RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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Ribau Esteves avalia compra da SAD do Beira-Mar

Numa jogada ousada para reforçar a sua posição como a maior marca de Aveiro à frente dos ovos moles, Ribau Esteves está a avaliar a possibilidade de adquirir a SAD do Beira-Mar. Segundo fontes próximas do autarca, a ideia surgiu enquanto contemplava o vazio existencial deixado por não ter mais rotundas para construir ou avenidas para requalificar.

Ribau Esteves avalia compra da SAD do Beira-Mar
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Entretenimento
01 dez 2024, 11:36

“Se já consegui pôr Aveiro no mapa com a ria, os moliceiros e o monumento do Siza, imaginem o que posso fazer com um clube de futebol. Isto é uma oportunidade para internacionalizar a marca Ribau”, terá dito o presidente entre vários apertos de mão ao adeptos do Beira-Mar.

Entre as ideias mais arrojadas está a escolha de Rogério Carlos, vice-presidente da Câmara Municipal, para treinador principal. "É a oportunidade perfeita para ele ganhar notoriedade. Eu tenho-lhe dado mais palco, mas com uma época desastrosa no futebol é certo que o nome dele vai estar em todas as capas de jornal. O futebol é o palco ideal para ele aprender a lidar com pressão…”, afirmou Ribau Esteves. “E se falhar?”, perguntaram os jornalistas. “É só dizer que o árbitro estava comprado”, respondeu prontamente Ribau.

Rogério, por sua vez, mostrou entusiasmo contido: "Eu adoro futebol… Embora seja mais de ver do que de jogar. Ainda recentemente meti-me em aventuras e fui parar ao bloco operatório”, brincou o provável futuro treinador principal que tem aparecido em público com muletas.

Quem já reagiu a esta novidade foi a presidente da concelhia do PS-Aveiro. "Não há palavras para mais uma tentativa de Ribau Esteves secar tudo à sua volta. Mas bem, se ele conseguir manter o Beira-Mar nos nacionais, já é mais do que aquilo que fez na Câmara", ironizou Paula Urbano Antunes.

Nuno Quintaneiro, atual presidente do clube, tem resistido ao tradicional “braço longo” de Ribau e insiste em gerir o clube com independência. “Nós queremos um Beira-Mar sustentável, não um palco político”, declarou recentemente. Contudo, segundo rumores, essa postura mais firme pode ter acelerado os planos de Ribau tomar as rédeas da SAD.

"O Quintaneiro está sempre a falar de sustentabilidade financeira, mas o que é isso comparado com um plano de expansão mediática? O Beira-Mar precisa de mediatismo e eu sou o único que pode garantir isso", terá dito Ribau numa reunião privada.

Enquanto Ribau sonha com o Beira-Mar a brilhar nos palcos internacionais, os aveirenses esperam para ver se este novo projeto será um golaço ou mais um remate ao lado. A única certeza? Com Ribau no jogo, o espetáculo está garantido – com ou sem eucaliptos no relvado.

Recomendações

Páscoa na família Souto: falha de comunicação provoca excesso de cabrito no almoço de domingo
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Páscoa na família Souto: falha de comunicação provoca excesso de cabrito no almoço de domingo

