referentes ao mestrado aos mesmos 1.500 euros).
Portugal ultrapassou a meta de 2,5 milhões de pessoas vacinadas contra a gripe
De acordo com o documento, 2.507.573 pessoas foram vacinadas contra a gripe desde o início da campanha de vacinação sazonal, em 23 de setembro, das quais 1.341.224 em unidades do Serviço Nacional de saúde e 1.163.852 em farmácias. Contra a covid-19, foram vacinadas mais 3.418 pessoas nos últimos sete dias, elevando para 1.327.218 o total de vacinados, refere o relatório, indicando que 698.859 receberam a vacina no SNS e 627.155 nas farmácias, A campanha de vacinação sazonal outono-inverno 2025-2026 decorre até 30 de abril de 2026, em unidades de saúde do SNS e em 2.500 farmácias comunitárias, e o objetivo da DGS é vacinar cerca de 2,5 milhões contra a gripe e 1,5 milhão contra a covid-19. Os dados indicam que a cobertura vacinal contra a gripe nas pessoas com mais de 85 anos está nos 86,98%, no grupo etário entre os 80 e os 84 anos está nos 78,11%, no grupo entre os 70 e os 79 anos situa-se nos 74,47% e nos maiores de 65 anos nos 72,69%. A cobertura vacinal da covid-19 é mais baixa do que a da gripe, atingindo os 59,15% nos maiores de 85 anos, os 47,82% entre os 80 e os 84 anos, os 42,90% entre os 70 e os 79 anos, e 42,94% nos maiores de 65 anos. As autoridades de saúde têm reforçado o apelo à vacinação devido ao aumento das infeções respiratórias agudas e dos casos de gripe que têm causado um aumento da procura das urgências, do INEM e da Linha SNS 24. A DGS recomenda a vacinação contra a gripe e a covid-19 a todos os maiores de 60 anos, aos doentes crónicos de todas as idades e aos profissionais de saúde, recordando a importância da imunização contra estes vírus.
Aveiro acolhe esta sexta-feira a 6ª edição do corta-mato e traz condicionamentos de trânsito
A atividade será composta por “quatro provas”, onde estão incluídas as provas adaptadas, e com distâncias que variam entre os 1000 e os 3500 metros. O corta-mato tem início marcado para as 10h15 e fim previsto para as 13h00. Na nota, a autarquia alerta ainda que para a realização do evento haverá alguns condicionamentos de trânsito, ao “longo da manhã nas imediações do Parque”. Assim, cinco arruamentos estarão com trânsito condicionado: Avenida Araújo e Silva; Rua das Pombas; Rua de Santa Maria da Feira; Rua Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Aveiro e Rua de Oliveira de Azeméis. “A Câmara Municipal de Aveiro apela, por isso aos condutores, que evitem esta zona da Cidade entre as 09h30 e as 13h30 desta sexta-feira”, lê-se.