RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

Cidade

“Aliança com Aveiro” apresenta programa eleitoral com foco na habitação e na coesão territorial

A sede do PSD-Aveiro recebeu a apresentação do programa eleitoral da candidatura da “Aliança com Aveiro” para os órgãos autárquicos do Município. O problema da habitação é aquele que mais atenção merece por parte de Luís Souto Miranda, candidato da ‘Aliança’ à Câmara Municipal de Aveiro (CMA), que promete criar uma “Bolsa Municipal de Terrenos Pronto-a-Construir” imediata para habitação acessível. A coesão territorial no concelho também foi destacada como uma das “linhas-mestras” da candidatura. “Chegou a hora das freguesias”, garantiu Luís Souto.

“Aliança com Aveiro” apresenta programa eleitoral com foco na habitação e na coesão territorial
Gonçalo Pina

Gonçalo Pina

16 set 2025, 09:33

A abordagem da coligação ao momento de apresentação da campanha eleitoral contrastou com sessão homóloga do Partido Socialista (PS). Ao passo que a candidatura do PS, liderada por Alberto Souto, abriu as portas para dar nota das suas ideias aos apoiantes, o projeto encabeçado por Luís Souto preferiu uma sessão mais contida, na sede do PSD-Aveiro, apenas perante os jornalistas.

Durante a apresentação, Luís Souto fez-se acompanhar dos principais nomes da sua candidatura. À sua direita, Rui Santos, Ana Cláudia Oliveira e Pedro Almeida, os seus números dois, três e quatro, respetivamente, na corrida à CMA. À esquerda, Miguel Capão Filipe, candidato à Assembleia Municipal, Rui Vieira, Sílvia Ribau e Teresa Christo, quinto, sétimo e nono candidatos à autarquia, respetivamente.

Numa breve apresentação, o cabeça-de-lista repetiu o que já tinha dito no momento de entrega de listas em frente ao Tribunal de Aveiro: a candidatura mistura continuidade, na sua pessoa e dos vereadores Miguel Capão Filipe e Ana Cláudia Oliveira, e inovação, nos restantes candidatos. Entre as notas que deixou, Luís Souto frisou também a importância de ter recrutado pessoas independentes da vida partidária, numa demonstração de que o partido não está desligado da sociedade civil.

Neste espaço, o candidato aproveitou para tecer alguns elogios. Luís Souto comenta que “vai começar a fazer lobby” para que Pedro Almeida assine a ficha de militante do PSD e conta que o mérito do professor da Universidade de Aveiro (UA) tem sido reconhecido pelos empresários com quem fala: “Não digo que seja o Cristiano Ronaldo aqui da matéria, mas as pessoas perguntam-nos «Como é que conseguiram?» Foi uma oportunidade”.

Da mesma forma, Luís Souto aproveitou os elogios para também mandar uma bicada a Diogo Machado, candidato do Chega. Quando apresentava Teresa Christo, ex-vereadora e militante do CDS, o cabeça-de-lista da “Aliança com Aveiro” comentou: “É militante do CDS e foi sempre militante do CDS. Nunca mudou, Teresa? [risos] Portanto, é CDS e continua a ser CDS porque acredita na democracia-cristã e não vai nas ondas, ao sabor dos ventos, para aqui e para acolá, consoante está a dar”. Recorde-se que Diogo Machado, candidato do Chega, foi presidente da concelhia e da distrital do CDS-PP em Aveiro e chegou a representar o partido como deputado municipal.

Mas os ataques não se ficaram pela oposição à direita. Antes de começar a expor as ideias do partido, Luís Souto atirou-se aos críticos que disseram que a coligação não tinha ideias próprias. “Claro que nós tínhamos ideias, sempre tivemos ideias. Só que a nossa estratégia passou por uma maneira diferente de estar na política: ouvir as pessoas, escutar os seus interesses, preocupações eanseios para o nosso Município”, afirmou o candidato.

Por isso, atacando o oponente do Partido Socialista, frisou que o programa eleitoral “não é um livro de ideias do Luís Souto Miranda”. Lembre-se que, há cerca de um ano, Alberto Souto lançou um livro de ideias para Aveiro que acabou por, em muitos aspetos, servir de base ao programa do PS.

Da mesma forma, e porque tem apostado em criticar um alegado despesismo das propostas que têm sido apresentadas por Alberto Souto – uma crítica que vem alinhada com a consideração de que o socialista “endividou” a autarquia durante o seu tempo de governação, entre 1998 e 2005 -, Luís Souto nota que “não foi possível acolher” algumas das propostas sugeridas pelos cidadãos. “Nós somos poder, somos governação e queremos continuar a ser. Portanto, temos um sentido de responsabilidade muito grande e isso obriga-nos a ponderar muito bem também essas propostas”, considerou.

Antes de entrar no domínio das propostas, o programa eleitoral enquadra uma série de depoimentos de apoiantes da coligação. Entre eles, destacam-se os nomes de Luís Montenegro, primeiro-ministro, José Ribau Esteves, atual presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), e Manuel Assunção, ex-reitor da Universidade de Aveiro e mandatário da candidatura.

