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Aveiro Center recebe investimento de 2,2 milhões de euros na modernização

O centro comercial Aveiro Center iniciou um plano de requalificação de 2,2 milhões de euros para modernizar as infraestruturas e os espaços comuns, anunciou hoje fonte empresarial.

Aveiro Center recebe investimento de 2,2 milhões de euros na modernização
Redação

Redação

17 mar 2026, 11:42

O projeto está a cargo da consultora Cushman & Wakefield e tem conclusão prevista para o próximo junho.

"A intervenção incide sobre a requalificação de áreas comuns, incluindo espaços verdes, zonas de circulação e fachadas", afirmou o responsável André Navarro.

Segundo André Navarro, a estratégia de valorização global do conjunto comercial inclui a implementação de um novo logótipo e de uma identidade visual, alinhada com a nova estética.

"A intervenção foi planeada de forma faseada de modo a minimizar o impacto para lojistas e visitantes", esclareceu o diretor do Aveiro Center, Pedro Leal.

O plano de modernização prevê ainda a integração de novos conceitos de restauração, nomeadamente uma unidade "drive-thru" que deverá começar a ser construída antes do verão.

O imóvel é propriedade do fundo Euro V, gerido pela Savills Investment Management, e incorpora uma galeria comercial e "retail park".

Recomendações

SC Beira-Mar enfrenta final da temporada com a calculadora na mão: As contas para fugir à distrital
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SC Beira-Mar enfrenta final da temporada com a calculadora na mão: As contas para fugir à distrital

No início da temporada, o SC Beira-Mar, ainda sem investidor para poder constituir uma Sociedade Desportiva, voltou a definir que o objetivo da temporada era a manutenção no Campeonato de Portugal. Há poucas semanas, em conversa com a Ria, Nuno Quintaneiro, presidente da direção do clube, olhava com satisfação para a entrada invicta no ano civil de 2026 e estimava que, conquistando seis pontos nos oito jogos que faltavam, a equipa devia ter a permanência garantida. O caminho parecia simples, mas entretanto o desafio complicou-se. Em quatro jogos, o Beira-Mar somou apenas mais um ponto - um empate em casa frente ao Leça e três derrotas com Rebordosa, Vila Real e Florgrade - e está a três pontos dos lugares que ditam a descida de divisão. Com apenas quatro jogos por disputar (12 pontos em jogo), o Beira-Mar tem neste momento 28 pontos e ocupa a nona posição da tabela classificativa, sendo que descem todos os que ficarem abaixo do décimo posto. Entre o 12º classificado e o sétimo distam apenas três pontos, embora haja ainda outras equipas que podem entrar nesta luta - é o caso do Resende, a cinco pontos dos lugares de salvação, e Vila Meã e Cinfães, quatro e cinco pontos acima da “linha de água”, respetivamente. Estamos então a falar de uma corrida a seis, que pode ser alargada a nove, para fugir aos distritais. (Legenda: Classificação disponível em zerozero.pt) O Beira-Mar acaba o campeonato frente ao melhor adversário que poderia pedir: o Gouveia, que já tem a descida de divisão garantida por apenas ter conseguido somar quatro pontos nos 22 jogos que disputou - quatro empates e 18 derrotas. No entanto, apesar de o adversário já não estar a lutar por nada, não se pode dizer que sejam “favas contadas”. O Gouveia já jogou duas vezes com os beiramarenses esta época: no primeiro embate, em casa, eliminou o clube de Aveiro da Taça de Portugal; no segundo, conquistou um ponto na deslocação ao Mário Duarte. Nas próximas duas jornadas, que decorrem no próximo domingo e no fim-de-semana de 4 de abril, o Beira-Mar recebe o Cinfães e desloca-se a Alpendorada, respetivamente. São dois adversários em condições idênticas - já se podem dizer arredados da luta pela subida à Liga 3, mas também têm alguma folga relativamente aos lugares de descida (embora possam garantir a manutenção no jogo com o Beira-Mar). Este enquadramento tanto pode ser benéfico para a equipa de Aveiro, que vê os adversários com maior abertura para lançar jovens e começar a pensar na próxima temporada, como pode ser prejudicial, uma vez que os pupilos de Fabeta se vêm obrigados a pontuar contra adversários com menor pressão nos ombros. Não obstante, o Beira-Mar não parece ser aquele que tem o calendário mais complicado entre os que procuram continuar a competir no Campeonato de Portugal. Analisando as seis equipas apenas separadas por três pontos - Salgueiros, União de Lamas, Beira-Mar, Vila Real, Anadia e Aparecida - o União de Lamas parece ser a formação com um trajeto mais complicado. Embora parta na mesma posição que o Beira-Mar, a equipa cruza com três rivais diretos, nomeadamente, o Beira-Mar, em Aveiro, o Salgueiros e o Anadia. Caso não vença na deslocação ao terreno Gouveia na próxima jornada - uma equipa que os adversários vão tentar transformar no “bombo da festa” durante esta fase - a turma natural de Santa Maria de Lamas enfrenta sérias dificuldades até ao final do campeonato. O Vila Real também não tem a vida fácil, dado que, para além de se encontrar com os dois primeiros classificados - e, recorde-se, o Rebordosa ainda não perdeu um único jogo na temporada -, joga ainda fora com o Aparecida, que está também abaixo da linha de água e em igualdade pontual, e com o Vila Meã, que ainda não está a salvo da descida. Para além do encontro com o Vila Real, o Aparecida joga ainda com Florgrade e Cinfães - duas das equipas que, em princípio, já não precisarão de pontos no momento das partidas - e com o Leça, que vai disparado para a Fase de Apuramento de Subida à Liga 3. Anadia ainda recebe o Gouveia, que será sempre uma oportunidade para pontuar, mas desloca-se a casa dos “aflitos” União de Lamas e Vila Meã e recebe ainda o Alpendorada. O Salgueiros, que está há oito jogos sem ganhar, joga com Florgrade, Cinfães e Alpendorada, todos à beira de garantir a permanência, e acaba em casa do União de Lamas, numa partida que poderá ser uma autêntica final para ambos os conjuntos. Nota ainda para o Vila Meã que, apesar de estar a quatro pontos dos lugares que levam à despromoção, já não vence desde 7 de dezembro, totalizando cinco derrotas e sete empates nos últimos 12 jogos. Na próxima jornada recebe o invicto Rebordosa, enfrenta depois o Gouveia e acaba com mais dois duelos com equipas em risco de descer, Vila Real e Anadia.

