Rui Reininho, Luísa Sobral e Marta Ren integram programação quadrimestral do Cineteatro da Mealhada
A música “é rainha” na programação do último quadrimestre do Cineteatro Messias, na Mealhada, com a presença em palco de nomes como Rui Reininho, Luísa Sobral, o Gajo, Marta Ren e Fado D’Anto, revelou a Câmara Municipal.
Redação
“É um programa cultural muito diverso, foi esse sempre o nosso objetivo, de trazer várias áreas para vários públicos, mas também dar sempre alguma atenção aos artistas do concelho, quer tenham nascido cá ou que estejam cá a residir”, informou o presidente da Câmara da Mealhada, António Jorge Franco.
Durante a conferência de imprensa de apresentação da programação do Cineteatro Messias, para o último quadrimestre de 2025, o autarca frisou que só é possível desenvolver a cultura “com bons artistas, bons programas, mas também com boa divulgação”.
Já a vice-presidente da Câmara da Mealhada, Filomena Pinheiro, explicou que o programa para os próximos quatro meses foi construído para abranger todas as expressões artísticas, “dando especial ênfase ao instrumento música”. “A música é rainha, mas com um propósito. Esta programação acaba por procurar capacitar e formar públicos, mas também capacitar e empoderar os nossos agentes culturais”, sustentou.
A temporada entre setembro e dezembro conta ainda com espetáculos que vão do teatro à comédia, dos musicais infantis ao circo, passando pelo cinema. João Baião abre a programação com “Baião d’oxigénio”, com três sessões, duas delas quase esgotadas, agendadas para os dias 05 e 06 de setembro.
Em 19 de setembro, sobe ao palco Ricardo Silva que, juntamente com a Associação Filarmónica de Luso, apresenta o álbum “Contagem Crescente” e revisita trabalhos anteriores, homenageando grandes compositores da história da guitarra portuguesa.
O Gajo, nome artístico de João Morais, sobe ao palco a 20 de setembro, com o seu quinto álbum, “Trovoada”.
O espetáculo de Marta Ren está agendado para 11 de outubro, enquanto o de Marta Pereira da Costa, cujo concerto contará com a participação especial da Academia de Dança do Hóquei Clube da Mealhada, terá lugar a 18 de outubro.
Ainda na música, novembro leva o fado à Mealhada e o teatro musical com António Sala. Dia 08, o coletivo Fado D’Anto apresenta o seu primeiro álbum de originais e, no dia 22, é a vez de António Sala subir ao palco.
A programação mantém o “Encontros de Cinema na Mealhada”, um espaço de reflexão, de formação e debate, que pretende envolver entusiastas, profissionais e amantes do cinema tais como realizadores, produtores, cineclubistas, atores, estudantes e escolas de cinema da região.
O mês de dezembro reserva dois nomes grandes da música portuguesa: Luísa Sobral atua a 06 de dezembro, enquanto Rui Reininho, o vocalista dos GNR, fecha o ano a 20 de dezembro.
A programação dá ainda espaço à comédia, subindo ao palco, a 25 de outubro, o espetáculo de Teresa Guilherme intitulado “As Vaginas e Eu – Tudo o que ficou por dizer”. A 13 de dezembro chega “A Grande Fantochada”, um formato criado pelo humorista por Hugo Van der Ding.
Já para o público infantil está previsto o musical “A Dama e o Vagabundo” no dia 05 de outubro, enquanto “O Circo Mágico”, de Jonatas Cardinali, chega à Mealhada a 09 de novembro. Para o dia 29 de novembro está agendado o teatro musical “O Feiticeiro de Oz”, trazido pela Plateia D’Emoções.
