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IL-Aveiro teme que “perfil autárquico” de Ribau Esteves “possa resultar numa visão pouco reformista”

Cláudia Rocha, líder do grupo parlamentar da Iniciativa Liberal (IL) na Assembleia Municipal de Aveiro (AMA), disse à Ria hoje, dia 12, que o percurso de José Ribau Esteves, candidato único à Comissão de Coordenação do Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), lhe dá um “conhecimento profundo da região”, mas assinala que pode ter uma “visão pouco reformista”. No dia das eleições, deputada preferiu não adiantar o sentido de voto dos liberais.

IL-Aveiro teme que “perfil autárquico” de Ribau Esteves “possa resultar numa visão pouco reformista”
Gonçalo Pina

Gonçalo Pina

12 jan 2026, 14:56

A poucas horas da sessão da Assembleia Municipal extraordinária onde se vai votar a presidência da CCDRC, Cláudia Rocha colocou algumas reservas em relação à eleição de Ribau Esteves para o cargo. Recorde-se que o ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) vai a votos sozinho e conta com o apoio dos líderes do PS e do PSD, José Luís Carneiro e Luís Montenegro.

Para a liberal, os sete mandatos autárquicos do candidato – quatro à frente da Câmara Municipal de Ílhavo e três à frente da Câmara Municipal de Aveiro – são “importantes” e conferem um “conhecimento profundo da região” a Ribau Esteves. No entanto, o “perfil marcadamente autárquico” pode, no entender da deputada, acarretar uma “visão pouco reformista ou muito limitada”.

“Esperamos que o presidente da CCDR […] tenha também a capacidade de construir pontes e consensos, algo que muitas vezes foi acusado de não conseguir fazer pelos seus adversários. Aquilo que esperamos é que se consiga libertar um pouco do seu percurso autárquico e que consiga canalizar a experiência para projetos inovadores para a região”, acrescentou Cláudia Rocha.

A deputada da IL preferiu não antecipar o sentido de voto do grupo parlamentar, “realçando que ele é individual”. Segundo afirma, o partido também não emitiu qualquer orientação sobre o sentido de voto, “deixando a cada deputado a responsabilidade de decidir”.

Cláudia Rocha deixou críticas ao modelo das CCDRs, que diz “não funcionar como a descentralização de que gostaríamos [a IL]” e acrescenta uma “camada de burocracia extra com pouca responsabilidade política”. No mesmo sentido, apontou o dedo ao acordo que entendimento que leva a que Ribau Esteves seja candidato único à presidência do órgão: “O que vemos são acordos entre PS e PSD para decidir quem é que fica com o quê, o que levanta questões óbvias de pluralismo, representatividade e até legitimidade, uma vez que não são eleitos diretamente pelos cidadãos”.

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Apesar do apoio de José Luís Carneiro, secretário-geral do Partido Socialista, a eleição de José Ribau Esteves, ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), para a presidência da CCDRC não é consensual entre todos os eleitos do PS. Recorde-se que tanto Hugo Oliveira, presidente da Federação Distrital do partido, como os vereadores eleitos para a CMA já manifestaram a sua oposição relativamente à votação no ex-autarca. José Ribau Esteves é candidato único à presidência do órgão nas eleições que decorrem esta tarde em sede de Assembleia Municipal extraordinária e conta com o apoio dos líderes de PS e PSD. Contactada pela Ria, Cláudia Cruz Santos juntou o seu nome ao dos restantes eleitos locais do partido que já se pronunciaram. Assegurando que fala apenas a título pessoal, a líder da bancada parlamentar dos socialistas deu nota de que não vai votar no ex-autarca porque, acredita, “o legado que deixou em Aveiro, o autoritarismo na tomada de decisões e a desconsideração de pareceres alheios mostram que não é uma boa escolha”. A possibilidade de existirem benefícios em ter um ex-autarca do concelho a presidir à CCDRC foi descartada pela deputada, que diz que “não vejo como” possa haver pontos positivos. No entendimento de Cláudia Cruz Santos, “mesmo quando foi presidente da Câmara de Aveiro, [Ribau Esteves] tomou decisões péssimas para o concelho. […] Sempre que olho para o Rossio penso na tristeza sem árvores, na tristeza de betão em que este Rossio se tornou. Temos agora o dossier do Cais do Paraíso, que me parece extraordinariamente problemático, temos decisões tomadas no fim do mandato relativamente à Lota… Parece-me que há muitas razões muito concretas para não votar em Ribau Esteves para a CCDRC”. A deputada não faz previsões daquela que possa a ser a distribuição final de votos em branco ou nulos, mas admite que “muitos autarcas tenham dúvidas relativamente à adequação da escolha e até que essas dúvidas sejam transversais a várias forças políticas”. “Em Aveiro talvez possamos dizer que temos um conhecimento mais próximo das características do senhor engenheiro Ribau Esteves como autarca. Ele acompanhou-nos nos últimos 12 anos, tomou decisões que acho que foram muito prejudiciais para Aveiro e, sobretudo, não tem uma cultura democrática de ouvir e respeitar quem pensa diferente”, acrescentou.

