Microalga salina estudada na Universidade de Aveiro para tratar inflamação e diabetes
Uma microalga cultivada em Portugal, a 'Dunaliella salina', tem potencial significativo no combate à inflamação e à diabetes, revela um estudo da Universidade de Aveiro divulgado.
Redação
De acordo com os investigadores da Universidade de Aveiro, a 'Dunaliella salina' contém compostos que podem reduzir processos inflamatórios e controlar os níveis de açúcar no sangue. O estudo foi feito em parceria com o Centro Interdisciplinar de Investigação Marítima e Ambiental (CIIMAR), o centro de biotecnologia e química fina (CBQF)- Universidade Católica Portuguesa, o GreenCoLab e a Necton.
“Os testes em laboratório demonstraram que o extrato lipídico desta microalga bloqueia a enzima COX-2, associada à inflamação no corpo humano”, refere uma nota de imprensa sobre aquele trabalho.
Os investigadores chegaram ainda à conclusão de que a 'Dunaliella salina' “possui uma forte ação antioxidante e inibe a enzima a-glucosidase, responsável pela digestão de açúcares”. “Os resultados mostram que a 'Dunaliella salina' pode ter um impacto positivo na prevenção de doenças metabólicas, oferecendo uma abordagem natural para a regulação da inflamação e dos níveis de açúcar no sangue” explica Rosário Domingues, coautora do estudo e docente e investigadora da universidade da Aveiro.
Os investigadores destacam que as microalgas podem ser uma alternativa natural aos suplementos convencionais, como os de ómega-3, que atualmente vêm sobretudo do óleo de peixe. “Ao utilizarmos microalgas como fonte de nutrientes, estamos não só a oferecer uma solução mais sustentável, mas também a aproveitar os seus múltiplos benefícios para a saúde humana”, sublinha Rosário Domingues, citada na nota de imprensa.
O estudo foi realizado no âmbito do projeto Vertical Algas, que integra o Pacto da Bioeconomia Azul, um consórcio que reúne dezenas de empresas, universidades e centros de investigação dedicados ao setor das algas em Portugal.
Recomendações
‘ÉsDeCÁ’ junta estudantes do DeCA numa semana de atividades culturais
Em declarações à Ria, Simão Frade, coordenador do NEMTC, dá nota de que a segunda edição da iniciativa junta os três núcleos numa semana que explorou “variadíssimas atividades de cariz cultural”. “Esta é a segunda edição que juntamos os três núcleos para realizar esta semana de atividades, que é muito proveitoso tanto para o departamento como para os estudantes”, sublinhou o coordenador do NEMTC. A iniciativa pretende criar uma semana diferente no DeCA e “efetivamente juntar os três núcleos” para que “os estudantes se interliguem e convivam um pouco mais, porque acabam por ser áreas um pouco distintas”, referem os estudantes. A organização garante ainda que “a adesão está a ser boa”. O arranque, dia 31 de março, foi “um grande dia”. “Contamos com um grafitter [Tiago Almada] que faz parte do curso de Design que fez uma peça que nos foi oferecida e que está em demonstração no meio do DECA e ficará para a posteriori connosco”, apontou Simão Frade. A iniciativa termina esta quinta-feira, dia 3, com um convívio que arranca pelas 19h30 na Meia Lua e que contará com a realização de uma Quiz Night. Também hoje termina o prazo para envio de fotografias para o Photo Battle, um dos pontos altos apontados pelos núcleos.