Na sua breve declaração, o chefe de governo Luís Montenegro escreve que “Aveiro não merece desperdiçar este caminho, este trajeto de desenvolvimento que percorreu nos últimos anos”, mas deve “reanimar” o percurso com a eleição de Luís Souto Miranda. Já Ribau Esteves – que, recorde-se, foi contra a escolha do candidato e disse que Luís Souto não tinha "nenhuma experiência de gestão" nem "perfil" para ser presidente – afirma que “a Câmara Municipal de Aveiro tem de continuar a ser gerida com um projeto que garanta a continuidade do excelente trabalho realizado nos últimos doze anos, com uma resposta positiva, de somar rumo ao futuro, recusando a opção de voltar atrás para a má gestão do PS, o que só pode ser garantido pela Aliança com Aveiro”.

No entender do candidato à autarquia, a proximidade política entre as entidades governativas de poder local e nacional é um dos trunfos da sua candidatura: “Ter em sintonia uma Junta de Freguesia, uma Câmara Municipal e até o Governo de um país… obviamente que as coisas andam mais facilmente”. Mas Luís Souto vai mais longe e considera que é por estas “ligações fortes” que pretende começar a trabalhar quando for eleito. A primeira coisa que diz que vai fazer como presidente da CMA é “marcar várias reuniões com o governo para fazer andar vários dossiers”.

Luís Souto destaca, no entanto, que o campo dos depoimentos não está só reservado a figuras políticas, mas também a pessoas do povo: “Podem dizer «Mas o que é que está aqui a fazer a senhora que é empregada do bar?» Está aqui porque é o depoimento das pessoas que lidam com o dia-a-dia e que nos transmitem humanismo”. Destes nomes, destacam-se “D. Manuela”, empregada do bar de Biologia da UA, e o atleta João Monteiro.

Luís Souto defende que “chegou a hora das freguesias”

Dos 18 domínios sobre os quais se debruça o programa – Habitação, Ambiente, Desenvolvimento Económico e Inovação, Planeamento e Urbanismo, Mobilidade, Administração Municipal e Aceleração Digital, Freguesias, Saúde, Educação, Inclusão e Solidariedade, Juventude, Associativismo, Cidadania, Desporto e Vida Saudável, Cultura e Criatividade, Turismo Sustentável e Experiencial, Segurança, Proteção Civil e Bombeiros e Bem-estar Animal -, Luís Souto começou por dar destaque às freguesias. “Chegou a horas das freguesias”, começou por dizer.

De acordo com o candidato, a aposta na coesão territorial é uma das “linhas mestras” do programa. Para além de dizer que quer que o turismo passe a ir além do centro da cidade, dando como exemplo o potencial do Baixo Vouga no âmbito do turismo ambiental ou a criação do “Pólo da Bairrada”, em Nariz, Luís Souto deu nota daquilo a que chama de “equipamentos âncora”. Já prevista está a integração do Quartel das Artes na Casa da Música, em Aradas, algo que, conforme explica, faz com que uma área grande passe a ser dedicada à arte e à cultura.

Depois, o candidato enalteceu que a habitação é a primeira prioridade programa. Neste campo, Luís Souto não deixou de criticar a oposição pela forma como fala da crise da habitação em Aveiro. “É o problema número um em Portugal e na Europa. Num encontro de cidades da União Europeia, todas, mas todas, elencaram a crise habitacional como a preocupação número um. Portanto, não vale a pena – como a oposição às vezes faz – dizer «Em Aveiro, há uma grave…» Claro que em Aveiro há uma crise de habitação, como há em todo o lado”.

Para dar resposta ao problema, o candidato defende a criação de uma estrutura dedicada a gerir a habitação nas várias vertentes: social, para a classe média e para a juventude. De acordo com o programa, a proposta inclui também a criação de uma plataforma digital com a informação dos apoios ao investimento em habitação, ao arrendamento e de toda a oferta de arrendamento acessível.

Um “desafio muito grande” a que Luís Souto se refere é o novo posicionamento do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU). No entendimento do candidato, a ideia, que explica ter sido avançada pelo primeiro-ministro, vai ter um grande impacto nas autarquias: “Isto obriga as autarquias a capacitarem-se para lidar, de repente, com um parque habitacional muitíssimo maior do que aquele que até aqui geriam”.

Não obstante, o candidato da “Aliança com Aveiro” concorda a proposta de Luís Montenegro e afirma que Aveiro vai ter de se preparar para os “meios fortes” que o futuro vai exigir. Segundo explica, foram feitas intervenções de capacitação do parque habitacional existente que contrasta com os bairros a cargo do IHRU. Relatando uma conversa com um habitante, Luís Souto conta que lhe disseram que “isto [os bairros pelos quais o IHRU é responsável] só vai lá de uma maneira, é demolir tudo”.

Outra medida em que a candidatura quer continuar é fazer habitação a custos controlados. Dando o exemplo do investimento privado feito no bairro da Quinta da Pinheira, que conta já com 250 habitações, Luís Souto crê que deve ser incentivada a parceria entre o setor público e o privado para poder dar resposta aos problemas.