Recomendações
Autárquicas: Luís Santos concorre pelo Chega à Câmara da Feira para baixar preço da água
Além dessas duas prioridades, o cabeça de lista do referido concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto também quer baixar o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e disponibilizar às famílias locais “200 habitações até ao fim de 2029, através de construção a custos controlados ou aquisição de imóveis”. O objetivo de Luís André Santos é introduzir “uma lufada de ar fresco” na gestão municipal da Feira, que diz precisar de “uma candidatura ambiciosa e consciente como só o Chega pode apresentar”. “A nossa vontade de fazer mais, de dinamizar mais, de ir mais ao encontro das reais necessidades do povo de Santa Maria da Feira é diferenciadora das demais candidaturas, nomeadamente da do PSD, que está no poder há 50 anos. Apresentamos um programa marcadamente com o foco na população feirense e num concelho uno”, declarou Luís André Santos à Lusa. Entre as outras propostas do Chega para a Feira incluem-se as da área educativa, entre as quais a atribuição de mais apoios para as refeições escolares e para a aquisição de material didático, a realização de “obras significativas no parque escolar” e a “correção do défice de computadores, Internet, isolamento térmico, etc.” nos estabelecimentos de ensino da rede pública. A natalidade é outra das preocupações do candidato, que anuncia o reforço de verbas a atribuir às famílias por cada nascimento e a criação de um “fundo social para jovens casais”, visando ajudas de “emergência para pagamento de faturas correntes”. Luís André Santos promete medidas idênticas para a terceira idade, propondo a criação do Cartão Feira 65+, que incluirá “cheque-dentista anual” e, entre outros benefícios, “um fundo social para apoio extraordinário na aquisição de medicamentos e pagamento de faturas correntes”. O cabeça de lista do Chega quer ainda construir “rotundas na cidade para acesso aos Passionistas e a Picalhos”, bem como reforçar as verbas municipais destinadas às três corporações de bombeiros do concelho, além de “apoiar a criação de uma nova corporação em Canedo com posto INEM permanente e de uma bolsa de apoio ao Bombeiro Voluntário”. Com 50 anos e natural da freguesia de Fornos, no município a que se candidata, Luís André Santos tem formação na área da Engenharia Eletrónica e, segundo fonte do partido, “é quadro superior numa das maiores empresas do concelho”. De 2009 a 2021, foi presidente de Junta de Freguesia de Fornos, cargo para o qual foi eleito pelo PSD, em três mandatos consecutivos. O Chega realça que o seu candidato “ganhou para o PSD uma junta de freguesia que era PS há mais de 20 anos, tendo em 2013 e em 2017 vencido por maioria absoluta”. Além de Luís André Santos pelo Chega, também concorrem à Câmara da Feira nas eleições autárquicas de 12 de outubro Carla Abreu pela IL, Miguel Viegas pela CDU, José Costa Carvalho pelo PAN, Frutuoso Tomé pelo CDS-PP, Filipe Honório pelo Livre, Eduardo Couto pelo BE, Márcio Correia pelo PS e Amadeu Albergaria pelo PSD. Esse último é o atual presidente da autarquia com mais de 213 quilómetros quadrados e 136.000 habitantes. Assumiu a presidência em março de 2024, na sequência da renúncia de Emídio Sousa para tomar posse como deputado parlamentar, e lidera agora um executivo composto por sete eleitos do PSD e quatro do PS.
Autárquicas: Professor Mário Rui Briosa é o candidato da CDU à Câmara de Anadia
“Décadas de governação pelas mesmas forças políticas resultaram em estagnação e falta de respostas às necessidades atuais. É imperativo romper com esse ciclo, exigindo uma gestão eficiente, planeada e próxima das pessoas, capaz de criar um concelho mais justo, dinâmico e solidário”, destacou. De acordo com o candidato, de 65 anos, a sua candidatura nasce da convicção de que o concelho precisa de mudar de rumo. O seu principal compromisso passa por melhorar a qualidade de vida de todos os munícipes, promovendo salários mais dignos, garantindo melhor acesso à habitação, saúde e educação, e apostando na proteção ambiental e no desenvolvimento económico sustentável. “Propomos medidas que incentivem a fixação e rejuvenescimento da população, reforcem o apoio aos idosos e famílias carenciadas e devolvam centralidade à cultura e à participação cívica”, frisou. Ao nível da ação social, pretende levar a cabo uma revisão do regulamento dos apoios sociais. “Comprometemo-nos a procurar perceber onde as coisas estão a falhar por forma a reforçar os apoios. No caso dos alunos em situação carenciada, damos como exemplo o fornecimento de mochilas e cadernos ou ainda aumentar o número de alunos que, reunindo as condições, possam beneficiar de bolsa ao ensino superior e, ao mesmo tempo, facilitar o processo de candidatura”. Mário Rui Briosa disse ainda que deseja reforçar o apoio a pessoas com incapacidade declarada, com o financiamento de consultas ou transporte, bem como facilitar a compra de óculos e tratamento de dentes ou outras consultas, a pessoas carenciadas. “Pretendemos promover o alargamento dos serviços de proximidade, onde se inclui a regulamentação da teleassistência domiciliária. Outra ideia é a criação de um Banco Local de ajudas técnicas – a Câmara Municipal pode ceder a título de empréstimo cadeira de rodas, andarilhos, canadianas ou camas elétricas, a pessoas que necessitam”, indicou também. Outra das suas prioridades estratégicas é a educação, onde promete defender o aumento do rácio de assistentes operacionais, obras de adaptação aos problemas sinalizados, uma melhoria da alimentação, bem como das atividades, e melhor operacionalização das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) e componentes de apoio à família (CAF). “Acreditamos que um futuro mais equilibrado e com oportunidades reais para todos é possível”, concluiu. Na corrida à cadeira da presidência, Mário Rui Briosa, da CDU, irá defrontar o atual vice-presidente Jorge Sampaio, escolhido pelo PSD e que conta o apoio do CDS-PP; Ana Matias, pelo PS, e José Menezes, do Chega. Teresa Cardoso, que cumpre atualmente o seu terceiro mandato, foi eleita presidente da Câmara Municipal de Anadia em 2021, pelo MIAP, com 45,34% dos votos; enquanto o PSD arrecadou 27,16%, PS 13,28%, CDU 5,31%, Chega 2,42% e Iniciativa Liberal 1,71%. O executivo da Câmara de Anadia é formado por quatro eleitos do MIAP, dois do PSD e um do PS. As eleições autárquicas decorrem em 12 de outubro.