O Jardim Secreto dos Partidos: Carlos Jalali explica-nos como são escolhidos os deputados
Atualmente, Portugal utiliza o sistema eleitoral de representação proporcional de lista fechada (RPLF) para eleger os 230 deputados para o Parlamento, na Assembleia da República. Os mandatos são distribuídos por 22 círculos eleitorais com base no número de eleitores recenseados, usando o método de Hondt [um sistema de distribuição de mandatos em eleições proporcionais]. Com as eleições legislativas antecipadas no horizonte, surge a questão: como escolhem os partidos os 230 deputados que compõem a Assembleia? Nas eleições legislativas, segundo o estudo, “a Constituição de 1976 consagra o monopólio de representação parlamentar aos partidos políticos”. Significa isto que do ponto de vista legal, praticamente qualquer cidadão pode ser candidato, “inclusive com dupla nacionalidade”, desde que esteja inserido numa lista partidária. O mesmo aplica-se aos chamados “candidatos não partidários” e que se identificam como independentes. Neste caso, para Carlos Jalali a decisão é, em última análise, do partido. “Um cidadão comum qualquer não pode simplesmente seguir ou concorrer a deputado: tem de ter um partido que o aceite como candidato (…) e que o coloque num lugar elegível [para ser deputado]”, explicou. “Obviamente que há independentes que entram nas listas, mas é um processo de pessoas que têm uma ligação, muitas vezes, ao partido”, continuou. Para o docente do DCSPT há “vantagens e desvantagens” neste processo de seleção de deputados. “Obviamente que uma das vantagens de ter um sistema mais aberto é que o eleitor passa a ter mais escolha na seleção dos candidatos. No entanto, também corre o risco e tem a potencial desvantagem de criar grupos parlamentares que são menos coesos. O que pode tornar mais difícil o processo de decisão coletiva no Parlamento”, alertou. “O exemplo extremo disto é o Brasil que tem um sistema eleitoral de representação proporcional e onde as pessoas podem votar em candidatos individuais. Neste caso, o Parlamento é composto por grupos parlamentares que são muito pouco coesos e onde os deputados saltam de partido em partido”, exemplificou. Face a isto, Carlos Jalali relembrou que “não há sistemas eleitorais perfeitos”. “Se existissem sistemas eleitorais perfeitos, todos os países teriam o mesmo sistema eleitoral, o que não acontece”, atentou. O estudo “O Essencial da Política Portuguesa” sugere que o facto de se utilizar um sistema eleitoral RPLF em Portugal, implica que, na prática, os partidos são “os únicos guardiões do processo de seleção de candidatos”. “Os eleitores têm uma escolha nas eleições. Escolhem o partido em que vão votar, mas a seleção dos candidatos individuais (…) é determinada pelos partidos. A exceção é o partido Livre (L) que tem alguma abertura no processo de seleção de candidatos, através das [eleições] primárias”, reconheceu o docente. “Obviamente que os partidos têm algum interesse em selecionar candidatos que possam atrair votos (…) Essa dimensão tende a centrar-se a nível dos cabeça de lista, que são aqueles que têm visibilidade, sobretudo em círculos maiores. E a verdade é que a perceção que tenho, até de perguntar a alunos, é que só uma proporção minoritária conhece os deputados dos círculos eleitorais onde elegeu”, constatou Carlos Jalali. Na prática, conforme reforça esta obra, os partidos estabelecem nos seus “estatutos internos a maior parte das regras aplicáveis aos processos de candidatura, sem sofrerem grande pressão externa”. Apesar desta realidade, o docente não deixa de reconhecer que na composição das listas dos diferentes partidos políticos há um “grau de pertença local relevante”. “As listas têm um elemento importante de pessoas que têm uma ligação ao círculo eleitoral e ao distrito pelo qual são eleitos, e, portanto, nesse aspeto, essa representação existe. Um parêntese que é importante é que (…) a Constituição [Portuguesa] diz, explicitamente, que eles representam todo o país e (…) não [só] os aveirenses em específico”, relembrou o investigador. Ainda sobre o processo de seleção de candidatos, Carlos Jalali acrescentou que um deputado que queira ser “re-selecionado” tem que, “obviamente, mostrar lealdade à liderança partidária, mas também (…) mostrar serviço local, porque isso ajuda que as concelhias e as distritais, consoante o partido, digam que há interesse em manter essa pessoa nas listas”. Desde 2006 que a “aprovação da lei de quotas parlamentares” constituiu uma outra “importante restrição exógena ao modo como os partidos podem formar as suas listas”. Inicialmente, a lei estabelecia que as listas partidárias deveriam incluir, pelo menos, “um terço de candidatos de cada um dos sexos” e que nenhum dos sexos deveria “ocupar mais de duas posições consecutivas”. Uma revisão desta lei, após 12 anos, estabeleceu “um novo limite mínimo para cada sexo (40%) e sanções mais pesadas (rejeição das listas) em caso de incumprimento”, conforme refere o estudo. Na perceção do docente do DCSPT a aplicação da lei de quotas parlamentares teve um efeito “muito positivo” ao aumentar a representação feminina no Parlamento. Ainda assim, segundo os dados do estudo, esta realidade “está longe de assegurar a paridade”. “Sabemos que uma lei de quotas (…) funciona a longo prazo quando ela deixa de ser necessária. Nós não estamos sequer remotamente perto disso. A lei de quotas continua a ser necessária, porque continuam a existir barreiras estruturais à representação das mulheres. Existem também barreiras estruturais à representação de minorias étnicas”, alertou. Por exemplo, no caso das mulheres, “os padrões de divisão do trabalho familiar em Portugal são, infelizmente, historicamente muito desiguais na questão do acompanhamento dos filhos. Se as reuniões dos partidos forem sempre à noite, a uma hora em que uma mulher possa ter de estar em casa [já é uma barreira]”, reconheceu Carlos Jalali. Atualmente, as regras que ditam o processo de seleção destes deputados “estão pouco formalizadas e encontram-se expostas desigualmente nos estatutos dos partidos”. Segundo o estudo, nos “dois maiores partidos”, PS e PSD, as regras estão “mais pormenorizadas”, sendo “bastante vagas” no CDS-PP, no BE, no Pan, no Chega e no Livre” e “praticamente ausentes” no “PCP e na IL”. No entendimento do docente, esta realidade não lhe causa estranheza já que para si “as regras formais são, em larga medida, omissas”. “Na prática, o que acontece é que há uma interação e uma negociação entre as estruturas a nível central e as estruturas a nível distrital e local. Aliás, o trabalho que a Ria tem feito, nas últimas semanas, sobre o processo de seleção de candidatos no PSD e no PS reflete isto bem”, opinou. Esta “omissão” referida acima leva ainda Carlos Jalali a concluir e a refletir no estudo que esta é uma área “onde os partidos devem considerar um maior diálogo e abertura”. “Há aqui dinâmicas internas que são fechadas ao cidadão. Por um lado, percebe-se que os partidos, como qualquer organização, têm processos internos que devem ter em sua reserva. Por outro lado, sabendo nós do grau de desconfiança que os portugueses depositam nos partidos e da importância da seleção de deputados e da importância do cidadão em ter um sentimento de proximidade com os seus representantes eleitos, talvez esta seja uma área onde os partidos devem considerar um maior diálogo e uma maior abertura”, observou. Para o docente este é um processo, ainda hoje, “muito opaco”. “O eleitor vê a lista, sabe qual é a lista que é apresentada, sabe quem são os candidatos, mas os partidos raramente explicam a lógica de seleção dos candidatos. Quer dizer, temos o Livre que tem primárias e, portanto, neste caso podemos perceber como é que se chega a esta lista (…). Agora, nos restantes… As notícias da Ria são muito