Diogo Soares Machado acusa Luís Souto de “cobardia política” no caso ADSE de Aradas
O candidato do Chega à Câmara Municipal de Aveiro (CMA), Diogo Soares Machado, reagiu esta segunda-feira à noite, através de uma publicação nas redes sociais, à polémica em torno da inscrição indevida de Catarina Barreto na ADSE, acusando o candidato da coligação 'Aliança com Aveiro', Luís Souto de Miranda, de “cobardia política” e de “pactuar com comportamentos ilegais e inaceitáveis”.
Redação
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Na publicação, o líder local do Chega critica o facto de Luís Souto manter a confiança na atual presidente da Junta de Freguesia de Aradas e recandidata ao cargo, apesar de, segundo Diogo Soares Machado, estarem “confirmadas pela investigação jornalística da Ria as suspeitas de que a autarca esteve indevida e ilegalmente inscrita na ADSE durante quase cinco anos”. O candidato acusa ainda o cabeça de lista da coligação de “insultar adversários políticos” e de “dar o dito por não dito”, ao afirmar que o caso “está encerrado”.
Na mensagem, Diogo Soares Machado elenca um conjunto de perguntas que, considera, permanecem sem resposta. Entre elas, o candidato do Chega quer saber “qual o montante total de que beneficiou indevidamente a autarca por via da ADSE”, “quem assinou a inscrição que a identificava como funcionária da Junta” e “se algum funcionário da autarquia foi alvo de inquérito ou processo disciplinar” por ter inscrito indevidamente Catarina Barreto na ADSE. Questiona também “se o valor devolvido só o foi devido à denúncia anónima de outubro de 2022” e “quem suportou as despesas com advogados e custas judiciais no processo em que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro obrigou a Junta a entregar a documentação”.
Para o candidato do Chega, o episódio revela “um modo de estar inaceitável na causa pública” e denuncia “a falta de transparência e responsabilidade política” da presidente da Junta e do candidato da coligação 'Aliança com Aveiro'. “Se alguém nos roubar hoje e devolver o nosso dinheiro daqui a cinco anos, depois de ser apanhado, afinal não roubou?”, questiona Diogo Soares Machado no final da publicação, prometendo que, caso seja eleito, vai “investigar profundamente toda a situação e exigir explicações e responsabilidades”.
Diogo Soares Machado deixou ainda críticas ao PS-Aveiro e ao candidato socialista à Câmara Municipal, Alberto Souto. Lamentou que “nunca tenham tido uma palavra sobre todo este caso indigno e inacreditável”, considerando que a ausência de reação revela “falta de sentido de responsabilidade perante os cidadãos”.
A reação surge depois da Ria - Rádio Universitária de Aveiro ter revelado que a ADSE confirmou a utilização indevida de cuidados de saúde por parte de Catarina Barreto, que esteve inscrita no subsistema entre janeiro de 2018 e novembro de 2022, apesar de não ter vínculo de emprego público - requisito legal para o acesso. A autarca alega que confiou nos serviços administrativos da Junta e classifica o episódio como um “erro administrativo”, garantindo ter devolvido as verbas indevidamente recebidas.
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