Na senda daquilo que já tinha sido feito no tempo de José Girão Pereira, presidente da Câmara Municipal de Aveiro entre 1976 e 1994, Luís Souto defende a criação de uma Bolsa Municipal de Terrenos Pronto-a-Construir. Por dizer que o processo de licenciamento é onde mais tempo se perde – mesmo com uma Câmara “muito expedita” como considera ser a de Aveiro -, o candidato afirma que a existência de um conjunto de terrenos com o licenciamento pré-aprovado vai transformar o panorama da habitação.

Luís Souto quer ainda a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) para permitir o crescimento da habitação. A título de exemplo, refere que quer que os terrenos que envolvem as estações ferroviárias, onde diz que hoje não é permitido construir, passem a ser áreas privilegiadas de crescimento habitacional “sem restrições”.

A problemática das pessoas em situação de sem-abrigo também preocupa o candidato da “Aliança com Aveiro”, que “não tolera” que Aveiro se torne indiferente a quem vive na rua. Nesse sentido, o candidato enaltece a necessidade de, com as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), criar um espaço para as pessoas que vivem como sem-abrigo.

Já sobre os “muito” fogos devolutos, Luís Souto considera que têm de ser dados incentivos para que voltem para o mercado. A estratégia deve ser “positiva”, segundo o candidato, que propõe que, em concertação com os proprietários, se estabeleçam protocolos que obriguem a uma contrapartida de arrendamento de “x-anos”.

A proposta contrasta, na sua opinião, com a visão “completamente demagógica” do candidato socialista Alberto Souto, que diz propor que a Câmara “chegue e assuma qualquer valor” de uma casa para arrendar numa imobiliária. A ideia, afirma, representa o “Euromilhões para as imobiliárias”. Recorde-se que Alberto Souto, entrevista ao Jornal de Notícias, defendeu como solução imediata para o problema passaria “por a Câmara a ir ao mercado de arrendamento arrendar pelo preço que for […] Se forem 800 euros, paga 800, e depois subarrendamos a quem precisa por 400, suportando o diferencial. Fazemos isto durante os quatro anos de mandato e nesse período pegamos no dinheiro do PRR e nos terrenos que temos e construímos habitação pública”.

Nas contas de Luís Souto, se a Câmara arrendar 1000 casas por 500 euros, ao fim de um ano teria de pagar seis milhões de euros. “A Câmara estaria falida no ano seguinte”, aponta.

Outra solução, agora tendo em consideração também as “ligações fortes” que Luís Souto pretende ter com o governo, é a utilização do quartel-general da GNR para habitação. Apesar de saber que foi uma solução já tentada por Ribau Esteves, o candidato da “Aliança” refere que as circunstâncias mudaram e que é um sinal positivo de colaboração que o executivo de Luís Montenegro pode dar.

Na ótica do cabeça-de-lista, “não faz sentido nenhum ter um quartel da GNR no meio mais central da cidade,no meio urbano, quando a GNR, por vocação,é a nossa polícia, de características mais suburbanas”. Assim, o objetivo é deslocalizar o quartel para uma zona periurbana que oferece condições mais modernas à polícia e transformar.

Ainda no tema da habitação, que foi claramente o principal visado do candidato, Luís Souto indica que o caminho que a coligação quer seguir é aquele que foi indicado pela Estratégia Local de Habitação: “estaremos abertos à implementação de todas as medidas previstas no quadro da lei. Inclusive, entendemos que chegou a altura de começar a construir. É necessário”.

Da habitação, o candidato da coligação saltou para o tema da Economia e Inovação. Aqui, a medida principal volta a ser a descida dos impostos, nomeadamente a devolução de, “em princípio”, 0,25% do IRS aos munícipes. De acordo com a estimativa, a medida representará uma quebra de 400 mil euros por ano nas contas da Câmara. No entanto, o candidato garante que “as contas serão feitas” de forma que, no Orçamento Municipal, o prejuízo da medida seja zero. Apesar de reconhecer que o alívio não é muito significativo, Luís Souto realça que se trata de um “sinal”.

Ainda na senda do que tem vindo a ser feito no atual mandato presidido por José Ribau Esteves, Luís Souto pretende continuar também a reduzir gradualmente o IMI.

Outra prioridade a que o candidato deu muito destaque foi à criação de uma Agência Municipal de Investimento e Inovação e de um Conselho Municipal de Estratégia e Inovação. O objetivo é que a Agência, que deve funcionar de forma autónoma em relação à Câmara Municipal, seja uma espécie de Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) na captação de investimento para Aveiro. Aí, Luís Souto pretende também envolver uma série de outras entidades, entre as quais a Universidade de Aveiro (UA).

Fechada a primeira apresentação do programa, o candidato convidou os jornalistas presentes a colocarem questões sobre o documento. Depois de questionado sobre que grandes propostas tinham ficado por referir, Luís Souto disse não ter mencionado, no eixo da Economia e Inovação, a vontade de qualificar as áreas de acolhimento empresarial.