Luís Souto, aproveitou este domingo de Páscoa para lançar um vídeo onde ensina os seguidores a cozinhar chanfana. O vídeo é tão longo e didático que a dada altura fazia lembrar as suas aulas de Genética ainda com Power Point em Comic Sans. Fontes próximas admitem que só a introdução demorou mais do que as promessas de Luís Montenegro para a requalificação do Hospital de Aveiro. O vídeo acumula já 13 visualizações, das quais 11 são da esposa do próprio Luís, que o partilhou em todos os grupos de Facebook onde é admin e comentou “meu presidente <3” em cada publicação. Já Alberto Souto, armado em chef rústico, atirou-se ao tradicional cabrito no forno de lenha. Só que a lenha estava molhada - tal como os olhos dos eleitores aveirenses sempre que se lembram do seu último mandato. O vídeo, filmado ao estilo "como acender um forno com zero dignidade", mostra Alberto a soprar brasas com a mesma convicção com que se defendia das críticas sobre endividamento municipal. A dada altura, ouvimos “isto com a antiga equipa da Câmara não acontecia”, mas o cabrito continuou cru e o almoço parece que vai passar a lanche. Fontes próximas garantem que os irmãos não falaram entre si sobre o menu, o que resultou numa quantidade de carne suficiente para alimentar todas as demissões no PSD-Aveiro. A comida era tanta que tiveram de improvisar um novo convidado: Paulo Jorge Ferreira, reitor da Universidade de Aveiro, que, agora em fim de mandato, anda a aceitar tudo o que seja petiscos e tainadas. Os irmãos Souto, sempre atentos às oportunidades, ponderam agora lançar um outro familiar para reitor da UA. Entretanto, Ribau Esteves, depois de uma semana de recuperação em casa pelas violentas dores de costas que o impediram de sair da cadeira no Hotel Meliá na apresentação de Luís Souto, já foi visto novamente muito irritado com toda a situação. Fontes próximas afirmam que já viu os vídeos e deixou claro que não apoia nenhum dos irmãos. Sobre Alberto diz que “continua igualzinho, a gastar dinheiro em lenha sem critério”. De Luís afirma que “tem mais vocação para chefe de cozinha do que para presidente”. Ribau terá ainda acrescentado: “o Luís foi o único aveirense que acreditou que as obras do Hospital arrancam esta ano… deve pensar que a Câmara é como a Bimby: é carregar num botão e esperar milagres”. O almoço terminou sem intoxicações alimentares, mas não por falta de sorte. Felizmente, como as urgências do Hospital de Aveiro estão encerradas neste domingo de Páscoa, ninguém se atreveu a repetir o prato. “Mais vale prevenir do que precisar de médico”, terá dito um dos convivas, enquanto escondia o tupperware com sobras de cabrito no porta-bagagens.

PCP-Aveiro avança com moção de censura pelo atraso no anúncio do cartaz da Feira de Março 2025
Estagiário

PCP-Aveiro avança com moção de censura pelo atraso no anúncio do cartaz da Feira de Março 2025

“A maior festividade do concelho está a ser gerida com mais segredo do que a escolha de Luís Souto de Miranda como candidato à Câmara Municipal de Aveiro (CMA)", acusou o partido em comunicado, reforçando que "a Feira de Março deve pertencer ao povo e não ser um privilégio das elites que sabem o cartaz antes do resto da população". Apesar de oficialmente ainda não haver confirmações, o PCP-Aveiro jura a pés juntos que já sabe que Diogo Piçarra, Bárbara Tinoco e Richie Campbell fazem parte do alinhamento. “Se nós já descobrimos, não nos venham com histórias de que ainda estão a fechar contratos”, disparou um dirigente comunista, visivelmente indignado por não haver ainda um anúncio oficial. Quem não perdeu tempo a reagir foi o atual presidente da CMA. Ribau Esteves garantiu que "o cartaz será revelado quando for a altura certa”, mas relembrando os aveirenses que “se fosse pelo PCP, a Feira de Março era animada pelos Cante Alentejano e terminava com um debate sobre a luta sindical”. Fontes internas do município garantem que o grande motivo para o atraso na divulgação do cartaz tem nome: MC Soutinho, a dupla escolhida para cabeça de cartaz. A escolha não terá agradado a todos os elementos do Executivo Municipal. Segundo as mesmas fontes, Ribau Esteves terá mostrado algum desagrado, confessando que a sua escolha para cabeça de cartaz seriam os Irmãos Verdades, pois, segundo ele, "o alinhamento político e musical seria mais consistente". Perante a insistência da sua equipa, Ribau terá admitido: "Se queriam uma dupla de irmãos, ao menos que fosse uma que tivesse êxitos nos tops e não nas jogatanas políticas”. Já Rogério Carlos, atual vice-presidente da autarquia, mostrou-se mais soltinho depois de ter sido afastado da corrida à liderança da CMA. “Se querem animar o cartaz da Feira de Março deste ano, pelo menos que sejam mais originais. Eu sugiro um dia dedicado aos cantares ao desafio com um despique amigável entre Catarina Barreto e Ângela Almeida ou Filipe Neto Brandão e Manuel Sousa”, afirmou no meio de gargalhadas irónicas enquanto se preparava para assistir ao debate parlamentar que poderá ditar novas eleições legislativas em Portugal. Outro momento alto será o show "Banda das Coligações", onde diferentes partidos políticos se juntam em leilão ao som do hit musical “eu estou à venda”. Fontes próximas garantem que será uma atuação curta, porque nem sempre conseguem tocar a mesma música até ao fim. Entretanto, os aveirenses continuam sem cartaz oficial, mas já têm uma certeza: o verdadeiro espetáculo da Feira de Março não está no palco, está mesmo na política local.

