RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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Estudo da UA aponta cidades mais compactas como opção mais sustentável e com melhor qualidade do ar

De acordo com uma nota de imprensa enviada à Ria, um estudo realizado no seio da Universidade de Aveiro (UA) conclui que as cidades mais compactas “apresentam vantagens claras para o futuro”. Entre os fatores impactados estão a qualidade do ar e a sustentabilidade urbana.

Estudo da UA aponta cidades mais compactas como opção mais sustentável e com melhor qualidade do ar
Redação

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10 fev 2026, 14:43

Partindo da premissa de que o crescimento das populações urbanas está a transformar profundamente as cidades, investigadores da Universidade de Aveiro procuraram analisar de que forma a forma das cidades - mais compactas ou mais dispersas - influencia a sustentabilidade urbana e a qualidade do ar. Nesse sentido, os investigadores da Universidade de Aveiro (UA) Bruno Augusto, Ana Filipa Ascenso, Joana Ferreira, do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar e do Departamento de Ambiente e Ordenamento (DAO) da UA, e Margarida Coelho, do Centro de Tecnologia Mecânica e Automação e do DAO, e Sandra Rafael, secretário-geral do Instituto do Ambiente e Desenvolvimento (IDAD) desenvolveram um ecoindicador, uma ferramenta que permite medir a sustentabilidade de uma área urbana através de um único valor.

“À medida que as cidades crescem, podem expandir-se de forma dispersa, ocupando grandes áreas, ou desenvolver-se de forma mais concentrada. Cada modelo tem vantagens e desvantagens, com a investigação mostra que a morfologia urbana tem um papel determinante na vulnerabilidade das cidades às alterações climáticas. Por isso, mudar a forma como as cidades são planeadas pode contribuir para torná-las mais resilientes e sustentáveis”, refere a nota de imprensa.

O estudo conclui que, de forma clara, os cenários de cidade compacta revelaram-se mais sustentáveis, por oposição ao cenário de cidade dispersa, que apresentou o pior desempenho global.

O estudo sublinha a importância de analisar múltiplos fatores em conjunto quando se avaliam políticas urbanas e ambientais, em particular no que diz respeito à mobilidade. As conclusões reforçam a ideia de que cidades mais compactas, com distâncias mais curtas e menor dependência do automóvel, são mais sustentáveis e resilientes.

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Eduardo Anselmo: “O concelho de Aveiro tem uma votação acima da média para António José Seguro”
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Eduardo Anselmo: “O concelho de Aveiro tem uma votação acima da média para António José Seguro”

António José Seguro venceu as eleições presidenciais no passado domingo, 8 de dezembro, depois de ter defrontado André Ventura na segunda volta. Tal como avançado pela Ria, também no distrito e no concelho de Aveiro, Seguro foi o mais votado com “67.50%” dos votos e “71.01%” dos votos, respetivamente. De um ponto de vista geral, Eduardo Anselmo de Castro mostrou-se pouco surpreendido com o desfecho dos resultados. À Ria, lembrou que as presidenciais já não dependem das estruturas locais dos partidos. “Havia dois partidos típicos disso, o PCP e o PSD, que tinham uma implantação no terreno muito forte. Era feita através de militantes e de uma tradição local. (…) Isto agora já não é assim”, afirmou. Na perspetiva do docente, essa “tradição” foi substituída por uma “mensagem publicitária” que chega agora através das redes sociais. “É uma mensagem que passa pelas redes e que torna a votação praticamente igual em todo o país”, exprimiu, dando como exemplo o partido Chega. “É assim no Chega e no André Ventura… É uma mensagem que passa com uma certa homogeneidade, ao contrário, por exemplo, da Iniciativa Liberal, que atinge determinados grupos, mas não atinge outros e, portanto, tem uma votação muito menos homogénea territorialmente”, atentou. Apesar de o Chega ter essa homogeneidade, Eduardo Anselmo alertou que a receptividade ainda “não é a mesma em todos os grupos sociais”. “As pessoas com maior formação académica votam menos no Chega. (…) A freguesia no país onde eu vi que André Ventura teve a votação mais baixa foi em Santo António dos Olivais, em Coimbra. Os concelhos onde tem claramente a votação mais baixa são Lisboa, Porto e Coimbra”, notou. No caso de Aveiro, o professor considerou que, apesar de se tratar de um território “tendencialmente de direita”, o concelho seguiu igualmente essa tendência nacional. “Tem uma formação muito acima da média. Significa que o concelho de Aveiro tem uma votação acima da média para António José Seguro”, expôs. Ao analisar os resultados por freguesia, Eduardo Anselmo de Castro destacou a União das Freguesias de Glória e Vera Cruz. “A votação nesta freguesia é muito superior ao resto do distrito de Aveiro. Quando vamos para o sul do distrito de Aveiro, que é a zona mais rural, vai-se aproximando dos sítios onde André Ventura até já ganhou na primeira volta e onde o Seguro tem uma votação mais baixa que é, por exemplo, em Requeixo, Nossa Senhora de Fátima e Nariz”, analisou. “Aí a votação de André Ventura é o dobro daquela que é em Glória e Vera Cruz”, continuou. O docente sublinhou ainda que esta tendência se repetiu a nível distrital. “Para o que seria de esperar no Sul, onde o PS é fraquíssimo como por exemplo em Vagos, Oliveira do Bairro, etc, (…) ganha porque há uma transferência maciça do PSD para António José Seguro”, relembrou. “O PSD do distrito de Aveiro tem uma transferência muito grande, se calhar maior do que a média para Seguro”, acrescentou. Eduardo Anselmo referiu também que uma das razões para o voto em Seguro passou pela “rejeição” do Chega. “Essa rejeição é muito forte, por razões variadas, por parte do eleitorado do PSD. (…) Nestes sítios como o sul do concelho de Aveiro acontece duas coisas contraditórias… Por um lado, é o sítio onde tem mais apoio, mas por outro lado é o sítio onde o PSD tem muita força e manifesta a rejeição no Ventura”, admitiu. Relativamente à segunda volta, o professor alertou ainda para o facto de os votos brancos e nulos serem agora “bastante elevados”. “É mais uma vez, o voto de quem rejeita André Ventura, mas não quer votar, nem aceitar, António José Seguro”, relacionou.

