Ranking Shangai: UA acompanha tendência nacional e salta fora do top-500 universidades do mundo
À semelhança do que aconteceu com todas as Instituições de Ensino Superior nacionais classificadas no ranking de Shangai – à exceção da Universidade de Coimbra -, a Universidade de Aveiro (UA) caiu na tabela e passou do top-500 para o top-600. O que mais contou para a descida no ranking foi o número de artigos indexados no ‘Science Citation Index-Expanded’ e no ‘Social Science Citation Index’ e o resultado ponderado por docente equivalente a tempo inteiro.
Redação
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O rombo no ranking de Shangai foi geral e a Universidade de Aveiro não ficou de fora: as Universidade do Porto e de Lisboa passaram do top-200 do mundo para o top-300; a Universidade do Minho veio do top-600 para o top-900; e a Universidade da Beira Interior, que se tinha estreado na edição anterior, saiu das mil instituições destacadas no ano anterior. A única a fugir à tendência foi a Universidade de Coimbra, que recuperou a posição no top-500, depois de, no último ano, ter caído ao top-600.
Percurso inverso ao conimbricense foi feito pela UA, que foi atirada para o top-600 – uma posição que a instituição já não ocupava desde 2020, sendo que, em 2021, caiu para o top-700 e depois deu o salto para o top-500.
Universidade de Aveiro perdeu pontuação em todos os parâmetros
Para chegar ao resultado final, o ranking de Shangai avalia 2500 instituições de ensino superior globais em cinco parâmetros diferentes: alumni com Prémio Nobel ou Medalha Fields (o ‘Nobel’ da Matemática), ponderado em 10%; docentes com Prémio Nobel ou Medalha Fields, ponderado em 20%; investigadores altamente citados pela ‘Clarivate’, ponderado em 20%; artigos publicados em ‘Nature’ e ‘Science’, ponderado por 20%; artigos indexados no ‘Science Citation Index-Expanded’ e no ‘Social Science Citation Index’, ponderado em 20%; resultado ponderado por docente equivalente a tempo inteiro, ponderado em 10%.
Nos dois primeiros parâmetros, naturalmente, a UA não tem qualquer ponto – como aconteceu sempre na história do ranking. Depois, em todos os outros campos, registou-se uma descida de pontuação: em investigadores citados pela ‘Clarivate’, a pontuação caiu de 13.2 para 12.7; em artigos publicados em ‘Nature’ e ‘Science’ caiu de 3.7 para 3.3; %; em artigos indexados no SCIE e no SSCI desceu de 29.2 para 27.3; em resultado ponderado por docente equivalente a tempo inteiro, foi de 22.4 para 20.5.
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