Cais do Paraíso S.A. pede diálogo à CMA e admite negociar, mas avisa que a “paciência não é eterna”
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Cais do Paraíso S.A. pede diálogo à CMA e admite negociar, mas avisa que a “paciência não é eterna”

Foi na passada terça-feira, dia 10, que o TAF de Aveiro julgou procedente a providência cautelar apresentada em janeiro pelo Ministério Público (MP) contra o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, determinando a suspensão da eficácia do documento aprovado pelo Município de Aveiro. Pela primeira vez a falar à comunicação social sobre o dossier, Munir Asharaf Aly confessou à Ria “não estar contente” com a decisão e procurou explicar a posição da Cais do Paraíso S.A. em todo o processo. A principal crítica do investidor dirige-se à falta de diálogo com o executivo municipal desde a tomada de posse de Luís Souto. Se Munir diz que “não se pode queixar” de José Ribau Esteves, que liderou a autarquia desde que a sociedade adquiriu os terrenos, em 2018, até ao passado mês de outubro, a relação com o atual presidente é descrita de forma bem diferente. Segundo o responsável, o novo líder do Município não só não procurou estabelecer contactos como também “não responde” às tentativas de comunicação feitas pela empresa. Apesar do impasse, o presidente do Conselho de Administração da Cais do Paraíso S.A. não exclui a possibilidade de negociar, quer através da relocalização do investimento, quer através de alterações ao projeto inicialmente previsto. Ainda assim, deixa um aviso: “Aveiro tem que decidir se quer investimentos ou não quer”. “O país está a ficar completamente burocrático e depois queixamo-nos de que os preços da habitação estão altos. Estão altos porque as autarquias não tomam decisões, não dialogam, não conversam, estão entretidas na politiquice e deixam-se passar muitas oportunidades”, acrescenta. Na conversa com a Ria, os responsáveis pela sociedade elogiaram também a postura “construtiva” de Diogo Soares Machado, vereador eleito pelo Chega, durante a reunião de Câmara em que foi discutida a revogação do Plano de Pormenor. Nessa altura, o autarca disse ter apalavrado uma reunião com Nuno Pereira, responsável de desenvolvimento de projetos imobiliários do Mully Group - que, até agora, tem sido a ponte entre a Ria e a Cais do Paraíso S.A. -, mas, desde então, não voltaram a existir contactos, nem com o executivo municipal nem com os partidos da oposição. Disponível para falar “com todos”, Munir afirma ainda que, à exceção desse episódio, nunca foi abordado por responsáveis políticos e que tem procurado dialogar apenas com quem governa a cidade, de forma a evitar ser colocado no centro de “querelas políticas”. No que diz respeito à providência cautelar, a sentença a que a Ria teve acesso indica que, depois de citados, nem o Município de Aveiro nem a Cais do Paraíso S.A. apresentaram oposição. Fonte próxima da sociedade considera, no entanto, que “não faz sentido contestar”. “O que eles [Ministério Público] quiseram foi que não fossem constituídos direitos. [...] Nós também nunca iríamos, perante uma discussão destas e o foguetório que foi feito, aproveitar para pôr um pedido qualquer licenciamento para constituir direitos. Queremos fazer um projeto, não queremos estar a receber indemnizações da Câmara Municipal”, explica. Segundo a mesma fonte, a Cais do Paraíso S.A. já contestou, no entanto, os processos principais, designadamente os interpostos pelo Ministério Público e pela família Bóia. Recorde-se que, de acordo com os proprietários do terreno adjacente aos terrenos da Cais do Paraíso S.A., o executivo liderado por Ribau Esteves, ao aprovar o Plano de Pormenor, terá dado “um alegado privilégio exclusivo a um só promotor”, ignorando os restantes proprietários e desrespeitando um compromisso assumido há mais de 50 anos com a família. Munir Asharaf Aly rejeita essa interpretação e contradiz a narrativa de que Ribau Esteves terá desenhado o plano “à medida do investidor”. Segundo afirma, aconteceu “bem pelo contrário”. Um dos exemplos apontados é a solução para o estacionamento, que o ex-presidente da Câmara terá exigido que seguisse o mesmo modelo adotado no Rossio. “Ele cortou a área de construção, cortou acesso ao edifício, cortou isso tudo, não nos deixou fazer as garagens como nós queríamos e obrigou-nos a fazer de outra forma, que era bastante mais oneroso”, refere. Outra fonte próxima da sociedade acrescenta que o Plano de Pormenor foi elaborado por imposição do antigo autarca e “por causa da questão dos Bóia”. Segundo explica, “não precisamos do terreno dos Bóia para nada, porque nós cumprimos [...] com aquilo tudo e não ganhamos capacidade construtiva pelo facto do terreno dos Bóia ter ou não capacidade construtiva. O presidente mandou-nos, na altura, falar com o Bóia, porque, no entendimento estético dele da cidade, ele achava que ter ali construção naquele terreno e o hotel por trás ia ficar mal. E nós andámos em negociações com o Bóia”. Apesar de continuar interessado em avançar com o projeto, Munir recorda que o processo se arrasta há vários anos. “Temos alguma paciência, mas não é eterna”, sublinha, lembrando que aguarda uma solução há cerca de oito anos e que o mercado imobiliário é volátil, o que poderá obrigar a reavaliar o investimento caso o processo continue bloqueado.