Paulo Jorge Ferreira diz que “nunca” poderia assinar apoio a Seguro enquanto presidente do CRUP
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Tal como noticiou o Público esta quinta-feira, 5 de fevereiro, nove dos 16 líderes das universidades portuguesas assinaram a carta de apoio ao candidato presidencial, António José Seguro. À iniciativa juntaram-se ainda antigos reitores e presidentes de institutos politécnicos. Em entrevista à Ria, Paulo Jorge Ferreira explicou que a sua decisão não foi uma “escolha”, mas sim uma opção enquanto também presidente do CRUP. “Eu não poderia assinar nunca porque o presidente do CRUP representa o conselho de reitores e eu não sei qual é a posição, nem preciso de saber, nem vou perguntar a posição de cada reitor quanto a isto”, justificou. Questionado sobre se assinaria a declaração caso não fosse presidente do CRUP, mas apenas reitor da Universidade de Aveiro, Paulo Jorge Ferreira afirmou, novamente, que “nunca assinaria uma declaração de apoio política”. “Nem aceitaria ser mandatário de uma candidatura, nem entraria nas comissões de honra das mesmas, nem tomaria qualquer tipo de outra posição política fosse de que cor fosse”, frisou, sublinhando que essa postura “não é novidade para ninguém, uma vez que, nos anos em que fui reitor nunca o fiz”. A título pessoal, o reitor comentou ainda o momento em que a declaração foi tornada pública, considerando-a tardia no atual contexto eleitoral. “Fazem-se declarações de apoio em alturas mais precoces ou em alturas onde o desfecho é incerto. (...) Essa declaração pode ter um efeito consequente… A meio de um caminho e estando já a trabalhar-se numa segunda volta de eleições acho que é demasiado tarde para se fazer uma declaração de apoio ou de rejeição seja do que for”, opinou. A segunda volta das eleições presidenciais está marcada para este domingo, 8 de fevereiro, e terá como candidatos António José Seguro e André Ventura.

UA organiza webinar para empresas sobre desafios e oportunidades do recrutamento inclusivo
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Segundo uma nota de imprensa enviada à Ria, esta iniciativa, que já vai na segunda edição, destina-se a empresas e tem como objetivo “promover a adoção de práticas de recrutamento inclusivo”. Ao longo do webinar, serão apresentadas “ferramentas práticas, vantagens de processos mais equitativos e a partilha do testemunho de uma entidade parceira que apresentará a sua experiência na implementação de processos mais equitativos e inclusivos”. Apesar da participação ser gratuita é ainda necessária a inscrição até segunda-feira, 9 de fevereiro, aqui.  Esta é uma iniciativa da Valor T IES, Universidade de Aveiro/GUIA – Gabinete de Apoio ao Estudante e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Universidade de Aveiro desenvolve substitutos ósseos a partir de impressão 3D
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Segundo uma nota de imprensa da Universidade, os investigadores recorreram à técnica de fotopolimerização em cuba, para produzir peças à medida de cada paciente, utilizando uma resina líquida que solidifica com a ação da luz. O objetivo é criar “peças à medida de cada paciente, tendo em conta as características específicas do osso a substituir, com uma estrutura sólida que tenha uma forma muito próxima da prótese óssea necessária para cada caso clínico”. O projeto utilizou hidroxiapatite suspensa numa resina de base aquosa, para mimetizar o mineral do osso humano e permitir a produção de estruturas complexas, adaptadas a cada caso clínico. A utilização da base aquosa reduziu em cerca de 80% o uso de compostos orgânicos e diminuiu o tempo da fase final de produção em cerca de 60%. “Os próximos passos do processo envolvem a avaliação do comportamento biológico do material e a realização de testes avançados para garantir a segurança e eficácia das soluções antes da aplicação clínica”, explica a nota. O trabalho contou com a participação de Simão Santos e Manuel Alves, estudantes de doutoramento, e das professoras Susana Olhero e Georgina Miranda do Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica.

