Autárquicas: Bloco de Esquerda candidata professora Ana Luzia Cruz à Câmara da Mealhada
A professora Ana Luzia Cruz é a candidata do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara Municipal da Mealhada, cargo a que concorre pela primeira vez, e tem na habitação, na mobilidade e no ambiente as suas prioridades.
Redação
“Num momento em que assistimos ao crescimento do discurso do ódio e do racismo, é mais do que nunca importante haver uma candidatura da esquerda que tem no seu ADN o combate à discriminação e a luta por uma verdadeira inclusão, garantindo que os recursos públicos estão ao serviço de todos”, destacou.
De acordo com a candidata de 59 anos, o seu projeto visa também levar ao debate várias questões, desde logo a habitação e as questões ambientais.
No que toca a habitação, pretende estabelecer uma quota de 25% de novas construções para habitação a custos controlados, apostar em respostas céleres para programas de reabilitação urbana e ainda identificar imóveis devolutos e agilizar projetos de requalificação.
Na área da mobilidade, evidenciou que quer “melhorar o acesso, a informação e a qualidade dos serviços de transporte em todas as freguesias do concelho, aumentar a rede de ciclovias e acabar com as barreiras arquitetónicas que impedem uma mobilidade segura aos munícipes”.
Em termos do ambiente, a professora de português e francês no Agrupamento de Escolas da Mealhada deseja garantir que os edifícios da autarquia atinjam a neutralidade climática até 2030.
“Intervir numa melhor proteção da Mata Nacional do Bussaco e do rio Cértima e no asseio e embelezamento do espaço urbano por todo o concelho. Na salubridade do ambiente, queremos ter um papel ativo com os agentes económicos da restauração e produção animal para controlo de maus odores no município”, sustentou.
Além de Ana Luzia Cruz, pelo BE, concorrem à Câmara da Mealhada o atual presidente António Jorge Franco, pelo Movimento Independente Mais e Melhor; Guilherme Duarte, pelo PS; Nelson Fernandes, pelo PSD; e Francisco Lopes, pelo Chega.
António Jorge Franco foi eleito presidente da Câmara Municipal da Mealhada em 2021, pelo Movimento Independente Mais e Melhor com 37,82% dos votos, enquanto o PS arrecadou 29,54%, a Coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada 19,20%, a CDU 4,27%, o BE 3,10% e o Chega 1,58%.
O executivo da Câmara da Mealhada é formado por três eleitos do Movimento Independente Mais e Melhor, três do PS e um da Coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada.
As eleições autárquicas estão agendadas para dia 12 de outubro.
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Rui Reininho, Luísa Sobral e Marta Ren integram programação quadrimestral do Cineteatro da Mealhada
“É um programa cultural muito diverso, foi esse sempre o nosso objetivo, de trazer várias áreas para vários públicos, mas também dar sempre alguma atenção aos artistas do concelho, quer tenham nascido cá ou que estejam cá a residir”, informou o presidente da Câmara da Mealhada, António Jorge Franco. Durante a conferência de imprensa de apresentação da programação do Cineteatro Messias, para o último quadrimestre de 2025, o autarca frisou que só é possível desenvolver a cultura “com bons artistas, bons programas, mas também com boa divulgação”. Já a vice-presidente da Câmara da Mealhada, Filomena Pinheiro, explicou que o programa para os próximos quatro meses foi construído para abranger todas as expressões artísticas, “dando especial ênfase ao instrumento música”. “A música é rainha, mas com um propósito. Esta programação acaba por procurar capacitar e formar públicos, mas também capacitar e empoderar os nossos agentes culturais”, sustentou. A temporada entre setembro e dezembro conta ainda com espetáculos que vão do teatro à comédia, dos musicais infantis ao circo, passando pelo cinema. João Baião abre a programação com “Baião d’oxigénio”, com três sessões, duas delas quase esgotadas, agendadas para os dias 05 e 06 de setembro. Em 19 de setembro, sobe ao palco Ricardo Silva que, juntamente com a Associação Filarmónica de Luso, apresenta o álbum “Contagem Crescente” e revisita trabalhos anteriores, homenageando grandes compositores da história da guitarra portuguesa. O Gajo, nome artístico de João Morais, sobe ao palco a 20 de setembro, com o seu quinto álbum, “Trovoada”. O espetáculo de Marta Ren está agendado para 11 de outubro, enquanto o de Marta Pereira da