interessantes, porque dão-nos nota de debates internos, de diferentes alinhamentos”, frisou. Carlos Jalali foi mais além e considerou mesmo que existe “verdadeiramente um jardim secreto no funcionamento dos partidos”. [Este efeito] “muito elevado” de desconfiança “pode-se traduzir na abstenção, mas também se pode traduzir no voto em partidos antissistema e populistas. [Também] pode não se manifestar nem numa coisa nem noutra (…). É prejudicial, no sentido em que os partidos são o veículo central da representação política”, reforçou. “Há um trabalho de comunicação, de explicação, daquilo que é a seleção de candidatos, que os partidos nunca fizeram, e que acho que é importante fazerem”, notou o docente. Também no mesmo estudo, outra das conclusões que os investigadores referem é que “os candidatos não são particularmente representativos da população geral”. Para Carlos Jalali, esta caraterística pode ser explicada por, atualmente, os deputados apresentarem “um perfil bastante elitista face ao grau de escolaridade, estatutos socioeconómicos, carreiras partidárias, que os distinguem da generalidade da população”. “Comparando com a generalidade da população, o nível educacional do deputado e o seu estatuto socioeconómico tende a ser bastante superior”, afirmou. No entendimento do docente esta realidade pode criar outras “barreiras estruturais”. “Podem até existir grupos que sentem que nem sequer são capazes [de chegarem a deputados] (…). Isso é mau, porque em democracia, teoricamente, todos devemos ter capacidade de influenciar e participar”, refletiu. "O Essencial da Política Portuguesa" é um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, coordenado por António Costa Pinto, Pedro Magalhães e Jorge Fernandes. Publicado no ano de 2023, reúne 68 investigadores para analisar os 50 anos de democracia em Portugal. O livro aborda temas como instituições políticas, partidos, participação eleitoral, políticas públicas e relações externas. O capítulo 21 que se dedica à “Seleção de Candidatos em Portugal” contou com os contributos de Carlos Jalali e Edalina Rodrigues Sanches, investigadora auxiliar no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
AAUAv terminou 2024 com saldo negativo superior a 250 mil euros
Foi apresentado e aprovado no dia 31 de março o RAC final relativo ao ano de 2024. O balanço confirma que a AAUAv termina 2024 com saldo negativo, tal como previsto em janeiro, mas o valor encontra-se acima do inicialmente esperado. Em janeiro, o RAC preliminar apontava para um saldo negativo na ordem dos 80 mil euros, mas o documento final ontem apresentado aponta para um valor superior aos 250 mil. De notar que o ano de 2023 terminou com um saldo negativo superior a 40 mil euros. Wilson Carmo, antigo presidente da direção da AAUAv, deu nota que o “resultado financeiro” não o deixa “orgulhoso”, mas considera que em três anos, deixou “a AAUAv num dos seus auges de desporto, de cultura, de política e de sociedade”. Sublinhou, no entanto, que o valor é relativo a toda a estrutura da AAUAv e que neste valor entra uma parcela de 58 mil euros relativa à desvalorização dos “equipamentos comprados”, ou seja, amortizações. “Os equipamentos comprados (…) todos os anos, e mesmo depois de pagos, desvalorizam; (…) todos os anos, essa desvalorização, por mais que o dinheiro não saia da conta, vai acabando por ter uma amortização no valor negativo”, reparou Wilson Carmo. Retirando esse valor, o valor passa para a casa dos 190 mil euros. Wilson repara que os serviços constituem a maior fatia deste bolo, representando “cerca de 100 mil euros”. Apesar de realçar a importância dos serviços existentes de forma a colmatar as necessidades identificadas dos estudantes, aponta que o objetivo era também trazer receita para a instituição, “juntando o melhor dos dois mundos, que é dar resposta a uma deficiência que a academia tinha e de certa forma trazer alguma