Autárquicas: Bloco de Esquerda candidata professora Ana Luzia Cruz à Câmara da Mealhada
“Num momento em que assistimos ao crescimento do discurso do ódio e do racismo, é mais do que nunca importante haver uma candidatura da esquerda que tem no seu ADN o combate à discriminação e a luta por uma verdadeira inclusão, garantindo que os recursos públicos estão ao serviço de todos”, destacou. De acordo com a candidata de 59 anos, o seu projeto visa também levar ao debate várias questões, desde logo a habitação e as questões ambientais. No que toca a habitação, pretende estabelecer uma quota de 25% de novas construções para habitação a custos controlados, apostar em respostas céleres para programas de reabilitação urbana e ainda identificar imóveis devolutos e agilizar projetos de requalificação. Na área da mobilidade, evidenciou que quer “melhorar o acesso, a informação e a qualidade dos serviços de transporte em todas as freguesias do concelho, aumentar a rede de ciclovias e acabar com as barreiras arquitetónicas que impedem uma mobilidade segura aos munícipes”. Em termos do ambiente, a professora de português e francês no Agrupamento de Escolas da Mealhada deseja garantir que os edifícios da autarquia atinjam a neutralidade climática até 2030. “Intervir numa melhor proteção da Mata Nacional do Bussaco e do rio Cértima e no asseio e embelezamento do espaço urbano por todo o concelho. Na salubridade do ambiente, queremos ter um papel ativo com os agentes económicos da restauração e produção animal para controlo de maus odores no município”, sustentou. Além de Ana Luzia Cruz, pelo BE, concorrem à Câmara da Mealhada o atual presidente António Jorge Franco, pelo Movimento Independente Mais e Melhor; Guilherme Duarte, pelo PS; Nelson Fernandes, pelo PSD; e Francisco Lopes, pelo Chega. António Jorge Franco foi eleito presidente da Câmara Municipal da Mealhada em 2021, pelo Movimento Independente Mais e Melhor com 37,82% dos votos, enquanto o PS arrecadou 29,54%, a Coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada 19,20%, a CDU 4,27%, o BE 3,10% e o Chega 1,58%. O executivo da Câmara da Mealhada é formado por três eleitos do Movimento Independente Mais e Melhor, três do PS e um da Coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada. As eleições autárquicas estão agendadas para dia 12 de outubro.
Hospitais da ULS da Região de Aveiro reforçam imagiologia com investimento de 2,1 milhões de euros
Segundo uma nota de imprensa da ULS, o financiamento, obtido através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), permitirá a aquisição de novos equipamentos para os hospitais de Aveiro e Águeda. O investimento total, no valor de 2.170.339 euros, acrescido de impostos, visa modernizar o parque tecnológico e reforçar a capacidade de diagnóstico. Entre os equipamentos a serem adquiridos estão três Tomógrafos Computorizados (TC) e outros dispositivos de imagiologia. Um dos novos Tomógrafos Computorizados, de 64 cortes, será instalado no hospital de Águeda, “substituindo um equipamento de 16 cortes que já tem 15 anos”. No hospital de Aveiro serão instalados dois tomógrafos computorizados, um de 128 cortes e outro de 256 cortes, sendo que este último permitirá a realização de estudos mais avançados, como perfusão cerebral e imagem espectral. Segundo a administração hospitalar, as novas aquisições incluem ainda um Intensificador de Imagem 3D, um aparelho de Raio-X portátil e um Intensificador de Imagem simples. “Com este investimento, a ULS RA pretende melhorar a qualidade e segurança da assistência ao doente”, bem como “contribuir para a atração e formação de profissionais de saúde e para a investigação na área”.
