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Críticas à “opacidade” da gestão de Ribau Esteves pautam apresentação do programa do Chega-Aveiro

A candidatura do Chega aos órgãos autárquicos do Município de Aveiro encheu a sala do Hotel Imperial no passado domingo, dia 21, para apresentar o programa eleitoral do partido. No seu discurso, Diogo Soares Machado, candidato à Câmara Municipal de Aveiro (CMA), acusou José Ribau Esteves, atual titular do cargo, de conduzir uma gestão municipal “opaca, nebulosa, dúbia, exclusivamente construída em cima de negociatas e situações muito mal explicadas”.

Críticas à “opacidade” da gestão de Ribau Esteves pautam apresentação do programa do Chega-Aveiro
Gonçalo Pina

Gonçalo Pina

24 set 2025, 09:59

O jantar-comício arrancou perto das 21h00 com a receção aos candidatos aos órgãos autárquicos e aos deputados do partido eleitos pelo círculo de Aveiro. Com mais de 100 presentes na sala, foi preciso esperar até perto da meia-noite para ouvir falar os principais responsáveis da noite.

O último candidato a ter a palavra foi Diogo Soares Machado. Nas primeiras palavras, o cabeça-de-lista fez uso do dicionário para explicar a palavra “norma”. Segundo conta, a norma é o “estado habitual conforme à regra estabelecida, ou seja, o estado habitual que obedece à regra estabelecida”.

A introdução serviu para contar o que é que, no entender do Chega, é normal ou não é. É normal, diz, que a família seja o núcleo central da sociedade e que o homem e a mulher sejam a base natural dessa família. Da mesma forma, o candidato considera que a norma é “que se valorize a natalidade, que se protejam os filhos e que se respeitem os mais velhos”.

O candidato não se alongou, mas a ideia remete para o programa eleitoral. De entre os 12 compromissos assumidos pelo Chega, um deles intitula-se de “Compromisso com as famílias”. Entre as propostas, o partido quer a redução do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em 30% para famílias com um filho e 50% para famílias com dois filhos ou mais, uma bolsa de arrendamento municipal, a custos controlados, para famílias jovens e o reforço da rede do pré-escolar e das creches, em articulação com as IPSS e com as empresas.

“É também normal, para nós, que quem trabalha e paga impostos tenha de ser reconhecidoe estar primeiro sobre aqueles que se tornaram subsídio-dependentes”, continuou Diogo Soares Machado.

No seguimento, considera “normal” que se suba na vida por mérito e não por “cunhas ou cotas”. Na ótica de Diogo Soares Machado, as cotas são mesmo piores que as cunhas, no sentido em que “as cunhas nós vamos identificando, mas as cotas são uma imagem muito mais difusa”.

Na mesma senda, Diogo Soares Machado disse ser “normal” que a autoridade tenha meios para zelar pela segurança e que seja respeitada, que a justiça seja célere ou que a educação premeie o mérito e que seja “inquestionável” o respeito pelo professor na sala de aula. Também na escola, o candidato disse que o foco deve ser o conhecimento e não “ideologias nocivas e perniciosas” ou “modas e wokismos de oportunidade”.

O candidato do Chega aponta ainda que “é normal apoiar quem realmente precisa”, mas “não é normal abusar do Estado Social, que é o que acontece hoje e cada vez mais”. Para Diogo Soares Machado, é preciso que o partido “não tenha vergonha” de dizer que “é preciso apoiar os imigrantes”, mas “os que trabalham, que nos respeitem, que respeitem o país que os acolheu,que respeitem a nossa cultura, que falem a nossa língua, que se esforçam, que sejam […]vizinhos, colegas e amigos. E digam-me,dos 1,6 milhões,que percentagem é que cai neste critério?Vamos pensar nisto.Eu não preciso pensar muito”.

Sendo aceite que tudo o que tinha sido dito era, de facto, “normal”, como o coloca o candidato do Chega, então “ser do Chega é normal”, considera Diogo Soares Machado. “É essa normalidade que a eles, os mesmos de sempre, lhes custa aceitar […] Isto é ser de Portugal… e aveirense”, rematou.

