Linha de Aconselhamento Psicológico atendeu quase 359 mil chamadas em cinco anos
A Linha de Aconselhamento Psicológico do SNS 24 atendeu quase 359 mil chamadas desde que foi criada em 2020, segundo dados oficiais, que apontam um crescimento de 6% no primeiro semestre deste ano comparativamente ao mesmo período de 2024.
Redação
O serviço começou a funcionar em 01 abril de 2020, um mês depois do início da pandemia de covid-19 em Portugal, para dar apoio às preocupações e desafios psicológicos dos utentes e dos profissionais de saúde.
Analisando o número de atendimentos na Linha de Atendimento Psicológico (LAP) por ano, 2024 foi o ano que registou o maior número de chamadas, totalizando 76.000 chamadas, seguido de 2023, com 70.700, de 2021, com 70.000, 2022 com 64.800, e 2020, com 57.700 chamadas, de acordo com os dados dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) avançados hoje à agência Lusa.
Em abril de 2022, a LAP passou também a estar disponível em inglês, tendo atendido, desde então, mais de 8.400 chamadas.
Este ano, até 30 de março, o serviço em inglês já atendeu mais de 1.700 chamadas, o que representa um aumento de 327% em relação ao período homólogo de 2024. Segundo os SPMS, grande parte das chamadas para a LAP estão relacionadas com sintomatologia associada à ansiedade, ao agravamento de psicopatologia prévia e à gestão e adaptação em situação de crise.
Nas situações em que o psicólogo identifica que existe perigo para o próprio utente ou para terceiros, a chamada é transferida para o INEM, que assegura o acionamento dos meios de socorro adequados.
Os dados referem que, desde 15 de março de 2021, ocorreram mais de 450 situações.
Por outro lado, o psicólogo pode também identificar a necessidade de encaminhamento para o serviço de Triagem, Aconselhamento e Encaminhamento do SNS 24, se considerar que a situação não ficou resolvida com o aconselhamento psicológico ou caso o utente apresente outro tipo de sintomatologia.
Para aceder à Linha de Atendimento Psicológico basta ligar para o SNS 24 (808 24 24 24).
Recomendações
Ministro acredita que reforço da ação social tirará foco da luta estudantil sobre propinas
“Espero convencê-los de que com um bom sistema de ação social, o foco nas propinas perde-se”, afirmou Fernando Alexandre em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião com dirigentes de federações e associações académicas. O ministro da Educação, Ciência e Inovação e a ministra da Juventude e Modernização, Margarida Balseiro Lopes, reuniram-se hoje com os representantes dos estudantes do ensino superior para assinalar o Dia Nacional do Estudante, num encontro em que participaram também o diretor-geral do Ensino superior, Joaquim Morato, e a presidente do Conselho Nacional para a Inovação Pedagógica no Ensino Superior, Patrícia Rosado Pinto. Horas antes, centenas de universitários percorreram as ruas de Lisboa numa manifestação nacional para pedir mais financiamento para o ensino superior e garantiram que irão continuar a lutar para que ninguém seja impedido de estudar, insistindo no fim das propinas. “Não foi muito referido, talvez porque também sabem que temos aí uma divisão na forma como olhamos para esse problema”, respondeu o ministro quando questionado se aquela reivindicação também tinha sido levantada durante a reunião. Sobre essa matéria, o ministro, em gestão desde a queda do Governo, já tinha admitido a hipótese de descongelar o valor das propinas, em função das conclusões de um estudo de avaliação da ação social, defendendo que é sobretudo através desse mecanismo que as barreiras financeiras à frequência do ensino superior são mitigadas. A ideia voltou a ser defendida esta segunda-feira e Fernando Alexandre sublinhou que, no seu entender, a propina “não é o principal elemento de exclusão”. “Temos de garantir que temos uma avaliação adequada dos custos de frequência do ensino superior e depois, face ao rendimento das famílias, a ação social garante que nenhum aluno fica excluído por razões económicas e financeiras”, explicou. Por outro lado, a principal dificuldade referida pelos representantes dos estudantes é a falta de alojamento e o governante reconheceu que os atrasos na execução do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES) são preocupantes. Ainda assim, e com apenas duas mil camas já inauguradas, acredita que a meta de 18 mil camas até 2026 será cumprida. “Há muitas a serem concluídas. Agora estamos a entrar em período eleitoral, mas haveria muitas inaugurações a fazer nos próximos meses”, afirmou, considerando também que as instituições “perceberam que o alojamento tem de ser pensado além da ação social”, também como um instrumento de integração dos estudantes.
