Equipa de desporto motorizado da UA formaliza-se como secção da AAUAv
A Nexus é a nova secção autónoma da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv). A aprovação dos estatutos foi um dos pontos discutidos na última Assembleia Geral de Alunos, realizada na segunda-feira, dia 20.
Ana Patrícia Novo
JornalistaNexusé uma equipa de desporto motorizado de estudantes da Universidade de Aveiro que passou na segunda-feira, dia 20, a ser uma secção autónoma da AAUAv. O projeto resulta da união dos projetos Engeniuse Motochanics, projetos com 20 e 10 anos de existência, respetivamente.
“Poupamos materiais, poupamos recursos e de repente as pessoas que estavam a fazer uma coisa acabam por fazer a outra e crescemos todos muito”, referiu Maria Rodrigues, aluna do mestrado em Engenharia Mecânica e diretora de operações da Nexus na apresentação do projeto em Assembleia Geral de Alunos. A equipa da Nexus conta neste momento com uma equipa de 100 pessoas. “Apesar de sermos um projeto do Núcleo de Engenharia Mecânica (NEM) já somos um projeto muito grande com uma dimensão bastante significativa”, garantiu a estudante.
Em declarações à Ria, Maria Rodrigues garantiu que além de estudantes de Engenharia Mecânica, a equipa conta também com estudantes das engenharias “física, aeroespacial e eletrónica” e com estudantes de áreas como economia, gestão e marketing, bem como de design e multimédia. “Temos muita abrangência”, notou a diretora de operações. A Nexus é composta, neste momento, por quatro departamentos: Research & Development, Comercial, Operações e Comunicação e Imagem.
Trabalham numa sala “por debaixo das escadas do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM)”, partilhou Maria com a Ria. Além da sala, a Nexus conta ainda com “uma garagem por trás da Antiga Reitoria”, referiu a estudante. Os espaços – que começam a ser pequenos para uma equipa que soma já uma centena de pessoas – foram cedidos pelo DEM e pela UA.
A secção gere, neste momento, “um orçamento conjunto de 150 mil euros”, avançou Maria Rodrigues na apresentação. Este orçamento foi possível, segundo a estudante, através da angariação de patrocínios e da realização de donativos.
Secção funciona a todo o gás, mas este ano a aposta é nos motores elétricos
A formação é uma das áreas em que a Nexus tem vindo a apostar, com a criação de uma academia que conta atualmente com a participação de cerca de 30 alunos. “Elementos mais velhos, elementos às vezes já formados, dão formação, dão aulas semanais”, referiu Maria Rodrigues. “Disponibilizamos materiais, disponibilizamos projetos e criamos aqui todo um ambiente de aprendizagem onde vamos muito além das aulas, muito além daquilo que o curso ensina”, afirmou.
Os estudantes que participam na academia, garante a diretora de operações, “acabam por se destacar muito dos outros colegas pelo nível de conhecimento que já levam para as aulas”. “Notamos muito esse reconhecimento dos professores que depois também querem envolver-se nos projetos e que as unidades curriculares se envolvam nos projetos porque veem muito valor acrescido nisto”, apontou Maria Rodrigues.
Além da continuação na aposta da academia, Maria revelou que este ano a Nexus tem planeado correr “pela primeira vez na nossa história” com protótipos elétricos. “Vamos competir com o carro da fórmula em Portugal, em classe 2, e vamos competir com a mota em Aragão em outubro”, revelou a estudante. “É um passo que precisa de muito investimento tanto a nível financeiro como técnico e estamos a investir muito na formação mesmo associado a empresas da zona de Aveiro nesse sentido”, acrescentou.
De notar que a equipa de motas da Nexus conquistou, em 2023, o 9º lugar na competição MotoStudent International, uma competição bianual realizada em Aragão. “A malta que ficou em 8º, fomos nós que a metemos a funcionar”, notou a diretora de operações da Nexus.
Numa competição em que participaram cerca de 100 equipas, algumas que contam com apoios de marcas como a Ducati, Maria considera que a equipa da Universidade de Aveiro tem obtido “resultados muito bons, de qualidade”, realçou. A nível nacional alcançaram, em 2024, o primeiro lugar na última corrida do Campeonato Nacional de Velocidade.
Em 2024 a Nexus obteve também um bom resultado com os carros, com a equipa a fechar o pódio na terceira posição de classe 2 no Formula Student Portugal. De notar que 2024 marca também a entrada oficial da competição nacional nas contagens para os rankings mundiais.
“Têm levado o nome da Universidade de Aveiro (…) muito longe com os projetos que fazem”
Eduardo Jardim, estudante de mestrado em Ciências de Dados e coordenador comercial da Nexus sublinhou que a aprovação dos estatutos na AGA se configurou como “um dia importante” para o projeto de desporto motorizado da UA. A formalização é vista pela Nexus como um aumento da responsabilidade envolvida no projeto, “mas que reforça a nossa vontade de trabalhar e representar a universidade cada vez mais longe e que basicamente vai permitir o crescimento do projeto e o continuar a trabalhar para alcançar os melhores resultados”, destacou o estudante.
Wilson Carmo, presidente da AAUAv, considerou também na AGA que a Motochanics e a Engenius “têm levado o nome da Universidade de Aveiro (…) muito longe com os projetos que fazem e não são reconhecidos”, algo que o dirigente espera que a formalização como secção autónoma ajude a alterar. Essa formalização, aliada à dimensão financeira que o projeto foi alcançando, é assim, visto pelo dirigente como “um passo importante”. Também o estudante Rui Oliveira interveio na AGA no sentido de parabenizar a iniciativa dos estudantes em “darem esse passo na ‘profissionalização’ do projeto e na criação de secção autónoma”, tendo concordado com a posição do presidente da AAUAv.
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