BE diz que “em Aveiro é o mercado quem mais ordena”, Ribau Esteves discorda “radicalmente de tudo”
As acusações são referentes à apresentação que Ribau Esteves fez na passada quinta-feira, dia 10, no Salão Imobiliário de Lisboa. Em comunicado, o Bloco de Esquerda (BE) critica a apresentação de Ribau Esteves que, na visão bloquista, “mostrou as responsabilidades do executivo PSD/CDS na crise da habitação”.
Redação
Em comunicado enviado às redações, a autarquia aveirense dá nota de que investiu “entre 2013 e 2025, mais de 200 milhões de euros no âmbito do plano de qualificação urbana”. “Foram mais 400 intervenções por todo o Município, integradas numa visão estratégica camarária que teve por base a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), aprovado em 2019, e que garantiu melhor qualidade de vida aos aveirenses e maior flexibilidade, agilidade e participação pública no planeamento territorial”.
A apresentação feita no Salão Imobiliário de Lisboa por José Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal, enviada também às redações, mostra que a maior fatia do investimento público tem sido alocada à “qualificação urbana” no período compreendido entre 2013 e 2025 com o total de quase 141 milhões de euros em obras concluídas. A segunda maior fatia corresponde a cerca de 42 milhões de euros para concursos públicos de obras relativas a ‘recintos desportivos’ e quase 19 milhões para obras em execução, a maioria delas na área da educação, seguindo-se as rodovias, infraestruturas e qualificação urbana.
A informação foi apresentada na passada quinta-feira, por José Ribau Esteves, presidente da Câmara de Aveiro, no âmbito da participação do Município na edição de 2025 do Salão Imobiliário de Portugal (SIL). Em comunicado, a autarquia dá ainda conta de que foi apresentada “a reforma do Planeamento e o Desenvolvimento Urbano de Aveiro, que a Câmara tem vindo a levar a cabo desde 2013”, sublinhando a iniciativa como “um exemplo de inovação e coesão territorial”. “No seguimento da revisão do PDM, foram autorizadas mais de 1.100 operações urbanísticas, das quais 739 no centro urbano de Aveiro, incluindo 196 obras de construção nova e 162 reabilitações de edifícios existentes”, aponta o município. O comunicado dá conta ainda de que foi dado destaque à obra da Avenida Dr. Lourenço Peixinho, “uma obra que simbolizou uma nova fase no ordenamento e desenvolvimento territorial da cidade”. “Durante o processo, foram licenciados 89 pedidos de reabilitação urbana e atribuídas 21 isenções fiscais no âmbito da Operação de Reabilitação Urbana (ORU)”, lê-se na nota. Também a área da habitação mereceu destaque na apresentação da passada quinta-feira, com a Câmara a dar nota de que “tem vindo a executar um ambicioso Programa Municipal de Desenvolvimento Habitacional, com ações dirigidas à criação de soluções habitacionais diversificadas, acessíveis e socialmente inclusivas”. Das soluções referidas, é dado destaque à “construção de uma residência universitária por investimento privado – dando resposta à escassa oferta do mercado para habitação estudantil e fomentando a regulação do mercado de habitação no Município”, “a construção de habitação a custos controlados” e “a requalificação de habitações propriedade da CMA” numa estratégia que a autarquia pretende que garanta “o direito à habitação para todos os cidadãos, promovendo a coesão social e especialmente em meios urbanos”.
João Moniz: "Em Aveiro, é o mercado quem mais ordena"
João Moniz, candidato às eleições autárquicas, aponta que “Ribau Esteves foi ao Salão Imobiliário de Lisboa vender Aveiro aos especuladores”. Através de uma publicação no Facebook,o candidato bloquista aponta que o “programa político” do presidente da Câmara “é claro: usar dinheiro público para valorizar o território, alavancar investimentos privados e alimentar a acumulação de mais-valias urbanísticas, a especulação imobiliária e a gentrificação”.
João Moniz critica ainda que Ribau Esteves construiu um “centro urbano colonizado pelo AL, onde proliferam apartamentos turísticos, mas escasseiam casas acessíveis para viver”, denunciado a inexistência de “uma única política pública” que proteja “os trabalhadores e os jovens” que “mesmo com emprego, não conseguem arrendar ou comprar casa no concelho”. “Em Aveiro, é o mercado quem mais ordena”, nota João Moniz.