Sustentabilidade nos cemitérios sem normas e sem controlo
No ano passado morreram em Portugal, segundo o INE, 118.975 pessoas, um número idêntico ao 2023. Se das quase 119 mil urnas se subtraírem 29 mil que vão para cremação (25%) e outras 12 mil que são depositadas em jazigos sobram quase 80 mil urnas que vão para a terra. Em Portugal apenas estão sujeitas a regras as urnas que vão para cremação. As que chegam à terra podem conter tudo, de colas a vernizes, ferragens ou tecidos sintéticos. Nas contas de responsáveis do setor ouvidos pela Lusa, se cada urna ocupa em média 1,5 metros quadrados, em cada ano são ocupados 115 mil metros quadrados de solos com urnas sem controlo de emissões poluentes. Praticamente 10 mil metros quadrados por mês. A falta de controlo oficial não quer no entanto dizer que não haja da parte dos operadores essa preocupação. Paulo Carreira, presidente em exercício da Associação Portuguesa dos Profissionais do Setor Funerário (APPSF) e diretor-geral da Servilusa, atualmente a maior empresa de serviços funerários em Portugal, diz que há 10 anos que só usam urnas “verdes”, feitas em Portugal. Em entrevista à agência Lusa Paulo Carreira alerta para a poluição dos solos, mas também para outro problema. É que quando se usam materiais que têm lá dentro “lençóis sintéticos, poliéster, plásticos, madeira que não é madeira mas sim aglomerados de madeira cheios de cola e contraplacados, vernizes e tintas, e ainda mais num cemitério com pouca oxigenação, e pouca humidade o corpo fica para ali sem haver a decomposição”. Em três anos é difícil que haja, diz. A fábrica de urnas funerárias que lidera o segmento ecológico chama-se Joriscastro e fica em Amarante. Tem uma quota de 20% do mercado, faz 1.500 a 1.600 urnas por mês, 18 mil em 2024. Foi criada há 47 anos e é a maior fábrica da península ibérica. Joaquim Castro, fundador e administrador, afirma em entrevista à Lusa que começou no mercado das urnas ecológicas em 1999 e cinco anos depois já tinha expandido o negócio das urnas de madeira que se deterioram mais facilmente e que não usam produtos poluentes como resinas ou químicos. “A maior parte das fábricas não são ecológicas, quando muito 30% são. Governo e autarquias não querem saber”, observa. E acrescenta depois: “Já pedimos aos ministérios do Ambiente e da Saúde que fossem mais rigorosos. Há mais de 4.000 cemitérios, com produtos tóxicos que vão contaminando as águas, provocando doenças. Ainda há muitas casas sem águas tratadas”. Joaquim Castro diz que até há uma lei, de 1962, de quando da transição do caixão de madeira forrado a pano para a urna mais industrial, com verniz, mas “que ninguém aplica”. “A lei de 1962 diz que a urna tem de ser feita com madeira biodegradável, não pode levar produtos tóxicos e os interiores tem de ser biodegradáveis. Ninguém cumpre a lei”, atira, lamentando: “Enterram-se milhares de toneladas de produtos tóxicos como vernizes e poliésteres”. Mas se é deixada uma lata de verniz esquecida fora da sua fábrica “é uma multa enorme”. Joaquim Castro garante que uma urna ecológica não é mais cara e o corpo decompõe-se mais facilmente. “A Servilusa não perdeu um único cliente nem tem um único cliente insatisfeito por a urna ser ‘verde’. Porque a urna é igual”, diz Paulo Carreira na entrevista, enfatizando o papel do agente funerário nesta matéria da sustentabilidade ambiental. Na empresa que dirige garante haver essa preocupação, explica que até as coroas de flores têm um ciclo de vida que não termina no cemitério, são pequenos vasos que a família distribui depois, que as pegas ou são de madeira ou de metal que se retira antes do enterro. “Tenho