PS-Aveiro indica Filipe Neto Brandão e Rosa Aparício para a lista de deputados
Segundo fontes próximas dos socialistas, a concelhia do PS-Aveiro já indicou ao presidente da Federação Distrital de Aveiro do Partido Socialista (PS) os nomes para integrarem a lista de deputados do círculo de Aveiro nas próximas eleições legislativas.
Redação
Filipe Neto Brandão e Rosa Aparício são as pessoas escolhidas. O primeiro já tinha sido adiantado pela Ria como um dos nomes mais falados, a segunda é uma novidade e a sua escolha poderá estar relacionada com o pedido do presidente da Federação para as concelhias indicarem duas pessoas.
Com esta decisão, Manuel Sousa, ex-candidato do PS à Câmara Municipal de Aveiro nas eleições autárquicas de 2017 e 2021, fica de fora das opções do PS-Aveiro. Para ser deputado terá que ser uma escolha da Distrital ou entrar na quota da Nacional.
Recorde-se que, segundo os estatutos do PS, a Comissão Política da Federação tem o papel de coordenar a designação dos candidatos, mas a Comissão Política Nacional pode intervir e designar até 30% do número total de deputados eleitos na última eleição em cada círculo eleitoral. Ora, tendo em conta que na última eleição o PS elegeu 5 deputados no círculo de Aveiro, a direção nacional dos socialistas poderá designar até 2 deputados para estas eleições legislativas.
Falta perceber se Hugo Oliveira, atual presidente da Distrital de Aveiro do PS, irá aceitar alguma das indicações da concelhia do PS-Aveiro e se deixará cair o seu vice-presidente, Manuel Sousa, da lista de deputados. As próximas duas semanas serão decisivas e deverão marcar a conclusão deste processo.
Rosa Aparício é assistente técnica na Unidade de Saúde Local da Região de Aveiro, líder das Mulheres Socialistas na concelhia de Aveiro e membro na Assembleia de Freguesia de Santa Joana. Para além de ser dirigente socialista há vários anos também é dirigente sindical.
Filipe Neto Brandão é deputado à Assembleia da República há praticamente 16 anos e, por isso, um dos deputados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista (PS) com mais anos de atividade parlamentar. Preside simultaneamente à Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, uma das comissões mais importantes na AR.
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Mau tempo: Museu de Santa Joana não sofre danos e mantém-se aberto
Além do Museu Santa Joana, também o Museu Municipal Leonel Trindade, em Torres Vedras, o Museu dos Lanifícios, na Covilhã, e o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha não registaram danos, encontrando-se abertos, a maioria sem restrições de acesso. Em contraste, mais de 120 museus e monumentos sofreram danos causados pelas tempestades nas duas últimas semanas, com cinco equipamentos da Rede Portuguesa de Museus e quatro do património classificado. De acordo com o balanço mais recente do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, sofreram "danos graves" o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, o Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, em Mação, o Museu Municipal de Santarém - Casa-Museu Anselmo Braamcamp Freire, o m|i|mo - museu da imagem em movimento, em Leiria, e o Museu Municipal de Ourém. Na área do património classificado, apresentam "danos graves" a cerca do Convento de Cristo, em Tomar - monumento classificado como Património da Humanidade da UNESCO -, a Casa Museu Afonso Lopes Vieira, em São Pedro de Moel, Marinha Grande, a Capela de Nossa Senhora da Encarnação, em Leiria, e a igreja matriz de Cernache do Bonjardim, na Sertã. Neste balanço, na área dos arquivos, para já, está também assinalado o Arquivo Distrital de Leiria com "danos graves". Na Rede Portuguesa de Museus (RPM), com "danos moderados", encontram-se o Museu Municipal Santos Rocha, na Figueira da Foz, o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, o núcleo museológico Central do Caldeirão do Museu Municipal Carlos Reis, em Torres Novas, o Museu Marítimo de Ílhavo e o Museu da Villa Romana do Rabaçal, em Penela. Da RPM, segundo a lista hoje divulgada, encontram-se encerrados ao público o Museu Municipal de Ourém, a Casa-Museu Anselmo Braamcamp Freire, em Santarém, o museu da imagem em movimento, em Leiria, e o núcleo museológico do Museu Carlos Reis, em Torres Novas. O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra encontra-se "encerrado