Também em comunicado enviado às redações, o Bloco de Esquerda acusa o presidente de afirmar que “o problema do preço da habitação é causado pela imigração”, de saudar “o aumento de 10 para 1.600 alojamentos locais no concelho em 10 anos” e de afirmar “que o investimento privado é o motor da economia e que o investimento público apenas serve para o atrair”. O partido defende ainda que “as políticas de habitação têm sido deixadas ao mercado e o resultado é o desastre total: um aumento estrondoso dos preços. O investimento público da autarquia apenas tem servido para dinamizar e atrair investimento privado, numa lógica de gentrificação, contribuindo para aumentar os preços da habitação”. “Sem o querer, Ribau Esteves mostrou as responsabilidades do executivo PSD/CDS na crise da habitação", defendem os bloquistas.
Em resposta às declarações do BE, José Ribau Esteves desvaloriza, apontando que “é normal, o Bloco de Esquerda é contra tudo”. “É contra as empresas privadas, é contra o que a Câmara faz, é contra a privatização de serviços, pronto. Nós temos muito respeito, obviamente, pela democracia e pelo Bloco de Esquerda,mas discordamos radicalmente de tudo”, frisa o edil. “As empresas privadas são o motor principal do nosso município, das nossas dinâmicas económicas, do país, da Europa, do mundo.Depois há algumas exceções pelo mundo.O João Moniz ainda não percebeu isso, fica lá no mundo dele que não existe”, remata José Ribau Esteves.
Recomendações
ADASCA assinala 19º aniversário amanhã e formaliza protocolos com AAUAv e CUFC
Segundo uma nota enviada às redações, um dos protocolos será assinado com a Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv), representada por Joana Regadas, presidente da direção da AAUAv, e um outro com o Centro Universitário Fé e Cultura (CUFC), representado pelo padre Rui Jorge, diretor da CUFC. O objetivo, segundo explica o comunicado, passa por proporcionar “mais condições para os alunos da UA aderirem à dádiva de sangue”. A ADASCA adianta que, “por motivos da mudança de instalações” em 2025 registou uma “quebra substancial da presença de dadores” face às “dificuldades de estacionamento e, consequentemente relacionadas com as multas pela Polícia Municipal”. “A ADASCA realizou em 2025 cerca de 108 brigadas, destas resultaram 4825 previsões, dadores inscritos 3832, dadores aprovados 3033, não aprovados 799, num total de 3832”, refere. Na cerimónia de aniversário estão ainda confirmadas outras presenças como Lúcia Borges, diretora da Imunohemoterapia do Hospital de Aveiro, Artur Silva, vice-Reitor da UA ou Bruno Ferreira, presidente da União das Freguesias de Glória e Vera Cruz. A iniciativa contará ainda com bolo de aniversário, um aveiro de honra, entre outros aperitivos.
PCP acusa Câmara de Aveiro de isolar São Jacinto durante depressão Kristin, mas AveiroBus rejeita
Numa nota de imprensa enviada às redações, o PCP Aveiro refere que, durante a passagem da depressão Kristin, São Jacinto ficou “completamente isolada em transportes coletivos por responsabilidade da Câmara Municipal de Aveiro”. Segundo o partido, “o Ferry não navegou, as lanchas estiveram inoperacionais e pior, não circulou o transporte rodoviário entre Aveiro-S. Jacinto-Aveiro, apesar dos 60Km-60Km de distância”. No mesmo comunicado, o PCP considera “particularmente inaceitável” a inexistência de “transporte alternativo rodoviário, denominado ‘13’”. Trata-se, segundo o partido, de “uma decisão particularmente questionável, quando todos as outras freguesia e concelhos mantiveram a circulação de transporte”. Contactada pela Ria esta sexta-feira, fonte da AveiroBus rejeitou as acusações, admitindo apenas que “houve constrangimentos” em alguns períodos do dia. A mesma fonte assegurou ainda que existiu “sempre alternativa” quando o ferry não navegou. Questionado também sobre este assunto, a Câmara remeteu para a resposta dada pelo presidente da autarquia, Luís Souto Miranda, a um munícipe