Primeira mulher presidente da Associação Académica da UA apresenta livro este sábado em Aveiro
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Primeira mulher presidente da Associação Académica da UA apresenta livro este sábado em Aveiro

A iniciativa pretende assinalar o lançamento da obra num momento de encontro entre autora e leitores, sendo aberta ao público. A sessão terá lugar na livraria localizada no Edifício Avenida, na Avenida Lourenço Peixinho.  Residente em Aveiro, Margarida Calafate Ribeiro é investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e uma das académicas portuguesas mais reconhecidas na área dos estudos pós-coloniais, dedicando grande parte do seu trabalho à análise da literatura, da memória e das representações da guerra colonial. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Aveiro, concluiu posteriormente mestrado na Universidade Nova de Lisboa e doutoramento em Estudos Portugueses no King's College London, tendo desenvolvido carreira académica internacional e participado em diversos projetos de investigação e programas de doutoramento. Durante o seu percurso universitário em Aveiro, Margarida Calafate Ribeiro destacou-se também no movimento estudantil, tendo sido presidente da direção da Associação de Estudantes da Universidade de Aveiro, entre 1983 e 1984, tornando-se a primeira mulher a assumir a liderança da estrutura estudantil da academia aveirense.

Leonor Barata, ex-vereadora do PSD em Viseu, é a nova diretora e programadora do Teatro Aveirense
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Leonor Barata, ex-vereadora do PSD em Viseu, é a nova diretora e programadora do Teatro Aveirense

Segundo a Câmara Municipal de Aveiro, esta nova etapa pretende reforçar a dimensão territorial da política cultural municipal, afirmando o Teatro Aveirense não apenas como um equipamento cultural central, mas também como um agente ativo na dinamização cultural de todo o concelho. A estratégia passa por alargar a programação a diferentes públicos e contextos sociais, promover o acesso à cultura nas várias freguesias e reforçar o apoio aos artistas e associações locais. Na mesma nota, o município sublinha ainda a intenção de valorizar as artes de rua e a criação artística no espaço público, destacando iniciativas como o Festival dos Canais e o PRISMA – Art Light Tech, eventos que, segundo a autarquia, continuarão a contribuir para afirmar Aveiro como um território aberto à experimentação artística e à inovação cultural. Leonor Barata, segundo a autarquia, tem um percurso ligado à criação artística, à pedagogia e à gestão cultural. Nascida em 1975, é licenciada em Filosofia pela Universidade de Coimbra e possui uma pós-graduação em Estudos Artísticos pela mesma instituição. Entre 1996 e 1999 realizou a sua formação em dança no Fórum Dança, em Lisboa. Entre 2021 e 2025 desempenhou funções como vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Viseu, onde esteve envolvida na implementação de programas municipais de apoio à criação artística e na dinamização de eventos culturais como o Dizer Poesia e o Festival Mosaico. Apesar de a nota de imprensa enviada às redações não fazer referência a esse facto, Leonor Barata exercia funções como vereadora da oposição na Câmara Municipal de Viseu, eleita nas listas do PSD, até ao passado dia 13 de março. Segundo uma notícia publicada no site do Diário de Viseu, a responsável apresentou recentemente a renúncia ao mandato autárquico na sequência de um parecer jurídico dos serviços da autarquia que apontava para um “impedimento legal absoluto” entre o cargo de vereadora e a candidatura ao programa municipal de apoio “Eixo Cultura”. De acordo com a mesma notícia, Leonor Barata afirmou que o parecer lhe causou “verdadeira perplexidade”, considerando que “em momento algum o parecer em causa apresenta qualquer facto concreto sobre o qual possa incidir um qualquer juízo, ainda que ínfimo, sobre a violação do interesse público, de conflito de interesses ou de favorecimento indevido de um qualquer interesse meu, tanto mais que as decisões são tomadas por uma Comissão de Avaliação independente”. Ainda recentemente, Leonor Barata participou num evento promovido pela Orquestra Filarmonia das Beiras, surgindo numa fotografia publicada no Facebook ao lado de Ângelo Ferreira, atual diretor executivo da Associação Musical das Beiras e apoiante próximo de Luís Souto, presidente da Câmara Municipal de Aveiro. Ao longo dos últimos anos, a Associação Musical das Beiras tem sido presidida por vereadores da Câmara Municipal de Viseu. Antes da experiência autárquica, desenvolveu uma carreira artística nas áreas da interpretação, criação e pedagogia. Enquanto intérprete participou em espetáculos como Cyrano, de Claudio Hochman, Miss Liberty, de Mónica Lapa, Duel, com o Tof Theatre, Visitas Dançadas no Museu Nacional Grão Vasco, de Aurélie Gandit, e Madame - conversas privadas em espaços públicos, com António Alvarenga. A nova diretora tem também desenvolvido trabalho na área da pedagogia artística, colaborando como formadora com várias instituições culturais, entre as quais o Centro Cultural de Belém, o Teatro Viriato, o Centro Cultural Vila Flor e a CENTA – Centro de Experimentação e Criação Artística, em projetos que cruzam filosofia e dança. Enquanto coreógrafa, criou vários espetáculos dirigidos ao público jovem, entre os quais A Menina do Mar (2004), Pretas e Vermelhas Penduradas nas Orelhas (2007), Fios e Labirintos (2010), Azul! (2012) e Ver a Odisseia para chegar a Ítaca (2016), além de outras criações como Inquietações (2002), Projeto Poético (2010) e abril 2014 (2014). O percurso de Leonor Barata inclui ainda projetos de mediação cultural e visitas performativas em instituições como o Museu Nacional Grão Vasco, o Teatro Académico de Gil Vicente, o Centro Cultural de Ílhavo e a Casa-Museu Júlio Dinis. Na mesma comunicação, a Câmara Municipal de Aveiro agradece ao anterior programador do Teatro Aveirense, José Pina, “pela dedicação, visão e competência” demonstradas durante o período em que esteve à frente da programação do equipamento cultural. Segundo a autarquia, o seu trabalho contribuiu para consolidar o Teatro Aveirense como um espaço de referência artística e comunitária na cidade.