Costa, cujo concerto contará com a participação especial da Academia de Dança do Hóquei Clube da Mealhada, terá lugar a 18 de outubro. Ainda na música, novembro leva o fado à Mealhada e o teatro musical com António Sala. Dia 08, o coletivo Fado D’Anto apresenta o seu primeiro álbum de originais e, no dia 22, é a vez de António Sala subir ao palco. A programação mantém o “Encontros de Cinema na Mealhada”, um espaço de reflexão, de formação e debate, que pretende envolver entusiastas, profissionais e amantes do cinema tais como realizadores, produtores, cineclubistas, atores, estudantes e escolas de cinema da região. O mês de dezembro reserva dois nomes grandes da música portuguesa: Luísa Sobral atua a 06 de dezembro, enquanto Rui Reininho, o vocalista dos GNR, fecha o ano a 20 de dezembro. A programação dá ainda espaço à comédia, subindo ao palco, a 25 de outubro, o espetáculo de Teresa Guilherme intitulado “As Vaginas e Eu – Tudo o que ficou por dizer”. A 13 de dezembro chega “A Grande Fantochada”, um formato criado pelo humorista por Hugo Van der Ding. Já para o público infantil está previsto o musical “A Dama e o Vagabundo” no dia 05 de outubro, enquanto “O Circo Mágico”, de Jonatas Cardinali, chega à Mealhada a 09 de novembro. Para o dia 29 de novembro está agendado o teatro musical “O Feiticeiro de Oz”, trazido pela Plateia D’Emoções.
Autárquicas: Professor Mário Rui Briosa é o candidato da CDU à Câmara de Anadia
“Décadas de governação pelas mesmas forças políticas resultaram em estagnação e falta de respostas às necessidades atuais. É imperativo romper com esse ciclo, exigindo uma gestão eficiente, planeada e próxima das pessoas, capaz de criar um concelho mais justo, dinâmico e solidário”, destacou. De acordo com o candidato, de 65 anos, a sua candidatura nasce da convicção de que o concelho precisa de mudar de rumo. O seu principal compromisso passa por melhorar a qualidade de vida de todos os munícipes, promovendo salários mais dignos, garantindo melhor acesso à habitação, saúde e educação, e apostando na proteção ambiental e no desenvolvimento económico sustentável. “Propomos medidas que incentivem a fixação e rejuvenescimento da população, reforcem o apoio aos idosos e famílias carenciadas e devolvam centralidade à cultura e à participação cívica”, frisou. Ao nível da ação social, pretende levar a cabo uma revisão do regulamento dos apoios sociais. “Comprometemo-nos a procurar perceber onde as coisas estão a falhar por forma a reforçar os apoios. No caso dos alunos em situação carenciada, damos como exemplo o fornecimento de mochilas e cadernos ou ainda aumentar o número de alunos que, reunindo as condições, possam beneficiar de bolsa ao ensino superior e, ao mesmo tempo, facilitar o processo de candidatura”. Mário Rui Briosa disse ainda que deseja reforçar o apoio a pessoas com incapacidade declarada, com o financiamento de consultas ou transporte, bem como facilitar a compra de óculos e tratamento de dentes ou outras consultas, a pessoas carenciadas. “Pretendemos promover o alargamento dos serviços de proximidade, onde se inclui a regulamentação da teleassistência domiciliária. Outra ideia é a criação de um Banco Local de ajudas técnicas – a Câmara Municipal pode ceder a título de empréstimo cadeira de rodas, andarilhos, canadianas ou camas elétricas, a pessoas que necessitam”, indicou também. Outra das suas prioridades estratégicas é a educação, onde promete defender o aumento do rácio de assistentes operacionais, obras de adaptação aos problemas sinalizados, uma melhoria da alimentação, bem como das atividades, e melhor operacionalização das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) e componentes de apoio à família (CAF). “Acreditamos que um futuro mais equilibrado e com oportunidades reais para todos é possível”, concluiu. Na corrida à cadeira da presidência, Mário Rui Briosa, da CDU, irá defrontar o atual vice-presidente Jorge Sampaio, escolhido pelo PSD e que conta o apoio do CDS-PP; Ana Matias, pelo PS, e José Menezes, do Chega. Teresa Cardoso, que cumpre atualmente o seu terceiro mandato, foi eleita presidente da Câmara Municipal de Anadia em 2021, pelo MIAP, com 45,34% dos votos; enquanto o PSD arrecadou 27,16%, PS 13,28%, CDU 5,31%, Chega 2,42% e Iniciativa Liberal 1,71%. O executivo da Câmara de Anadia é formado por quatro eleitos do MIAP, dois do PSD e um do PS. As eleições autárquicas decorrem em 12 de outubro.