Estagiário: Sérgio Ribau Esteves avança com candidatura independente ao Município de Aveiro
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Estagiário: Sérgio Ribau Esteves avança com candidatura independente ao Município de Aveiro

Em exclusivo para a página do Estagiário da Ria, Sérgio quis juntar-se ao “verdadeiro espetáculo circense que se assiste na cidade” e declarou que “num momento particularmente difícil para o meu irmão, eu não podia deixar de dizer presente”. “Os Soutos querem mostrar que controlam esta cidade, mas se estamos nessa onda, então vão ter que levar com os Ribaus”, afirmou enquanto apertava um fato axadrezado emprestado pelo seu irmão, relembrando que, tal como Luís Souto, também ele é cronista no Diário de Aveiro. Ribau Esteves também quis prestar declarações ao Estagiário da Ria: "Sim, posso confirmar que o meu mano avisou-me previamente da sua candidatura." Confrontando pelo Estagiário da Ria relativamente ao facto de Luís Souto não ter contactado Alberto Souto antes do anúncio da sua candidatura, Ribau Esteves afirmou no meio de gargalhadas irónicas: "Olhe, essa pergunta tem que fazer ao Luís Souto, não é ele que se apresenta como especialista em genética?" Enquanto isso, o recém-lançado candidato Sérgio Ribau Esteves parece apostado em criar uma “irmandade eleitoral” para melhorar a imagem da cidade, recordando os aveirenses que tem experiência muito útil em gestão de irmandades. “Se sei gerir a irmandade dos ovos moles, acha que será muito diferente gerir um Município? É tudo uma questão de doçura”, afirmou.  O candidato independente aproveitou para dizer, com aquele sorriso de quem domina matemática, que, diferentemente do Alberto Souto – "que se contenta com 101 ideias para Aveiro" – ele tem “mil e uma ideias”. “Não acha que as minhas ultrapassam as do candidato socialista? E não são apenas devaneios mirabolantes, são planos de verdade para mudar a cidade", afirmou enquanto olhava para o programa eleitoral desenhado pelo seu irmão com 1001 árvores preparadas para abate. Agora, Aveiro aguarda ansiosamente para ver se esta súbita multiplicação de irmãos candidatos irá resultar numa revolução familiar na política local… ou apenas num almoço de domingo com demasiadas conversas sobre urnas de voto e propostas mirabolantes. O Estagiário da Ria continua atento a mais novidades, enquanto espreita para ver se ainda resta alguma vaga para ser candidato a sobrinho, primo ou cunhado dos Soutos & Ribaus.

Ribau Esteves negoceia com Fábio Coentrão instalação do viveiro de marisco na Ria de Aveiro
Estagiário

Ribau Esteves negoceia com Fábio Coentrão instalação do viveiro de marisco na Ria de Aveiro