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Operação da PJ por corrupção em iluminações festivas passa por Ovar e Santa Maria da Feira
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Operação da PJ por corrupção em iluminações festivas passa por Ovar e Santa Maria da Feira

Segundo a PJ, a investigação aponta para um “esquema criminoso, de caráter organizado e sistémico”, baseado na obtenção de informação privilegiada junto de entidades adjudicantes, a troco de contrapartidas financeiras, garantindo adjudicações à empresa visada. Os contratos sob suspeita ascendem a cerca de oito milhões de euros. No distrito de Aveiro, a operação passou pelos municípios de Ovar e Santa Maria da Feira, onde foram realizadas buscas no âmbito das 26 diligências levadas a cabo em todo o país. Apesar de o Município de Aveiro não constar entre as entidades alvo da operação, a empresa agora investigada manteve relações contratuais com a autarquia aveirense em anos anteriores. Dados do portal Base indicam que a Câmara Municipal de Aveiro adjudicou à Castros Iluminações Festivas vários contratos para iluminação de Natal entre 2017 e 2022, através de ajuste direto e consulta prévia, num valor global superior a 620 mil euros. O contrato de maior montante foi celebrado em 2019, por cerca de 345 mil euros. Em 2022, foi adjudicado um novo contrato no valor de 130 mil euros. Nos anos de 2017 e 2018, os contratos rondaram os 75 mil euros cada. Contudo, não existe qualquer indicação de que estes contratos estejam relacionados com a investigação em curso. A operação “Lúmen”, conduzida pela Diretoria do Norte da PJ, mobilizou cerca de 120 investigadores, bem como peritos financeiros e informáticos. O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional do Porto. Os detidos vão ser presentes ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto para primeiro interrogatório judicial.

SC Beira-Mar enfrenta final da temporada com a calculadora na mão: As contas para fugir à distrital
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SC Beira-Mar enfrenta final da temporada com a calculadora na mão: As contas para fugir à distrital