Hospitais da ULS da Região de Aveiro reforçam imagiologia com investimento de 2,1 milhões de euros
Segundo uma nota de imprensa da ULS, o financiamento, obtido através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), permitirá a aquisição de novos equipamentos para os hospitais de Aveiro e Águeda. O investimento total, no valor de 2.170.339 euros, acrescido de impostos, visa modernizar o parque tecnológico e reforçar a capacidade de diagnóstico. Entre os equipamentos a serem adquiridos estão três Tomógrafos Computorizados (TC) e outros dispositivos de imagiologia. Um dos novos Tomógrafos Computorizados, de 64 cortes, será instalado no hospital de Águeda, “substituindo um equipamento de 16 cortes que já tem 15 anos”. No hospital de Aveiro serão instalados dois tomógrafos computorizados, um de 128 cortes e outro de 256 cortes, sendo que este último permitirá a realização de estudos mais avançados, como perfusão cerebral e imagem espectral. Segundo a administração hospitalar, as novas aquisições incluem ainda um Intensificador de Imagem 3D, um aparelho de Raio-X portátil e um Intensificador de Imagem simples. “Com este investimento, a ULS RA pretende melhorar a qualidade e segurança da assistência ao doente”, bem como “contribuir para a atração e formação de profissionais de saúde e para a investigação na área”.
Palacete de S. João da Madeira transformado em hotel 4 estrelas com 16 milhões de euros da Hoti
O novo hotel da marca Meliá do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto foi criado ao abrigo do Programa Revive, que, tutelado pelos ministérios da Economia, Cultura e Finanças, confia a parceiros privados a requalificação de património do Estado para fins turísticos. Mediante uma concessão de 50 anos, foi assim recuperado o imóvel edificado originalmente entre finais do século XIX e inícios do XX, no estilo de construção português conhecido como “arquitetura dos brasileiros”, por envolver uma combinação de diferentes géneros decorativos apreciados pelos emigrantes regressados do Brasil com fortuna. “Foi uma obra de alguma dificuldade porque, por um lado, tivemos que observar certos cuidados na preservação do palacete e, por outro, os empreiteiros não puderam trabalhar ao ritmo pretendido, dada a habitual falta de mão-de-obra que lhes atrapalha a capacidade de resposta”, declara à Lusa o presidente e fundador do Hoti Hoteis, Manuel Proença. O edifício original ficou reservado para receção, bar, restaurante e suite presidencial, mantendo em frente o pátio centenário idealizado por António Dias Garcia (1859-1940), mas em redor a propriedade com mais de 5.000 metros quadrados de área bruta de construção passou a incluir um novo bloco de traça contemporânea, com cinco pisos à superfície e um semi-subterrâneo. Essa disposição garante ao hotel um total de 93 quartos, parte dos quais reunidos num piso especialmente vocacionado para estadias ‘corporate’ coletivas, e deixa-o também equipado com salão de eventos, salas de reuniões, ginásio, spa com circuito de águas e uma piscina exterior. Para gerir esses recursos foram criados 35 novos postos de trabalho, mas, também a esse nível, Manuel Proença admite constrangimentos. “O setor não tem pessoas suficientes para as necessidades do mercado e tivemos que deslocar alguns dos nossos recursos humanos, que vieram de outras unidades, como a de Aveiro, para exercer em São João da Madeira”, explica. Contando receber turismo familiar, mas antecipando sobretudo estadias de negócios, dada “a relevância empresarial e industrial da região”, o presidente do Hoti Hoteis antecipa: “Se tudo correr dentro da normalidade, devemos recuperar o investimento em 15 anos, avançando sempre com novos hotéis ao mesmo tempo”. “Já em obra, com as fundações”, está a unidade de Viana do Castelo, que, com a aquisição do terreno, terá um custo na ordem dos 18 milhões de euros, e “no início de 2026” devem arrancar depois os trabalhos na Avenida da Boavista, no Porto, onde 30 milhões permitirão construir um hotel Meliá e também um prédio de habitação da marca Residence – o que, juntamente com projeto idêntico em Aveiro, constituirá a estreia da Hoti no ramo imobiliário de caráter residencial. Segue-se a unidade hoteleira de “Famalicão, com terreno já adquirido”, e