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Autárquicas: Luís Santos concorre pelo Chega à Câmara da Feira para baixar preço da água
Além dessas duas prioridades, o cabeça de lista do referido concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto também quer baixar o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e disponibilizar às famílias locais “200 habitações até ao fim de 2029, através de construção a custos controlados ou aquisição de imóveis”. O objetivo de Luís André Santos é introduzir “uma lufada de ar fresco” na gestão municipal da Feira, que diz precisar de “uma candidatura ambiciosa e consciente como só o Chega pode apresentar”. “A nossa vontade de fazer mais, de dinamizar mais, de ir mais ao encontro das reais necessidades do povo de Santa Maria da Feira é diferenciadora das demais candidaturas, nomeadamente da do PSD, que está no poder há 50 anos. Apresentamos um programa marcadamente com o foco na população feirense e num concelho uno”, declarou Luís André Santos à Lusa. Entre as outras propostas do Chega para a Feira incluem-se as da área educativa, entre as quais a atribuição de mais apoios para as refeições escolares e para a aquisição de material didático, a realização de “obras significativas no parque escolar” e a “correção do défice de computadores, Internet, isolamento térmico, etc.” nos estabelecimentos de ensino da rede pública. A natalidade é outra das preocupações do candidato, que anuncia o reforço de verbas a atribuir às famílias por cada nascimento e a criação de um “fundo social para jovens casais”, visando ajudas de “emergência para pagamento de faturas correntes”. Luís André Santos promete medidas idênticas para a terceira idade, propondo a criação do Cartão Feira 65+, que incluirá “cheque-dentista anual” e, entre outros benefícios, “um fundo social para apoio extraordinário na aquisição de medicamentos e pagamento de faturas correntes”. O cabeça de lista do Chega quer ainda construir “rotundas na cidade para acesso aos Passionistas e a Picalhos”, bem como reforçar as verbas municipais destinadas às três corporações de bombeiros do concelho, além de “apoiar a criação de uma nova corporação em Canedo com posto INEM permanente e de uma bolsa de apoio ao Bombeiro Voluntário”. Com 50 anos e natural da freguesia de Fornos, no município a que se candidata, Luís André Santos tem formação na área da Engenharia Eletrónica e, segundo fonte do partido, “é quadro superior numa das maiores empresas do concelho”. De 2009 a 2021, foi presidente de Junta de Freguesia de Fornos, cargo para o qual foi eleito pelo PSD, em três mandatos consecutivos. O Chega realça que o seu candidato “ganhou para o PSD uma junta de freguesia que era PS há mais de 20 anos, tendo em 2013 e em 2017 vencido por maioria absoluta”. Além de Luís André Santos pelo Chega, também concorrem à Câmara da Feira nas eleições autárquicas de 12 de outubro Carla Abreu pela IL, Miguel Viegas pela CDU, José Costa Carvalho pelo PAN, Frutuoso Tomé pelo CDS-PP, Filipe Honório pelo Livre, Eduardo Couto pelo BE, Márcio Correia pelo PS e Amadeu Albergaria pelo PSD. Esse último é o atual presidente da autarquia com mais de 213 quilómetros quadrados e 136.000 habitantes. Assumiu a presidência em março de 2024, na sequência da renúncia de Emídio Sousa para tomar posse como deputado parlamentar, e lidera agora um executivo composto por sete eleitos do PSD e quatro do PS.
Município de Aveiro aprova requalificação do Centro Cultural de Esgueira por mais de 674 mil euros
Segundo uma nota de imprensa enviada às redações, a empreitada contempla a reformulação de elementos estruturais do edifício, como a “criação de acessos adaptados ao elevador existente, garantindo a mobilidade de todos os pisos - incluindo a biblioteca e os ateliers de pintura e de envelhecimento ativo -para pessoas com mobilidade reduzida”. Está ainda prevista a remoção de uma loja/armazém de roupa usada que, de acordo com a nota, atualmente, impede a utilização plena do espaço. O Município esclarece ainda que a obra tem o custo total de “674.880,90 euros” e que a mesma estará a cargo da empresa “Cimave– Construtora e Imobiliária de Aveiro, Lda.”.