receita”, frisou o antigo dirigente. O antigo presidente da direção da AAUAv aponta o Café da Universidade de Aveiro (CUA), desde final de 2023 com gestão da AAUAv, como o serviço da associação que mais contribui negativamente para o resultado final, apontando que se verificou, além do aumento dos custos com mercadoria, uma duplicação dos custos com salários. Rui Oliveira, estudante da licenciatura em Marketing, afirmou que “a Associação Académica (…) deve existir para prestar o serviço aos estudantes”, contudo, entende ser necessário “tentar repensar e perceber” as variações sentidas, exemplificando com a venda de merchandising que em 2023 registou vendas na ordem dos 40 mil euros, caindo em 2024 para os 16 mil. Em relação ao CUA o estudante de Marketing considerou que “a situação é preocupante”. “O CUA é uma mina de dinheiro. O CUA custa muito dinheiro, mas dá muito dinheiro. Contudo, quem tem de estar em cima daquilo não é um tesoureiro adjunto”, entende Rui Oliveira que defendeu ser “preciso ter pessoas responsáveis”. “Se isto continua assim, o CUA vai arrastar a Associação Académica para um sítio muito mau”, finaliza. Em resposta, Wilson reparou que a abertura do CUA contou com apoio por parte de um profissional da área da hotelaria, que aconselhou a associação na gestão do estabelecimento. “Esta pessoa no início do ano montou um estudo e nós confiamos (…) que sabia aconselhar e gerir; (…) a meio do ano o que nos dizem é que não está a dar lucro, mas também não está a dar prejuízo, (…) no final do ano, quando nós nos apercebemos que as coisas não são bem assim, esta pessoa foi contactada para ir embora”, contou. Wilson Carmo apontou ainda que, além dos serviços criados “houve uma atividade para nós muito importante que foi a realização das Fases Finais do Desporto Universitário aqui em Aveiro”. “Umas Fases Finais que são um prejuízo claro, muito significativo, mas que nós não encaramos como prejuízo, encaramos como um investimento”, frisou o antigo estudante que vê com felicidade a vontade de trazer os Jogos Europeus Universitários 2032 a Aveiro. A Assembleia ficou ainda marcada pela crítica, por parte dos estudantes, à falta de comunicação relativamente à AGA realizada e pelo facto do site da associação estar fora de serviço, fazendo com que os estatutos e outros documentos não estejam à disposição dos estudantes. Em resposta, Joana Regadas, presidente da direção da AAUAv, deu nota de que iria colocar os estatutos disponíveis aos estudantes, enquanto o site está em baixo, numa rede social da associação. Relativamente à falta de comunicação da AGA, a direção garante que os estudantes foram informados por e-mail.
Coletivo Sabotagem traz a peça “Ocidente” até ao GrETUA
Com texto do dramaturgo francês Rémi de Vos, e seguindo o tom ácido e humorístico que lhe são característicos, segundo uma nota de imprensa enviada à Ria, o espetáculo, encenado por Paulo Calatré, “retrata com humor negro e crueza as dinâmicas destrutivas de um casal mergulhado na miséria emocional e moral”. “Através de um diálogo pautado pela agressividade, interpretado por Pedro Barros e Nádia Matos, a peça estabelece um ambiente doméstico, claustrofóbico, que expõe as dinâmicas de uma relação conjugal abusiva e opressiva, tecendo uma crítica a uma sociedade cada vez mais marcada pelas linguagens da violência e do ódio”, lê-se. Depois de uma passagem por Ponte de Lima, pelo Teatro Diogo Bernardes, será agora o palco do GrETUA a receber, em duas sessões, esta encenação de Paulo Calatré, que é já uma cara conhecida da casa, enquanto formador e encenador. Este acolhimento integra a programação do espaço aveirense, que procura trazer regularmente à cidade propostas diversificadas na área do teatro contemporâneo, como parte da sua missão. As reservas para o espetáculo podem ser feitas aqui. A peça tem o custo de 5 euros para estudante e de 7.5 euros para o público em geral.
