RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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Break The Box superou expectativas na sua primeira edição

Terminou ontem, dia 4, a primeira edição da iniciativa Break The Box – Jornadas Empreendedoras. A iniciativa teve início no dia 21 de março e realizou três sessões sob as temáticas ‘Ecossistema Empreendedor’, ‘Think Green, Break the Box’ e ‘Histórias Reais’.

Break The Box superou expectativas na sua primeira edição
Ana Patrícia Novo

Ana Patrícia Novo

Jornalista
05 abr 2025, 18:25

A primeira edição da Break The Box – Jornadas Empreendedoras nasce de um desafio de aula, proposto pela professora Irina Amaral aos estudantes da unidade curricular de Empreendedorismo Internacional e Desenvolvimento de Negócios, do Mestrado em Competitividade e Desenvolvimento de Negócio, do Instituto Superior de Contabilidade e Administração (ISCA) da Universidade de Aveiro (UA). Bruno Costa, um dos alunos do mestrado, dá nota de que a iniciativa “superou largamente as expectativas”, com as três atividades a contar quase sempre com “a centena de inscritos”, repara.

“A qualidade dos oradores convidados por nós, (…) acaba por ser interessante, porque são pessoas já com experiência profissional e uma rede de contactos e de networking interessante e que conseguem aportar a este tipo de conferências conhecimento e mais-valia, e acaba por ser mais uma experiência no ISCA feita por alunos, como é o Atualiza-te (…) e que começou embrionário como este começou”, repara Bruno Costa. A iniciativa, que se realizou nos dias 21 e 28 de março e 4 de abril, trouxe ao auditório do ISCA e à Livraria da UA nomes como Hugo Coelho, diretor do Iberia Business, Ana Luísa Pinho, da Prio e Ricardo Neta, da TERRA Fund Group.

Em declarações à Ria, a docente Irina Amaral aponta que a proposta aos alunos nasceu dos “momentos iniciais em que temos de planear a unidade curricular e queremos fazer alguma coisa diferente”. “Por norma, aquilo que eu faço é eu própria trazer alguns convidados para uma sala de aula”, começa por contar Irina que refere que palestras apenas no tempo útil de aula faziam com que surgissem “coisas interessantes que podiam ser abordadas” por um maior período. “E pensei, olha, porque não pôr os alunos, de facto, a organizar um evento diferente, em que trazem oradores diferentes, e conciliar um pouco aquilo que são os objetivos da unidade curricular, que são as três temáticas que abordamos nos eventos, com o facto de poder, por um lado, ouvir muitas pessoas associadas a isso e por outro lado, desenvolver competências nos estudantes de organização de eventos”, aponta Irina. “E foi assim que nasceu o Break the Box”, termina.

O resultado foram três dias de palestras com mais de uma dezena de convidados, numa iniciativa que deixou a docente “absolutamente encantada”. Irina Amaral refere ainda que a iniciativa se tornou “uma forma de envolvimento muito mais complexa” do que a habitual, o que considera uma mais-valia no percurso e aprendizagem dos estudantes.

Para o futuro, a docente revela mesmo que vai continuar a desafiar os estudantes a “quebrarem a caixa”. “Para a turma do ano seguinte, que é uma turma diferente, vai receber, no fundo, esse desafio e existem já alunos [atuais] que estão interessados” em motivar e orientar os colegas a dar continuidade ao projeto, frisa Irina Amaral.

Recomendações

Iniciativa ‘Encontra o Teu Mestrado’ de volta à UA com a participação de cerca de 80 estudantes
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Iniciativa ‘Encontra o Teu Mestrado’ de volta à UA com a participação de cerca de 80 estudantes

Após cerca de cinco anos de interregno, provocado pela pandemia de Covid-19, a UA volta a organizar o ‘Encontra o Teu Mestrado’. A iniciativa surgiu nos Serviços de Comunicação, Imagens e Relações-Públicas (SCIRP) e pretende “mesmo fazer a nossa mostra dos mestrados da UA, de forma interna, conjugando com toda a comunicação que já há”, aponta um dos elementos da organização do evento. A iniciativa, composta por uma componente de mostra e por outra de speed dating, contou com a representação de “praticamente todos os departamentos e escolas representadas”. Contaram com a participação de cerca de 80 estudantes, sublinhado que “houve algum interesse” por parte dos estudantes na mostra.