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Mau tempo: Mealhada com Parque da Cidade encerrado e várias estradas fechadas
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De acordo com esta autarquia do distrito de Aveiro, o encerramento do Parque da Cidade ocorreu devido à queda continuada de árvores, o que “representa um risco para a segurança dos utilizadores”. “Este encerramento é também necessário para permitir que os serviços do Município realizem os trabalhos de limpeza, remoção de árvores e levantamento dos danos causados pelas tempestades”. Estão também fechadas à circulação rodoviária a Estrada Sernadelo – Antes, e as ruas do Futuro, na Pampilhosa; e do Porto Constança, em Travasso. O trânsito rodoviário está condicionado na Rua da Areia (Ventosa do Bairro), Rua do Pontão (Antes), Rua dos Olivais (Pampilhosa), Rua do Cemitério (Pampilhosa), Túnel Pires Faria (Pampilhosa), Estrada do Travassinho (Vacariça), Rua da Simca (Travasso), Rua da Póvoa (Pampilhosa), Rua dos Carvalhais (Vacariça) e Reta de Larçã (Pampilhosa). “As interdições mantêm-se até estarem reunidas as condições de segurança”, indicou ainda a Câmara da Mealhada. Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Universidade

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António José Seguro venceu as eleições presidenciais no passado domingo, 8 de dezembro, depois de ter defrontado André Ventura na segunda volta. Tal como avançado pela Ria, também no distrito e no concelho de Aveiro, Seguro foi o mais votado com “67.50%” dos votos e “71.01%” dos votos, respetivamente. De um ponto de vista geral, Eduardo Anselmo de Castro mostrou-se pouco surpreendido com o desfecho dos resultados. À Ria, lembrou que as presidenciais já não dependem das estruturas locais dos partidos. “Havia dois partidos típicos disso, o PCP e o PSD, que tinham uma implantação no terreno muito forte. Era feita através de militantes e de uma tradição local. (…) Isto agora já não é assim”, afirmou. Na perspetiva do docente, essa “tradição” foi substituída por uma “mensagem publicitária” que chega agora através das redes sociais. “É uma mensagem que passa pelas redes e que torna a votação praticamente igual em todo o país”, exprimiu, dando como exemplo o partido Chega. “É assim no Chega e no André Ventura… É uma mensagem que passa com uma certa homogeneidade, ao contrário, por exemplo, da Iniciativa Liberal, que atinge determinados grupos, mas não atinge outros e, portanto, tem uma votação muito menos homogénea territorialmente”, atentou. Apesar de o Chega ter essa homogeneidade, Eduardo Anselmo alertou que a receptividade ainda “não é a mesma em todos os grupos sociais”. “As pessoas com maior formação académica votam menos no Chega. (…) A freguesia no país onde eu vi que André Ventura teve a votação mais baixa foi em Santo António dos Olivais, em Coimbra. Os concelhos onde tem claramente a votação mais baixa são Lisboa, Porto e Coimbra”, notou. No caso de Aveiro, o professor considerou que, apesar de se tratar de um território “tendencialmente de direita”, o concelho seguiu igualmente essa tendência nacional. “Tem uma formação muito acima da média. Significa que o concelho de Aveiro tem uma votação acima da média para António José Seguro”, expôs. Ao analisar os resultados por freguesia, Eduardo Anselmo de Castro destacou a União das Freguesias de Glória e Vera Cruz. “A votação nesta freguesia é muito superior ao resto do distrito de Aveiro. Quando vamos para o sul do distrito de Aveiro, que é a zona mais rural, vai-se aproximando dos sítios onde André Ventura até já ganhou na primeira volta e onde o Seguro tem uma votação mais baixa que é, por exemplo, em Requeixo, Nossa Senhora de Fátima e Nariz”, analisou. “Aí a votação de André Ventura é o dobro daquela que é em Glória e Vera Cruz”, continuou. O docente sublinhou ainda que esta tendência se repetiu a nível distrital. “Para o que seria de esperar no Sul, onde o PS é fraquíssimo como por exemplo em Vagos, Oliveira do Bairro, etc, (…) ganha porque há uma transferência maciça do PSD para António José Seguro”, relembrou. “O PSD do distrito de Aveiro tem uma transferência muito grande, se calhar maior do que a média para Seguro”, acrescentou. Eduardo Anselmo referiu também que uma das razões para o voto em Seguro passou pela “rejeição” do Chega. “Essa rejeição é muito forte, por razões variadas, por parte do eleitorado do PSD. (…) Nestes sítios como o sul do concelho de Aveiro acontece duas coisas contraditórias… Por um lado, é o sítio onde tem mais apoio, mas por outro lado é o sítio onde o PSD tem muita força e manifesta a rejeição no Ventura”, admitiu. Relativamente à segunda volta, o professor alertou ainda para o facto de os votos brancos e nulos serem agora “bastante elevados”. “É mais uma vez, o voto de quem rejeita André Ventura, mas não quer votar, nem aceitar, António José Seguro”, relacionou.