parcialmente". Das cerca de duas dezenas de equipamentos da RPM sinalizados pelo Ministério da Cultura, contam-se ainda o Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, a Torre de Almedina do Museu Municipal de Coimbra, o Museu Escolar de Marrazes, em Leiria, e o Museu da Pedra de Cantanhede. Estes equipamentos, segundo o balanço, apresentam com "danos ligeiros", a carecer de intervenção, e estão abertos ao público. Na lista de património classificado, Leiria apresenta o maior número de edifícios com "danos moderados", incluindo o Castelo, o solar e jardim do visconde da Barreira, a Capela de São Pedro, a Igreja e Convento de São Francisco, a Sé, incluindo claustro, adro envolvente, torre sineira e casa do sineiro, a Igreja da Misericórdia, o convento e o antigo seminário de Santo Agostinho, a igreja de Pousos, o santuário do Senhor Jesus dos Milagres, a Capela de S. João Batista de Monte Real e o Abrigo do Lagar Velho. No distrito de Leiria, estão também sinalizados com "danos moderados" a Fábrica Lusitana de Vidros Angolana e a antiga residência Stephens, na Marinha Grande, os dois coros e o claustro da Igreja do Convento do Louriçal, em Pombal, o Castelo de Ourém e a igreja de Urqueira, no mesmo concelho. Em Coimbra, apresentam "danos moderados" a igreja e claustro da Misericórdia (Colégio Novo), a Sé Nova, o Jardim Botânico e a sua cerca, a Igreja de São Bartolomeu, com "todo o seu património integrado", o adro e a escadaria da Igreja de Santa Justa, o antigo Laboratorio Chimico, atual Núcleo Museológico do Museu da Ciência da Universidade, e o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, que ficou submerso pelo rio Mondego. Na região de Coimbra são também apontados "danos moderados" no Castelo de Penela e, nesta localidade, nas igrejas de S. Miguel e Santa Eufémia, na Escola Adães Bermudes e no Convento de Santo António, incluindo a sua cerca. No distrito de Santarém são apontadas as muralhas da cidade, a Fortleza de Abrantes, assim como as capelas da Piedade, de São Lourenço e o padrão de D. João I, em Tomar. Em Sertã, no distrito de Castelo Branco, está sinalizado, também com "danos moderados", o Seminário das Missões Ultramarinas, enquanto em Torres Vedras, no distrito de Lisboa, está o Mosteiro do Varatojo. Na terça-feira da semana passada, para um primeiro balanço de 50 monumentos danificados pela tempestade Kristin, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, admitia a necessidade de investimento de 20 milhões de euros, em obras de recuperação, durante uma visita a zonas afetadas da Região Centro.
“El Amor El Amor” marca o regresso do José Pinhal Post-Mortem Experience a Aveiro
Foi na Universidade de Aveiro que João Sarnadas, um dos elementos do grupo José Pinhal Post-Mortem Experience, esteve à conversa com a Rádio Universitária de Aveiro (Ria), na manhã desta quinta-feira, 12 de fevereiro. Para a ocasião, o músico confidenciou até que se vestiu a rigor com uma camisa ‘cor de vinho’, a mesma com que se costuma apresentar em palco. Natural de Aveiro e a dois dias de pisar o Teatro Aveirense, João Sarnadas começou por admitir que atuar na própria terra é “ótimo”, até porque não teve “assim tantas oportunidades para o fazer” depois de ter estado algum tempo fora, no Porto, a estudar. “Ainda estou a recuperar esse sentimento de pertença”, confessou. Curiosamente, foi também no Porto que o grupo teve origem, através da editora criada por alguns dos elementos da banda, a "Favela Discos". “Tínhamos uma residência em que realizávamos muitos projetos de bandas que partiam de uma ideia e aconteciam uma vez. (…) O José Pinhal surgiu neste contexto. Era o aniversário de um amigo nosso, também cá de Aveiro, que é o João Paulo Granada, (…) e o meu porque nós fazemos aniversário mais ou menos na mesma altura, dois dias seguidos. (…) Na altura, andávamos vidrados com a música do José Pinhal. (…) Era uma personagem bastante misteriosa e com uma maneira de cantar muito caraterística… (…) Também tínhamos algum interesse em explorar a música romântica, do baile (…) e surgiu essa ideia… Na verdade, era para ser uma coisa só de noite”, admitiu entre risos. A verdade é que não foi só uma atuação de uma noite e nas contas de cabeça do João Sarnadas, o grupo vai já a caminho dos “100 concertos”. No caso de Aveiro, embora sem certezas, recordou que esta será a segunda vez que a banda atua cá, depois do concerto, em 