Fases Finais dos CNU: AAUAv organizou sessão de apresentação das equipas
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Fases Finais dos CNU: AAUAv organizou sessão de apresentação das equipas

Paulo Jorge Ferreira, reitor da Universidade de Aveiro (UA), sublinhou na sua intervenção a importância do desporto na vivência académica. “Não me interessa tanto os resultados como as oportunidades que ao longo do tempo vocês têm criado, tenho enorme orgulho no trabalho de cada um e manifesto-me, como sempre, ao dispor de todos para continuar a apoiar esse trabalho”, frisou o reitor. Em declarações à Ria, Paulo Jorge Ferreira apontou ainda a candidatura de Aveiro aos Jogos Europeus Universitários de 2032como “uma proposta que traduz todo um grau de compromisso muito alargado da Universidade de Aveiro com o desporto”. O reitor reparou ainda que a candidatura se configura como o reconhecimento das condições da universidade e da cidade a nível desportivo. “Acho que Aveiro tem e merece esse evento e tem todas as condições para o tornar um sucesso”, frisou. Também Diogo Braz, vice-presidente da FADU, marcou presença na cerimónia para parabenizar os estudantes-atletas que vão representar a equipa da UA nas Fases Finais. O vice-presidente deixou ainda “uma palavra de apreço ao trabalho que tem vindo a ser realizado tanto pela Associação Académica de Universidade de Aveiro quer pela própria Universidade de Aveiro, no que concerne ao desporto universitário”. O representante da FADU reparou ainda que as instituições académicas aveirenses têm realizado “um trabalho meritório” e “exemplar (…) e, para nós, FADU, (…) são um clube fundamental na nossa gênese, na nossa dinâmica anual”. Também Joana Regadas, presidente da direção da AAUAv, aproveitou a ocasião para sublinhar o caminho percorrido pela universidade e pela associação no desporto universitário. A representante dos estudantes agradeceu a dedicação e empenho dos estudantes-atletas que, enfatiza, “conseguiram conjugar os estudos com a prática desportiva e que, mesmo muitas vezes não tendo a compreensão por parte dos professores de terem que faltar a aulas e a testes, continuam a fazê-lo e continuam a levar ao peito, com todo o orgulho, o símbolo da UAveiro mais longe”. A iniciativa apresentou à comunidade os atletas das cinco equipas apuradas para as Fases Finais dos CNU. A cerimónia contou ainda com a apresentação dos novos equipamentos de passeio dos atletas e com um espetáculo de breakdance, protagonizado pelos breakers Valéria, Leonor, Alex, Magic e Marco Tavares. A AAUAv vai estar representada no evento da FADU através das modalidades deandebol, voleibol e futsal (femininas) e basquetebol masculino e feminino. As Fases Finais dos CNU tiveram inicio no dia 3 de abril e prolongam-se até dia 18.

‘ÉsDeCÁ’ junta estudantes do DeCA numa semana de atividades culturais
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‘ÉsDeCÁ’ junta estudantes do DeCA numa semana de atividades culturais

Em declarações à Ria, Simão Frade, coordenador do NEMTC, dá nota de que a segunda edição da iniciativa junta os três núcleos numa semana que explorou “variadíssimas atividades de cariz cultural”. “Esta é a segunda edição que juntamos os três núcleos para realizar esta semana de atividades, que é muito proveitoso tanto para o departamento como para os estudantes”, sublinhou o coordenador do NEMTC. A iniciativa pretende criar uma semana diferente no DeCA e “efetivamente juntar os três núcleos” para que “os estudantes se interliguem e convivam um pouco mais, porque acabam por ser áreas um pouco distintas”, referem os estudantes. A organização garante ainda que “a adesão está a ser boa”. O arranque, dia 31 de março, foi “um grande dia”. “Contamos com um grafitter [Tiago Almada] que faz parte do curso de Design que fez uma peça que nos foi oferecida e que está em demonstração no meio do DECA e ficará para a posteriori connosco”, apontou Simão Frade. A iniciativa termina esta quinta-feira, dia 3, com um convívio que arranca pelas 19h30 na Meia Lua e que contará com a realização de uma Quiz Night. Também hoje termina o prazo para envio de fotografias para o Photo Battle, um dos pontos altos apontados pelos núcleos.

