Metrobus: Mais de 60 milhões para unir o centro de Ílhavo e a Universidade de Aveiro
Luís Souto Miranda, presidente da Câmara Municipal de Aveiro, e Rui Dias, presidente da Câmara Municipal de Ílhavo (CMI), avançaram na passada segunda-feira, dia 21, mais detalhes sobre o projeto de metrobus que deve vir a unir ambos os concelhos, segundo avança o Diário de Aveiro. As primeiras “notas” indicam que o investimento deve rondar os 60 milhões de euros e que o traçado deve ir desde a estação ferroviária até ao centro de Ílhavo, passando pelo caminho pelo Hospital, pela UA e pelo PCI.
Gonçalo Pina
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No âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, Luís Souto, presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), e Rui Dias, presidente da Câmara Municipal de Ílhavo (CMI), estiveram juntos esta segunda-feira, dia 21, numa conversa sobre mobilidade ciclável que teve lugar na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré. O momento serviu para que os autarcas se debruçassem um pouco mais sobre o projeto que promete unir os dois concelhos: o metrosbus anunciado pelo edil aveirense na passada quarta-feira, dia 16.
Recorde-se que o metrobus – sistema BRT (Bus Rapid Transit) - é um sistema de transporte público de passageiro rodoviário, totalmente elétrico e que opera em via dedicada. Atualmente, o modelo já está a ser aplicado entre Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã e no Município do Porto.
Segundo noticia o Diário de Aveiro, Luís Souto revelou que o “esboço” existente prevê uma extensão de linha de sete quilómetros: “Numa primeira fase, [será feita] a ligação do terminal rodoviário à estação ferroviária, atravessando o centro da cidade, o hospital, a UA e o PCI - Parque de Ciência e Tecnologia da Região de Aveiro, até chegar ao centro de Ílhavo”. No futuro, diz ainda o presidente, poderá “haver outras ramificações”.
Embora o projeto ainda esteja numa fase muito embrionária, Luís Souto já coloca um valor em cima da mesa – estima-se que o investimento global possa rondar os 60 milhões de euros. Não obstante, as autarquias vão agora “pedir a uma consultora para realizar um estudo com um maior grau de definição”, sendo que já têm “umas notas sobre a viabilidade e custos necessários”.
Como já tinha dito em conversa com a Ria, o presidente da CMA voltou a não se mostrar preocupado com o financiamento para o projeto: “No nosso entendimento, haverá financiamentos que irão cobrir a maior parte do investimento. O modelo da própria concessão, construção e até de exploração poderá ser único”.
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