RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

Universidade

Gala Academia d’Ouro distinguiu estudantes-atletas, equipas, treinadores, árbitros e até professores

A Nave Multiusos da Universidade de Aveiro (UA) acolheu mais uma edição da Gala Academia d’Ouro, esta quarta-feira, 27 de novembro, um evento anual que celebrou as conquistas e o talento no desporto académico da UA. Organizada pela Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv), a iniciativa premiou vários estudantes-atletas, treinadores, equipas, árbitros e professores em várias categorias.

Gala Academia d’Ouro distinguiu estudantes-atletas, equipas, treinadores, árbitros e até professores
Isabel Cunha Marques

Isabel Cunha Marques

Jornalista
29 nov 2024, 16:30

Entre os premiados esteve Miguel Monteiro, campeão paralímpico de lançamento do peso F40 e Maria Rei, campeã mundial universitária de canoagem, distinguidos com “Galardão de Ouro” e Manuel Senos Matias, antigo pró-reitor para o desporto na UA, condecorado com o “Prémio Carreira”.

Com uma sala totalmente composta, Wilson Carmo, presidente da AAUAv realçou que aquela moldura humana era a prova do impacto “grande” que o desporto tem tido na UA. “Deixa-me com muito orgulho enquanto presidente da AAUAv (…) Conseguimos enaltecer os feitos de todos”, considerou.

Como balanço da época desportiva 2023/2024, Wilson aproveitou ainda a cerimónia para destacar alguns desses números. No que toca à Taça UA [que surgiu para responder à procura dos atletas não federados pelas competições desportivas], o presidente da AAUAv assegurou que foi a “maior época de sempre”. “Até então nunca tínhamos tido tantos inscritos e (…) tantas modalidades em conjunto a acontecerem numa época desportiva”, salientou. Para Wilson Carmo é com “muito orgulho que vemos esta competição com 22 anos a crescer (…) Há aqui um reconhecimento mais do que justo que temos de dar à Universidade pelo apoio que dá nas infraestruturas, no investimento do desporto e aqui também se deve destacar (…) os núcleos. A Associação Académica tem cerca de 42 núcleos dos quais 34 são do curso. E são estes núcleos que cada vez mais têm um esforço fundamental para trazer atletas à Taça UA”, completou.

Neste seguimento, o presidente da AAUAv deu ainda nota dos Campeonatos Nacionais Universitários (CNUs) referindo que, no ano passado, a Associação Académica e a Universidade de Aveiro atingiram um recorde de participantes. “No ano passado, levamos 375 estudantes atletas às várias modalidades que aconteceram (…) Conseguimos o quarto lugar em tudo. Não foi o melhor lugar de sempre (…) mas foi um crescimento relativamente aos últimos dois/três anos. Isto mostra a resiliência e o esforço dos nossos estudantes atletas”, afirmou. “Não é só sobre medalhas é essencialmente sobre o espírito”, exprimiu Wilson Carmo.

Também presente na cerimónia, Paulo Jorge Ferreira, reitor da UA, aproveitou o seu discurso para ressaltar o “papel do desporto na academia no século XXI”. “Não é um papel secundário é um elemento de construção coletiva, de sentimento de pertença e de formação de uma academia com os olhos postos no futuro mais do que no presente”, sobressaiu.

Na sequência deste pensamento [do futuro], o reitor da UA destacou ainda que quer uma “academia em que todos os membros da comunidade como professores, investigadores, estudantes tenham possibilidade para praticar desporto e acesso à atividade física para sermos mais saudáveis, para termos melhor coesão e para sermos, no fundo, uma academia saudável”.

O evento distinguiu ainda, no que toca à competição da Taça UA como: melhor árbitro Guilherme Casal; melhor equipa o curso de Engenharia Eletrónica e Telecomunicações em atletismo e como melhor colaborador Francisco Domingues. Nos CNUs foram distinguidos: melhor atleta feminino Carolina Fernandes (em natação), melhor atleta masculino Salvador Caldeira (em basquetebol), melhor treinador Miguel Tavares (basquetebol feminino) e melhor equipa basquetebol feminino.

A Gala Academia d’Ouro contou ainda com a estreia de dois troféus em melhor equipa de E-Sports - Equipa de Counter-Strike 2 e equipa revelação - Equipa de Futsal Masculino. Tiago Cruz e a equipa de remo receberam ainda uma menção honrosa.