No campo da sustentabilidade, Luís Souto deu ênfase à proposta de apostar no desenvolvimento e captação de investimento em áreas como a aeronáutica ou a biotecnologia azul. A ideia da coligação é criar um espaço denominado de “Silicon Valley” no Município para que se fixem empresas das “tecnologias avançadas”.

Candidato da ‘Aliança’ afirma que “não é um clone de Ribau Esteves”

Na mobilidade, Luís Souto Miranda reconhece que “nós temos aqui um problema, mas que também não é só de Aveiro”. A medida mais sonante foi o pedido de uma avaliação externa à Câmara e às empresas concessionárias ao Serviço de Transportes Públicos. Para “reconhecer as disfuncionalidades da oferta” é necessário um “estudo rigoroso”, no entender do candidato.

Da parte dos jornalistas, foi notado que o atual executivo camarário terá todos os dados relativos ao serviço e, por isso, foi perguntado a Luís Souto se não confiava nos dados. Diz o candidato que “é só andar na rua e olhar para os autocarros. Como é que eles vêm? Com uma pessoa, com duas pessoas… Acha isto razoável? Eu não acho. Eu não estou a dizer que os dados estão falseados ou deixam de estar”.

Na mesma senda, Luís Souto continuou a explicar que apesar de se pautar por ser uma candidatura de continuidade, “não é um clone de Ribau Esteves”. Nesse sentido, por entender que chegou o momento de uma avaliação diferente, que não seja a aferição e a monitorização.

Também no âmbito da mobilidade, o candidato da “Aliança” defendeu um maior investimento nos meios de transporte suaves e na continuação da construção das vias cicláveis, bem como a criação de parques de estacionamento periféricos apoiados por uma rede de minibus de alta frequência.

Dois dos pontos onde Luís Souto acredita existir a necessidade de construir parques de estacionamento são no Largo Capitão Maia Magalhães – onde é preciso fazer uma avaliação de custo-benefício para entender se se deve construir o parque subterrâneo ou à superfície – e em Esgueira, cuja solução não está ainda definida. Apesar de, segundo afirma, as outras candidaturas já estarem a garantir a localização do parque, Luís Souto garante que não estar na campanha “para favorecer a especulação de terrenos de ninguém”.

É também objetivo da coligação “Aliança com Aveiro” criar mais zonas pedonais. De acordo com o candidato, muitas vezes a solução não funcionou porque entrave em conflito com as atividades económicas e com a vida normal dos moradores. Luís Souto garante o recurso a uma “solução tecnológica adequada” que garanta uma maior harmonia.

Ainda a pensar nos autocarros, o cabeça-de-lista sugere um sistema de pontos para quem frequente os transportes públicos. Seria, na sua opinião, uma forma de angariar clientes para um serviço que diz ser pouco utilizado pelos aveirenses.

Se durante a primeira intervenção, Luís Souto não falou em espaços verdes por, afirma, não ter tido tempo de abordar todos os tópicos, o candidato da “Aliança” considera que o seu projeto é a “candidatura verde”. Recordando uma frase do ex-primeiro-ministro José Sócrates – que, em 2009, se dirigia à bancada parlamentar do Partido Ecologista “Os Verdes”, que nunca foram a eleições sem estarem coligados com o PCP -, Luís Souto apontou à esquerda para dizer que “há aí umas melancias. Verdes por fora, vermelhos por dentro”.

De resto, Luís Souto afirma que o domínio dos parques verdes é mesmo aquele que mais páginas ocupa do seu programa eleitoral. Entre as propostas, o candidato fala na requalificação do Parque Infante D. Pedro, na construção do Parque das Barrocas, de um parque na zona do Pavilhão do Galitos e garante que, com a construção do Eixo Aveiro-Águeda, vai nascer o maior parque do Município.

As ideias não ficam por aqui. Luís Souto afirma que vai criar pequenos espaços verdes em todos os bairros do concelho, sempre juntos a espaços para a prática desportiva informal.

Já no que ao desporto diz respeito, o candidato destaca que vai ser criada um Carta Municipal do Desporto que permita aferir quais os equipamentos desportivos existentes. Contra as ideias do PS, que “quer bloquear”, Luís Souto pretende avançar com o novo Pavilhão Municipal – Oficina do Desporto. Também no âmbito da continuidade, o candidato à governação da Câmara Municipal de Aveiro quer continuar o investimento em piscinas municipais.

A principal proposta de Luís Souto para a cultura é a criação do já previsto “Centro de Arte Contemporânea”. No entendimento do candidato, o equipamento deve passar a ser uma referência e atrair o turismo que chega ao Porto para conhecer Serralves. Se tiver uma grande oferta, diz Luís Souto, vai revolucionar o panorama cultura aveirense.

Ainda entre as propostas culturais, o candidato não esquece o “Centro Interpretativo do Sal”, a área dos festivais das artes de rua ou a continuidade do Festival dos Canais como apostas a seguir durante o mandato.

Sobre a educação falou ainda Rui Vieira. Primeiro, o candidato destaca a necessidade rever a Carta para a Educação. No seu entender, o documento não deve passar apenas por uma formulação, deve mesmo ser analisado com o apoio de outras entidades, como a Universidade de Aveiro ou as associações de pais.