Depois de “decretar” a normalidade do Chega, Diogo Soares Machado voltou-se para a sala onde discursava, denominada ‘Sala de Santa Joana’. O candidato acredita que a santa, “princesa filha do rei, que se dedicou […] a uma vida de humildade, de piedade e de serviço ao outro”, deve ser tomada como um exemplo a seguir, “não pela piedade, mas pelo serviço ao outro”.

Por oposição ao que é “normal”, o cabeça-de-lista começou a elencar o que “não é normal”: “Não é normal termos tido em Aveiro, durante 12 anos […] uma gestão municipal totalmente opaca, nebulosa, dúbia, exclusivamente construída em cima de negociatas e situações mal explicadas”.

Dirigindo-se à comunicação social, Diogo Soares Machado desafiou os jornalistas a “indagara quem pertence o imóvelonde há diasa campanha do PSDe das muletas […] se instalou”. No mesmo sentido, afirmou que “era engraçado que indagassem e que concluíssem, como todos nós já concluímos, que é uma pouca-vergonha inaceitável o que este sr. presidente [José Ribau Esteves] anda a fazer à nossa gente e à nossa terra”.

Para marcar a diferença, Diogo Soares Machado disse que não tem medo de ser escrutinado e propôs a criação de um Portal da Transparência. Nas suas palavras, a ferramenta serviria para que “qualquer munícipe do concelho e qualquer cidadão deste país, se quiser, quando quiser e onde quiser, possa consultar todos os contratos, concursos públicos, ajustes diretos, tudo”.

Também a propósito da “corrupção, das negociatas e da transparência”, Diogo Soares Machado garante que vai “proibir permanentemente, por decreto, a Câmara Municipal de Aveiro de contratar […] empresas ligadas a titulares ou familiares de cargos públicos e políticos locais”. Outra prioridade é que sejam realizadas auditorias obrigatórias às contas da Câmara por entidades independentes, como a Inspeção-Geral das Finanças (IGF), no final de cada mandato.

“Notem que cada euro desviado pela corrupção e pelas negociatas é uma escola que nós não conseguimos renovar, é um hospital que nós não conseguimos melhorar e que fica abandonado como está o nosso […] A corrupção, para além de enriquecer uns poucos, tem este efeito perverso sobre a grande maioria”, notou Diogo Soares Machado.

Voltando a uma postura de ataque a Ribau Esteves, o cabeça-de-lista do Chega apontou que “não é normal que um Município gerido por alguém como este senhor deixe a nossa rede viária, a nossa rede de passeiose as nossas cicloviasnum estado miserável”.

Para dar resposta aos problemas, o partido quer um mapeamento exaustivo de toda a rede viária do concelho. Segundo aponta, o objetivo é que o trabalho esteja pronto até julho de 2026 e que, de setembro de 2026 até dezembro de 2027, se faça um plano integrado de recuperação integral da rede viária, ciclovias e passeios de todo o concelho.

No âmbito da educação, Diogo Soares Machado prometeu a reabilitação de todas as escolas do concelho. Prioritária é a Escola Básica de Esgueira, que diz que “querem demolir para promover mais loteamento e habitação”. Para além de garantir que o estabelecimento vai ser reabilitado na integralidade, o candidato do Chega avança que vai ser montado também um recreio para as crianças do 1º ao 4º ano.

O candidato lançou ainda suspeições em relação à candidatura da “Aliança com Aveiro”, liderada por Luís Souto: “Eles querem mandá-la abaixo [à Escola] para a entregar, se calhar, aos mesmos que emprestaram a sede [de campanha]. Se calhar, digo eu. É um «suponhamos»”.

Outra proposta é a reversão imediata da “outra negociata, que é a desativação da Escola Homem de Cristo”. Diogo Soares Machado garante que, caso o Chega seja eleito para assumir os destinos da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), o estabelecimento, que foi “o primeiro edifício em Portugal a ser projetado de raiz para funcionar como liceu”, vai continuar a ser escola.