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Segundo um comunicado da PSP, no momento da interceção, o suspeito encontrava-se na posse de cerca de 43 doses individuais de produto estupefaciente (cocaína). Para além a droga, a PSP refere que foi apreendido "numerário em notas e moedas do Banco Central Europeu, por haver fortes indícios de constituir produto e/ou instrumento de atividade ilícita". De acordo com a mesma nota, o suspeito encontrava-se referenciado pela Polícia por indícios da prática reiterada do mesmo tipo de ilícito criminal, tendo já cumprido pena de prisão efetiva por duas vezes.

Alberto Souto acusa Luís Souto e Ribau Esteves de “crime urbanístico” no Cais do Paraíso
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Na publicação, Alberto Souto de Miranda começa por contextualizar que, tal como avançado pela Ria, as buscas na PJ na Câmara de Aveiro estão relacionadas com o processo do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso. Face às declarações de Luís Souto de Miranda, presidente da Câmara de Aveiro, o socialista acusou-o de sacudir a “a água do capote” ao dizer que o processo “vem do passado”. Também num comentário breve às palavras de José Ribau Esteves, ex-presidente da Câmara de Aveiro, escreveu que o mesmo diz que “já há muito trabalho do atual executivo neste processo”. “Cada um espeta a sua faca no outro, mas têm razão os dois. Estão ambos implicados. O ex-presidente porque foi o autor primeiro de um crime urbanístico. O atual presidente porque, como presidente da AM, foi co-autor daquele e porque foi agente do mesmo crime, por vontade própria, quando fez ressuscitar o que morto estava”, atira Alberto Souto de Miranda. No seguimento do texto, o socialista questiona ainda: “Que estranhíssima razão estará na base da pressa de Ribau Esteves? Talvez as investigações apurem. Que intrigante razão poderá explicar a teimosia do atual em tornar a perpetrar o mesmo crime?”. “É o mistério do Cais do Inferno: estavam os dois alertados para as ilegalidades e arriscaram cometê-las”, responde. Alberto Souto de Miranda sugere ainda, que tanto Luís Souto de Miranda como Ribau Esteves, estavam “cientes da manipulação de um Plano para favorecer um privado em detrimento de outros e optaram pela manipulação gravosa”. “Preferiram tomar decisões irracionais (porque não fundadas em argumentos racionais), irresponsáveis (porque desconsideram o risco legal) e esteticamente absurdas. Quiseram mesmo violar as regras urbanísticas e quiseram mesmo beneficiar esse privado. É tudo muito estranho”, diz. Recorde-se que na reunião extraordinária da Câmara Municipal de Aveiro, há precisamente um mês, foi aprovada a revogação do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso. No entanto, dez dias depois, na Assembleia Municipal, o documento acabou por não ser aprovado. Ainda num comentário às declarações recentes de ambos [Luís Souto e Ribau Esteves], o socialista cita-os ao dizerem à comunicação social que estão “tranquilos”. Face a isto, numa crítica direta, Alberto Souto diz que “é a serenidade da inconsciência”. “São criminosos urbanísticos sem arrependimento dos crimes. Não têm noção da gravidade dos seus atos”, insiste. “É lamentável. Porque o dolo foi patente. O crime urbanístico também. De tão flagrante dispensa até averiguações”, continua referindo que quanto a crime “penal” caberá ao Ministério Público e aos tribunais averiguar e decidir se alguém deve ser responsabilizado. “Aí vale a presunção de inocência”, sugere. “Certo é que estavam ambos alertados para a insensatez urbanistica, para a ausência de avaliação ambiental estratégica, para a falta de perequação e para o benefício intencional de um privado em detrimento de outros. Ambos quiseram cometer um crime urbanístico. Ambos quiseram assassinar o equilíbrio paisagístico, matar o equilíbrio dos interesses e abdicar de defender o interesse público. Foram os dois cúmplices e coautores”, insiste Alberto Souto de Miranda. Comparando a atitude a um “drone remoto”, o socialista acusa-os ainda de estarem a disparar “um contra o outro”. “Mas um já está eleito e o outro eleito será, hoje. Fretes pagos. Cinismo exposto. Política com indiferença ética”, admite. Alberto Souto de Miranda sugere ainda que as buscas e investigações, em vésperas da entrada de Ribau Esteves na CCDR-Centro, são um “fator de desprestígio da independência do Ministério Público”. “Mas isso são outros quinhentos, que sempre verbero. Sejam as vítimas de esquerda ou de direita”, refere. Sobre a entrada de Ribau Esteves na presidência da CCDR-Centro, o socialista diz que ainda “há semanas” que lhe deu os parabéns pelo novo cargo. “Ainda não era público. Já era, porém, conhecido, o preço por que se vendeu. A política com rectidão, essa, anda muito mais cara”, atira. Acrescenta ainda: “Ribau irá para a CCDRC mau grado estas investigações e outras que vão surgir. Ainda agora veio a lume a sua condenação pelo Tribunal de Contas por violação reiterada das suas recomendações. Mas ninguém olha para o cadastro…”. O socialista remata a publicação salientando que com “com crime penal ou sem ele, o essencial é que o PP do Cais do Paraíso seja anulado administrativamente para todo o sempre”. “Começo o ano com esse optimismo…”, finaliza.