Preocupação da candidatura é também o processo de formação dos assistentes operacionais que operam na Câmara de Aveiro. Segundo Rui Vieira, o trabalho deve passar por aprimorar o processo de avaliação dos profissionais. Outra prioridade destacada foi a melhoria dos parques infantis, que deve passar por diversificar e amplificar a experiência que é oferecida às crianças.

Fugindo ao programa eleitoral, Luís Souto foi obrigado a escolher quem, entre Alberto Souto e Diogo Soares Machado, seria o seu principal adversário político na corrida à Câmara. O candidato respondeu com uma terceira opção ao dizer que o seu principal adversário é a desinformação: “As fake news chegaram a Aveiro. Eu dizer uma coisa e sair outra na comunicação social, para não falar das redes sociais. […] Esse para mim tem sido o nosso grande adversário. É a desinformação, a deturpação, a manipulação daquilo que temos dito”.

A campanha, garante, está a ser construída na luta pela maioria absoluta. Caso não aconteça, Luís Souto “avisa” que existe o risco de o Município ficar “ingovernável, bloqueado, congelado”. “No mínimo, traz dificuldades. No máximo, traz o caos, a ingovernabilidade, e todos vão sofrer”, conclui.

Recomendações

Manuel Tur leva “Class Enemy” ao Teatro Aveirense para refletir sobre o ensino
Cidade

Manuel Tur leva “Class Enemy” ao Teatro Aveirense para refletir sobre o ensino

Passados 48 anos desde a estreia do espetáculo “Class Enemy”, de Nigel Williams, o encenador Manuel Tur volta a pegar na peça para a levar ao Teatro Aveirense. Em entrevista à Ria, o encenador explica que o espetáculo gira em torno da escola enquanto espaço de revolta e de reflexão sobre a sociedade. “Esta sala de aula, que é onde estas personagens passam o espetáculo todo, é realmente uma espécie de reflexo, de símbolo, do que é a sociedade que se vive cá fora”, exprimiu. Apesar de o espetáculo partir de uma peça original inglesa, Manuel Tur referiu à Ria que houve uma preocupação em “descontextualizar” esta escola. “Não há nunca nenhuma referência de cidade nem de sítio, mas percebemos claramente que esta escola está no centro do que pode ser um lugar menos abastado”, referiu. “Eu não gosto de lhe chamar bairro social porque acho que isso é muito redutor e ao mesmo tempo faz com que se crie uma espécie de preconceito de que o bairro social vai tendencialmente criar marginais e vândalos… Mas percebemos que estas personagens nesta sala e nestas escolas estão num contexto socioeconómico mais baixo.  É um bocadinho o espelho do que se passa fora”, pormenorizou. Quanto às razões que o levaram a voltar a trazer este espetáculo a cena, o encenador sublinhou o facto de a peça ser “brutalmente atual”. “Primeiro porque eu acho e porque, principalmente, com os resultados que tivemos nas últimas eleições presidenciais e que desembocaram nesta segunda volta que esperemos que não tenha um final tão extremista e tão triste como inicialmente se previa... Acho que cada vez mais é importante que se debata e reflita a escola, a educação e o sistema. O sistema de ensino, o sistema de inclusão e de exclusão social”, refletiu. Sem desvendar demasiado sobre o que o público poderá esperar, Manuel Tur revelou que a peça se centra em “seis personagens que estão encerrados dentro de uma sala de aula”. “A certa altura, percebemos que estão quase barricados também, ou seja, eles gritam por ajuda o tempo todo, metaforicamente, a esta figura do ensino e do conhecimento, mas cada vez que algum professor chega para os ensinar esse professor é aterrorizado, maltratado e acaba por ser expulso”, conta. “Estas personagens são muito simbólicas (…) do que é esta sociedade também”, completa. Relativamente à estreia no Teatro Aveirense, o encenador destacou que este espetáculo assinala um regresso à cidade dos canais, onde tem apresentado regularmente o seu trabalho desde 2017, com peças como ‘Mulheres de Tráfico’ ou ‘20 de Novembro’. “Desde 2017 que me tenho debruçado um bocadinho mais sobre estas temáticas, mas principalmente sobre o facto de acreditar que o teatro ainda tem alguma função política e de alerta de consciência. Portanto, o teatro como pedra de arremesso e isto sem qualquer tipo de presunção. O Teatro Aveirense tem sido um parceiro muito regular nesse sentido”, afirmou. O encenador mostrou-se, por fim, expectante com aquela que será a receção do público. “Como artistas temos sempre um ego para alimentar, mas temos também expectativas que são geradas à volta dos trabalhos que vamos fazendo e este trabalho é muito particular (…) porque é um trabalho de um coletivo muito especial, de um grupo de gente que se juntou num momento particular. É um espetáculo muito feliz apesar de ser violentíssimo”, referiu. “Apesar de ter 1h50, é um espetáculo que tu vês de estômago apertado o tempo todo, mas o próprio tempo vai passando muito mais rápido do que acreditamos. Isto são palavras das pessoas todas que viram aqui no Porto nestas duas últimas semanas”, refletiu. A peça estará no Teatro Aveirense no dia 13 de fevereiro e tem o custo de 5 euros. Os bilhetes podem ser adquiridos aqui