O Jardim Secreto dos Partidos: Carlos Jalali explica-nos como são escolhidos os deputados
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O Jardim Secreto dos Partidos: Carlos Jalali explica-nos como são escolhidos os deputados

Atualmente, Portugal utiliza o sistema eleitoral de representação proporcional de lista fechada (RPLF) para eleger os 230 deputados para o Parlamento, na Assembleia da República. Os mandatos são distribuídos por 22 círculos eleitorais com base no número de eleitores recenseados, usando o método de Hondt [um sistema de distribuição de mandatos em eleições proporcionais]. Com as eleições legislativas antecipadas no horizonte, surge a questão: como escolhem os partidos os 230 deputados que compõem a Assembleia? Nas eleições legislativas, segundo o estudo, “a Constituição de 1976 consagra o monopólio de representação parlamentar aos partidos políticos”. Significa isto que do ponto de vista legal, praticamente qualquer cidadão pode ser candidato, “inclusive com dupla nacionalidade”, desde que esteja inserido numa lista partidária. O mesmo aplica-se aos chamados “candidatos não partidários” e que se identificam como independentes. Neste caso, para Carlos Jalali a decisão é, em última análise, do partido. “Um cidadão comum qualquer não pode simplesmente seguir ou concorrer a deputado: tem de ter um partido que o aceite como candidato (…) e que o coloque num lugar elegível [para ser deputado]”, explicou. “Obviamente que há independentes que entram nas listas, mas é um processo de pessoas que têm uma ligação, muitas vezes, ao partido”, continuou. Para o docente do DCSPT há “vantagens e desvantagens” neste processo de seleção de deputados. “Obviamente que uma das vantagens de ter um sistema mais aberto é que o eleitor passa a ter mais escolha na seleção dos candidatos. No entanto, também corre o risco e tem a potencial desvantagem de criar grupos parlamentares que são menos coesos. O que pode tornar mais difícil o processo de decisão coletiva no Parlamento”, alertou. “O exemplo extremo disto é o Brasil que tem um sistema eleitoral de representação proporcional e onde as pessoas podem votar em candidatos individuais. Neste caso, o Parlamento é composto por grupos parlamentares que são muito pouco coesos e onde os deputados saltam de partido em partido”, exemplificou. Face a isto, Carlos Jalali relembrou que “não há sistemas eleitorais perfeitos”. “Se existissem sistemas eleitorais perfeitos, todos os países teriam o mesmo sistema eleitoral, o que não acontece”, atentou. O estudo “O Essencial da Política Portuguesa” sugere que o facto de se utilizar um sistema eleitoral RPLF em Portugal, implica que, na prática, os partidos são “os únicos guardiões do processo de seleção de candidatos”. “Os eleitores têm uma escolha nas eleições. Escolhem o partido em que vão votar, mas a seleção dos candidatos individuais (…) é determinada pelos partidos. A exceção é o partido Livre (L) que tem alguma abertura no processo de seleção de candidatos, através das [eleições] primárias”, reconheceu o docente. “Obviamente que os partidos têm algum interesse em selecionar candidatos que possam atrair votos (…) Essa dimensão tende a centrar-se a nível dos cabeça de lista, que são aqueles que têm visibilidade, sobretudo em círculos maiores. E a verdade é que a perceção que tenho, até de perguntar a alunos, é que só uma proporção minoritária conhece os deputados dos círculos eleitorais onde elegeu”, constatou Carlos Jalali. Na prática, conforme reforça esta obra, os partidos estabelecem nos seus “estatutos internos a maior parte das regras aplicáveis aos processos de candidatura, sem sofrerem grande pressão externa”. Apesar desta realidade, o docente não deixa de reconhecer que na composição das listas dos diferentes partidos políticos há um “grau de pertença local relevante”. “As listas têm um elemento importante de pessoas que têm uma ligação ao círculo eleitoral e ao distrito pelo qual são eleitos, e, portanto, nesse aspeto, essa representação existe. Um parêntese que é importante é que (…) a Constituição [Portuguesa] diz, explicitamente, que eles representam todo o país e (…) não [só] os aveirenses em específico”, relembrou o investigador. Ainda sobre o processo de seleção de candidatos, Carlos Jalali acrescentou que um deputado que queira ser “re-selecionado” tem que, “obviamente, mostrar lealdade à liderança partidária, mas também (…) mostrar serviço local, porque isso ajuda que as concelhias e as distritais, consoante o partido, digam que há interesse em manter essa pessoa nas listas”. Desde 2006 que a “aprovação da lei de quotas parlamentares” constituiu uma outra “importante restrição exógena ao modo como os partidos podem formar as suas listas”. Inicialmente, a lei estabelecia que as listas partidárias deveriam incluir, pelo menos, “um terço de candidatos de cada um dos sexos” e que nenhum dos sexos deveria “ocupar mais de duas posições consecutivas”. Uma revisão desta lei, após 12 anos, estabeleceu “um novo limite mínimo para cada sexo (40%) e sanções mais pesadas (rejeição das