Movimento Estudantil volta a alertar Ministério da Educação para urgência da revisão do RJIES
Embora seja reconhecida a “vontade expressa” do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) de concluir a reforma, os estudantes afirmam que a revisão do diploma é um compromisso que “não pode ser esquecido nem adiado”. Depois dos “passos significativos” que foram dados em 2024, a interrupção da revisão no início de 2025 “voltou a atrasar uma mudança que já leva demasiado tempo a concretizar-se”, entende o Movimento Estudantil. O funcionamento das instituições de Ensino Superior, entendem as organizações académicas, não pode ficar preso a um modelo “desatualizado” que não seja capaz de responder às exigências do século XXI. Os estudantes, que recordam ter apresentado “contributos claros e construtivos” após reunir com o Ministério em julho passado, notam ainda que é preciso retomar e articular o processo de forma célere sem comprometer a estabilidade do ensino superior. Recorde-se que, na reunião de julho, conforme noticiado pela Ria, o assunto mais debatido foi o modelo de eleição do reitor. O comunicado é assinado pelas Associações Académicas de Coimbra, da Universidade do Algarve, da Universidade de Aveiro, da Universidade da Beira Interior, da Universidade de Évora, da Universidade do Minho e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, bem como pela Federação Académica de Lisboa e pela Federação Académica do Porto.
PSP deteve 306 pessoas no primeiro semestre por suspeita de violência doméstica
Em comunicado, a PSP detalha que, embora os dados ainda sejam provisórios, no primeiro semestre deste ano foram detidas 306 pessoas, das quais 16 em flagrante delito e 290 fora de flagrante delito. No âmbito da sua intervenção, foram registadas 11.445 denúncias de violência doméstica. Do total de suspeitos identificados, 2.725 eram mulheres e 9.666 homens. Do lado das vítimas, 8.456 eram mulheres e 4.172 homens. Quanto ao grau de parentesco dos suspeitos com as vítimas, a PSP diz que se verifica uma predominância de filho(a)/enteado(a) (3.734), seguido de cônjuge/companheiro(a) (3.521) e ex-cônjuge ou ex-companheiro (1.699). Segundo a PSP, foram aplicadas 54 medidas de coação de prisão preventiva pela autoridade judiciária. “A PSP, através de polícias da estrutura de investigação criminal, afetos à investigação de crimes de violência doméstica, iniciou, por delegação do Ministério Público, 10.168 inquéritos criminais neste âmbito, tendo sujeito a constituição de arguido 3.404 suspeitos da prática do crime de violência doméstica”, adianta. Nos primeiros seis meses do ano e no âmbito do trabalho desenvolvido pelas Equipas de Proximidade e Apoio à Vítima (EPAV) da PSP na monitorização de casos e acompanhamento foram implementados 11.681 contactos e ações de reforço de policiamento para proteção à vítima. Foram também implementadas 4.970 medidas de reforço de proteção em articulação com outras instituições (casa-abrigo, teleassistência e organizações de apoio à vítima). A PSP lembra o trabalho feito do ponto de vista preventivo pelo policiamento de proximidade, designadamente no âmbito do Programa Escola Segura, destacando que no ano letivo 2024/2025, foram realizadas 1.996 ações de sensibilização subordinadas ao mesmo tema, que contaram com a participação de 45.664 alunos. Destaca também que a PSP realiza anualmente duas operações de âmbito nacional especificamente direcionadas para a promoção da prevenção e do combate à violência doméstica, nomeadamente as operações “No Namoro Não Há Guerra”, e “A Violência Fica à Porta. No comunicado, a PSP recorda também ter criado Estruturas de Atendimento Policial a Vítimas de Violência Doméstica (EAPVVD), distribuídas pelos vários pontos do país, em cujos polícias adstritos são especificamente formados para exercer funções de atendimento a vítimas de violência doméstica, bem como de investigação desta tipologia criminal. “Têm sido desencadeadas ainda, tanto nas redes sociais da PSP, como junto da comunicação social, campanhas de sensibilização e informação no sentido de envolver familiares, amigos e vizinhos na denúncia de qualquer situação suspeita e sublinhar a facilidade de contacto com a Polícia, principalmente por parte das vítimas, nomeadamente por intermédio do mail [email protected]”, pode ler-se na nota. A PSP diz ainda que a sinalização destas situações pode ainda ocorrer de modo presencial, nas esquadra, designadamente juntos dos polícias adstritos às EPAV, ou nas Estruturas de Atendimento Policial a Vítimas de Violência Doméstica.