poucas dúvidas de que há contaminação dos solos num cemitério cheio de urnas com vernizes sintéticos e tintas. Porque não é a matéria orgânica que contamina”, diz o responsável, acrescentando outro fator que pode ser contaminante, a roupa que veste o morto. “Temos essa preocupação, com o vestuário”. A Servilusa faz cerca de 6.500 funerais por ano, todos sustentáveis. E os outros? Paulo Carreira responde: Não há dados, mas se disser que 10% tem preocupações ambientais é muito. Carlos Almeida, presidente da Associação Nacional de Empresas Lutuosas, ANEL, também admite que a percentagem de urnas sustentáveis que vão para a terra ande à volta dos 10%. Em entrevista à agência Lusa Carlos Almeida afirma que cada vez mais há a preocupação com urnas e vernizes ecológicos, faltando ainda a mesma sensibilidade em relação às roupas. “O nosso contributo foi criar uma marca certificada, CNUF, que é a possibilidade de certificação de uma urna sustentável, amiga do ambiente”, diz. Mas perante a pergunta de qual a percentagem de urnas certificadas responde: “Se calhar uns 10%. Simpaticamente uns 10%”. A ANEL, que faz o reaproveitamento de pacemakers de cadáveres para uso em animais, afirma que há progressos lentos na sustentabilidade e que a associação está a minimizar os prejuízos ambientais. Mas admite que o setor precisa de mudanças. “Os autarcas não fazem nada para mudar nada, porque se não nunca mais são eleitos”, lamenta. Sobre a questão da sustentabilidade no setor, a Lusa procurou saber também a opinião da Associação dos Agentes Funerários de Portugal mas tal não foi possível até ao momento.
Governo prevê pagamento das indemnizações dos incêndios terminado em maio
“Estou convencido de que, dentro de mês e meio, sensivelmente, nós podemos ter esses processos também concluídos”, afirmou Manuel Castro Almeida, referindo-se às candidaturas que ainda estão a ser apreciadas, a maioria apresentadas por empresas. O ministro esteve na passada quinta-feira em Mangualde, Nelas e Amarante, que são os três primeiros concelhos a verem concluídos os processos de atribuição de apoios, no âmbito das ajudas aos territórios afetados pelos incêndios de 2024. Falando aos jornalistas, em Amarante, no distrito do Porto, Manuel Castro Almeida sinalizou que naquela quinta-feira foi iniciado o encerramento do processo dos apoios às pessoas que foram vítimas dos incêndios em setembro do ano passado. Até ao momento, têm sido apoiados 25 municípios do Norte e Centro do país na reposição de infraestruturas e equipamentos públicos municipais, num investimento global de quase 19 milhões de euros, dos quais 85% são comparticipados pelo Estado. Os apoios para a recuperação de casas registam 45 candidaturas no Centro (28 já com apoios atribuídos, num total de 1,9 milhões de euros) e 29 na região Norte (28 aprovadas, num total de 928 mil euros). Na passada quinta-feira, em Amarante, foram assinados dois contratos para a recuperação de duas habitações. Segundo o ministério, foram também indemnizados 4.447 agricultores com apoios até seis mil euros (14,7 milhões de euros), sobretudo para produtores da região Centro (10,5 milhões de euros). “Houve cerca de cinco mil agricultores que receberam pequenos apoios até seis mil euros e há algumas dezenas de casas, cujos apoios já foram decididos”, destacou Castro Almeida aos jornalistas. Relativamente à recuperação de fábricas, explicou o ministro, o processo é mais complexo e vai demorar algum tempo, porque, a meio, foram alteradas [pelo parlamento] as regras e os timings de candidatura”. Fazendo um balanço positivo do processo, sobretudo a sua celeridade, para a