Atletas da UA brilham no Euro Sub-20 de basquetebol feminino e empurram Portugal até à Divisão A
Maria Andorinho e Ana Marques, estudantes da Universidade de Aveiro (UA), integraram a comitiva portuguesa que, no passado domingo, dia 12, se sagraram campeãs europeias da Divisão B de basquetebol feminino sub-20. À conversa com a Ria, ambas enaltecem a “ajuda” que a Universidade de Aveiro (UA) dá aos estudantes para conseguirem conciliar o percurso desportivo e académico.
Gonçalo Pina
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Samokov, na Bulgária, foi palco para o mais recente feito histórico do basquetebol português. A seleção feminina sub-20 carimbou o regresso à Divisão A do escalão e, depois de já garantida a subida, sagrou-se também campeã da Divisão B.
No lote de jogadoras que protagonizaram esta caminhada estão Maria Andorinho, estudante da licenciatura de Fisioterapia na Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro, e Ana Marques, estudante da licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial na Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo (DEGEIT) da Universidade de Aveiro. Em conversa com a Ria, ambas falam de uma “experiência incrível” que “melhor não poderia ter corrido”.
“Fizemos um campeonato muito consistente. Não foi fácil, mas com o trabalho e com o esforço diário conseguimos obter resultados bastante sólidos e, claro que sim, depois no fim, no último dia… foi mais uma vez um resultado demonstrativo de que fomos superiores a qualquer equipa da competição”, explica Maria Andorinho.
O que de alguma forma acaba por facilitar o trajeto de sucesso é, de acordo com as estudantes, a colaboração da Universidade de Aveiro (UA). A passar pelo primeiro ano na instituição, Andorinho afirma que sentiu a importância do desporto na UA “desde o primeiro dia”. “Os responsáveis da Universidade estiveram muito próximos não só a ajudar, mas também a facilitar tudo o que fosse ‘logísticas’ ou esse tipo de coisas”, explica.
No mesmo sentido, Ana Marques, que fez as últimas duas épocas com a ‘jersey’ do Galitos, afirma que já é a segunda vez em que acaba por participar em estágios da seleção que coincidem com a época de exames e que “a Universidade consegue sempre ajudar nessa parte de conciliar os exames com os estágios”. A estudante aponta que os profissionais da instituição foram sempre “muito prestáveis” e que conseguiu “realizar muitas cadeiras”.
Questionada se alguma vez chegou a ter problemas, a basquetebolista reconhece que “há sempre situações em que não dá para pedir mais, mas que daria jeito”. A título de exemplo, recorda um episódio em que acredita que a docente podia ter antecipado um teste, mas também assinala que, entretanto, o conseguiu fazer “noutra altura”.
Ao contrário de Ana Marques, Maria Andorinho tem termo de comparação com outra realidade, uma vez que começou a estudar Física numa universidade dos Estados Unidos da América. Lá, a atleta conta que “é toda uma dinâmica diferente” e que acaba por ser “um bocadinho mais fácil”, dado que a sua competição regular é feita em representação da universidade. Não obstante, a jogadora do Esgueira nota que, mesmo com essas diferenças, “foi possível levar os estudos de uma maneira parecida”.
Ao serviço do UAveiro, tanto Maria Andorinho como Ana Marques já se sagraram campeãs nacionais este ano – a primeira compunha o plantel que, em outubro passado, venceu o Campeonato Nacional Universitário (CNU) de basquetebol 3x3; a segunda sagrou-se campeã nacional de basquetebol 5x5 em abril.
Ao passo que Maria Andorinho não está na comitiva que segue agora para Salerno, onde se vão disputar os Campeonatos Europeus Universitários, Ana Marques estreia-se já este domingo em Itália. À Ria, a estudante-atleta mostrou-se entusiasmada por representar a instituição no torneio.
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