hotéis também em Coimbra, Porto e outras cidades, porque “o crescimento tem que ser contínuo”, mesmo perante entraves como “os tempos da justiça portuguesa – que são um exagero”. “Um problema muito sério que o país continua sem resolver e que atrasa e impede o investimento é o facto de não haver prazos para a justiça”, esclarece Manuel Proença, referindo como exemplo o projeto do hotel previsto para o Largo do Rato, em Lisboa, que “está parado há oito anos devido a uma providência cautelar”, num diferendo entre Procuradoria Geral da República e câmara municipal. “São milhões de euros que ficam parados indefinidamente e que não se podem realocar a outros projetos nem rendem juros”, diz o empresário. “As empresas estrangeiras não compram nada cá com receio de ficar sujeitas a isto e o Estado Português continua sem reformar a justiça, como se não percebesse que estas falhas são um grande constrangimento para os investidores e uma ameaça ao progresso geral”, argumenta.
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Rui Reininho, Luísa Sobral e Marta Ren integram programação quadrimestral do Cineteatro da Mealhada
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Autárquicas: Professor Mário Rui Briosa é o candidato da CDU à Câmara de Anadia
“Décadas de governação pelas mesmas forças políticas resultaram em estagnação e falta de respostas às necessidades atuais. É imperativo romper com esse ciclo, exigindo uma gestão eficiente, planeada e próxima das pessoas, capaz de criar um concelho mais justo, dinâmico e solidário”, destacou. De acordo com o candidato, de 65 anos, a sua candidatura nasce da convicção de que o concelho precisa de mudar de rumo. O seu principal compromisso passa por melhorar a qualidade de vida de todos os munícipes, promovendo salários mais dignos, garantindo melhor acesso à habitação, saúde e educação, e apostando na proteção ambiental e no desenvolvimento económico sustentável. “Propomos medidas que incentivem a fixação e rejuvenescimento da população, reforcem o apoio aos idosos e famílias carenciadas e devolvam centralidade à cultura e à participação cívica”, frisou. Ao nível da ação social, pretende levar a cabo uma revisão do regulamento dos apoios sociais. “Comprometemo-nos a procurar perceber onde as coisas estão a falhar por forma a reforçar os apoios. No caso dos alunos em situação carenciada, damos como exemplo o fornecimento de mochilas e cadernos ou ainda aumentar o número de alunos que, reunindo as condições, possam beneficiar de bolsa ao ensino superior e, ao mesmo tempo, facilitar o processo de candidatura”. Mário Rui Briosa disse ainda que deseja reforçar o apoio a pessoas com incapacidade declarada, com o financiamento de consultas ou transporte, bem como facilitar a compra de óculos e tratamento de dentes ou outras consultas, a pessoas carenciadas. “Pretendemos promover o alargamento dos serviços de proximidade, onde se inclui a regulamentação da teleassistência domiciliária. Outra ideia é a criação de um Banco Local de ajudas técnicas – a Câmara Municipal pode ceder a título de empréstimo cadeira de rodas, andarilhos, canadianas ou camas elétricas, a pessoas que necessitam”, indicou também. Outra das suas prioridades estratégicas é a educação, onde promete defender o aumento do rácio de assistentes operacionais, obras de adaptação aos problemas sinalizados, uma melhoria da alimentação, bem como das atividades, e melhor operacionalização das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) e componentes de apoio à família (CAF). “Acreditamos que um futuro mais equilibrado e com oportunidades reais para todos é possível”, concluiu. Na corrida à cadeira da presidência, Mário Rui Briosa, da CDU, irá defrontar o atual vice-presidente Jorge Sampaio, escolhido pelo PSD e que conta o apoio do CDS-PP; Ana Matias, pelo PS, e José Menezes, do Chega. Teresa Cardoso, que cumpre atualmente o seu terceiro mandato, foi eleita presidente da Câmara Municipal de Anadia em 2021, pelo MIAP, com 45,34% dos votos; enquanto o PSD arrecadou 27,16%, PS 13,28%, CDU 5,31%, Chega 2,42% e Iniciativa Liberal 1,71%. O executivo da Câmara de Anadia é formado por quatro eleitos do MIAP, dois do PSD e um do PS. As eleições autárquicas decorrem em 12 de outubro.