qual, acentuou, contribuiu o empenho dos municípios, reafirmou que se pretende, “o mais rapidamente possível, dar os apoios às pessoas que precisam deles” porque, “para que haja justiça, o dinheiro tem de chegar o mais de pressa possível”. No seu discurso, Manuel Castro Almeida sublinhou que neste processo nunca estiveram em causa as verbas disponibilizadas pelo Governo. “As CCDR têm o dinheiro necessário para pagar as indemnizações. O caso dos agricultores está praticamente concluído, só não estão os agricultores que vieram fazer a candidatura há pouquíssimos dias. No caso das casas, está praticamente pronto. No caso das fábricas, ainda está a decorrer o prazo para entrega de candidaturas, que termina no final deste mês”, resumiu. Questionado sobre se a queda do Governo pode criar algum obstáculo para a conclusão deste processo, o ministro disse acreditar que não. “O Governo [em gestão] pode fazer aquilo que é urgente e eu considero que estes apoios às vítimas dos incêndios que ocorreram no ano passado são processos urgentes”, concluiu. Os incêndios rurais em 2024 registaram a terceira maior área ardida da última década, totalizando 136.424 hectares, a maioria consumida pelos fogos de setembro.
O mundo está "doente" e "a poesia não acalma terramotos" afirma mensagem da SPA
“As árvores caem e o seu bafo meio moribundo quando chega ao solo emite um som que parece o de socorro. Os animais guincham com a sua voz particular e analfabeta, mas que sabe coisas que são bem audíveis nesses guinchos que atravessam bosques e montanhas e que quando entram nas cidades imobilizam tráfego e semáforos, os candeeiros apagam-se e fica noite subitamente em todo o lado porque a eletricidade é sensível a uma certa frequência do medo que vem nos guinchos dos animais mais antigos”, escreve o autor. Gonçalo M. Tavares lembra, contudo, que há quem escreva poesia “com as costas curvadas” ou “em bicos de pés, como uma bailarina, tentando escrever as palavras mais altas num ponto mais alto, como se a vida fosse simples e métrica e a poesia aparecesse só a partir de certa altitude do humano”. O escritor continua, acrescentando que “altitude é uma palavra que também deve ser usada para os humanos e não apenas para o avião ou para a montanha”. “E sim: o mundo está sonoramente doente e a cegueira é também por vezes uma forma terrível de descansar. As imagens vêm doentes já, à partida, a coxear e com nacos delas mesmas a cair no chão a cada passo. As imagens que recebemos estão mesmo doentíssimas, constipadas, as mais delicadas, umas outras com doenças absolutamente terminais; muitas com doenças contagiosas: vês e ficas parvo, vês e ficas tonto, vês e ficas louco, vês e ficas com cirrose, vês e ficas com sífilis, vês e ficas com gangrena que ofereces no natal como espetáculo à família, mesmo que de modo involuntário”, considera o autor. Na opinião de Gonçalo M. Tavares, “as imagens são coisas perigosas, são os animais que andam por aí bem mais contemporâneos dos lobos do que se pensa; as imagens caçam humanos com os seus dentes cheinhos de tédio e pressa: tenho tédio e tenho pressa, sai da frente, quero aborrecer outro, quero chocar outro”. “E o humano vai resistindo como pode, pega num guarda chuva para combater um furacão e por vezes num livro de poesia para pousar sobre a terra que começa a tremer num terramoto de escala aterradora”. Mas esse terramoto “não se comove com o livro de poesia ingenuamente colocado sobre o solo”, pois “no real abananço da vida normal vai livro, vai mão, vai o teto de século XVI tão lindo, vai a fachada inteira, o prédio rombo rui agora para sempre e, no meio dos destroços, os obcecados os