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Vereador do Chega “descartou absolutamente” coligação pós-eleitoral com ‘Aliança’ durante a campanha

Diogo Soares Machado, à época candidato do Chega à Câmara Municipal de Aveiro (CMA), disse, em agosto passado, em entrevista à Ria, que “descartava absolutamente” uma coligação pós-eleitoral com a ‘Aliança com Aveiro’ por não querer “violentar” os mandatos do Chega ao “governar com as ideias dos outros”. O acordo entre ambas as forças políticas para governar a autarquia em maioria foi oficializado esta semana.

Vereador do Chega “descartou absolutamente” coligação pós-eleitoral com ‘Aliança’ durante a campanha

As declarações remontam a dia 18 de agosto de 2025, quando o Chega entregava no Tribunal de Aveiro as suas listas de candidatos aos órgãos autárquicos do Município. Após ser questionado sobre a possibilidade de entrar numa coligação pós-eleitoral para governar a autarquia com a ‘Aliança’ – caso houvesse abertura do lado de Luís Souto, na altura como cabeça-de-lista da coligação entre PSD, CDS-PP e PPM -, Diogo Soares Machado começou por dizer que “nós o que temos que fazer é falar com as pessoas, ouvir as pessoas, trazê-las para o nosso seio e ter o nosso resultado eleitoral”.

Perante a insistência da Ria, o agora vereador confirmou que “descartava absolutamente” a possibilidade de se vir a aliar a Luís Souto. “Nós temos que cumprir os nossos mandatos. E os nossos mandatos serão conferidos, sejam eles quantos forem, com base nas nossas ideias e no nosso programa. Não podemos, obviamente, violentar os mandatos que nos foram conferidos governando com ideias de outros”, apontou Diogo Soares Machado.  

Esta não foi a primeira vez que o vereador abordou o assunto. Semanas antes, na sede do partido, aquando da apresentação da sua candidatura, Diogo Soares Machado também foi questionado sobre a ideia de se poder vir a coligar após as eleições, mas respondeu de forma mais contida: “Estamos no início do processo. Seria precipitado da minha parte estar a analisar cenários de alianças pós-eleitorais. Nós concorremos para ganhar. Ponto final. Os aveirenses vão ter uma palavra a dizer e no final disso analisaremos o cenário. Não estou a colocar nem fora nem dentro. Agora, não quero uma coligação, não quero. Queremos ganhar e queremos governar e mostrar que já chega dos mesmos sempre”.

Recorde-se que, na passada terça-feira, dia 28, foi aprovada a passagem de Diogo Soares Machado a vereador em regime de tempo inteiro. Na sequência dessa decisão, foi enviado às redações um acordo de governação assinado pela Comissão Política de Secção de Aveiro do PSD e o Chega-Aveiro, que está válido até 2029. Em entrevista à Ria, Diogo Soares Machado aponta que há uma “visão consensualizada” da cidade entre as forças políticas e que, apesar de haver divergências, Chega e ‘Aliança’ estão de acordo na “maioria” dos assuntos.

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