"Durante os meus mandatos batemos todos os recordes de turismo. Demos uma nova vida aos nossos canais com os moliceiros elétricos e amigos do ambiente. Agora está na altura de dar o próximo passo: Aveiro precisa de marisco premium e quem melhor que o Fábio Coentrão para ser o rosto desta nova fase?", declarou Ribau Esteves, enquanto tirava uma fotografia ao lado de uma lagosta gigante, com Rogério Carlos a tentar reproduzir o movimento. Entretanto, o reitor da Universidade de Aveiro também já reagiu à mais recente notícia, revelando interesse em localizar o novo viveiro nas marinhas da UA. “Já falei com o presidente da Câmara Municipal de Aveiro e dei-lhe nota da nossa intenção”, declarou Paulo Jorge Ferreira. Confrontado pelos jornalistas sobre a reação de Ribau Esteves, o reitor da UA realçou: “Gostou muito da iniciativa. Afinal de contas, ainda há dias anunciou o início da construção de uma nova residência privada para os estudantes. Ora todos sabemos o tipo de estudantes que procuram estas residências. Colocar o novo viveiro junto à UA pode ser uma excelente oportunidade para atrair ainda mais estudantes deste mercado”. Quem já reagiu a esta nova investida do edil aveirense foi Alberto Souto de Miranda. “Com sinceridade, desta vez tenho que reconhecer que é uma excelente iniciativa de Ribau Esteves. Todos nós vimos a cara avermelhada com que o presidente terminou a arruada de São Gonçalinho. Penso que se continuar a tirar fotos ao lado de lagostas, certamente que o seu tom de pele não irá dar tanto nas vistas” atirou o candidato à CMA, enquanto escrevia a centésima segunda ideia do livro que só ele leu.

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UA celebra este mês os 60 anos do programa ‘Cinco Minutos de Jazz’ de José Duarte
Universidade

UA celebra este mês os 60 anos do programa ‘Cinco Minutos de Jazz’ de José Duarte

“São os 60 anos do programa do programa ‘Cinco Minutos de Jazz’ que começou em 1966, exatamente, no dia 21 de fevereiro. Foi o programa de rádio mais longo da história da rádio em Portugal. Teve algumas interrupções, nomeadamente, na altura do 25 de abril. (…) Começou na Rádio Renascença e acabou na Antena 2”, começou por contextualizar à Ria Susana Sardo, docente no Departamento de Comunicação e Arte (DeCA) da UA. No seguimento, Susana recordou ainda que José Duarte- que faleceu em 2023- foi o responsável pela criação do Centro de Estudos de Jazz na UA. “Nós criamos o Centro de Estudos de Jazz, após a doação do cervo dele à Universidade de Aveiro. Achamos que era muito importante fazer-lhe esta homenagem”, frisou. Sem antecipar aquele que será o programa do dia 21 de fevereiro, Susana Sardo adiantou apenas que a conversa contará com personalidades que “continuam a ter um papel importante na divulgação do jazz em Portugal”. “[Vamos contar com a presença de] alguns críticos de jazz como o António Curvelo que foi o único crítico de jazz contratado pelo jornal, o Leonel Santos que é o diretor de um grande blog de divulgação de jazz, o Ivo Martins que é o curador da exposição que está, neste momento, no Centro de Estudos de Jazz que se chama “Corpo e Alma”, o Nuno Catarino que é o diretor da jazz.pt, o Pedro Tadeu que é um vice-diretor do Diário de Notícias, músicos de jazz como Carlos Azevedo, Paulo Perfeito…”, revelou. Recorde-se que, tal como noticia a UA, José Duarte mantinha uma relação próxima com a Universidade onde foi também docente. A instituição acolheu a coleção de “fonogramas, filmes, vídeos, imagens fotográficas, manuscritos, entre outros documentos de José Duarte, coleção que foi determinante na fundação do Centro de Estudos de Jazz, em 2007”.

Mau tempo: Desmoronamento provoca condicionamento de trânsito no IC2 em Águeda
Região