Na área da saúde, o candidato lembra a notícia do encerramento do serviço de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital de Aveiro, que aconteceu este fim-de-semana. Foi um encerramento apelidado de “pré-definitivo” e que, recorda, se segue ao encerramento das urgências de cardiologia e de ortopedia.

Em novo ataque a Ribau Esteves, Diogo Soares Machado acusa o autarca de ter prometido na primeira campanha em que concorreu à autarquia de Aveiro que “a realização e requalificação do Hospital Distrital de Aveiro” era uma prioridade, mas que apenas “deitou abaixo os barracos que eram os antigos armazéns da Câmara e construiu um parque de estacionamento em gravilha”. “Quando está sol é uma poeirada que ninguém se aguenta, quando chove é lama e buracos que só sabendo nadar”, acrescentou.

O candidato disse ainda que, no processo de reabilitação do hospital, o atual presidente teve outro papel: “Entregou os terrenos em frente à antiga reitoria e ao autocarro-bar para construir residências universitárias. A quem? Se calhar, aos amigos que emprestaram a sede de campanha na Avenida [Dr. Lourenço Peixinho].

Por tudo isso, o candidato do Chega categorizou Ribau Esteves como “o presidente mais politicamente irrelevante e insignificante que [Aveiro] já conheceu em toda a sua história”. Nas palavras do cabeça-de-lista, “gritaria, gesticular e tal, isso é com ele. Ele catapulta-se, ele promove-se, ele vai para o Japão… com o dinheiro dos aveirenses!”.

Diogo Soares Machado atirou-se ainda a Ribau Esteves pela forma como se está a envolver agora na campanha de Luís Souto. Recorde-se que, esta segunda-feira, dia 22, o presidente da Câmara esteve no “Encontro de Continuidade e Inovação” promovido pela candidatura “Aliança com Aveiro”, na sede de campanha da lista de Luís Souto. O candidato do Chega lembrou na sessão que, em reunião de Câmara, o autarca pediu para não ser envolvido na disputa eleitoral e que, aquando da escolha de Luís Souto como cabeça-de-lista por parte do PSD, Ribau Esteves criticou Luís Montenegro, presidente do partido, por, de acordo com Diogo Soares Machado, “escolher um candidato fraco e sem nenhuma experiência de gestão”.

Segundo o candidato do Chega, a continuidade propostas traduz-se na continuação das mesmas “negociatas”. Num exercício de encenação, Diogo Soares Machado conta que Ribau Esteves terá dito ao cabeça-de-lista da “Aliança” algo como: “«Ó Luís, agora vou-te apoiar e tu manténs algumas gavetas fechadas. E olha, aquela obra do gajo que emprestou a sede na Avenida, isso não pode parar»”. Na resposta, diz o candidato, Luís Souto terá garantido que as obras não vão parar.

A inovação, por outro lado, está na “impreparação” de Luís Souto, conta Diogo Soares Machado. “Nunca conheci um candidato de um partido político […] tão mal preparado, com um desconhecimento tão grande da realidade do concelho e das necessidades das pessoas, como este”.

Depois virou-se a Alberto Souto, candidato do Partido Socialista, que lembra ser irmão de Luís Souto. Diogo Soares Machado acusa o oponente de ter deixado Aveiro “completamente arruinada” quando governou a autarquia, de 1997 a 2005, e de ter feito com que empresas fechassem. Para categorizar a política de Alberto Souto, o candidato do Chega citou Margaret Thatcher: “O socialismo dura enquanto durar o dinheiro dos outros”.

Findo o discurso de Diogo Soares Machado, avançou para o púlpito o deputado do Chega Pedro Frazão. Segundo afirma, foi mandatado por André Ventura, presidente do partido, para dizer que “temos que ganhar Aveiro” aos apoiantes do partido. Segundo afirma, as palavras do líder foram semelhantes às que lhe foram dirigidas quando se candidatou como cabeça-de-lista no círculo eleitoral de Aveiro. Na altura, diz, conseguiu entregar um “resultado fantástico”. Recorde-se que o Chega elegeu quatro deputados e foi o segundo partido mais votado no distrito.

