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Luís Souto defende Catarina Barreto: “Foi erro administrativo. Repôs a verba, o caso está encerrado”

Numa arruada promovida pela ‘Aliança com Aveiro’ esta tarde, dia 6, no Bairro de Santiago, Luís Souto, candidato da coligação à Câmara Municipal de Aveiro (CMA), reagiu à notícia de que Catarina Barreto, presidente da Junta de Freguesia de Aradas (JFA), beneficiou indevidamente de verbas da ADSE. O cabeça-de-lista reafirmou a versão da recandidata autárquica e garantiu que Catarina Barreto apenas beneficiou de ADSE devido a um “erro administrativo”. Segundo Luís Souto, como a presidente devolveu as verbas “o caso está mais que encerrado”.

Luís Souto defende Catarina Barreto: “Foi erro administrativo. Repôs a verba, o caso está encerrado”

A primeira palavra do candidato na reação ao caso foi de apreço pelo trabalho político da presidente da Junta de Freguesia de Aradas. “Se há freguesia onde tenho notado um entusiasmo enorme com a nossa candidatura é em Aradas […] A Catarina Barreto fez mandatos exemplares, é uma pessoa próxima do povo, que o povo tem carinho por ela”, sublinha Luís Souto.

É por isso, no seu entender, que se “criou uma estrutura de combate pessoal à doutora Catarina Barreto”. Referindo-se ao movimento independente “Sentir Aradas”, que este ano se volta a candidatar à Junta de Freguesia e que é liderado por Gilberto Ferreira (ex-dirigente da JSD e do PSD-Aveiro), Luís Souto frisou que “é o mesmo grupinho que passa a vida no Tribunal; são pessoas que se calhar estavam bem no antigo regime, seriam agentes da PIDE ou coisa do género, porque só sabem fazer denúncias, denúncias, denúncias…”. Segundo afirma, o movimento é o mesmo que, em 2021, tentou impedir a candidatura da ‘Aliança com Aveiro’ nas eleições autárquicas.

Ainda ao ataque, Luís Souto acusou o mesmo grupo de pessoas de já terem participado nesta “cruzada” não só contra Catarina Barreto, mas já antes contra o José Ribau Esteves, presidente da autarquia.

Já sobre a denúncia anónima que chegou aos partidos com assento na Assembleia Municipal em outubro de 2022 - um mês antes de Catarina Barreto ter sido contactada pela ADSE para regularizar a sua situação -, Luís Souto preferiu desconsiderar: “A denúncia anónima também é uma prática «PIDEsca». […] Quem tem denúncias a fazer que assuma o seu nome, que seja honrado e que vá participar aos organismos competentes. O organismo competente de investigação criminal em Portugal chama-se Ministério Público. Estamos num tempo de muita covardia […] Nós não somos desse género nem pactuamos com esse tipo de jogadas”.

O candidato da ‘Aliança’ negou ainda ter dito que “teria de atuar” caso se verificasse que Catarina Barreto beneficiou indevidamente de ADSE - recorde-se que, no passado dia 11 de setembro, às questões “Vamos supor que este caso da ADSE se confirmava. O que é que iria fazer? Catarina Barreto continuaria a ser a candidata por Aradas?”, Luís Souto respondeu “O que eu digo é o seguinte: toda a gente sabe as linhas gerais que estão emanadas no partido e que se aplicam a todos os candidatos. Se houver algum candidato que esteja envolvido em algum caso de corrupção ou de desvio de dinheiros públicos, seja em géneros ou seja em dinheiro, obviamente que aí teremos de atuar”.

Agora, o cabeça-de-lista da ‘Aliança’ explica melhor o sentido das suas palavras: “Eu falei em processos judiciais. E nós não somos analfabetos, nós somos esclarecidos. Quando houver uma condenação em Tribunal por corrupção - foi o que eu disse e mantenho - então estaremos cá para avaliar. Não há nenhuma condenação em Tribunal”.

Como já tinha dito anteriormente, Luís Souto aponta que a ADSE é “um corpo muito grande que tem várias tipologias” e que, portanto, podem existir algumas confusões. Para este caso, o que interessa ao candidato da ‘Aliança’ é que “houve um erro e a pessoa em causa repôs essas verbas”. “Este caso está mais que encerrado para mim, o que me importa é o trabalho político da senhora presidente da Junta”, conclui.

A uma semana das eleições, Luís Souto nota um movimento “com mais entusiasmo” do que nas últimas disputas eleitorais

À entrada para a última semana de campanha eleitoral, Luís Souto diz-se muito confiante na vitória nas urnas. O único objetivo que o candidato admite é a confirmação dos resultados de há quatro anos: maioria absoluta com a conquistas de todas as Juntas de Freguesia do Município (apenas a Junta de Freguesia de São Jacinto não foi vencida pela ‘Aliança’ em 2021, mas acabou também por passar para o domínio da coligação nas eleições intercalares de 2022).

Embora lembre que não esteve tão presente nas ruas nas duas últimas campanhas (o candidato à Câmara Municipal era Ribau Esteves, ao passo que Luís Souto concorria como cabeça-de-lista à Assembleia Municipal), o líder da ‘Aliança’ nota “mais entusiasmo” nas ruas do que nos últimos atos eleitorais. “Podem considerar que estou a exagerar, mas em cada dez pessoas [com que falamos] nove estão-nos a apoiar”, rematou.

Como já tem feito durante a campanha, Luís Souto voltou a reforçar a importância de que Juntas de Freguesia, Câmara Municipal e Governo estejam alinhados politicamente. Da mesma forma, puxou a si a figura de Ribau Esteves e disse que “é ótimo que o sucessor tenha uma comunicação estreita com ele […] Não tenham dúvidas que será também um conselheiro muito importante. Os aveirenses devem pensar nisto tudo”.

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