desvairados os distraídos estarão, quem sabe, dias e dias em processo em tentativa de recuperar, no meio dos escombros, um original qualquer de poesia, passando ao lado de mãos que pedem ajuda e de urros humanos que manifestam com essa voz animal que ainda respiram e querem viver”, lembra o escritor. Mas sim – admite -, alguns “obcecados” pela poesia “resgatam dos escombros do século XXI um livrito de versos, sacodem a poeira, tentam perceber se as metáforas estão legíveis e belas e imediatamente inauguram um belíssimo recital de poesia com chá de menta e bolos secos, daqueles de manteiga, meio torcidos, que se esfarelam nos dentes” como se fossem eles mesmos “pedaços de escombros” feitos de manteiga e açúcar, “péssimos para a saúde cardíaca e do sangue que está lá por dentro”. “E é isso: por vezes existe mais produto interno de metáforas na urgência bruta do dia do que em livros encadernadíssimos”, sustenta, concluindo: “Mastiguemos, então, biscoitos e imagens sentados no sofá sonolento e brindemos ao poente por vir em que resolver urgências se torne belo”. Adotado pela Organização das Nações Unidas para a Cultura, Educação e Ciência (UNESCO, na sigla em inglês) em 1999, o Dia Mundial da Poesia pretende "homenagear poetas, reviver tradições orais de recitais de poesia, promover a leitura, escrita e ensino de poesia, e fomentar a convergência entre a poesia e outras artes".
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Legislativas: Filipe Honório afirma que Livre está focado em “resolver os problemas das pessoas”
Filipe Honório tem 33 anos e é natural de Leiria. Mudou-se para Santa Maria da Feira em 2017 e atualmente reside em São João da Madeira. É adjunto no gabinete parlamentar do LIVRE e pertence à direção nacional do partido. O candidato reconheceu que há vontade de “reforçar a votação” sem esconder a ambição de “ter os mandatos” para “dar mais força àquilo que são as nossas propostas, às nossas soluções”. O Livre registou um crescimento de 1,45 pontos percentuais em Aveiro, nas legislativas de 2024 face às de 2022, e Filipe Honório afirma que o partido está “completamente confiante” na sua trajetória de crescimento. “As sondagens não votam, mas a verdade é que também as sondagens dão este impulso e são significativas também nesse sentido e refletem este crescimento do partido”, frisou. O candidato vê ainda a implementação dos núcleos territoriais como uma peça “fundamental para o trabalho de implantação do partido” e como “um sinal de crescimento do partido”. “Nos últimos dois anos devemos ter triplicado o número de núcleos territoriais que temos, já cobrimos mais de 90% da população a nível de núcleos territoriais”, frisou Filipe Honório. Aponta que Aveiro vai ter um papel fulcral nestas eleições, com Pedro Nuno Santos (PS) e Luís Montenegro (PSD) a disputar a corrida, mas afirma que o Livre está focado “em contactar as populações e resolver os problemas das pessoas”. “Da parte do LIVRE continuaremos a falar de futuro, daquilo que são as resoluções dos problemas para as pessoas e é para aí que estamos virados, até para dar este sentido de horizonte e de possibilidades para as pessoas”, aponta Filipe Honório. Sobre o regresso de Luís Fazenda à corrida pelo Bloco de Esquerda, o candidato do Livre por Aveiro refere que “todos os partidos fazem as suas escolhas, as suas listas, têm os seus métodos” e que não se vai colocar “no meio daquilo que é o método do Bloco”. O candidato a deputado por Aveiro aponta que o distrito tem “vários problemas que resultam em problemas de coesão”, sublinhando que “não há uma mobilidade acessível para pessoas que estejam mais no interior do