Mau tempo: Desmoronamento provoca condicionamento de trânsito no IC2 em Águeda

Na sua informação diária sobre o estado das vias no distrito de Aveiro, a GNR refere que existem 25 vias interditas ou condicionadas, a maioria das quais devido a inundação. Uma dessas vias é o IC2 que está condicionado junto à saída para Lamas do Vouga, em Águeda, no sentido Norte/Sul, devido a um desmoronamento. Segundo fonte da GNR, o trânsito está a circular de forma condicionada, naquela zona, em virtude da supressão da berma. Ainda no concelho de Águeda, segundo a GNR, mantêm-se interditas a Estrada Municipal 577 (Fontinha), a Rua da Pateira (Fermentelos), a Estrada do Campo (Espinhel e Recardães), a Rua do Campo (Segadães) e a Rua Ponte da Barca (Serém), devido à inundação do rio Águeda. A Rua do Covão, em Valongo do Vouga, também continua interdita devido a desmoronamento. Em Ovar, está interdita a Avenida da Praia (Esmoriz), devido a desmoronamento. Em Estarreja, a GNR dá conta da interdição da Rua dos Moinhos (Pardilhó), Rua da Estação (Canelas), da Rua do Vale (Fermelã), da Rua General Artur Beirão (Canelas), da Estrada paralela à linha férrea, junto à BIORIA (Canelas) e da Rua do Feiro (Salreu), devido a inundação. Na Murtosa há três vias interditas, também devido a inundação, nomeadamente a Rua Arcebispo Cangranor (Bunheiro), a Travessa Arrais Francisco Faustino (Torreira) e a Rua Caminho das Remolhas (Bunheiro). Em Aveiro, a GNR dá conta da interdição da Rua Direita e da Rua da Pateira, em Requeixo, e da Rua Marquês de Pombal em Cacia, devido a inundação. Ainda neste concelho está interdita a Rua Pero André (Eirol) devido ao risco de derrocada de uma habitação. Mais a sul, em Oliveira do Bairro, está interdita a Rua Frei Gil (Bustos), devido ao abatimento do piso da estrada, e no concelho de Anadia estão interditas a Rua São Simão (Espairo) e a Rua da ETAR (Avelãs de Caminho), devido a inundação. Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos. O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Detido grupo suspeito de assalto a supermercado em Santa Maria da Feira
Região

Detido grupo suspeito de assalto a supermercado em Santa Maria da Feira

Em comunicado, a GNR esclareceu que deteve na segunda-feira três mulheres e um homem, com idades entre os 24 e os 47 anos, por roubo em estabelecimento comercial, no concelho de Santa Maria da Feira. "Na sequência de uma denúncia por roubo com recurso a arma branca, os militares da Guarda deslocaram-se ao local. No seguimento da ação, foram desenvolvidas diligências policiais que permitiram intercetar e abordar os suspeitos, que já se encontravam em fuga em direção ao Porto", refere a mesma nota. De acordo com a GNR, os suspeitos tinham na sua posse artigos de mercearia, no valor de 203,89 euros, que foram restituídos ao estabelecimento comercial. A GNR apreendeu ainda seis casacos com os respetivos forros rasgados, criando bolsos ocultos utilizados para dissimular os artigos subtraídos, duas facas de cozinha, 264 euros em dinheiro e uma viatura. Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Santa Maria da Feira.

“Ainda estamos sem luz”: Comunidade UA relata dificuldades e Universidade e AAUAv unem-se no apoio
Universidade

“Ainda estamos sem luz”: Comunidade UA relata dificuldades e Universidade e AAUAv unem-se no apoio

