Bondalti conclui projeto de descarbonização de 76 milhões de euros em Estarreja
Segundo a Agência Lusa, a Bondalti concluiu o REPower Chemicals, investimento de 76 milhões de euros para descarbonização das unidades da empresa no Complexo Químico de Estarreja, reduzindo mais de 36.000 toneladas de CO2 anuais à operação, anunciou, esta quinta-feira, a empresa.
Redação
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A apresentação pública da conclusão do projeto decorre hoje, numa cerimónia em que está prevista a participação do primeiro-ministro, Luís Montenegro, da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado.
Em comunicado, a Bondalti destaca que o REPower mobilizou um investimento global de 76 milhões de euros, "incluindo o maior apoio da componente C11 destinada à descarbonização da indústria do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no valor de 32 milhões de euros".
“Integrando cinco projetos de descarbonização, o REPower marca um ponto de viragem rumo a uma operação de baixo carbono da Bondalti, mais autónoma e competitiva no panorama europeu”, enfatiza.
Localizado no Complexo Químico de Estarreja, o projeto inclui parques solares para produção de energia renovável para autoconsumo, a instalação pioneira de sistemas de armazenamento de energia à escala industrial, a eletrificação da produção de vapor com caldeiras elétricas e novos eletrolisadores com tecnologia de ponta.
Inclui ainda a reconversão da eletrólise de salmoura (a antiga tecnologia foi substituída por nove novos eletrolisadores de última geração, num investimento de 41 milhões de euros), uma nova subestação e o reforço da infraestrutura elétrica, num investimento de cerca de oito milhões de euros.
No desenvolvimento das soluções de produção renovável e armazenamento de energia, a Bondalti foi apoiada por entidades como a EDP, a Greenvolt e a Voltalia.
Na cerimónia de apresentação pública da conclusão do REPower, o presidente do Conselho de Administração e da Comissão Executiva (CEO) da Bondalti sustentou que “a indústria química, pela sua natureza, e a transformação industrial, pelos seus benefícios para a sustentabilidade ambiental, são fundamentais para atingir a neutralidade carbónica”.
“No entanto, a indústria europeia, nomeadamente a indústria química, atravessa um contexto particularmente adverso”, sendo que “só através de uma verdadeira transformação industrial será possível acompanhar o ritmo exigido para cumprir as metas climáticas”, sublinhou João de Mello.
Considerando que “o REPower demonstra que essa transformação é possível”, o CEO defendeu que “é urgente acelerar este caminho, criando as condições para que a indústria continue a investir, a descarbonizar e a competir”.
No seu conjunto, o REPower permite à Bondalti evitar a emissão de mais de 36.000 toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano, o que representa uma redução próxima de 28% das emissões de âmbito 1 e 2 face aos valores de 2019.
“Mais do que um ponto de chegada, a conclusão do REPower é um acelerador da estratégia climática da Bondalti”, destaca a empresa, assumindo um posicionamento de “liderança da transição energética do setor industrial em Portugal”, ao comprometer-se a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) dos âmbitos 1 e 2 em 63% até 2035, tendo como ano de referência 2023.
Um objetivo de curto/médio prazo que “espelha o rigor e o compromisso efetivo da empresa com a neutralidade carbónica”, reforça.
A Bondalti é o maior produtor português e um dos principais operadores ibéricos no setor de químicos industriais, com unidades fabris em Estarreja (Portugal) e Torrelavega (Espanha), 3.500 milhões de euros em ativos sob gestão e cerca de 22.000 colaboradores.
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