João Moniz é candidato à Câmara Municipal de Aveiro pelo Bloco de Esquerda
João Moniz foi escolhido por unanimidade pelo plenário de aderentes do Bloco de Esquerda de Aveiro para encabeçar a candidatura à presidência da Câmara Municipal de Aveiro nas próximas eleições autárquicas.
Redação
Tem 35 anos efoi o quarto convidado no âmbito das grandes entrevistas aos responsáveis dos partidos políticos de Aveiro, inseridas no podcast ‘Eleições Autárquicas 2025’, promovido pela Ria – Rádio Universitária de Aveiro.
João Moniz é doutorado em Ciência Política pela Universidade de Aveiro e trabalha como investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. A sua investigação foca-se na inovação institucional e na participação cidadã nas políticas públicas, tendo vários trabalhos publicados em revistas internacionais de renome. Em 2023, foi convidado pela Universidade Técnica de Darmstadt, na Alemanha, para ministrar seminários sobre inovações democráticas e participação.
Para além da carreira académica, tem um percurso de ativismo social, especialmente na luta pela habitação acessível. É coordenador do movimento "Casa para Viver" no distrito, tendo organizado várias manifestações sobre o tema em Aveiro nos últimos anos.
Natural da freguesia da Glória, João Moniz passou a infância e adolescência em Nariz, estudando na Escola Básica João Afonso e na Escola Secundária Homem Cristo. Concluiu a licenciatura e o mestrado na Universidade de Aveiro, mudando-se para Esgueira, onde foi eleito para a Assembleia de Freguesia em 2017 e, posteriormente, para a Assembleia Municipal de Aveiro em 2021. Recentemente, foi forçado a sair da cidade devido ao elevado custo da habitação, segundo uma nota de imprensa enviada à Ria.
Enquanto dirigente local e distrital do Bloco de Esquerda, Moniz pretende apresentar uma campanha centrada em ideias e soluções para os desafios enfrentados pelos aveirenses. Entre as suas prioridades estão o combate à especulação imobiliária, através do aumento da oferta pública de habitação a custos controlados, e uma nova política de mobilidade que valorize o transporte coletivo e os modos suaves, com a criação de uma empresa pública de mobilidade regional.
O candidato defende ainda o reforço da ação social municipal, incluindo a criação de uma rede pública de creches com acesso universal e de qualidade. As alterações climáticas e a proteção do património natural também fazem parte da agenda da candidatura, que se compromete a implementar medidas concretas para preparar o município para os desafios ambientais do futuro.
A participação cidadã na tomada de decisões municipais é outra prioridade da candidatura do Bloco de Esquerda, que quer garantir maior envolvimento da população nas políticas locais. Entre os compromissos está ainda a resolução do impasse na construção do canil intermunicipal, um projeto para melhorar a resposta pública ao bem-estar animal.
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Luís Souto não consultou CDS-PP sobre “negociações” com o Chega
De acordo com a vereadora Ana Cláudia Oliveira, que foi eleita nas listas da ‘Aliança com Aveiro’, e com a estrutura distrital do CDS-PP, o partido discorda do caminho assumido por Luís Souto, sendo que não foi envolvido nas “negociações” com o Chega para garantir maioria na Câmara Municipal de Aveiro (CMA). Em resposta à Ria, a vereadora centrista diz “reservar para o momento oportuno e com a devida ponderação a avaliação de quaisquer desenvolvimentos políticos”.
Diogo Machado confirma “conversas” após ser “apanhado de surpresa” por declarações de Luís Souto
Depois de Luís Souto ter assumido que existem negociações com o Chega para conseguir ter maioria na Câmara Municipal de Aveiro (CMA), Diogo Soares Machado, vereador eleito pelo Chega, diz ter sido “surpreendido” pelas declarações do autarca. Em entrevista à Ria, lembrou não ter “100% de autonomia” e que, por isso, não fará declarações à comunicação social até “ter tudo muito bem definido e decidido no partido”. Não obstante, o vereador aponta que apenas teve “conversas” e que “não era nada definitivo”.
PS-Aveiro garante que oposição não vai deixar de existir se Luís Souto chegar a acordo com o Chega
Em declarações à Ria, Paula Urbano, presidente da concelhia do PS-Aveiro, deu garantias de que, caso Luís Souto, presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), chegue a acordo com o Chega, “o que incomoda o senhor presidente, que é ser posto em causa e ter oposição, vai continuar”. A vereadora acrescenta que “não faz sentido” que o autarca diga que foi a postura de “bloqueio” dos socialistas que o empurrou para as negociações e aponta que “se calhar o Chega vai mudar de opinião” nas questões “fraturantes”.
Luís Souto assume que está a negociar com o Chega para conseguir maioria na Câmara
De acordo com uma entrevista hoje, dia 30, publicada pelo Jornal de Notícias, Luís Souto, presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), está a negociar com o vereador Diogo Soares Machado, eleito pelo Chega, para conseguir maioria na autarquia. De acordo com as palavras do presidente, o entendimento é uma forma de contornar o “bloqueio” imposto pelo PS.
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