Luís Souto reage a críticas à identidade da CMA: “Está bonita, alegre e representa o «A» de Aveiro”
A sessão de setembro da Assembleia Municipal de Aveiro (AMA), que começou esta segunda-feira, dia 21, foi palco para que Luís Souto Miranda, presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), reagisse às críticas à nova identidade do Município. O autarca considera que a alteração “resultou” e diz que, para além de os esclarecimentos já terem sido prestados, a escolha de uma solução interna na Câmara foi uma forma de “poupar dinheiro”.
Gonçalo Pina
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O tema da nova identidade para o Município de Aveiro foi introduzido por Ernesto Barros, cidadão que interveio antes da Ordem do Dia – que já esteve como deputado municipal eleito pelo CDS-PP e que se candidatou às últimas eleições autárquicas nas listas do Chega. O antigo responsável centrista disse que esteve na Exposição Canina durante a última semana – sendo que a “Exposição Canina e Felina Internacional de Aveiro” só se realiza no próximo fim-de-semana, entre 26 e 27 de setembro – e que “muitos estrangeiros vieram perguntar se Aveiro tinha mudado de nome”.
“É Aveiro, não é Veiro. Tirem-me este monte de sal daqui, metam-no em cima ou em baixo, mas, por amor de Deus, ponham-me lá um A. Aveiro não pode perder a sua dignidade, nem pode perder a sua independência”, criticou.
Na resposta, Luís Souto, presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), criticou a posição de Ernesto Barros, que, afirma, tentou exercer atividade política como elemento externo à Assembleia. No que ao logotipo diz respeito, o autarca denunciou a forma como o ex-deputado disse ter tomado conhecimento das críticas ao trabalho da Câmara: “O senhor não gostou e então foi à Feira Canina e Felina… parece que ainda nem abriu, mas não sei se foram os cães e gatos que «Miau e etc». Entretanto foram-se instalando e dizem «Olha, não gostamos do novo logotipo»”.
O presidente da Câmara frisou também que “a imagem tem resultado muito bem” e que “está bonita, alegre e representa o «A» de Aveiro”. Nas suas palavras, o conceito apresentado enaltece a presença da letra inicial e vem corrigir muitas pessoas que, ao invés de pronunciar “Aveiro”, dizem “Âveiro”.
À boleia de Ernesto Barros, Diogo Gomes, deputado municipal eleito pela Iniciativa Liberal, também pediu explicações sobre a “verdadeira necessidade”, a “prioridade” e o “custo” – “Custou sem dúvida algum dinheiro, mesmo que [tenha sido feito por um] funcionário da Câmara. Custou dinheiro, porque é tempo do horário público que foi gasto. E quanto mais dinheiro vamos gastar na implementação? Estamos a mudar a sinalética em todo lado, é preciso vinis novos, os materiais têm de ser reproduzidos, as plataformas têm que ser alteradas”.
O liberal apontou ainda que ninguém foi consultado acerca da mudança de identidade e considerou que “o processo foi completamente atabalhoado”.
Luís Souto referiu que “há muita gente que ficou zangada e veio cá para fora criticar o trabalho de uma profissional da Universidade de Aveiro, mas que, entretanto, entrou para a Câmara” – recorde-se que, em agosto, a Ria falou com vários docentes e estudantes do Departamento de Comunicação e Arte (DeCA) da UA, que disseram não compreender a alteração. A escolha dos recursos internos para conduzir este processo foi uma solução para, de acordo com o autarca, “poupar dinheiro”, e os esclarecimentos já foram prestados no devido momento: “Houve uma conferência de imprensa […] com a criativa que fez o desenvolvimento e o conceito para perceber melhor […] A Câmara não se importa de fazer mais uma ação para a especialista explicar uma imagem que eu acho que resultou, é muitíssimo fresca e bonita”.
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