Hospital: PS e Chega exigem mais; Luís Souto garante pressão, mas recusa “incendiar redes sociais”
Durante o Ponto Antes da Ordem do Dia da sessão da Assembleia Municipal de Aveiro de setembro, que decorreu nesta segunda-feira, dia 21, PS e Chega manifestaram-se pela urgência da obra de ampliação do Hospital de Aveiro. Ao passo que Armando Grave, do Chega, frisou a necessidade de insistir na pressão ao Governo, Rosa Aparício, do PS, criticou o adiamento de uma promessa eleitoral da ‘Aliança com Aveiro’ (PSD/CDS). Na resposta, Luís Souto lembrou que as Câmaras não fazem hospitais e garantiu que tem usado todas as oportunidades para colocar o assunto na agenda.
Gonçalo Pina
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Na sequência da impugnação judicial da adjudicação do projeto de ampliação do Hospital de Aveiro, que foi tornada público no passado dia 5, o tema voltou a ser discutido na sessão da Assembleia Municipal de Aveiro (AMA) desta segunda-feira, dia 21. O primeiro a tomar da palavra para se debruçar sobre o assunto foi Armando Grave, eleito pelo partido Chega, que alertou para um problema que, diz, vai além da dimensão municipal, uma vez que a sua resolução vai permitir aliviar pressão de outras estruturas hospitalares.
Para além de instar o executivo municipal a juntar-se ao Chega num exercício de pressão ao Governo para “construir ou reconstruir o hospital”, Armando Grave anunciou que os responsáveis do seu partido já reuniram com o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro (ULS-RA), mas saiu sem respostas concretas.
Do outro lado da bancada, o Partido Socialista também trouxe o Hospital para cima da mesa. Pela boca da deputada Rosa Aparício, os socialistas lembraram a candidatura “a um programa nacional de 50 milhões de euros para a requalificação das urgências do SNS” e acusaram Luís Souto de ter entregado uma “mão cheia de nada” quando disse que “existem indicações de que a urgência poderá entrar em obras”.
Recorde-se que, na reunião da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) do passado dia 11, Luís Souto adiantou que “há indicações de que o Serviço de Urgência possa vir a ter, bem antes do projeto maior, uma nova realidade”. “A confirmar-se a requalificação do serviço de Urgência é um passo concreto muito importante e que resolve uma carência gritante”, apontava na altura.
Rosa Aparício frisou, durante a Assembleia, que “o Hospital não precisa apenas de uma intervenção na urgência, [mas sim da] prometida ampliação” – ampliação essa que, recordou também, foi tema na apresentação de Luís Souto enquanto candidato à Câmara Municipal de Aveiro; na altura, como noticiou a Rádio Ria, o primeiro-ministro Luís Montenegro disse esperar que o projeto já estivesse em fase de obra aquando das eleições autárquicas, mas foi prontamente desmentido pelo ex-presidente da Câmara de Aveiro, José Ribau Esteves.
“Não queremos e não vamos deixar que a ampliação do Hospital seja novamente remetida para o tema de uma nova campanha eleitoral, mas sim que seja tratada como uma prioridade para Aveiro e para toda a região […] Diga nesta Assembleia a todos os aveirenses o que está efetivamente garantido, o que está em curso e quando é que os aveirenses poderão ver obra no seu Hospital. E termino, para quando uma inauguração em matéria de SNS em Aveiro?”, disse a deputada municipal, dirigindo-se ao presidente.
Luís Souto lembra que a Câmara “não faz hospitais” e garante estar a pressionar o Governo, mas rejeita “incendiar os jornais e as redes sociais”
No momento das respostas no âmbito do Ponto Antes da Ordem do Dia, um dos temas a que o presidente da Câmara Municipal escolheu responder foi o do Hospital. Falando na direção da deputada Rosa Aparício, Luís Souto disse não compreender o porquê de a socialista ter ficado “zangada”, atirando que o PS esteve no Governo durante “21 anos e sete meses” sem nunca ter resolvido o assunto.
Dessa forma, e com o apontamento de que este executivo municipal só entrou em funções há cerca de um ano, Luís Souto reforçou que “nunca foi delegada nas câmaras que façam os hospitais”. “Nós até podemos pensar em fazer, mas isso nunca esteve na agenda da descentralização de competências. O que ficou? Façam os centros de saúde”, afirmou o presidente.
Nesse sentido, depois de realçar que tem havido investimento da autarquia em estruturas de proximidade, seguindo o repto da deputada socialista, Luís Souto avanço que está para breve uma inauguração em matéria de SNS em Aveiro: um novo centro de saúde.
No que à pressão política diz respeito, o autarca sublinhou que continua a trabalhar “semana sim, semana não, em todas as oportunidades e em todos os fóruns”. No entanto, referiu que “não tem que […] a incendiar os jornais e as redes sociais”.
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