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Investigadores da UA alertam para contaminação de metais libertados por catalisadores
Universidade

Investigadores da UA alertam para contaminação de metais libertados por catalisadores

Investigadores da Universidade de Aveiro (UA) alertam para o impacto ambiental de metais do grupo da platina, libertados por catalisadores,em ecossistemas aquáticos, com base num estudo feito com mexilhão, hoje dado a conhecer pela instituição académica. O estudo foca-se na platina, no paládio e no ródio, “metais que se acumulam de forma contínua no ambiente e cujosefeitos biológicos permanecem pouco estudados”, e que são libertados por catalisadores automóveis e processos industriais. Especialistas dos departamentos de Biologia e Química avaliaram as respostas da espécie de mexilhão 'Mytilus galloprovincialis' a esses contaminantes. Os mexilhões foram expostos durante 28 dias a concentrações de cada metal, de forma isolada e em misturas. “A platina estimulou o metabolismo energético e ativou mecanismos de desintoxicação em concentrações baixas, enquanto o paládio comprometeu as reservas de energia e a eficiência metabólica dos organismos em doses elevadas". Já o ródio destacou-se pela capacidade de induzir danos oxidativos significativos em lípidos e proteínas”, descreve o estudo. Segundo uma nota de imprensa da UA, as misturas de metais provocaram efeitos “complexos e não lineares” nos bivalves analisados. “As combinações de platina com paládio ou ródio geraram respostas sinérgicas no metabolismo e na limpeza celular, e a exposição simultânea aos três metais revelou um perfil distinto com respostas maioritariamente aditivas”, adianta. Os investigadores consideram que o trabalho realizado “reforça a necessidade de considerar misturas de contaminantes na avaliação de riscos para os ecossistemas costeiros”.

GrETUA recebe espetáculo “Budô” que cruza artes marciais e dança contemporânea
Universidade

GrETUA recebe espetáculo “Budô” que cruza artes marciais e dança contemporânea

O título da peça inspira-se no termo japonês budô (武道), frequentemente traduzido como “caminho do guerreiro”. No entanto, a palavra permite também um jogo de significados: enquanto bu (武) remete para o universo marcial - guerra, combate ou arte militar -, bu (舞) pode igualmente significar dança ou movimento. A criação parte dessa ambiguidade para explorar dois percursos possíveis: o caminho marcial e o caminho da dança. Em palco, Joana Couto e Leonardo Calvino, responsáveis pela direção artística, criação e interpretação, investigam esse território comum através do gesto, da disciplina, da escuta e do movimento. A música original do espetáculo é assinada por Rodrigo Ribeiro. A produção conta ainda com produção executiva e comunicação de Joana Couto e assistência de produção de Susana Loio, e tem o apoio da Direção-Geral das Artes, do balleteatro, do DDD - Festival Dias da Dança, do Instável - Centro Coreográfico, da Sekoia – Artes Performativas e do AgitLAB. Associada à apresentação do espetáculo decorrerá também uma Oficina de Dança e Artes Marciais, orientada pelos dois criadores. A atividade, que já se encontra esgotada, propõe exercícios que cruzam práticas de dança contemporânea e artes marciais, incentivando a exploração da consciência corporal, da escuta ativa, da coordenação e da fluidez do movimento. Os participantes da oficina terão entrada gratuita no espetáculo.

Investigador do CICECO conquista bolsa de 320 mil euros para tratar águas residuais
Universidade

Investigador do CICECO conquista bolsa de 320 mil euros para tratar águas residuais

Estas bolsas, consideradas altamente competitivas, são atribuídas com base no percurso científico dos candidatos e na qualidade do projeto de investigação apresentado. O financiamento permitirá a Nuno Gonçalves desenvolver o projeto PRIME - Photo/Electroactive Membranes for Efficient Wastewater Treatment, que pretende criar novas tecnologias para melhorar o tratamento de águas residuais e facilitar a sua reutilização segura, nomeadamente na agricultura. Segundo explica o investigador, o projeto combina tecnologia de membranas com processos foto e eletrocatalíticos, recorrendo a materiais inovadores produzidos por impressão 3D. Esta abordagem pretende permitir a degradação de poluentes emergentes, como fármacos, pesticidas ou produtos de higiene pessoal, substâncias que muitas vezes não são removidas nos sistemas convencionais de tratamento de águas. Embora a tecnologia esteja inicialmente direcionada para a remoção de poluentes em água, o investigador sublinha que a solução desenvolvida poderá ter também aplicações noutras áreas, como catálise, produção de combustíveis ou conversão de CO₂. O projeto terá a duração de três anos e será desenvolvido no nanoLAB@UA, laboratório do CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro, em colaboração com parceiros internacionais. A bolsa La Caixa Junior Leader integra um programa que visa promover investigação inovadora e de elevada qualidade em Portugal e Espanha, financiando investigadores com potencial para se afirmarem como líderes científicos independentes nas áreas STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática). O processo de seleção envolve várias fases de avaliação científica, incluindo uma entrevista final perante um júri internacional, sendo que a taxa de aprovação ronda os 4%. De acordo com Nuno Gonçalves, este financiamento permitirá consolidar uma linha de investigação própria. “Apoia atividades essenciais como o desenvolvimento experimental da tecnologia, a aquisição de materiais e equipamentos, o reforço de colaborações internacionais e a formação complementar. Na prática, permite acelerar o desenvolvimento de soluções inovadoras para aplicações reais”, refere. Nuno Gonçalves concluiu o doutoramento em Ciência e Engenharia de Materiais na Universidade de Turim, em Itália, no âmbito de um projeto europeu Marie Skłodowska-Curie, dedicado à exploração de tecnologias avançadas para tratamento de água. Durante esse período realizou também estágios de investigação em várias instituições europeias, nomeadamente em França e na Dinamarca. Após concluir o doutoramento, em 2021, ingressou na Universidade de Aveiro, integrando o CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro. Inicialmente desenvolveu trabalho com uma bolsa pós-doutoral Marie Skłodowska-Curie e conta atualmente também com financiamento nacional da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

