Presidente da CMA considera voto contra do PS em Leonor Barata como “voto sem qualquer sentido”
Em declarações à Ria, o presidente da Câmara Municipal de Aveiro considera o voto contra do PS em Leonor Barata para a gestão cultural do município como uma forma de "capitalizar politicamente". No entanto, não descarta “processo mais abrangente com concurso” no futuro.
Maria Rego
JornalistaÚltimas
Na reunião do Executivo Municipal de Aveiro, decorrida no final do mês de julho, esteve em cima da mesa a votação para a renovação da avença da Gestora Cultural do Município, na qual Leonor Barata foi reconduzida para o cargo. Apesar do voto favorável dos restantes partidos – PSD, CDS e Chega -, o PS votou contra.
Mais tarde, numa nota enviada à Ria, o Partido Socialista explicou que a “manutenção do contrato existente consubstancia o contornar das normas da contratação pública e ilude os limites do ajuste direto, concorrência e transparência”.
Ora, do lado do presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) este “é um voto que não tem qualquer sentido”. Em declarações à Ria, à margem da reunião do executivo camarário, esta quinta-feira, Luís Souto sublinha que esta tomada de decisão vai contra o trabalho realizado até então por Leonor Barata. “O PS vem ao contrário de toda a gente que se movimenta no meio cultural e reconhece que a doutora Leonor tem feito um bom trabalho. Aliás, já era uma pessoa muito bem categorizada. Neste momento, aquilo que se tratou foi de assegurar o funcionamento do teatro e completar um conjunto de tarefas”, explica.
Ainda assim, o presidente da CMA não exclui que “no futuro venha a haver um processo mais abrangente com concurso”, mas sublinha que a decisão recaiu no sentido de “continuar o trabalho que [Leonor Barata] vinha desenvolvendo”. Aos olhos de Luís Souto, o Partido Socialista “procura às vezes capitalizar politicamente”, mesmo perante o que considera ser um “nome que estava consensual na cena cultural aveirense”.
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