durante o período de participação dos cidadãos na reunião pública do executivo municipal, realizada na quinta-feira, sobre o funcionamento do ferry-boat Salicórnia. Na altura, o autarca reconheceu que o ferry “tem tido alguns problemas”, lembrando que a embarcação “tem limitações por questões de segurança a manobrar” em alturas de mau tempo. Ainda assim, admitiu que tem de haver uma melhoria na parte da comunicação, adiantando que já avisou o concessionário no sentido de a comunicação “ser muito clara e eficiente e [para que] as alternativas para quando o ferry não puder funcionar sejam de acordo com as necessidades daquela população”. Na nota de imprensa, o PCP Aveiro denuncia ainda a “situação de caos nos transportes públicos em São Jacinto”, recordando que o tema já foi discutido em sede de Assembleia Municipal. “Recordando cronologicamente o passado recente, desde agosto de 2023, verificam-se nos transportes para os utentes e habitantes de São Jacinto, sucessivos atrasos e cancelamentos. Passados 6 meses, em fevereiro de 2024, a situação agravou-se com a entrada em funcionamento do ferry-boat ‘Salicórnia’”, descreve. Segundo o PCP, a situação agrava-se “principalmente nos meses de época baixa, com grandes transtornos para a população”. “Atualmente, e em pleno Inverno, os mesmos constrangimentos fazem-se sentir. Os transportes não funcionam, seja por condições meteorológicas adversas ou pelas sucessivas avarias”, atira. “Apesar das estruturas de transporte fluvial, como o Ferry-Boat ‘Salicórnia’ e as duas lanchas de transporte, a ‘Dunas’ que serviu de propaganda eleitoral há mais de quatro anos, com um custo de cerca de 80.000€, nunca navegou e a lancha ‘Transria’ que apesar construída e pensada para as más condições temporais do canal da ria, incompreensivelmente não navega por falta de investimento”, continua o PCP. Por fim, o PCP Aveiro sublinha o sentimento de “abandono e desigualdade” vivido pela população de São Jacinto. “Independentemente da sua localização geográfica, todos os munícipes aveirenses têm direito de fruir de serviços públicos, nomeadamente, ao caso, à mobilidade”, insiste. “A maioria PSD/CDS na Câmara Municipal de Aveiro tem de assumir as suas responsabilidades e resolver este grave problema, que periga coesão económica e social do Concelho. O PCP, com a população, exige uma solução célere para estes graves problemas, que tornam impossível a mobilidade em São Jacinto”, remata a nota.
IL Aveiro acusa presidente da Câmara de Aveiro de usar “rótulos ofensivos”
Numa nota de imprensa enviada às redações, a IL Aveiro considera que a afirmação do autarca foi “desproporcionada, despropositada e politicamente reveladora”. Segundo o partido, as declarações surgem na sequência de duas situações concretas relacionadas com um problema vivido por um munícipe do concelho. De acordo com a IL, o cidadão em causa tem água a entrar na sua habitação através dos cabos de comunicações, “uma situação grave, objetiva e tecnicamente identificável”. No entanto, tanto o “fornecedor do serviço de água como o fornecedor do serviço de telecomunicações” terão recusado assumir responsabilidades, remetendo o problema de “entidade em entidade”, sem que tenha sido apresentada uma “solução efetiva”. Face a isto, a Iniciativa Liberal afirma ter apoiado a “legítima reivindicação de um munícipe que exige apenas que o problema seja resolvido”. “Importa ainda sublinhar que o cidadão expôs esta situação de forma educada, fundamentada e plenamente legítima, exercendo a cidadania de forma elevada, na Assembleia Municipal de Aveiro do passado dia 30 de janeiro”, explica. O partido refere, por fim, que não aceita “rótulos ofensivos como substituto do debate político sério”. “Defender cidadãos quando o sistema falha não é anarquismo. É exatamente o contrário: é exigir que as entidades com responsabilidades públicas cumpram o seu dever e resolvam problemas concretos da vida das pessoas”, insiste.