listas) em caso de incumprimento”, conforme refere o estudo. Na perceção do docente do DCSPT a aplicação da lei de quotas parlamentares teve um efeito “muito positivo” ao aumentar a representação feminina no Parlamento. Ainda assim, segundo os dados do estudo, esta realidade “está longe de assegurar a paridade”. “Sabemos que uma lei de quotas (…) funciona a longo prazo quando ela deixa de ser necessária. Nós não estamos sequer remotamente perto disso. A lei de quotas continua a ser necessária, porque continuam a existir barreiras estruturais à representação das mulheres. Existem também barreiras estruturais à representação de minorias étnicas”, alertou. Por exemplo, no caso das mulheres, “os padrões de divisão do trabalho familiar em Portugal são, infelizmente, historicamente muito desiguais na questão do acompanhamento dos filhos. Se as reuniões dos partidos forem sempre à noite, a uma hora em que uma mulher possa ter de estar em casa [já é uma barreira]”, reconheceu Carlos Jalali. Atualmente, as regras que ditam o processo de seleção destes deputados “estão pouco formalizadas e encontram-se expostas desigualmente nos estatutos dos partidos”. Segundo o estudo, nos “dois maiores partidos”, PS e PSD, as regras estão “mais pormenorizadas”, sendo “bastante vagas” no CDS-PP, no BE, no Pan, no Chega e no Livre” e “praticamente ausentes” no “PCP e na IL”. No entendimento do docente, esta realidade não lhe causa estranheza já que para si “as regras formais são, em larga medida, omissas”. “Na prática, o que acontece é que há uma interação e uma negociação entre as estruturas a nível central e as estruturas a nível distrital e local. Aliás, o trabalho que a Ria tem feito, nas últimas semanas, sobre o processo de seleção de candidatos no PSD e no PS reflete isto bem”, opinou. Esta “omissão” referida acima leva ainda Carlos Jalali a concluir e a refletir no estudo que esta é uma área “onde os partidos devem considerar um maior diálogo e abertura”. “Há aqui dinâmicas internas que são fechadas ao cidadão. Por um lado, percebe-se que os partidos, como qualquer organização, têm processos internos que devem ter em sua reserva. Por outro lado, sabendo nós do grau de desconfiança que os portugueses depositam nos partidos e da importância da seleção de deputados e da importância do cidadão em ter um sentimento de proximidade com os seus representantes eleitos, talvez esta seja uma área onde os partidos devem considerar um maior diálogo e uma maior abertura”, observou. Para o docente este é um processo, ainda hoje, “muito opaco”. “O eleitor vê a lista, sabe qual é a lista que é apresentada, sabe quem são os candidatos, mas os partidos raramente explicam a lógica de seleção dos candidatos. Quer dizer, temos o Livre que tem primárias e, portanto, neste caso podemos perceber como é que se chega a esta lista (…). Agora, nos restantes… As notícias da Ria são muito interessantes, porque dão-nos nota de debates internos, de diferentes alinhamentos”, frisou. Carlos Jalali foi mais além e considerou mesmo que existe “verdadeiramente um jardim secreto no funcionamento dos partidos”. [Este efeito] “muito elevado” de desconfiança “pode-se traduzir na abstenção, mas também se pode traduzir no voto em partidos antissistema e populistas. [Também] pode não se manifestar nem numa coisa nem noutra (…). É prejudicial, no sentido em que os partidos são o veículo central da representação política”, reforçou. “Há um trabalho de comunicação, de explicação, daquilo que é a seleção de candidatos, que os partidos nunca fizeram, e que acho que é importante fazerem”, notou o docente. Também no mesmo estudo, outra das conclusões que os investigadores referem é que “os candidatos não são particularmente representativos da população geral”. Para Carlos Jalali, esta caraterística pode ser explicada por, atualmente, os deputados apresentarem “um perfil bastante elitista face ao grau de escolaridade, estatutos socioeconómicos, carreiras partidárias, que os distinguem da generalidade da população”. “Comparando com a generalidade da população, o nível educacional do deputado e o seu estatuto socioeconómico tende a ser bastante superior”, afirmou. No entendimento do docente esta realidade pode criar outras “barreiras estruturais”. “Podem até existir grupos que sentem que nem sequer são capazes [de chegarem a deputados] (…). Isso é mau, porque em democracia, teoricamente, todos devemos ter capacidade de influenciar e participar”, refletiu. "O Essencial da Política Portuguesa" é um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, coordenado por António Costa Pinto, Pedro Magalhães e Jorge Fernandes. Publicado no ano de 2023, reúne 68 investigadores para analisar os 50 anos de democracia em Portugal. O livro aborda temas como instituições políticas, partidos, participação eleitoral, políticas públicas e relações externas. O capítulo 21 que se dedica à “Seleção de Candidatos em Portugal” contou com os contributos de Carlos Jalali e Edalina Rodrigues Sanches, investigadora auxiliar no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

