SC Beira-Mar: Investidor voltou a cair, mas Nuno Quintaneiro quer sociedade desportiva até junho
O SC Beira-Mar garantiu este fim-de-semana a manutenção no Campeonato de Portugal, mas, fora do plano desportivo, as coisas continuam difíceis para os aveirenses. O novo investidor, anunciado em outubro pela direção, incorreu em incumprimento e obrigou o clube a voltar ao mercado. Nuno Quintaneiro, presidente da direção, diz à Ria que quer poder anunciar outro parceiro até junho, de forma que a próxima temporada já possa ser equacionada com objetivos mais ambiciosos.
Gonçalo Pina
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Conforme já tinha anunciado no mês de janeiro, o negócio entre o SC Beira-Mar e o novo investidor não correu como planeado e agora é mesmo oficial: o acordo caiu. Nuno Quintaneiro explica que, devido a uma situação de incumprimento, o clube foi obrigado a rescindir o pré-acordo já assinado em outubro.
A partir do momento em que o clube começou a notar que o parceiro não estava a cumprir com a sua parte, começou a “colocar as mãos no terreno e a procurar planos b”. Ainda sem nenhum entendimento, Quintaneiro acredita que o Beira-Mar deve encontrar uma solução até junho – a data limite para que seja comunicada à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) uma alteração no modelo societário do clube.
A intenção da direção é marcar uma Assembleia Geral para “explicar aos sócios com mais detalhe” tudo o que aconteceu nos últimos meses. Ainda sem data marcada para a Assembleia, uma vez que quer que a reunião aconteça num momento em que consiga dar informações concretas sobre o futuro, o presidente refere que procurou “recato” durante a época desportiva para não abalar o trabalho da equipa profissional, mas diz que este é o momento para voltar a discutir o processo.
Com pouco tempo para tomar decisões – menos de três meses, uma vez que em junho o acordo tem de estar completamente fechado -, a direção afirma que vai ser preciso um “maior compromisso inicial” da parte do parceiro escolhido. Nuno Quintaneiro recorda que, nas duas últimas tentativas frustradas de constituir uma sociedade desportiva, foi assinado primeiro um pré-acordo que serviu de “válvula” para “proteger o clube”. Agora, devido aos prazos apertados, o Beira-Mar não tem a mesma margem para avaliar o envolvimento de quem for o investidor escolhido. “As próximas semanas vão ser decisivas”, apontou o dirigente.
Nuno Quintaneiro fala numa época “difícil” disputada num “contexto adverso”
A goleada por 4-0 no encontro deste domingo, dia 12, frente ao CF União de Lamas, serviu para que o SC Beira-Mar garantisse a permanência no Campeonato de Portugal na temporada 2026/2027. O resultado significa o cumprimento do objetivo da temporada que, diz Nuno Quintaneiro, foi definido de forma “consciente”.
Fruto dos atrasos na constituição da sociedade desportiva e do consequente atraso na preparação da temporada, mas também das dificuldades orçamentais do clube, o presidente admite que se impunha um contexto “adverso” ao Beira-Mar. Na sua opinião, o clube soube transformar a situação numa oportunidade para potenciar jovens jogadores da ‘cantera’ do clube, como é o caso de Di Matos ou João Sá, que começaram a temporada na equipa B.
Não obstante, a “juventude e inexperiência” do plantel fez com que o clube passasse dificuldades acrescidas. Nuno Quintaneiro afirma que houve jogos em que o clube até esteve por cima, mas em que acabou por perder pontos devido a “erros circunstanciais”. A pesar também de forma negativa estiveram, segundo o presidente, as sucessivas lesões de vários jogadores, bem como os “erros de terceiros” que vieram prejudicar os aurinegros.
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