IL critica gestão de resíduos e recusa que Aveiro seja o “sumidouro regional”
Num comunicado enviado às redações, a estrutura local lembra que Aveiro tem acolhido resíduos “há mais de três décadas” - primeiro em Taboeira e, mais recentemente, em Eirol, onde funciona a Unidade de Tratamento Mecânico-Biológico (UTMB) e o aterro sanitário. “Esta situação chegou ao fim da sua tolerância”, realça. Ainda na situação atual, a IL recorda a recusa em expandir aterros por parte da autarquia e a necessidade de soluções modernas e sustentáveis. “Como alternativa válida e alinhada com boas práticas ambientais, Aveiro apoia a construção de uma incineradora na Região Centro, conforme previsto no Plano de Ação TERRA, que inclui valorização energética dos resíduos”, refere a nota. Face a esta realidade, a IL Aveiro defende uma “distribuição equitativa da carga de resíduos entre os municípios”. “Aveiro não pode continuar a ser o ‘sumidouro regional’ enquanto outros concelhos evitam essa responsabilidade”, insiste. O partido exige “taxas justas para os cidadãos” e “investimento em soluções inovadoras”. A IL propõe a aplicação do modelo PAYT (“Pay-As-You-Throw”), em que cada munícipe paga em função da quantidade de resíduos indiferenciados que produz, incentivando à reciclagem e à redução do lixo. Para a IL, qualquer prolongamento do funcionamento do aterro de Eirol deve estar condicionado a acordos juridicamente vinculativos, com prazos definidos e contrapartidas públicas em áreas como o ambiente e as infraestruturas. No que toca às medidas a tomar, o partido aponta o apoio “sem hesitações” da construção da incineradora na Região Centro; acordos “transparentes” que salvaguardem os aveirenses e a reformulação de “imediato” do sistema de tarifação de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU).
Relatório da UA revela que 400 animais ungulados podem ter morrido nos fogos na cordilheira central
De acordo com a Agência Lusa, o documento garante que, foram mortos, no limite, 120 veados, 150 corços e 140 javalis nos fogos que este mês atingiram a cordilheira.O relatório foi realizado com base no trabalho de campo e na monitorização efetuada pela equipa da Unidade de Vida Selvagem do Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro na sequência dos incêndios de Piódão, Arganil e Lousã, no distrito de Coimbra, que atingiram as serras do Açor, Lousã, Estrela e Gardunha, na cordilheira central. Carlos Fonseca, coordenador do departamento e autor do estudo, garante à Lusa que, apesar de os números serem apenas estimativas, são de “elevada relevância” para o futuro das populações de ungulados neste território. No entendimento do responsável, o relatório pode ser importante para “sustentar a sua gestão no curto a médio prazo". O documento indica ainda que, para além dos quatrocentos animais que podem ter sido mortos, cerca de trezentos podem ter ficado feridos devido a queimaduras ou atropelamentos. Entre os ungulados, os mais atingidos podem ter sido a espécie mais atingida. Carlos Fonseca explica que as características do fogo, o relevo e o coberto vegetal possibilitaram aos animais a antecipada deteção de risco. De acordo com o investigador, várias “ilhas” de coberto arbóreo não arderam, em especial na Serra da Lousã, o que funcionou como refúgio para muitos dos animais. Ao contrário do que aconteceu nos incêndios de 2017, o estudo indica que a mortalidade não terá sido tão elevada. Foram encontrados ainda cadáveres de aves, carnívoros e outros mamíferos, o que demonstra o impacto dos incêndios em muitas outras espécies animais. Durante o trabalho, os investigadores a observação da população dos animais ungulados e permitiu contabilizar entre 250 a 350 veados, sobretudo na Serra da Lousã. Além dos veados, encontraram também 40 a 60 corços e 30 a 50 javalis. O incêndio, que deflagrou na zona do Piódão, na Serra do Açor, no dia 13 de agosto, consumiu cerca de 11.800 hectares no concelho de Arganil - 40% da sua área total.