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Direção Nacional do PS indica Lia Ferreira para a lista de deputados no círculo de Aveiro
Lia Ferreira, atual deputada na Assembleia da República pelo círculo do Porto, assumiu funções em junho de 2024, substituindo Francisco Assis. Arquiteta de formação, tem sido uma voz ativa na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. É atualmente deputada na Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira, cargo que já tinha ocupado entre 2009 e 2017. Entre 2017 e 2021 foi ainda vereadora da oposição, pelo PS, na Câmara Municipal do mesmo município. Entre 2009 e 2017 foi provedora dos Cidadãos com Deficiência da Câmara Municipal do Porto. Conta ainda com passagens pelo Governo, entre 2019 e 2023, como assessora no gabinete da secretária de Estado da Inclusão, e pela Estrutura de Missão para a Promoção das Acessibilidade (EMPA), como coordenadora, entre 2023 e 2024. Recorde-se que, com esta decisão, Cláudia Santos - deputada pelo círculo de Aveiro, desde 2019, que foi sempre uma indicação da direção nacional do PS - deixará a Assembleia da República. Falta saber se por vontade própria ou por opção dos dirigentes nacionais do partido.
Legislativas: Luís Fazenda com “absoluta” confiança na lista do BE por Aveiro
Em conferência de imprensa, à entrada do tribunal, Luís Fazenda garantiu aos jornalistas que está “absolutamente” confiante com a lista do BE pelo círculo de Aveiro. “Com uma grande alegria e, como vê, com extraordinário apoio, porque nós todos em conjunto somos, efetivamente, a representação da Aveiro”, respondeu. Luís Fazenda tem 67 anos, é professor, fundador do partido e foi um dos primeiros deputados eleitos pelo BE à Assembleia da República (AR). A última vez que integrou as listas pelo BE foi em 2011. Sobre o seu regresso, o cabeça de lista por Aveiro explicou que o “efeito desejado é chamar todas as gerações que têm trabalhado pelo BE” e dizer que “estamos cá, todos juntos e fazer disso o eixo de uma grande campanha e de um reforço do BE”. “Nós precisamos de mais esquerda no país, nós precisamos de contrariar a viragem à direita que tem vindo a existir e para isso todos fazemos falta”, apelou. Entre as metas do BE, “em Aveiro e em todo o país”, está a luta “por políticas que possam ser transformadoras do ponto de vista do direito à habitação”. “Nós temos dos salários mais baixos da Europa e, no entanto, temos dos preços mais altos para a habitação. Para além do aumento da oferta pública, que é muito insuficiente, nós queremos efetivamente instituir, lutar, batalhar e conseguir um controle de rendas”, defendeu. “Não é possível manter esta escalada, esta espiral dos preços dos alugueres das casas e, como tal, é com essa grande proposta e com essa determinação que nós vamos tentar conquistar a simpatia, o compromisso e a vontade de mudar dos eleitores e das eleitoras. Aqui em Aveiro o problema da habitação é dramático, como em todo o país”, continuou o fundador do BE. Com um olhar mais atento sobre o distrito de Aveiro, Luís Fazenda deixou um alerta a Pedro Nuno Santos e a Luís Montenegro, cabeças de listas pelo PS e PSD, respetivamente, no círculo de Aveiro, para que atentem “na situação da vaga de despedimentos da recessão industrial que está a existir, quer no Norte, quer no Sul do distrito”. “Infelizmente esta crise não é passageira e ela vai aprofundar-se (…). Os trabalhadores têm que ser protegidos, não podem ser abandonados à sorte só do subsídio do desemprego”, reforçou. Nas eleições legislativas de 2022, o BE perdeu os dois deputados que tinha eleito anteriormente pelo círculo eleitoral de Aveiro. Nas eleições legislativas de 2024, o partido diminuiu ligeiramente a sua votação no distrito, em termos percentuais, e não conseguiu eleger nenhum deputado. A última vez que o BE conseguiu eleger deputados pelo círculo eleitoral de Aveiro foi nas eleições