ISCA-UA recebe segunda edição do evento “Break the Box” dedicada ao empreendedorismo internacional
Universidade

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A iniciativa terá lugar no Auditório Joaquim José da Cunha, no Instituto Superior de Contabilidade e Administração da Universidade de Aveiro (ISCA-UA), sob o mote “Empreender sem fronteiras”, propondo uma reflexão sobre tendências atuais, caminhos práticos para internacionalizar negócios e histórias reais de empreendedorismo com presença global. O programa tem início às 09h30, com check-in, welcome coffee e networking entre participantes. Às 10h00 decorre a sessão de abertura, seguindo-se, às 10h15, um painel dedicado às tendências e oportunidades atuais para internacionalizar. Após a pausa para almoço, às 14h00 terá lugar a receção de participantes para a sessão da tarde, que inclui, às 14h30, um momento dedicado a histórias de sucesso de empreendedorismo internacional, terminando o evento com uma closing keynote às 16h30. Entre os oradores confirmados encontram-se Carlos Figueiredo, fundador e CEO da Flainar, Diego Sampaio, sócio e CEO da Globalfy, Humberto Ferreira, diretor-geral da PRAGMASOFT/Wirtek, Luís Dias Nunes, COO da PRIO Supply, Janet Morais, fundadora e CEO do By KOKET Group, Luís Almeida, Export Area Manager da Heliflex, e Marco Oliveira, Chief Innovation Officer da Uphold. De acordo com a organização, o encontro pretende promover a partilha de experiências sobre internacionalização empresarial, reunindo profissionais com percursos em diferentes mercados e setores, desde tecnologia e energia até indústrias criativas e finanças digitais. A lista de oradores poderá ainda vir a ser reforçada com novas confirmações nos próximos dias. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia através da página oficial do evento, disponível aqui.

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Cais do Paraíso S.A. pede diálogo à CMA e admite negociar, mas avisa que a “paciência não é eterna”
Cidade

Cais do Paraíso S.A. pede diálogo à CMA e admite negociar, mas avisa que a “paciência não é eterna”