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Idolíadas: Concurso Artístico Sénior do País está de volta para celebrar o talento e a criatividade
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Promovida pelo Município de Ílhavo, em parceria com o Município de Albergaria-a-Velha, esta iniciativa envolve mais de 1.200 participantes provenientes de instituições, comunidades, universidades seniores e associações dos Municípios de Ílhavo, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Ovar, Oliveira do Bairro, Mira e Águeda. Ao longo dos anos, as Idolíadas consolidaram-se como um projeto de referência na promoção da cooperação intermunicipal, fortalecendo laços entre comunidades e incentivando a participação ativa da população sénior em diversas expressões artísticas. Além do impacto cultural, a iniciativa desempenha um importante papel social, estimulando o envolvimento das pessoas mais velhas através da arte e da cultura, com o apoio de técnicos da área social. A edição deste ano arranca no dia 9 de abril, às 14h, no Cineteatro Alba, em Albergaria-a-Velha, com a realização da Prova de Cultura Geral e Poesia. Nesta fase inicial, sete equipas competirão pelo primeiro lugar, demonstrando conhecimento e talento poético. O segundo momento acontece no dia 23 de maio, na Casa da Cultura de Ílhavo, onde os participantes apresentarão as provas de Música/Dança e/ou Teatro (Prova de Palco), Fotografia e Arte Plástica, sendo avaliados por um painel de jurados. A Prova de Fotografia, aberta ao público, decorrerá entre os dias 8 e 22 de maio, através da página de Facebook "Maior Idade – Município de Ílhavo", permitindo que a comunidade também participe nesta celebração. Este ano, as provas serão dedicadas ao tema "Rebobinar", com exceção da Prova de Cultura Geral. Os vencedores da Prova de Palco terão ainda a oportunidade de voltar a apresentar a sua performance artística no Festival Cabelos Brancos, que decorrerá em julho. 

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O questionário, destinado aos parceiros sociais e empresas, pretende mapear os projetos de saúde pública já em desenvolvimento no município, facilitando a partilha de boas práticas e a criação de sinergias entre as diversas entidades. Através deste levantamento, será possível consolidar e potenciar os esforços existentes, integrando-os na Estratégia Municipal de Saúde. Já o questionário dirigido à população em geral convida todos os residentes do Município de Ílhavo a partilharem informações sobre a sua saúde e as suas perceções relativamente às principais necessidades e prioridades nesta área. Em nota enviada às redações o município sublinha a auscultação como um passo "essencial para garantir que a estratégia a desenvolver responde, de forma eficaz, às reais preocupações da comunidade". A recolha de dados e a elaboração da Estratégia Municipal de Saúde serão conduzidas pela Beyond Data, uma empresa especializada em soluções de análise e planeamento de políticas de saúde. O questionário está disponível no site oficial da Câmara Municipal de Ílhavo e pode ser preenchido até 30 de abril.