Mau tempo: Caudal da ribeira de Paramos obriga a cortar acesso a Regimento de Engenharia de Espinho
Região

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A zona em causa, no distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, situa-se num dos extremos da lagoa de Paramos, que é contígua à Barrinha de Esmoriz, no concelho vizinho de Ovar, e ficou rapidamente inundada esta manhã, quando as águas galgaram as margens. “Devido às fortes chuvas e consequentes inundações na zona de Paramos, informamos que o trânsito se encontra totalmente cortado na Rua da Costa Verde e na Rua da Praia”, disse fonte da proteção civil, que tem técnicos no local a “monitorizar a situação”. As vias afetadas são a Rua da Costa Verde – que dá acesso ao quartel e, de sul para norte, também ao Oporto Golf Club – e a Rua da Praia – que segue do quartel para os terrenos usados pelo Aeroclube da Costa Verde e daí até à linha da praia e a sua pequena faixa habitacional. Em Portugal, desde o dia 28 de janeiro já várias pessoas morreram na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram ainda centenas de feridos e de desalojados. Inundações, cheias e a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos públicos são as principais consequências do chamado “comboio de tempestades”, de que também vem resultando a quedas de árvores e estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de eletricidade, água e telecomunicações. Com as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e Alentejo a serem as mais afetadas, o Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 de fevereiro para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Mau tempo: Rio Cáster galga margens em Ovar e inunda carros e garagens
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Segundo a corporação de bombeiros voluntários desse concelho do distrito de Aveiro, “a situação está controlada”, mas exige atenção nas próximas horas e na madrugada de quarta-feira, sobretudo quando se intensificar a chuva no município vizinho de Santa Maria da Feira, já que certos cursos de água desse território fluem para Ovar e é o excesso daí decorrente a fazer extravasar o rio e as ribeiras vareiros. “Foi tudo muito rápido e verificou-se sobretudo na zona do Parque Urbano de Ovar”, revelou à Lusa o comandante interino João Paulo Marques, acrescentando que “o Cáster passou as margens e as águas entraram em meia dúzia de carros que estavam estacionados mesmo ao lado, porque os donos deixaram-nos lá como fazem todos os dias, para ir trabalhar”. Dada a localização do parque mesmo no centro da cidade, foram afetados também uns 20 lugares de estacionamento em garagens coletivas de prédios contíguos aos relvados. “A água aí chegou a ter meio metro de altura, mas fizemos uma manobra temporária que garante uma solução rápida ao problema e o excesso já está a escoar, com a situação a ficar normal”, acrescentou o comandante dos Bombeiros Voluntários de Ovar. Também junto ao Cáster foram evacuadas “duas casas ribeirinhas”, em concreto uma instalada num moinho de água e outra que, embora com traça tradicional, também está próxima do rio. Quanto à circulação rodoviária, João Paulo Marques informou que se tem procedido a alguns “cortes temporários de estradas, devido a lençóis de água”, o que é mais frequente nos troços da Estrada Nacional (EN) 109 que atravessam as freguesias de Válega e Arada, dada à depressão do terreno. Em Portugal, desde o dia 28 de janeiro quinze pessoas morreram na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram ainda centenas de feridos e de desalojados. Inundações, cheias e a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos públicos são as principais consequências materiais das tempestades, de que também vem resultando a quedade árvores e estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de eletricidade, água e telecomunicações. Com as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo, e Alentejo a serem as mais afetadas, o Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 de fevereiro para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.