João Martim é atualmente estudante de Engenharia Biomédica na UA. Conversámos com ele através de uma chamada telefónica. Estava em Aveiro. Optou por ficar cá, em vez de regressar à sua terra natal [Leiria], não por opção, mas por ser a única alternativa possível dadas as circunstâncias. “A rede rodoviária em Leiria foi completamente destruída. Só agora é que estão a montar um centro rodoviário rápido para permitir o acesso à cidade. Além disso, se fosse de autocarro, chegaria a Leiria sem conseguir comunicar com os meus pais, porque não há rede móvel. Não teria quem me fosse buscar nem forma de falar com eles”, contou João, acrescentando que também não há eletricidade, nem água, onde reside. “Por isso, faz sentido ficar em Aveiro, não teria lógica ir para casa”, reforçou. O estudante revelou ainda que tem acompanhado a situação através das redes sociais. “Tem sido a minha fonte de informação…. Falar com os meus pais só passado dois dias e de uma forma muito breve”, admitiu. Ainda assim, nos últimos dias, tem conseguido estabelecer contacto com estes, já que ambos trabalham fora da área de residência e têm ainda a ‘sorte’ de morar perto da “base aérea”. “Os meus pais passados uns dias souberam que havia rede e falaram de lá [base aérea] comigo também”, lembrou. Sem previsão de quando poderá regressar a Leiria, João Martim afirmou estar à espera do restabelecimento da eletricidade. Demonstrou ainda preocupação por não poder vir a exercer o seu direito de voto na segunda volta das eleições presidenciais, marcada para este domingo, 8 de fevereiro, caso a situação não seja resolvida até lá. “Nem essa situação sei como vai ser porque há pessoas desalojadas… O sítio onde ia votar acho que foi destruído, por isso, não sei muito bem como vai decorrer o processo”, admitiu, realçando que não se inscreveu no voto antecipado “por não contar que isto acontecesse”. “Gostava de ir a casa este fim de semana para ver como as coisas estão e ajudar no que pudesse… Felizmente, a minha casa não teve muitos prejuízos, mas tenho colegas que chove dentro do quarto, da sala, e que estão em situações piores. Queria ir lá para tentar perceber, mas, por outro lado, também me custa”, admitiu João. Longe de casa, o estudante lamentou ainda a falta de notícias nos primeiros dias, considerando que a informação disponibilizada 'ficou muito aquém' das necessidades da população. “Quando consegui falar com os meus pais eles disseram-me que não havia notícias nenhumas na rádio… Não sabiam onde se tinham de dirigir, o que é que tinham de fazer e que a informação não foi disseminada. É como se tivesse sido uma coisa normal, mas foi uma tempestade muito grande. (…) Tenho colegas que, possivelmente, vão ficar desempregados porque as empresas em que eles trabalhavam vão fechar e muitas casas estão completamente destruídas… Há muitas pessoas que vão ter de começar do zero”, lamentou. Inês Silva, estudante do curso de Línguas e Relações Empresariais e vogal da direção da Associação Académica da Universidade de Aveiro, falou connosco também por telefone. Ao longo da conversa, por vezes, entre pergunta e resposta, a rede falhava. Encontrava-se em casa, em Pombal, naquele momento, prestes a preparar o almoço. Inicialmente, começou por descrever à Ria que vive a cerca de dez a 15 quilómetros da cidade, entre Pombal e Soure, e que continua sem eletricidade. “Uma semana depois ainda estamos sem luz e a rede é escassa… Por algum milagre estou a conseguir estar no telefone. O meu pai conseguiu arranjar um gerador e, mais ó menos, quatro ou cinco horas por dia conseguimos ligar o gerador graças ao gasóleo e vamos tendo luz para, pelo menos, aquecer o cilindro da água e tomar banho com água morna”, descreveu. Enquanto estudante, Inês admitiu que a dinâmica tem sido “desafiante”. “Principalmente agora estando dentro da direção da AAUAv porque existem muitas reuniões… Há muita coisa para orientar e para organizar, tendo em conta que ainda estou a tentar entrar dentro do ritmo, porque é o primeiro ano, dentro da AAUAv, e é um bocadinho difícil acompanhar esta mudança”, apontou, reconhecendo ainda o apoio da Associação Académica. “Mandaram-me logo mensagem a perguntar se precisava de alguma coisa, se estava tudo bem, se me conseguia deslocar… Estamos todos disponíveis uns para os outros e isso também é bonito de se ver”, refletiu. Sobre o seu ‘novo’ dia-a-dia, Inês Silva apontou que tem vivido com “muitas restrições”, passando grande parte do tempo em casa. “Os meus pais já estão a trabalhar, retomaram o trabalho na