legislativas de 2019, quando Moisés Ferreira e Nelson Peralta foram eleitos. Ambos integram a lista que foi entregue no tribunal. Após seis anos, o fundador do BE diz que tem, novamente, a meta de “eleger” e de representar o partido na AR, a “partir de Aveiro”. “E desta cidade, que foi marcada por pessoas e personalidades tão importantes. Refiro apenas José Estevão, que é uma marca da esquerda, da democracia. É essa que nós tentamos resgatar (…) [e] eleger por Aveiro”, reforçou. “O BE, a nível nacional, cresceu em votos e esperamos reforçar essa votação ainda mais agora”, esperançou. Interpelado sobre o facto de Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos serem os cabeças de lista dos dois maiores partidos políticos, pelo círculo de Aveiro e se isso não representava uma desvantagem para o BE, Luís Fazenda respondeu, prontamente, “não, pelo contrário”. “O BE está bem implantado no distrito de Aveiro. Nós temos a experiência e o conhecimento suficiente para atacar os problemas e para perceber exatamente onde é que estão as vontades e a força transformadora do distrito. Luís Montenegro foi candidato por Lisboa, é normal que alguém possa ser de Lisboa e candidato em Aveiro”, referiu. 1. Luís Fazenda; 2. Moisés Ferreira; 3. Sónia Pinto; 4. Nelson Peralta; 5. Sara F. Costa; 6. João Moniz; 7. Cláudia Afonso; 8. Tiago Paiva; 9. Bibiana Pinho; 10. Eduardo Couto; 11. Celme Tavares; 12. Bruno Morais; 13. Fernanda Lopes 14. Mário Manaia; 15. Ana Luzia Cruz; 16. Catarina Alves. Suplentes: 1. Carlos Aristides; 2. José Jesus; 3. Évila Tavares; 4. António Monteiro; 5. Pedro Ferreira Mandatário: Renato Santiago
Inova-Ria promove este mês mais um “Tech Meetup” sobre “IA Generativa nos Processos de Negócio”
Segundo uma nota de imprensa enviada à Ria, o objetivo da iniciativa passa por “promover o conhecimento e a partilha de experiências sobre o impacto da Inteligência Artificial nos processos empresariais”. O quarto “Tech Meetup” vai contar com a participação de especialistas da área que irão “explorar como a IA generativa pode transformar modelos de negócio, otimizar processos e criar novas oportunidades para as empresas”. A anfitriã desta edição será a empresa “Inetum”. As inscrições para o evento já estão abertas e podem ser feitas aqui.
Acordo põe fim a litígio judicial entre clube e SAD do Feirense
Segundo um comunicado, “o acordo global permite colocar termo ao processo judicial em curso”, que dura desde 2023, com o presidente do Feirense, Rodrigo Nunes, a mostrar-se disponível para prestar esclarecimentos aos sócios relativamente ao acordo alcançando. “Mais importante do que falar em valores é dizer aos sócios que estamos disponíveis, em sede própria, para prestar todos os esclarecimentos sobre este acordo”, assume o dirigente. Rodrigo Nunes recorda que “o clube andava a lutar por este entendimento desde 2018” e que “é importante para o Feirense que todos se entendam e que as obrigações de cada parte sejam esclarecidas”. “Foi isso que aconteceu hoje e julgo que mais ninguém quer confusões quanto a este assunto”. A SAD do Feirense não pretende comentar o acordo alcançado hoje, mas uma das primeiras decisões relacionadas com o entendimento com o clube será o reinício das obras da ala profissional do complexo desportivo, para que a equipa profissional possa desenvolver o seu trabalho diário. O diferendo entre o clube e a SAD culminou, em junho de 2023, no impedimento das equipas sénior, sub-19 e sub-18 da SAD de acederem ao estádio e ao complexo de treinos, enquanto não liquidasse a dívida de 700 mil euros, acumulada desde 2018 e reclamada pelo clube. O levantamento do impedimento de acesso às instalações do clube foi determinado por ordem judicial, em setembro de 2023, e desde essa altura que o clube e a SAD não avançaram com um entendimento, que foi hoje concretizado com um acordo assinado no complexo desportivo do Feirense.