Joaquim Marques acredita que eleitos da ‘Aliança’ vão todos votar em Ribau Esteves para a CCDRC
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No dia em que os autarcas da região centro são hoje chamados a votar para a presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Centro (CCDRC), Joaquim Marques reafirma a posição do partido e garante que é “indiscutível” que Ribau Esteves tem perfil para o cargo: “a experiência dele fala por si”. Recorde-se que a Assembleia Municipal de Aveiro reúne hoje, dia 12, em sessão extraordinária, para a votação. José Ribau Esteves é o único candidato e conta com o apoio dos líderes do PS e do PSD, José Luís Carneiro e Luís Montenegro. Joaquim Maques acredita mesmo que deve haver poucos votos em branco ou votos nulos, uma vez que “Ribau Esteves é uma figura mais ou menos consensual”. “É uma figura conhecidíssima da região e não levantou muitos anticorpos junto dos colegas autarcas da região. É uma pessoa com muita experiência, não só como presidente da Câmara, mas também como presidente da CIRA e de várias comissões da ANMP”, acrescenta. Apesar de se dizer “convencido” de que todos os eleitos pela coligação ‘Aliança com Aveiro’ vão votar no nome do ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), o deputado garante que “não deu disciplina de voto a ninguém” e que “cada um votará de acordo com a sua consciência”.

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Ílhavo abre inscrições até março para o Concurso Literário Jovem
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Segundo uma nota de imprensa enviada às redações, as oficinas promovidas nos Agrupamentos de Escolas vão decorrer entre 19 e 21 de janeiro e vão ser dinamizadas por Adélia Carvalho, autora de inúmeros livros infantis, atualmente dedicada em exclusivo à escrita. No que toca ao concurso, a iniciativa destina-se a alunos de “qualquer estabelecimento de ensino público do Município de Ílhavo do Ensino Básico 1.º, 2.º e 3.º ciclos e do Ensino Secundário”. A atividade “visa fomentar hábitos de leitura em crianças e jovens, criar e consolidar hábitos de escrita, promover a escrita criativa e premiar e divulgar textos inéditos dos géneros poético e narrativo dos alunos do município”. No comunicado, a autarquia esclarece ainda que os participantes podem concorrer “em duas categorias- texto poético e narrativo - com apenas um trabalho em cada uma das categorias”. Cada categoria tem ainda quatro subcategoria: uma por cada ciclo de ensino. O Município refere que os textos devem ser enviados “até 6 de março para o endereço de e-mail [email protected], com o assunto ‘Concurso Literário Jovem 2025/2026’, juntamente com a ficha de inscrição devidamente preenchida”. As normas de participação e a ficha de inscrição estão disponíveis nos sites da Câmara e da Biblioteca de Ílhavo. A cerimónia de entrega de prémios decorrerá no dia “23 de abril de 2026”. “Em cada subcategoria são atribuídos os seguintes prémios: 1.º prémio, 100 euros; 2.º prémio, 75 euros; 3.º prémio, 50 euros; menções honrosas, 25 euros. À escola que obtiver maior número de trabalhos premiados ser-lhe-á atribuído o 'Prémio Escola', no valor de 150 euros. Os prémios são atribuídos em vales a serem descontados nas papelarias aderentes”, esclarece o comunicado.

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De acordo com dados do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) e do Instituto Nacional de Estatística, com exceção do período entre 2020 e 2022 devido à pandemia de covid-19, só em 1996 se encontra um valor mais baixo de espectadores de cinema em Portugal, de 10,4 milhões. No campo das receitas, o valor atingido no ano passado foi de 70,5 milhões de euros, uma redução de 3,9% em comparação a 2024. Segundo dados do ICA divulgados hoje, o filme mais visto do ano foi “Lilo e Stitch”, de Dean Fleischer Camp, por 667 mil espectadores, seguindo-se o filme de “Minecraft”, de Jared Hess, com 503 mil, e “Zootrópolis 2”, de Byron Howard e Jared Bush, com 428 mil. Em quarto lugar surge a única presença lusófona nos 10 filmes mais vistos em Portugal: o brasileiro “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, com 385 mil entradas. A produção portuguesa mais vista do ano foi “O Pátio da Saudade”, de Leonel Vieira, com 69 mil espectadores, do mesmo autor de “O Pátio das Cantigas”, de 2015, que contou com 608 mil.