segunda-feira, porque, na semana passada ainda não havia luz para retomarem a atividade laboral. Neste momento, estou em casa a sós com a minha irmã e o nosso dia-a-dia limita-se a isto…”, descreve. “De manhã, a gente entretém-se a ler, com os animais, ao almoço fazemos o comer, e depois quando há necessidade tentamos limitar as viagens à cidade porque estamos a tentar poupar para o gasóleo para o gerador e como a minha mãe já se desloca mais para a zona de Pombal ela é que trata de fazer as compras uma ou duas vezes por semana”, continuou. Tal como João Martim, a estudante apontou críticas à informação que chegou às populações, considerando que esta foi “insuficiente”. “Os avisos da tempestade não foram levados a sério o suficiente e acho que agora era importante não nos focarmos só na cidade. Por exemplo, as mobilizações até Leiria, à beira do estádio é tudo muito bonito, mas acho que é importante as pessoas não se esquecerem das pessoas que ficam sozinhas e que estão muito limitadas nas aldeias, idosos, principalmente, ficarmos todos um bocadinho sensibilizados e ter um bocadinho de noção daquilo que é o impacto”, atentou. “Se esta tempestade tivesse acontecido na hora de ponta, durante o dia, as pessoas não estavam preparadas para aquilo que iria ser”, opinou. Foi a partir da casa dos sogros- uma moradia situada numa zona mais central- que Pedro Almeida, professor do Departamento de Comunicação e Arte na UA, falou com a Ria. Residente também em Leiria, conta que só na manhã de segunda-feira, 2 de fevereiro, voltou a ter abastecimento de água. “Estamos sem luz. (…) Não tenho comunicações. Mesmo com as baterias carregadas também tenho de recorrer aos meus sogros que só tiveram luz na passada sexta-feira”, relatou. Quanto aos prejuízos provocados pela passagem da depressão, o docente adiantou que, felizmente, a sua habitação não sofreu danos materiais significativos. “A minha casa não tem telhado de telha e, nesse sentido, preservou. Vivo numa zona mais rural e, portanto, muitas árvores à volta foram abaixo, mas nenhuma sobre a casa. Posso dizer que para além de ter ficado sem água, luz, (…) não tive coisas significativas, mas à volta há muitos estragos”, descreveu. Também o acesso a bens essenciais foi condicionado. “Há alguns supermercados que já têm geradores… Já quando foi do apagão mantiveram-se a funcionar. Havendo um stock básico em casa deu para gerir… No primeiro e segundo dia eram filas gigantes. Não havia comunicações, portanto, não se podia pagar com o cartão”, recordou. “Fui comprar pão e tinha umas ‘moeditas’ e foi o que deu para comprar”, partilhou entre risos. Enquanto docente, Pedro Almeida referiu que a última deslocação à Universidade de Aveiro aconteceu na passada quinta-feira. “Na quarta-feira não pude ir (…) porque estive a resolver as coisas de casa e dos familiares. Havia também dificuldades em me deslocar com muitas estradas cortadas…. Na quinta-feira, acabei por conseguir ir parte do tempo… Tinha umas apresentações”, explicou, admitindo que aproveitou também para carregar o carro elétrico. No seu caso, a nível profissional, reconheceu ainda que a sua situação acabou por ser mais flexível, uma vez que já trabalha habitualmente em regime híbrido. “Como vivo na zona de Leiria já faço uma parte relevante do meu trabalho à distância. Nesse sentido, e agora como estamos em altura de avaliações, de exames, de preparação do segundo semestre, não há aulas… As coisas tornam-se um bocadinho mais fáceis”, admitiu. “Desde que tenha luz e comunicações…”, acrescentou. Relativamente ao apoio do Departamento no qual leciona, Pedro Almeida sublinhou a disponibilidade demonstrada pelos colegas. “Houve o contacto da diretora do meu departamento, conversámos e, naturalmente, mostraram disponibilidade para ajudar no que fosse necessário”. Apesar de ainda não ter eletricidade em casa, o docente afirmou que previa regressar a Aveiro já esta terça-feira, 3 de fevereiro. “As coisas estão mais ó menos estabilizadas apesar de não ter luz”. Pedro Lages mora na Marinha Grande. Na hora em que o contactámos, também por telefone, partilhou que se encontrava “em regime de voluntariado” a ajudar na limpeza e na reconstrução de algumas das “telhas” que se partiram na pré-escola dos seus filhos. Segundo relata, “as escolas foram afetadas, não está a haver aulas, e a previsão é que não existam aulas esta semana”. Ao contrário do docente, o atual provedor do estudante da Universidade de Aveiro revelou que, até ao momento, a situação do abastecimento de água continua por resolver. “No centro da