2017, no Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro (GrETUA). “Este concerto vai ser muito diferente em termos de sala, de público, do repertório que tocamos e da maneira como tocamos… Nessa altura, ainda não tínhamos o nosso baterista que temos agora, ou seja, é a primeira vez que nos vamos apresentar assim com uma banda formada”, exprimiu. Sobre a atuação marcada para o Dia dos Namorados, João Sarnadas revelou que houve uma preocupação especial na escolha do alinhamento. “ ‘Nós fomos tipo temos de escolher as músicas românticas’, depois começámos a ver e quase todas as músicas têm a ver com o amor. O José Pinhal também era uma pessoa, segundo o que nos contam, muito carinhoso [e romântico], e que tinha uma relação próxima com a mulher dele, que o acompanhava em todos os concertos que conseguia ir”, contou. “[A mulher] era assim uma fã número um, digamos”, comparou. Questionado sobre a música que não poderá faltar a 14 de fevereiro, João Sarnadas apontou a ‘El Amor El Amor’, ainda que, curiosamente, seja uma das menos tocadas pela banda. “Acho que é a balada mais romântica do José Pinhal que se calhar nós nem temos assim tantas oportunidades para tocar porque é uma balada e tudo mais. Não é assim uma música que dê para tirar da cartola num festival”, admitiu. A caminho dos dez anos do José Pinhal Post-Mortem Experience, o “projeto que levou José Pinhal e a música de baile ao país inteiro e que pôs todas as gerações a dançar”, conforme refere uma nota de imprensa enviada às redações, tem a sua despedida prevista dos palcos para este ano. “Para além de ser uma data redonda para nós também sentimos que se aproxima um ciclo a concluir-se com esta banda. Depois também há todas as outras questões em que temos outros projetos e outras coisas e também temos o lado pragmático da coisa… Se nós nos queremos profissionalizar com este projeto é uma coisa que exige muito de toda a gente e se calhar nem toda a gente tem o mesmo nível de disponibilidade para o projeto”, expôs o músico. “Nós preferimos sair numa altura em que nós consideramos sair em grande”, exprimiu com um sorriso. Segundo João Sarnadas, as derradeiras noites estão ainda marcadas para os Coliseus: no Porto, a 9 de outubro, e em Lisboa, a 7 de novembro. “São concertos especiais até pela carreira do José Pinhal… Ele já teve a oportunidade de tocar no Coliseu do Porto, mas nunca teve a oportunidade de tocar no Coliseu dos Recreios. É uma coisa até que ele menciona numa entrevista que era uma vontade de tocar, em Lisboa, e pareceu-nos ser uma altura correta”, afirmou. À exceção dos outros anos, João disse ainda que, este ano, não haverá apenas uma digressão de verão, mas sim concertos espalhados ao longo de todo o ano. “Se tudo correr bem, vamos tocar no Carnaval de Estarreja, em Vila Nova de Paia, em março, e vamos ter concertos ao longo de todo o ano e não só no verão”, revelou. Quanto a um eventual regresso no futuro, João Sarnadas deixa a porta entreaberta: “Quem sabe, quem sabe… É daquelas coisas que se calhar depois as pessoas ficam com saudades, e tudo mais, e há uma vontade de regressar, mas eu diria que, pronto, assim, pelo menos uma pausa larga vai ser…”. Entretanto, ainda que a incerteza paire no ar quanto ao futuro do projeto, uma coisa é já certa: o grupo ainda tem bilhetes disponíveis para o concerto no Teatro Aveirense que acontece já este sábado. Os bilhetes podem ser adquiridos aquie têm o custo de 12.50 euros.
Mau tempo: Câmara Municipal de Aveiro cancela Carnaval da Ria
Tendo em consideração o estado de calamidade em vigor em Portugal continental até ao próximo dia 15 de fevereiro, a Câmara Municipal de Aveiro entendeu não estarem reunidas as condições de segurança para a preparação e realização do evento “Carnaval da Ria”e, por isso, optou por cancelar o evento. Segundo a nota de imprensa da autarquia, a decisão foi tomada em consonância com informação da direção artística e técnica do “Carnaval da Ria 2026”. A Câmara acrescenta ainda que, “consciente das expectativas criadas e valorizando fortemente o envolvimento da comunidade neste projeto”, irá promover, em data a anunciar brevemente, uma performance nos canais da Ria – desde o Cais da Fonte Nova até ao Rossio. O “Carnaval da Ria” contava já com mais de 300 participantes diretamente envolvidos, entre associações, músicos, artistas, equipas técnicas e membros da comunidade.
