Greve Geral: União dos Sindicatos de Aveiro relata maior adesão à greve em relação a dezembro
Parte do país para hoje, dia 3, devido à greve geral marcada pela Confederação-Geral de Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN) em protesto com o pacote laboral defendido pelo Governo. À Ria, Adelino Nunes, da União dos Sindicatos de Aveiro, disse que a adesão à greve está a ser “superior” aos valores registados na mobilização do passado dia 11 de dezembro.
Gonçalo Pina
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Nas palavras do dirigente sindical aveirense, a greve geral está a correr “muito bem”. Adelino Nunes nota o aumento da adesão face à greve geral do passado dia 11 de dezembro – uma ação também marcada pela CGTP-IN contra as alterações à lei laboral -, algo que está em consonância com o que se “sentia” quando os sindicatos reuniam em plenário com os trabalhos.
“Os trabalhadores rejeitam por completo este pacote laboral e a forma de o demonstrar é com esta adesão massiva a esta greve geral […] Tendo em conta a informação que já nos chegaram […], mesmo no setor privado temos adesões superiores às que tínhamos em dezembro - o que vem desmontar a falácia que o Governo utiliza de que só os trabalhadores da função pública fazem greve”, assinala Adelino Nunes.
O responsável acredita que pode haver várias explicações para o aumento da participação. No seu entender, uma das principais razões pode ser o reforço do contacto dos sindicatos com os trabalhadores, que ganharam maior “consciência” do que o pacote laboral representa.
Adelino Nunes sustenta ainda que a maior rejeição às alterações também se pode prender com a “prepotência” e “arrogância” de Maria Palma Ramalho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social de Portugal, e de Luís Montenegro, primeiro-ministro. O dirigente entende que o facto de a proposta de lei prever que, no âmbito do banco de horas individual, as empresas podem solicitar horas extra sem antecedência “vem confirmar que o banco de horas é trabalho extraordinário não pago”.
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