Bilhetes nos transportes públicos em Aveiro mantêm preços de 2025
A atualização de tarifário dos transportes concessionados para o ano de 2026 foi aprovada por unanimidade. “Não vai haver aumento para os utilizadores”, disse o presidente da Câmara, Luís Souto Miranda, afirmando que o objetivo da autarquia é “incentivar a utilização do transporte público”. Apesar de em 2026, estar prevista uma atualização de 1,53% nos custos associados ao serviço de transportes, a câmara esclarece que este aumento não terá qualquer impacto no preço pago pelos utilizadores, mantendo-se os tarifários ao público congelados. Segundo uma nota camarária, a atualização resulta da variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC), conforme previsto no regulamento da concessão, e aplica-se às comparticipações económico-financeiras a partir de janeiro de 2026 e às tarifas a partir de fevereiro. “O aumento de 1,53% será absorvido no valor pago ao operador, sem ser refletido no Preço de Venda ao Público (PVP). O objetivo é proteger o poder de compra das famílias e continuar a incentivar o uso do transporte público”, refere a mesma nota.
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Câmara de Ílhavo lança programa de apoio a idosos e pessoas vulneráveis
O programa vai arrancar com duas viaturas identificadas e aguarda que o respetivo regulamento seja aprovado pela Assembleia Municipal, segundo deu conta o presidente da Câmara. “Nós temos a noção de que a oferta de transporte público é muito insuficiente”, disse Rui Dias, garantindo que o novo serviço “não é uma concorrência aos táxis nem a ninguém”, mas sim uma “boleia a quem precisa” na viatura municipal. Além do “transporte solidário”, o programa integra serviços de pequenas reparações domiciliárias, para as quais o Município vai criar também equipas de voluntariado. Segundo o autarca, esta é uma das 24 medidas “que correspondem a compromissos assumidos”, ao fazer o balanço de 100 dias de mandato Em matéria de segurança, o autarca referiu que está a ser preparada iluminação pública com painéis fotovoltaicos e sensores de movimento, com o objetivo de reforçar a segurança e a eficiência energética em áreas específicas. Outra das novidades apresentadas na sessão pública é o lançamento de uma aplicação para telemóveis, a “Bússola”, que está em fase de testes, para o reporte pelos munícipes de ocorrências e a difusão de avisos à população, bem como de divulgação da atividade municipal. Na área da educação, foi feita uma parceria que vai permitir a instalação de uma escola tecnológica para alunos do 4º ano, e é de destacar o reforço da ação social escolar, nomeadamente o combate à carência alimentar, mantendo as refeições aos alunos carenciados, mesmo nos períodos de férias, "como já aconteceu na época de Natal". A promoção da saúde mental e física vai ser assegurada por um programa de exercício personalizado, com apoio de profissionais nas infraestruturas municipais. Outra das iniciativas que vai ser lançada pela autarquia é o projeto “criar raízes”, segundo anunciou o presidente da Câmara, que consiste no convite aos pais para plantarem uma árvore por cada criança que nasça no concelho. A plantação deverá ser feita com espécies autóctones ou árvores de fruto, em dois novos parques a criar na Gafanha da Encarnação e em S. Salvador.
Mau Tempo: Câmara Municipal de Ílhavo decide adiar Carnaval Infantil
Segundo escreve a Câmara Municipal de Ílhavo, o trabalho conjunto desenvolvido entre crianças, escolas e IPSS “merece ser vivido em pleno e em condições adequadas” e, por isso, foi decidido o adiamento do evento. A decisão, explicam, foi tomada “com sentido de responsabilidade e prioridade absoluta à segurança das crianças, da comunidade educativa e de todos os participantes”. A decisão surge no seguimento do prolongamento do estado de calamidade até ao próximo dia 15 de fevereiro. Antes de avançar, a CMI reuniu com as direções dos agrupamentos, estabelecimentos e IPSS.