Marinha, em determinadas zonas, temos eletricidade e as comunicações foram restabelecidas, provisoriamente, através de antenas que foram colocadas pelas empresas de telecomunicações. (…) Não há é água, nem existe nenhuma forma. As casas não estão a ser abastecidas para banhos, nem para máquinas de lavar, etc. Tudo tem de ser feito de forma provisória e de forma arcaica”, sublinhou. No que diz respeito à alimentação, Pedro Lages garantiu que, no seu caso, a situação tem decorrido de forma “normal”. “No meu caso, em particular, e das pessoas que nos rodeiam, tínhamos alimentos em casa para algum tempo. Sem eletricidade nós vemos essa função comprometida porque as casas hoje têm essas matérias todas eletrificadas. Ainda há algumas casas que não e que recorrem a gás, mas no meu caso particular foi aí que tive algum apoio da casa de familiares. (…) Em termo de disponibilidade alimentar ainda não se sente falta. (…) Os supermercados também estão a abastecer, de forma condicionada, a alimentação”, explicou. Pedro Lages acrescentou ainda que, até ao momento, não conseguiu deslocar-se nem à empresa onde exerce funções, nem à Universidade de Aveiro. “Na quarta e na quinta-feira tive de me deslocar para conseguir ter comunicações e reportar a situação que estava a acontecer e para dar cumprimento a temas urgentes. (…) Tento manter contacto com os estudantes por via email”, reparou. No que toca à UA, em declarações à Ria, Alexandra Queirós, vice-reitora para a Cultura e Vida nos Campi, admitiu estar a acompanhar a situação e a avaliar soluções em conjunto com a AAUAv. Uma das propostas em cima da mesa passa pela criação de um plano de reabilitação de casas nas zonas mais afetadas, em articulação com o Departamento de Engenharia Civil, à semelhança do que aconteceu com o projeto “Habitação Solidária VIDA”, no verão passado. Também em entrevista, Sandra Soares, vice-reitora para a Inovação Pedagógica, referiu que está a ser equacionada a prorrogação dos prazos de inscrição para a “escolha de horário e das opções livres”. “Como a primeira fase da escolha de horários decorreu simultaneamente com a situação de calamidade que ocorreu e porque sabemos que vários estudantes não se encontram em Aveiro, e vários deles estão nas zonas afetadas, o nosso entendimento é que a segunda fase devia ser estendida”, notou. Nesse sentido, Sandra Soares adiantou que a universidade ia avançar com um despacho ainda esta segunda-feira. “Mesmo com essa indicação, vamos ter de adiar um pouco o início da alteração do calendário da escolha de opções livres porque elas não podem decorrer em simultâneo”, explicou. “Vamos também, junto das unidades orgânicas, apelar à possibilidade de poderem abrir mais vagas”, continuou. No seguimento, acrescentou ainda que, “dos dados da primeira fase” da escolha de horários, a comparação feita com os anos anteriores indica que os números não deverão ter sido significativamente mais baixos. “São equivalentes, mas ainda assim achamos que, na eventualidade de alguém não ter conseguido fazer este ajuste, era importante dar este sinal à comunidade”, adiantou. Também do lado da AAUAv, Joana Regadas, presidente da direção, frisou estar a par da situação. À Ria, apontou que está, neste momento, a decorrer uma recolha, integrada no movimento estudantil nacional, na Casa do Estudante e no Café da Universidade de Aveiro (CUA), de “material de construção e de material médico”. Segundo a dirigente, “dos relatos que vamos conhecendo dos estudantes que estão nas zonas afetadas é o que consideram ser mais essencial e também do material médico dado aquilo que tem sido uma tentativa da população de alguma forma de arranjar os estragos de uma forma preliminar e que tem resultado em bastantes ferimentos”. A entrega do material recolhido será feita em articulação com os municípios mais afetados. Relativamente ao prazo da recolha, Joana Regadas esclareceu que a AAUAv não definiu um dia para a data máxima de entrega, estando “dependente das necessidades identificadas pelos municípios mais afetados já que iremos trabalhar a par com eles”. Contudo, adiantou que “pelo menos, nas próximas duas semanas estaremos a fazer recolha dos diversos materiais”. Tal como Alexandra Queirós, a presidente da AAUAv reiterou ainda que, a “longo prazo”, estão a ser pensados “programas de ação” para o período do verão, focados na reconstrução de residências. O objetivo passa por “possibilitar que os estudantes, de forma voluntária, possam ajudar na reconstrução das habitações e nos edifícios que são de domínio público”.