distrito” e refletindo sobre problemas da Linha do Norte e do Vouguinha “que não dá resposta às populações da área norte do distrito”. Filipe Honório frisou ainda que urge encontrar soluções para “os problemas de habitação”, tendo também apontado “as questões de acesso a serviços públicos - à educação, à saúde” como áreas prioritárias. “Infelizmente a maioria absoluta do PS não deu resposta e este Governo também não deu resposta a nenhum desses problemas. Portanto isso serão prioridades que vamos trabalhar aqui no distrito de certeza, além da ambiental, que essa então, viu-se no verão passado, infelizmente, os problemas da gestão daquilo que é o nosso património natural e as consequências que isto traz para as populações”, indicou. 1. Filipe Honório 2. Joana Filipe 3. Salomé Gomes 4. Rúben Vieira 5. Bruno Fonseca 6. Maria Isabel Bastos 7. João Paixão 8. Aurora Cerqueira 9. João Santos 10. Sara Gonçalves 11. Rúben Neves 12. Helena Ribeiro 13. Diogo Micael Silva 14. Adelina Nogueira 15. Marco André Leite 16. Vanessa Monteiro Suplentes: 1. Lícinio Miguel Pereira 2. Beatriz Azevedo 3. Bernardo Alexandre Ferreira 4. Catarina Isabel Carvalho 5. Ricardo André Costa Mandatária: Aurora Cerqueira
“Semana do Turismo Industrial” arranca já este sábado no Navio-Museu Santo André
A programação arranca a 5 de abril, das 10h30 às 12h30, com a visita orientada “Navio sem Pão, todos ralham e ninguém tem razão”, conduzida por João Cândido Agra, antigo ajudante de cozinheiro em diversos navios. No dia 12 de abril, entre as 10h00 e as 13h00, a visita gastronómica “Nem Mesa sem Pão, nem Navio sem Capitão” levará os participantes a Vale de Ílhavo para uma experiência única com Manuel Sousa, antigo cozinheiro da pesca do bacalhau. O percurso inclui uma visita à Moagem Carlos Valente e um workshop de confeção de pão de bordo. A 16 de abril, a visita orientada “Da mesa de escala à mesa da seca” inicia-se às 14h00, no parque de pesca do Navio-Museu Santo André, e segue para a unidade industrial Sr. Bacalhau, terminando às 17h00. O programa encerra a 19 de abril com o peddy paper familiar “Da Proa à Popa”, um desafio lúdico para miúdos e graúdos descobrirem os segredos do Navio-Museu Santo André, entre as 10h30 e as 12h30. Os bilhetes para as visitas podem ser levantados no Museu Marítimo de Ílhavo e no Navio-Museu Santo André, mediante limite de participantes.
Município de Aveiro investe mais de 676 mil euros na reabilitação do Canal de São Roque
De acordo com uma nota da autarquia, a obra visa “a reparação das comportas, a reformulação do sistema hidráulico, a estabilização de taludes, a requalificação dos edifícios de apoio ao funcionamento das comportas e a reorganização dos circuitos pedonais e clicáveis na zona de cruzamento com as referidas comportas”. “Trata-se de mais um investimento integrado na estratégia e opção política da CMA de combate aos impactos provocados pelas alterações climáticas, nomeadamente, a regulação do nível da água no interior dos canais urbanos da cidade, que impedem a propagação do efeito das marés e a contenção das cheias”, justifica o Município na nota. A empreitada está a ser executada pela empresa Poluic – Tratamento de águas e efluentes industriais Lda.
Câmara de Aveiro lança concurso para substituir deck de acesso pedonal ao Estádio Municipal
Numa nota de imprensa, a autarquia esclarece que o deck se situa na “Alameda D.Maria Tereza de Melo” e que se trata de uma “obra de valorização do espaço público, com o objetivo de continuar a potenciar e a apoiar as dinâmicas que se desenrolam no EMA e no Complexo de Campos de Treino, utilizado diariamente por centenas de jovens”.