Habitação: Luís Souto volta a apelar à libertação do quartel da GNR em reunião com deputados do PSD
Cidade

Habitação: Luís Souto volta a apelar à libertação do quartel da GNR em reunião com deputados do PSD

Segundo o texto enviado pelos sociais-democratas, o presidente da CMA colocou a habitação no centro das prioridades. Como já tinha sugerido em campanha, Luís Souto voltou a referir-se à intenção de libertar o antigo quartel que agora alberga o comando distrital da GNR para transformar o “quarteirão num núcleo habitacional de tipologia mista”. A Câmara Municipal garante que se disponibiliza para criar condições que permitam a reinstalação da guarda em nova localização “mais consentânea com as suas missões e em edifício moderno adequado às atuais exigências desta força de segurança”. Também na habitação, Luís Souto defendeu a “quebra de tabus” para, em sede de revisão do PDM, “alargar as zonas de construção, por exemplo, ao longo do traçado do caminho de ferro ou nas franjas de aglomerados urbanos servidos de diversas infraestruturas”. Na reunião, a autarquia pediu a intervenção dos deputados social-democratas para que o antigo centro de saúde mental de São Bernardo passe a propriedade do Município. O objetivo, afirma, é criar uma centralidade urbana com diversidade de serviços que responda a diversas necessidades. Da mesma forma, a Câmara Municipal também quer reaver as instalações ocupadas pelo Tribunal Administrativo e Fiscal, que pretende ver alocadas à atividade cultural. Luís Souto referiu ainda a intenção de ampliar o centro de congressos pelo seu “enorme potencial de crescimento” e deu nota de que a deslocalização do centro de emprego abriria portas ao alargamento do espaço para congressos da antiga Fábrica Campos. O processo que envolve o alargamento do Hospital de Aveiro também foi abordado, tal como o Eixo Aveiro-Águeda – um projeto que, diz a Câmara Municipal, “está bem encaminhado […], estando numa fase final o processo de expropriações”.

Aveiro: “Crateras” junto à Rodoviária geram indignação, mas CMA garante intervenção em breve
Cidade

Aveiro: “Crateras” junto à Rodoviária geram indignação, mas CMA garante intervenção em breve

Os clientes de Daniel Castanheta, motorista TVDE, dizem que “Aveiro é a terra dos buracos”, segundo conta o condutor à Ria. Em frente à Estação Rodoviária de Aveiro, o profissional olha para a Avenida Vasco Branco, diariamente atravessada por dezenas de autocarros, onde conta que já evita passar, uma vez que “tem buracos que não dão boa saúde aos carros”. Nos últimos dias, a situação tem gerado polémica nas redes sociais. Na sequência de uma publicação feita no Facebook, foram muitos os munícipes que se mostraram desagradados com o estado do pavimento, comentando que “Aveiro é um país de terceiro mundo ao nível das vias de comunicação” ou que aquela estrada “parece um caminho de cabras”. À Ria, o motorista conta que também já pensou recorrer às redes sociais para alertar para o problema. Os remendos são recorrentes – segundo Daniel Castanheta, até já foram colocados no passado mês de janeiro -, mas qualquer “chuvinha” faz desaparecer o trabalho de manutenção da via. “É uma vergonha… Eles [os responsáveis da autarquia] chegam aqui agora, se virem dois dias de sol, e metem um bocadinho de pó. Basta vir uma chuva e abrem ali aquelas crateras todas”, relata. A história coincide com aquela que Luís Delgado, que trabalha na Busway – empresa de transportes públicos que opera na região de Aveiro –, conta também à Ria. De acordo com o motorista, “desde o ano passado que andam a pôr remendos”, mas as coisas não têm melhorado e “já há buracos com mais de um palmo”: “Não vale a pena pôr remendos, vai ficar igual ou pior. (…) É o mesmo que pôr remendos numas calças velhas. (…) Põe-se lá um remendo e, passados uns dias, já está rasgado ao lado”. O condutor de autocarros entende que o caminho devia passar pela colocação de um “tapete de boa qualidade para os pesados” que viesse desde o início até ao fim do comprimento do túnel. Seria uma forma de “gastar o dinheiro de uma vez, em vez de andar a gastar o dinheiro aos pouquinhos”, no seu entender. Embora nem todos tenham mostrado vontade de falar à Ria, nas imediações do Terminal Rodoviário não houve quem fosse abordado que não tivesse queixas sobre a estrada. Entre taxistas, motoristas e trabalhadores da estação, todos deram nota de uma situação “horrível” que condiciona a chegada ao local de trabalho. Daniel Castanheta referiu ainda que esta rua não é caso único no concelho de Aveiro, que “está mesmo mal em termos de vias de comunicação”. Exemplo disso é a Avenida Artur Ravara, entre o Hospital e o Parque Infante D. Pedro, onde “a estrada tem buracos enormes” que “nem sequer se deram ao trabalho de tapar”. Da mesma forma, afirma que, na Rua Homem Cristo Filho, “houve um abatimento do pavimento (…) já para aí há dois meses” e que “puseram lá umas grades porque não se consegue passar”. Após ser contactado pela Ria, Rui Santos, vice-presidente da Câmara Municipal de Aveiro responsável pelo pelouro Serviços Urbanos e Espaço Público, garante que a autarquia está a par da situação e que, em breve, vão ser tomadas medidas. Neste momento, adianta, está a ser preparado o lançamento de uma empreitada para a recuperação de algumas vias do Município, entre as quais está a da Avenida Vasco Branco.