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A participação e promoção das Estações Náuticas da Ria de Aveiro, foi de forma conjunta e articulada entre as seis Estações Náuticas: Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Ovar e Vagos, todas certificadas como “Estação Náutica de Portugal”. O objetivo da participação foi, segundo nota enviada pela Câmara de Aveiro, "o de reforçar a visibilidade das Estações Náuticas da Ria de Aveiro, promovendo a sua importância como destino turístico e desportivo. O dia 28 foi assinalado como o Dia das Estações Náuticas com a realização do Nautical Water Fun, organizado pelo Fórum Oceano e Rede das Estações Náuticas de Portugal. Neste fórum foram abordados vários temas, tais como “A importância das Estações Náuticas na oferta turística e no desenvolvimento regional” e “Empresas na Náutica e no turismo Náutico”. Esta feira é anunciada pela FIL, como “o maior evento nacional dedicado à náutica de recreio, ao caravanismo e desporto de aventura”.

Manifesto diz que tradição alimentar deve reajustar-se à incerteza dos recursos atuais
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O documento já foi assinado por mais de 110 profissionais de vários países desde a sua apresentação pública na manhã de sexta-feira, no congresso “Food 4 Tought / Alimento para Pensar”, organizado pela referida autarquia do distrito de Aveiro e da Área Metropolitana do Porto, no âmbito da sua classificação como Cidade Criativa da Gastronomia pela UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. A referida declaração de princípios foi elaborada pelo diretor da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto e investigador do Laboratório de Política Alimentar Pedro Graça; pelo músico e vereador com os pelouros da Cultura, Educação, Juventude e Turismo na Câmara Municipal da Feira, Gil Ferreira, desde 2014 o diretor executivo do festival de artes de rua Imaginarius, e Olga Cavaleiro, autora de vários livros sobre gastronomia e docente em várias escolas de hotelaria da rede do Turismo de Portugal. “A tradição não nasceu fechada e completa, mas foi sendo construída por ajustamentos (…) que traduzem as modificações pelas quais passaram as sociedades. Migrações, alterações climáticas, evolução biológica, inovação no conhecimento e no acesso a técnicas e produtos foram fatores que a condicionaram e fizeram evoluir num constante reajustamento entre necessidades e recursos”, começam por referir os três autores no designado Manifesto pela Criatividade na Tradição Gastronómica. Tal como a tecnologia permitiu generalizar o uso do micro-ondas, e modelos de conservação alimentar como a salga e o fumo foram substituídos pela congelação, o documento defende que a tradição gastronómica sempre foi “permeável às mudanças nos modos de vida”, estando agora sujeita a uma maior pressão de tempo, graças a fatores como a instabilidade climática. “Estas alterações estão a fazer aumentar as incertezas de volume e preço na produção de determinados bens alimentares, nomeadamente frescos e produtos que tradicionalmente eram acessíveis e estão a deixar de o ser”, explica o manifesto. “A velocidade da mudança climática também reformulou a perceção do consumidor face a determinados alimentos, cuja produção ou transporte tem implicações nas emissões de gases com efeitos de estufa ou na utilização de água”, refere. No próprio ser humano, há novas condicionantes impostas por uma esperança média de vida que, em poucas décadas, passou dos 50 para os 85 anos. “Isto significa que patologias de que pouco ouvíamos falar no início do século XX – como a diabetes, as doenças cardiovasculares ou o cancro, com forte influência alimentar – são hoje as principais causas de morte na nossa sociedade envelhecida”, nota. De uma adaptação lenta, operada maioritariamente pelos “detentores do conhecimento alimentar ancestral, em muitos casos os habitantes dos territórios onde os alimentos cresciam”, passou-se para uma evolução tão rápida que coloca em risco o conhecimento gastronómico de base popular e proximidade geográfica – “em particular se os processos e produtos com longa tradição ficarem numa redoma de proteção sem poderem ser alterados”. Lembrando que muita da tradição gastronómica sempre refletiu economias circulares, promoveu a otimização de recursos e evitou o desperdício, num esforço de “criatividade e inovação contra a escassez” e “numa lógica de sobrevivência”, o manifesto convoca a comunidade para três missões: valorizar a cultura alimentar como parte central da identidade de determinada sociedade e da sua relação com a natureza e com a saúde; mapear conhecimentos e práticas de cada receituário regional, identificando as suas características distintivas; e incentivar a adaptação dessa gastronomia à atualidade, “incorporando novas realidades sem perder o que a define”. “A inovação pode ser garante da tradição ao utilizar o conhecimento científico e tecnológico para promover melhorias nos recursos existentes e aumentar a qualidade e a quantidade”, insiste a declaração de princípios assinada na Feira.