João Moniz desafia Câmara de Aveiro a explicar execução do plano contra incêndios
João Moniz, candidato do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara Municipal de Aveiro, usou as redes sociais, esta segunda-feira, 25 de agosto, para desafiar a autarquia a prestar contas sobre a execução do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (2018-2027), que prevê “quase dois milhões de euros” em medidas, questionando quantas foram aplicadas e com que resultados concretos.
Redação
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O candidato bloquista recordou na sua publicação que o Município de Aveiro tem no seu Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (2018-2027) um vasto conjunto de medidas concretas, num valor total de investimento estimado em “quase dois milhões de euros”. Nos exemplos práticos, João Moniz refere: a abertura de faixas de gestão de combustível, a manutenção da rede viária florestal, pontos de água, campanhas de sensibilização, ações de fiscalização, e ações de recuperação e reabilitação de ecossistemas. Na sequência questiona: “Quantas destas medidas foram realmente aplicadas e com que resultados concretos? É tempo de a autarquia prestar contas e mostrar se está, de facto, a cumprir aquilo a que se comprometeu”.
João Moniz acrescenta ainda que “em Aveiro, a liderança da Câmara Municipal, pela voz de Ribau Esteves, tem-se colocado ao lado do populismo penal que olha para o aumento das sanções penais como solução para todos os males”. “E no passado colocou-se também ao lado da indústria da celulose, pressionando para manter a liberalização da plantação de eucalipto”, continuou. “Essa submissão a interesses particulares contra o interesse geral traduz-se em mais vulnerabilidade e menos proteção paraoterritório”, completou o candidato.
Com um olhar sobre a realidade a nível nacional, João Moniz afirmou ainda que “os incêndios florestais não têm que ser uma fatalidade em Portugal”. Segundo este os mesmos resultam de “más escolhas políticas, como o (des)ordenamento do território florestal e a aposta na expansão desregulada do eucalipto: uma monocultura que aumenta o risco de fogo, destrói ecossistemas, empobrece os solos e põe em causa a biodiversidade”.
O candidato sublinha que o BE sempre defendeu outra visão com uma “floresta diversa, sustentável e ordenada, com espécies autóctones, capaz de proteger solos e ecossistemas e de prevenir a propagação de incêndios”. “Em vez da monocultura do eucalipto, um mosaico de espécies e paisagens”, sugere. No texto, João Moniz realça também que o combate aos incêndios começa “antes do verão”. “Exige planeamento, investimento público e responsabilização política”, refere. Para tal, é “preciso articular prevenção estrutural, ordenamento florestal, apoio às comunidades rurais e reforço da proteção civil e dos bombeiros, bem como uma profunda reorganização administrativa nas estruturas que empenham este importante combate”, completa João Moniz.
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