Mau tempo: Câmara de Aveiro fechou acesso à antiga Lota e deixou família bloqueada
Cidade

Mau tempo: Câmara de Aveiro fechou acesso à antiga Lota e deixou família bloqueada

A Câmara de Aveiro mandou encerrar a estrada de acesso à zona da antiga Lota desde as 14h00 de segunda-feira até às 08h00 de hoje, atendendo à precipitação persistente e à subida da maré. A decisão apanhou de surpresa Agostinho Neno, o filho e a nora, que estavam a trabalhar nas marinhas às quais apenas se pode aceder por um caminho de terra ligado por uma ponte à zona que foi vedada. Quando tentaram regressar a casa ao final da tarde, os três depararam-se com o acesso barrado por um monte de terra e tiveram de retirar parte da terra com uma pá para passar com as suas viaturas. “Acho que eles vieram ver se havia carros ali. Dizem que não viram carros e taparam, mas os meus carros estavam aqui na zona privada, onde tenho o cais do meu barco”, disse à Lusa Agostinho Neno, queixando-se da falta de aviso prévio por parte da autarquia. Numa nota enviada hoje à Lusa, o gabinete de imprensa da Câmara esclareceu que a estrada na zona da antiga lota foi encerrada por razões de prevenção e para garantir a segurança. “Esta decisão foi tomada de forma responsável, face às condições existentes no local, tendo sido previamente assegurada a informação a todas as associações e coletividades com instalações naquela área”, refere a mesma nota. A mesma fonte acrescentou que a câmara desconhecia que estivessem trabalhadores nas marinhas e não teve a intenção de prejudicar e impedir a passagem dessas mesmas pessoas. Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos. O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Últimas

Manuel Tur leva “Class Enemy” ao Teatro Aveirense para refletir sobre o ensino
Cidade

Manuel Tur leva “Class Enemy” ao Teatro Aveirense para refletir sobre o ensino

Passados 48 anos desde a estreia do espetáculo “Class Enemy”, de Nigel Williams, o encenador Manuel Tur volta a pegar na peça para a levar ao Teatro Aveirense. Em entrevista à Ria, o encenador explica que o espetáculo gira em torno da escola enquanto espaço de revolta e de reflexão sobre a sociedade. “Esta sala de aula, que é onde estas personagens passam o espetáculo todo, é realmente uma espécie de reflexo, de símbolo, do que é a sociedade que se vive cá fora”, exprimiu. Apesar de o espetáculo partir de uma peça original inglesa, Manuel Tur referiu à Ria que houve uma preocupação em “descontextualizar” esta escola. “Não há nunca nenhuma referência de cidade nem de sítio, mas percebemos claramente que esta escola está no centro do que pode ser um lugar menos abastado”, referiu. “Eu não gosto de lhe chamar bairro social porque acho que isso é muito redutor e ao mesmo tempo faz com que se crie uma espécie de preconceito de que o bairro social vai tendencialmente criar marginais e vândalos… Mas percebemos que estas personagens nesta sala e nestas escolas estão num contexto socioeconómico mais baixo.  É um bocadinho o espelho do que se passa fora”, pormenorizou. Quanto às razões que o levaram a voltar a trazer este espetáculo a cena, o encenador sublinhou o facto de a peça ser “brutalmente atual”. “Primeiro porque eu acho e porque, principalmente, com os resultados que tivemos nas últimas eleições presidenciais e que desembocaram nesta segunda volta que esperemos que não tenha um final tão extremista e tão triste como inicialmente se previa... Acho que cada vez mais é importante que se debata e reflita a escola, a educação e o sistema. O sistema de ensino, o sistema de inclusão e de exclusão social”, refletiu. Sem desvendar demasiado sobre o que o público poderá esperar, Manuel Tur revelou que a peça se centra em “seis personagens que estão encerrados dentro de uma sala de aula”. “A certa altura, percebemos que estão quase barricados também, ou seja, eles gritam por ajuda o tempo todo, metaforicamente, a esta figura do ensino e do conhecimento, mas cada vez que algum professor chega para os ensinar esse professor é aterrorizado, maltratado e acaba por ser expulso”, conta. “Estas personagens são muito simbólicas (…) do que é esta sociedade também”, completa. Relativamente à estreia no Teatro Aveirense, o encenador destacou que este espetáculo assinala um regresso à cidade dos canais, onde tem apresentado regularmente o seu trabalho desde 2017, com peças como ‘Mulheres de Tráfico’ ou ‘20 de Novembro’. “Desde 2017 que me tenho debruçado um bocadinho mais sobre estas temáticas, mas principalmente sobre o facto de acreditar que o teatro ainda tem alguma função política e de alerta de consciência. Portanto, o teatro como pedra de arremesso e isto sem qualquer tipo de presunção. O Teatro Aveirense tem sido um parceiro muito regular nesse sentido”, afirmou. O encenador mostrou-se, por fim, expectante com aquela que será a receção do público. “Como artistas temos sempre um ego para alimentar, mas temos também expectativas que são geradas à volta dos trabalhos que vamos fazendo e este trabalho é muito particular (…) porque é um trabalho de um coletivo muito especial, de um grupo de gente que se juntou num momento particular. É um espetáculo muito feliz apesar de ser violentíssimo”, referiu. “Apesar de ter 1h50, é um espetáculo que tu vês de estômago apertado o tempo todo, mas o próprio tempo vai passando muito mais rápido do que acreditamos. Isto são palavras das pessoas todas que viram aqui no Porto nestas duas últimas semanas”, refletiu. A peça estará no Teatro Aveirense no dia 13 de fevereiro e tem o custo de 5 euros. Os bilhetes podem ser adquiridos aqui

