SASUA acaba com filas em Santiago; Caminhadas até ao Crasto compensam fecho dos campos de squash
O início do ano letivo 2026/2027 ficou marcado pela inédita abolição das filas nas Cantinas de Santiago, na Universidade de Aveiro. Por outro lado, na Cantina do Crasto e no Campi Grelhados, a afluência tem sido cada vez maior. Se, por um lado, a Universidade de Aveiro vê com bons olhos o aumento da prática desportiva resultante da ida de mais estudantes para o Crasto, os SASUA estão apreensivos com os atrasos de estudantes que ficam presos nas filas nos Campi Grelhados – para resolver o problema, está a ser estudada a venda de justificações de falta em conjunto com as refeições por mais 50 cêntimos.
Estagiário
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Dois anos depois de a Ria ter noticiado as filas que, na Cantina de Santiago, chegavam a obrigar os estudantes a uma hora de espera, o ano letivo 2026/2027 começou com um cenário bem diferente. Com mudanças na cadeira de sonho dos Serviços de Ação Social da Universidade de Aveiro (SASUA) – João Ribeiro passou a pasta de diretor-delegado a Ana Braga -, a instituição de ensino superior conseguiu o impossível e, neste momento, à hora de almoço, não existe nenhuma pessoa na fila da Cantina de Santiago.
A receita para o sucesso é simples, conforme revelaram os SASUA em mensagem endereçada à comunidade estudantil: depois de mais de dois meses fechada, a Cantina continua sem data para reabrir.
Com a Cantina de Santiago de portas fechadas, os novos estudantes, feitos baratas tontas, foram obrigados a migrar para outros estabelecimentos alimentares da Universidade. Atualmente, recorde-se, o preço de 2,80 euros – preço cobrado pela refeição social na UA – é praticado na Cantina do Crasto e no Campi Grelhados.
O Estagiário da Ria sabe que as deslocações pedonais até à Cantina do Crasto – que, em alguns casos, ultrapassam um quilómetro de distância – estão a ser contabilizadas nos números de praticantes de desporto informal da Universidade de Aveiro. O crescimento é tão significativo que a UA decidiu prescindir dos campos de Squash de que dispunha para, segundo confidenciou um responsável anónimo, não causar hipertrofia muscular aos estudantes que, além de almoçar no Crasto, também praticavam a modalidade.
No Campi Grelhados, onde as filas são significativas e já têm provocado atrasos a alguns estudantes, os SASUA estão a ponderar adicionar à refeição um novo serviço facultativo. Além do pão, da sopa e da sobremesa, não incluídas no preço da refeição, os Serviços de Ação Social querem que os estudantes possam comprar, por mais 50 cêntimos, uma justificação de faltas. De acordo com fonte próxima da diretora-delegada, o objetivo é que os estudantes possam, por um valor simbólico, enfrentar as longas filas sem que isso tenha impacto no seu percurso académico.
À Ria, a diretora-delegada avançou que, ao longo do ano letivo, pode vir a existir uma adaptação do preço da refeição social. Para além de justificar que a inflação galopante continua a fazer crescer o prejuízo dos SASUA na oferta da refeição, a responsável lembra que também os estudantes estão a passar dificuldades e, por isso, equaciona que possa passar a existir um preço para estudantes bolseiros e não bolseiros.
Joana Regadas, presidente da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv), entende que a diretora-delegada pode estar a “medir a temperatura” para tentar aumentar os preços em breve. Apesar de não querer ver subir o custo de vida dos estudantes, a dirigente compreende a ideia subjacente à medida e considera que o reajustar do preço funcionaria como “imposto sobre a diminuição do tempo de espera”: “Ter mais cantinas em atividade representa um maior investimento da parte da Universidade, é natural que os estudantes tenham também de dar mais dinheiro do seu bolso. Querem chegar a tempo às aulas e continuar a gastar o mesmo dinheiro? Isso não faz sentido, não há cá almoços grátis”.
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