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Acordo PSD-Chega: Diogo Machado diz que acordo “muda tudo” e condena declarações do PS

Depois de ter sido conhecido o acordo entre PSD e Chega para governar a Câmara Municipal de Aveiro (CMA), Diogo Soares Machado, em entrevista à Ria, não quis discutir questões concretas de convergência entre os partidos, mas garantiu que há uma “visão consensualizada” para a cidade. O vereador acusou ainda os socialistas de “mentir” e disse não comentar mais declarações vindas da bancada do PS.

Acordo PSD-Chega: Diogo Machado diz que acordo “muda tudo” e condena declarações do PS

Foi na reunião extraordinária da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) que ficou decidida a passagem de Diogo Soares Machado a vereador a tempo inteiro – uma decisão que sela o acordo entre PSD e Chega para governar com maioria na autarquia. Numa primeira abordagem aos contornos deste acordo, o vereador remeteu sempre para o documento já enviado às redações por ambos os partidos.

Diogo Soares Machado não se quis debruçar sobre questões concretas da cidade de Aveiro e deu apenas nota de que, no caso da Avenida Dr. Lourenço Peixinho – uma obra de que o Chega foi especialmente critico -, tanto PSD como Chega têm uma “visão para corrigir o que está mal feito”. De resto, defende que “há uma visão consensualizada” da cidade expressa no acordo já tornado público e que “os programas [da ‘Aliança’ e do Chega] não têm de se tocar, mas sim de se somar”.

“Vocês todos, jornalistas, estão a interpretar isto de uma forma que não me parece a correta. O acordo pressupõe que o PSD, o CDS e o Chega mantêm a sua personalidade, não têm que se anular”, sublinha.

Questionado então sobre “o que muda” com este acordo de governação, Diogo Soares Machado responde que “muda tudo”. “Muda a possibilidade de o Chega implementar algumas medidas que defendeu e garante-se a estabilidade para que a Aliança leve a cabo também grande parte do seu programa com a qual eu e o Chega estamos de acordo. Há umas partes em que não estamos, mas na maioria estamos”, diz ainda o vereador.

O eleito do Chega fez ainda questão de notar que “respeita e compreende” a posição do CDS, que foi contra a sua entrada no executivo e que se absteve da votação para a passagem a vereador a tempo inteiro. Da mesma forma que diz respeitar as posições e o espaço dos outros partidos, Diogo Soares Machado pediu que também a posição do Chega fosse respeitada.

Diogo Soares Machado acusa PS de “mentir”, diz que não comenta mais declarações dos socialistas e deixa farpas a Alberto Souto

Se Paula Urbano Antunes, vereadora e líder da concelhia do PS, disse ontem, em reunião de Câmara, que o presidente Luís Souto tinha considerado a entrada do Chega como “preventiva” para garantir a estabilidade na Câmara, o vereador do Chega acusa-a agora de mentir. “Isso é falso, abusivo e mentiroso”, aponta.

Diogo Soares Machado garante não comentar mais as declarações que venham a ser feitas pelos membros do Partido Socialista, “também porque nunca sabe se as declarações do Partido Socialista são da autoria de quem as prefere, nomeadamente de algum dos vereadores que as possa proferir, ou de alguém que está sentado em casa, no sofá, a controlar à distância uma espécie de um tabuleiro” – um ataque dirigido a Alberto Souto, ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) e candidato do PS às últimas autárquicas.

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