Foi na passada terça-feira, dia 10, que o TAF de Aveiro julgou procedente a providência cautelar apresentada em janeiro pelo Ministério Público (MP) contra o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, determinando a suspensão da eficácia do documento aprovado pelo Município de Aveiro. Pela primeira vez a falar à comunicação social sobre o dossier, Munir Asharaf Aly confessou à Ria “não estar contente” com a decisão e procurou explicar a posição da Cais do Paraíso S.A. em todo o processo. A principal crítica do investidor dirige-se à falta de diálogo com o executivo municipal desde a tomada de posse de Luís Souto. Se Munir diz que “não se pode queixar” de José Ribau Esteves, que liderou a autarquia desde que a sociedade adquiriu os terrenos, em 2018, até ao passado mês de outubro, a relação com o atual presidente é descrita de forma bem diferente. Segundo o responsável, o novo líder do Município não só não procurou estabelecer contactos como também “não responde” às tentativas de comunicação feitas pela empresa. Apesar do impasse, o presidente do Conselho de Administração da Cais do Paraíso S.A. não exclui a possibilidade de negociar, quer através da relocalização do investimento, quer através de alterações ao projeto inicialmente previsto. Ainda assim, deixa um aviso: “Aveiro tem que decidir se quer investimentos ou não quer”. “O país está a ficar completamente burocrático e depois queixamo-nos de que os preços da habitação estão altos. Estão altos porque as autarquias não tomam decisões, não dialogam, não conversam, estão entretidas na politiquice e deixam-se passar muitas oportunidades”, acrescenta. Na conversa com a Ria, os responsáveis pela sociedade elogiaram também a postura “construtiva” de Diogo Soares Machado, vereador eleito pelo Chega, durante a reunião de Câmara em que foi discutida a revogação do Plano de Pormenor. Nessa altura, o autarca disse ter apalavrado uma reunião com Nuno Pereira, responsável de desenvolvimento de projetos imobiliários do Mully Group - que, até agora, tem sido a ponte entre a Ria e a Cais do Paraíso S.A. -, mas, desde então, não voltaram a existir contactos, nem com o executivo municipal nem com os partidos da oposição. Disponível para falar “com todos”, Munir afirma ainda que, à exceção desse episódio, nunca foi abordado por responsáveis políticos e que tem procurado dialogar apenas com quem governa a cidade, de forma a evitar ser colocado no centro de “querelas políticas”. No que diz respeito à providência cautelar, a sentença a que a Ria teve acesso indica que, depois de citados, nem o Município de Aveiro nem a Cais do Paraíso S.A. apresentaram oposição. Fonte próxima da sociedade considera, no entanto, que “não faz sentido contestar”. “O que eles [Ministério Público] quiseram foi que não fossem constituídos direitos. [...] Nós também nunca iríamos, perante uma discussão destas e o foguetório que foi feito, aproveitar para pôr um pedido qualquer licenciamento para constituir direitos. Queremos fazer um projeto, não queremos estar a receber indemnizações da Câmara Municipal”, explica. Segundo a mesma fonte, a Cais do Paraíso S.A. já contestou, no entanto, os processos principais, designadamente os interpostos pelo Ministério Público e pela família Bóia. Recorde-se que, de acordo com os proprietários do terreno adjacente aos terrenos da Cais do Paraíso S.A., o executivo liderado por Ribau Esteves, ao aprovar o Plano de Pormenor, terá dado “um alegado privilégio exclusivo a um só promotor”, ignorando os restantes proprietários e desrespeitando um compromisso assumido há mais de 50 anos com a família. Munir Asharaf Aly rejeita essa interpretação e contradiz a narrativa de que Ribau Esteves terá desenhado o plano “à medida do investidor”. Segundo afirma, aconteceu “bem pelo contrário”. Um dos exemplos apontados é a solução para o estacionamento, que o ex-presidente da Câmara terá exigido que seguisse o mesmo modelo adotado no Rossio. “Ele cortou a área de construção, cortou acesso ao edifício, cortou isso tudo, não nos deixou fazer as garagens como nós queríamos e obrigou-nos a fazer de outra forma, que era bastante mais oneroso”, refere. Outra fonte próxima da sociedade acrescenta que o Plano de Pormenor foi elaborado por imposição do antigo autarca e “por causa da questão dos Bóia”. Segundo explica, “não precisamos do terreno dos Bóia para nada, porque nós cumprimos [...] com aquilo tudo e não ganhamos capacidade construtiva pelo facto do terreno dos Bóia ter ou não capacidade construtiva. O presidente mandou-nos, na altura, falar com o Bóia, porque, no entendimento estético dele da cidade, ele achava que ter ali construção naquele terreno e o hotel por trás ia ficar mal. E nós andámos em negociações com o Bóia”. Apesar de continuar interessado em avançar com o projeto, Munir recorda que o processo se arrasta há vários anos. “Temos alguma paciência, mas não é eterna”, sublinha, lembrando que aguarda uma solução há cerca de oito anos e que o mercado imobiliário é volátil, o que poderá obrigar a reavaliar o investimento caso o processo continue bloqueado.

Investigadores da UA alertam para contaminação de metais libertados por catalisadores
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Primeira mulher presidente da Associação Académica da UA apresenta livro este sábado em Aveiro
Cidade

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A iniciativa pretende assinalar o lançamento da obra num momento de encontro entre autora e leitores, sendo aberta ao público. A sessão terá lugar na livraria localizada no Edifício Avenida, na Avenida Lourenço Peixinho.  Residente em Aveiro, Margarida Calafate Ribeiro é investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e uma das académicas portuguesas mais reconhecidas na área dos estudos pós-coloniais, dedicando grande parte do seu trabalho à análise da literatura, da memória e das representações da guerra colonial. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Aveiro, concluiu posteriormente mestrado na Universidade Nova de Lisboa e doutoramento em Estudos Portugueses no King's College London, tendo desenvolvido carreira académica internacional e participado em diversos projetos de investigação e programas de doutoramento. Durante o seu percurso universitário em Aveiro, Margarida Calafate Ribeiro destacou-se também no movimento estudantil, tendo sido presidente da direção da Associação de Estudantes da Universidade de Aveiro, entre 1983 e 1984, tornando-se a primeira mulher a assumir a liderança da estrutura estudantil da academia aveirense.