Carnaval Infantil de Estarreja adiado para 14 de fevereiro devido ao mau tempo
Região

Carnaval Infantil de Estarreja adiado para 14 de fevereiro devido ao mau tempo

Numa nota publicada na sua página na internet, a Câmara refere quea organização do Carnaval de Estarreja decidiu adiar o Carnaval Infantil para sábado, 14 de fevereiro, às 14h30, no Sítio do Carnaval. A decisão surge nasequência da declaração da situação de calamidade decretada pelo Governo até 8 de fevereiro, alargando-a um conjunto de municípios da região de Aveiro, onde se inclui Estarreja. "Para o município de Estarreja e para a Associação de Carnaval de Estarreja, a prioridade máxima é a segurança de todos os envolvidos neste desfile, reforçando a salvaguarda das pessoas e a segurança pública, pois estão previstas condições meteorológicas adversas para o dia do evento", refere a mesma nota, adiantando quehaverá lugar à devolução de bilhetes, caso não possam comparecer na nova data.

Detido suspeito de provocar incêndio em moradia em obras em Ovar
Região

Detido suspeito de provocar incêndio em moradia em obras em Ovar

Em comunicado, a PJ de Aveiro esclareceu que o homem, que foi detido com a colaboração da GNR, ter-se-á introduzido ilicitamente numa moradia em obras, na freguesia de Maceda, ateando fogo em diversos materiais de construção. "O incêndio, ateado através de chama direta, foi detetado do exterior, quase no seu início, tendo sido imediatamente combatido por populares e, de seguida, pelos bombeiros locais, não assumindo assim proporções de relevo", refere a mesma nota. Ainda segundo a Judiciária, a atuação em causa "foi potenciada por um quadro de alcoolismo", existindo já antecedentes criminais por crimes de incêndio e referências policiais recentes por atos de vandalismo. A PJ refere ainda que o detido vai ser presente às autoridades judiciárias, na comarca de Aveiro, para aplicação das devidas medidas de coação.

Habitação: Luís Souto volta a apelar à libertação do quartel da GNR em reunião com deputados do PSD
Cidade

Habitação: Luís Souto volta a apelar à libertação do quartel da GNR em reunião com deputados do PSD

Segundo o texto enviado pelos sociais-democratas, o presidente da CMA colocou a habitação no centro das prioridades. Como já tinha sugerido em campanha, Luís Souto voltou a referir-se à intenção de libertar o antigo quartel que agora alberga o comando distrital da GNR para transformar o “quarteirão num núcleo habitacional de tipologia mista”. A Câmara Municipal garante que se disponibiliza para criar condições que permitam a reinstalação da guarda em nova localização “mais consentânea com as suas missões e em edifício moderno adequado às atuais exigências desta força de segurança”. Também na habitação, Luís Souto defendeu a “quebra de tabus” para, em sede de revisão do PDM, “alargar as zonas de construção, por exemplo, ao longo do traçado do caminho de ferro ou nas franjas de aglomerados urbanos servidos de diversas infraestruturas”. Na reunião, a autarquia pediu a intervenção dos deputados social-democratas para que o antigo centro de saúde mental de São Bernardo passe a propriedade do Município. O objetivo, afirma, é criar uma centralidade urbana com diversidade de serviços que responda a diversas necessidades. Da mesma forma, a Câmara Municipal também quer reaver as instalações ocupadas pelo Tribunal Administrativo e Fiscal, que pretende ver alocadas à atividade cultural. Luís Souto referiu ainda a intenção de ampliar o centro de congressos pelo seu “enorme potencial de crescimento” e deu nota de que a deslocalização do centro de emprego abriria portas ao alargamento do espaço para congressos da antiga Fábrica Campos. O processo que envolve o alargamento do Hospital de Aveiro também foi abordado, tal como o Eixo Aveiro-Águeda – um projeto que, diz a Câmara Municipal, “está bem encaminhado […], estando numa fase final o processo de expropriações”.