Biblioteca da Feira foi a que em 2024 fez mais empréstimos e teve mais utentes ativos
A informação consta do relatório estatístico da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, que para o efeito considerou a atividade de 485 equipamentos em 257 municípios do território e, a par da já referida biblioteca do distrito de Aveiro e da Área Metropolitana do Porto, também destacou a performance, noutros parâmetros, das suas congéneres de Oeiras, Guimarães e Porto. O relatório permitiu concluir que, à semelhança do que já acontecera em 2023, a Biblioteca da Feira liderou em quatro aspetos, começando pelo que concerne à quantidade de documentos emprestados: em 2024 os seus utentes levaram para casa um total de 161.030 itens, entre os quais 68.633 livros para adultos, 86.528 títulos para crianças e 5.869 audiovisuais. Esses números representam um acréscimo relativamente a 2023, quando a mesma biblioteca emprestou um total de 129.719 artigos. Para esse desempenho terá contribuído o facto de, em 2024, o equipamento da Feira ter estado aberto ao público durante mais tempo – num total de 336 dias – e se manteve como o que integra mais bibliotecas itinerantes – em concreto uma carrinha para deslocação pelas zonas mais periféricas dos 231,4 quilómetros quadrados do concelho, outra para uso sazonal em zonas balneares e uma terceira para visitas a fábricas e instituições sociais. O quarto parâmetro em que a Biblioteca da Feira se destacou foi o dos utilizadores ativos, já que, num universo de 40.876 cidadãos inscritos (o que representa 29% da população do município), essa estrutura registou atividade concreta por parte de 15.222 utentes. O único segmento em que a Feira perdeu destaque comparativamente ao relatório de 2023 foi na aquisição de documentos, o que a direção da própria biblioteca atribuiu na altura a um investimento excecional. Em 2024, contudo, as estruturas que se destacaram na compra de novos títulos foram, embora de forma diferente, as bibliotecas municipais de Oeiras e de Guimarães. A DGLAB explica: “A Biblioteca Municipal de Oeiras foi a que mais investimento efetuou na aquisição de documentos” e a Biblioteca Municipal de Guimarães foi a que registou “maior número de documentos adquiridos por compra”. Isso significa, na prática, que Oeiras gastou uma verba maior, mas, com 123.637 euros, só comprou 2.357 itens, enquanto Guimarães, embora desembolsando apenas 27.236 euros, adquiriu 8.564 documentos. Nuances também há na análise ao desempenho da Biblioteca Municipal do Porto, que se salientou como o equipamento que mais utilizadores novos inscreveu em 2024, ficando nesse ano com mais 71.943 utentes. A DGLAB nota, no entanto, que o número de novas adesões nem sempre tem correspondência em atividade, como demonstra pelo comparativo entre Porto e Feira: a biblioteca da Invicta teve 71.843 novas inscrições no ano inteiro, mas só contou com 5.285 utilizadores ativos no serviço de empréstimo; já a estrutura da Feira recebeu apenas 1.413 novos inscritos, mas teve 15.222 pessoas durante o ano a requisitar livros, música e filmes. Mónica Gomes, diretora da Biblioteca da Feira, defende que para isso contribui a diversidade da oferta disponível. "Tentamos responder às necessidades da nossa comunidade através da atualidade e abrangência do nosso fundo documental, da diversidade e alcance das atividades que promovemos ao longo de todo o ano e dos serviços de proximidade oferecidos pelos nossos polos e bibliotecas itinerantes", justifica.
Câmara de Águeda vai requalificar o centro cívico de Arrancada do Vouga por 1,6 ME
O concurso apresenta um preço base de 1.603.780,00 euros, já com o imposto sobre o valor acrescentado (IVA) incluído, com um prazo de execução de 365 dias. A intervenção prevê a reabilitação dos edifícios existentes e a reformulação dos espaços exteriores envolventes, numa área total de cerca de dois mil metros quadrados. O centro cívico é composto pelos edifícios de duas antigas escolas, um dos quais acolhe atualmente a Escola de Artes de Valongo do Vouga, enquanto o outro será reabilitado e adaptado para integrar novas valências, como cafetaria, biblioteca e salas de atividades. Está ainda prevista a demolição de uma construção intermédia em madeira, dando lugar a novos espaços exteriores ajardinados e zonas de estacionamento. Nos espaços exteriores vão ser criadas zonas verdes, parque infantil, anfiteatro ao ar livre, equipamentos de ginásio exterior, áreas de convívio. A obra inclui a criação de circuitos pedonais e novas áreas de estacionamento, bem como a reorganização dos arruamentos envolventes, com novos passeios e soluções de acalmia de tráfego. “É uma obra que está plenamente alinhada com a estratégia do Município de qualificar e valorizar os centros urbanos das freguesias, criando espaços mais atrativos, funcionais e inclusivos, e reforçando o seu papel enquanto polos de cultura e de vida ativa, numa lógica de grande proximidade com as populações”, comentou o presidente da Câmara, Jorge Almeida.