Natação: Galitos/Bresimar sagra-se 13 títulos de campeão interdistrital em campeonato de infantis
O evento, organizado pela Associação de Natação Centro Norte de Portugal (ANCNP), acolheu nas Piscinas Municipais da Mealhada um total de 251 clubes de 35 clubes da Associação de Natação do Distrito de Leiria, Associação de Natação de Coimbra e da Associação de Natação do Centro Norte de Portugal. Da parte do Galitos/Bresimar, foram 15 os atletas que saíram da Mealhada com o título de campeão interdistrital. Tomás Ferreira, Infantil A, chegou ao ouro nos 50, 200 e 1500 metros livres, bem como nos 100 e 200 metros mariposa. A Infantil B Maria Duarte sagrou-se campeã aos 200, 400 e 800 metros livres, nos 100 metros costas e nos 200 metros estilos. O Galitos/Bresimar conseguiu ainda o primeiro lugar na estafeta 4x100 metros livres de Infantis A, na estafeta de 4x100 metros estilos de Infantis B e 4x100 metros estilos de Infantis A. Destes 15 atletas, 13 conseguiram mínimos para participação nos próximos Campeonatos Zonais de Infantis. No total, foram batidos 98 novos recordes pessoais.
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Arouca vai investir 400 mil euros para melhorar água e saneamento de 348 pessoas
A obra ainda vai ser sujeita a concurso público, mas em causa está a população dos lugares de Viso e Abelheira, que nesse concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto verão assim prolongadas as suas atuais estruturas de saneamento e passarão a contar com um novo coletor de águas residuais. “Estão em curso em diversas freguesias do concelho empreitadas de saneamento que representam um investimento de aproximadamente três milhões de euros, com financiamento comunitário e comparticipação camarária. Assim, é com natural satisfação que vemos concretizada mais esta pretensão em Escariz, que é uma das freguesias mais populosas do concelho”, afirmou à Lusa a presidente da autarquia, Margarida Belém. Com conclusão prevista “até final de 2027”, a empreitada agora anunciada abrange a construção de redes de abastecimento de água e de drenagem de águas residuais no lugar do Viso – a cargo da empresa Águas do Norte – e também a colocação em funcionamento do coletor existente entre a Abelheira e o cruzamento das Alagoas. Financiados em 85% pelas Águas do Norte e nos restantes 15% pela autarquia, esses trabalhos abrangerão o prolongamento das atuais estruturas com mais 1.579 metros de saneamento gravítico, a criação de 799 metros de conduta elevatória e a construção de uma estação elevatória para águas residuais. Quando estiverem concluídas essas intervenções, Escariz passará de uma taxa de cobertura de saneamento “de 44% para cerca de 60%”. Quanto à distribuição de água, uma vez que nesse caso se irá proceder apenas à substituição de estruturas, a rede permanecerá nos 96%. Segundo Margarida Belém, o território global de Arouca tem atualmente uma taxa de cobertura de saneamento de 60%, o que reflete “um aumento de 12% face a 2017”, ano em que a autarca socialista iniciou o seu primeiro mandato. “Em termos de água, há a registar um aumento de 21% face a 2017, situando-se a taxa atual de cobertura nos 93%”, acrescentou. Quanto a investimentos futuros no mesmo domínio, a presidente da Câmara adiantou que, “fruto de insistências várias do Município, iniciar-se-á em breve a requalificação da ETAR [estação de tratamento de águas residuais] da Ribeira, na freguesia de Tropeço, estando a empreitada, que ascende a dois milhões de euros, em fase de contratualização pela SimDouro” – que é a concessionária da rede de saneamento em alta, isto é, na componente que envolve as infraestruturas de maior dimensão. Em contexto idêntico, a semana passada a autarquia assinou um protocolo de colaboração com a Águas do Norte tendo em vista a implementação do que essa empresa definiu em comunicado como “projetos e intervenções que respondam às necessidades da população local”. Para o presidente do conselho de administração da concessionária, António Cardoso, essa parceria institucional contribuirá para “uma gestão mais coordenada dos recursos hídricos, facilitando a concretização de projetos que visam novos investimentos e a modernização das redes de água e saneamento no território de Arouca”.
“Alfabeto da Cooperação” chega à Universidade de Aveiro para promover reflexão crítica
Segundo o site da UA, a obra coletiva pretende convidar à “reflexão crítica sobre temas atuais relacionados com a Cooperação para o Desenvolvimento”. A exposição reúne contributos de “académicos, jornalistas, ativistas, profissionais da Cooperação para o Desenvolvimento e artistas visuais (da fotografia à ilustração)”. “Cada conceito é uma porta de entrada e o resultado é um mosaico de vozes e perspetivas que desafiam leituras simplistas do nosso mundo e convidam à compreensão da sua complexidade política, social, cultural e ética. Num contexto de crescentes desigualdades globais e do multilateralismo, este catálogo / exposição convida ao debate, à reflexão com outros e à cooperação entre diferentes disciplinas, saberes e práticas”, explica a nota. Após a inauguração da exposição decorrerá ainda uma mesa-redonda. Esta é uma iniciativa promovida pela Associação para a Cooperação Entre os Povos (ACEP), em parceria com o Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da UA e o Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento do Instituto Superior Técnico / ISEG Research, e conta com apoio do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.