Agora, Pedro Frazão aponta que em Aveiro existem os Partidos dos Soutos: o Partido do Souto 1 (PS1) e o Partido do Souto 2 (PS2). Segundo o deputado, “são o PS e o PSD, os mesmos partidos que andam em conluio a proteger-se mutuamente […] há 51 anos, que são os responsáveis pelo desenvolvimento não só do distrito de Aveiro, mas de todo o país”.

Para explicar aquilo que alega ser um atraso nacional, Pedro Frazão fez referência ao livro que diz ter lido no comboio até Aveiro. Segundo aponta, na comparação feita entre os países desde a 2ª Guerra Mundial, Portugal foi dos que menos se desenvolveu na Europa. Nas suas palavras, é “inadmissível”, dado que o país não esteve envolvido no conflito e que, por isso, tinha mais recursos para evoluir do que outros Estados, como a Holanda, a França, a Itália ou a Bélgica.

Para Pedro Frazão, Portugal não conseguiu crescer mais porque “fomos roubados por esta elite ou pseudo-elite que nos andou a roubar, esta bandidagem que esteve no governo e que são exatamente estes dois partidos, o PS1 e o PS2”. Segundo o deputado, o partido podia mesmo fazer uma revolução, mas que, como “não é revolucionário”, vai dar uma “chapada de luva branca pela democracia, com o voto dos portugueses”.

Como já tinha feito Diogo Soares Machado, Pedro Frazão também referiu a Princesa Santa Joana, que “preside à sala”. Conforme explica, a força do Chega e de André Ventura, “com a sua sobrenaturalidade e com o desígnio que traz para Portugal” vem do mesmo lugar em que a Santa encontrava a sua força.

De seguida, notou também o nome do sítio onde se encontrava, o Hotel Império. Na sua análise, traçou um paralelismo com “esse império que Portugal já foi e que nos foi prometido pelas palavras do poeta [Fernando Pessoa], que nos prometeu o Quinto Império”. “Eu acredito que o Quinto Império está prestes a cumprir-se e que vai ser com o Chega no poder”, concluiu.

A acrescentar ao que já tinha sido dito pelo candidato do Chega à Câmara Municipal de Aveiro, Pedro Frazão fez questão de vincar alguns papéis que, na sua opinião, a autarquia deve ter. O deputado aponta que Diogo Soares Machado terá a função de impedir que a “ideologia de género” entre nas escolas e também que deve enviar eventuais “bolsas de imigrantes ilegais” que existam em Aveiro para Lisboa, onde o problema deve ser resolvido pelo primeiro-ministro.

Da mesma forma, o deputado afirma que o Hospital de Aveiro não tem ortopedia, pediatria ou cirurgia por “conivência e cobardia” dos presidentes da Câmara Municipal eleitos por PS e PSD que, critica, não se revoltam com o governo porque ficam “à espera de que lhes deem mais um tacho”.

Pedro Frazão acredita que, em sentido inverso, os autarcas do Chega vão defender as populações sem vender os seus valores. Exemplo disso será, segundo afirma, Diogo Machado, que vai estar “no comando da ação política” do distrito.

O deputado deixou ainda uma mensagem de apelo a que os autarcas do Chega não desistam. Durante o discurso, fez menção ao “coração de leão” de André Ventura e recordou situações em que os membros do Chega foram atacados: quando o líder do partido foi apedrejado em Setúbal durante a campanha para as presidenciais de 2021, quando a deputada Rita Matias foi “escorraçada” da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade de Lisboa quando ia “debater ideias” ou quando deputados do Chega “tiveram de ser retirados com cordão policial” de uma “manifestação de esquerda pela habitação”.

Numa última palavra, Pedro Frazão voltou-se para Armando Grave, candidato à Assembleia Municipal de Aveiro (AMA), para dizer que as Assembleias estão transformadas em “feiras de vaidade” dos deputados, ao invés de serem o “órgão de auscultação do povo”. Por isso, acrescentou que o atual candidato, uma vez eleito, vai honrar a sua missão.

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