Mau tempo: Descida do caudal do rio Vouga permitiu famílias regressarem a casa em Albergaria
“A maior parte das pessoas já regressaram às suas casas, em Angeja e Frossos”, informou João Oliveira, responsável do serviço municipal de proteção civil de Albergaria-a-Velha. Segundo especificou, “as pessoas que a frente das casas é virada para a Nacional 230-2 já puderam regressar, tal como os residentes da Rua da Pedreira”, não obstante aquela estrada continuar interdita ao trânsito. De acordo com aquele responsável, apenas duas famílias ainda não voltaram a casa e permanecem em casas de familiares, porque se trata de pessoas com mobilidade reduzida. O responsável da proteção civil deu conta de que, pelas 14:00, a água que transbordou do rio Vouga já havia descido cerca de dois metros, e que a perspetiva é que a situação continue a melhorar. “O caudal do rio baixou significativamente, cerca de dois metros, e não se preveem mais incidentes relacionados com o rio nas próximas horas”, explicou. A subida das águas do rio Vouga havia inundado as zonas ribeirinhas de Angeja, Frossos, São João de Loure e Alquerubim, no concelho de Albergaria-a-Velha. Na quarta-feira ao final da tarde, várias casas ficaram isoladas pela água e 20 pessoas tiveram de ser realojadas, optando por ir para casas de familiares. Segundo adiantou João Oliveira à Lusa, “estão a ser feitos trabalhos para a reposição da normalidade” nas zonas afetadas.
Setor da distribuição afasta problemas no abastecimento de produtos
“Não há, neste momento, nenhum constrangimento no país no abastecimento da cadeia de valor dos produtos”, assegurou o diretor geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier, em declarações à agência Lusa. Apesar de “alguns atrasos em chegadas às lojas”, face à necessidade de alterar rotas de transporte devido às várias estradas cortadas, em particular a autoestrada A1, a associação salientou que as empresas envolvidas, quer ao nível da distribuição, quer do transporte, assim como as autoridades, como a Proteção Civil, “têm sido inexcedíveis a encontrar rotas alternativas”. “Portanto, a verdade é que, mesmo com estes constrangimentos, há alternativas e não há nenhum problema logístico de abastecimento de lojas”, reiterou. Relativamente à disponibilidade de produtos, o dirigente da APED referiu que “não há peixe fresco” da costa portuguesa nas lojas “porque os pescadores não têm saído” devido à agitação do mar, mas salientou que não é por isso que “se deixa de ter peixe nas bancas”. “O que estamos é a ir buscá-lo a outras geografias, temos peixe congelado e temos peixe de viveiro de várias origens”, explicou, avançando que se está “a ir buscar bastante peixe ao norte da África”, por exemplo, mas tal “não vai ter impacto nenhum nos preços, porque já eram rotas de fornecedores habituais”. No que diz respeito a produtos agrícolas, sobretudo hortofrutícolas, Gonçalo Lobo Xavier manifestou “preocupação com os fornecedores” das regiões mais afetadas pelo mau tempo, “que viram as suas produções dizimadas e que é preciso ajudar para que recuperem rapidamente”. Já quanto à eventual escassez destes produtos nas lojas, lembrou que “Portugal não é autossuficiente, de maneira nenhuma, em produtos agrícolas, portanto cada retalhista já tem os seus fornecedores habituais de outras geografias”, podendo reforçar as encomendas do exterior em caso de necessidade. “O mercado está a funcionar, é preciso ter alguma serenidade”, enfatizou o dirigente associativo, garantindo ainda que “não há razão imediata para achar que os preços vão aumentar”. Explicando que “há muitas dinâmicas que estão a acontecer”, o diretor-geral da APED admitiu que “o mercado tem vindo, realmente, a pressionar alguns produtos, mas não é por causa destas situações” relacionadas com o mau tempo. Como exemplos, avançou o cacau e a carne, notando que esta última “tem vindo a aumentar consecutivamente de preço nos últimos tempos, ou por via de processos regulatórios ou de obrigações de legislação que obrigam a outro tipo de investimento ou porque as rações têm vindo a aumentar sucessivamente”.