No início da temporada, o SC Beira-Mar, ainda sem investidor para poder constituir uma Sociedade Desportiva, voltou a definir que o objetivo da temporada era a manutenção no Campeonato de Portugal. Há poucas semanas, em conversa com a Ria, Nuno Quintaneiro, presidente da direção do clube, olhava com satisfação para a entrada invicta no ano civil de 2026 e estimava que, conquistando seis pontos nos oito jogos que faltavam, a equipa devia ter a permanência garantida. O caminho parecia simples, mas entretanto o desafio complicou-se. Em quatro jogos, o Beira-Mar somou apenas mais um ponto - um empate em casa frente ao Leça e três derrotas com Rebordosa, Vila Real e Florgrade - e está a três pontos dos lugares que ditam a descida de divisão. Com apenas quatro jogos por disputar (12 pontos em jogo), o Beira-Mar tem neste momento 28 pontos e ocupa a nona posição da tabela classificativa, sendo que descem todos os que ficarem abaixo do décimo posto. Entre o 12º classificado e o sétimo distam apenas três pontos, embora haja ainda outras equipas que podem entrar nesta luta - é o caso do Resende, a cinco pontos dos lugares de salvação, e Vila Meã e Cinfães, quatro e cinco pontos acima da “linha de água”, respetivamente. Estamos então a falar de uma corrida a seis, que pode ser alargada a nove, para fugir aos distritais. (Legenda: Classificação disponível em zerozero.pt) O Beira-Mar acaba o campeonato frente ao melhor adversário que poderia pedir: o Gouveia, que já tem a descida de divisão garantida por apenas ter conseguido somar quatro pontos nos 22 jogos que disputou - quatro empates e 18 derrotas. No entanto, apesar de o adversário já não estar a lutar por nada, não se pode dizer que sejam “favas contadas”. O Gouveia já jogou duas vezes com os beiramarenses esta época: no primeiro embate, em casa, eliminou o clube de Aveiro da Taça de Portugal; no segundo, conquistou um ponto na deslocação ao Mário Duarte. Nas próximas duas jornadas, que decorrem no próximo domingo e no fim-de-semana de 4 de abril, o Beira-Mar recebe o Cinfães e desloca-se a Alpendorada, respetivamente. São dois adversários em condições idênticas - já se podem dizer arredados da luta pela subida à Liga 3, mas também têm alguma folga relativamente aos lugares de descida (embora possam garantir a manutenção no jogo com o Beira-Mar). Este enquadramento tanto pode ser benéfico para a equipa de Aveiro, que vê os adversários com maior abertura para lançar jovens e começar a pensar na próxima temporada, como pode ser prejudicial, uma vez que os pupilos de Fabeta se vêm obrigados a pontuar contra adversários com menor pressão nos ombros. Não obstante, o Beira-Mar não parece ser aquele que tem o calendário mais complicado entre os que procuram continuar a competir no Campeonato de Portugal. Analisando as seis equipas apenas separadas por três pontos - Salgueiros, União de Lamas, Beira-Mar, Vila Real, Anadia e Aparecida - o União de Lamas parece ser a formação com um trajeto mais complicado. Embora parta na mesma posição que o Beira-Mar, a equipa cruza com três rivais diretos, nomeadamente, o Beira-Mar, em Aveiro, o Salgueiros e o Anadia. Caso não vença na deslocação ao terreno Gouveia na próxima jornada - uma equipa que os adversários vão tentar transformar no “bombo da festa” durante esta fase - a turma natural de Santa Maria de Lamas enfrenta sérias dificuldades até ao final do campeonato. O Vila Real também não tem a vida fácil, dado que, para além de se encontrar com os dois primeiros classificados - e, recorde-se, o Rebordosa ainda não perdeu um único jogo na temporada -, joga ainda fora com o Aparecida, que está também abaixo da linha de água e em igualdade pontual, e com o Vila Meã, que ainda não está a salvo da descida. Para além do encontro com o Vila Real, o Aparecida joga ainda com Florgrade e Cinfães - duas das equipas que, em princípio, já não precisarão de pontos no momento das partidas - e com o Leça, que vai disparado para a Fase de Apuramento de Subida à Liga 3. Anadia ainda recebe o Gouveia, que será sempre uma oportunidade para pontuar, mas desloca-se a casa dos “aflitos” União de Lamas e Vila Meã e recebe ainda o Alpendorada. O Salgueiros, que está há oito jogos sem ganhar, joga com Florgrade, Cinfães e Alpendorada, todos à beira de garantir a permanência, e acaba em casa do União de Lamas, numa partida que poderá ser uma autêntica final para ambos os conjuntos. Nota ainda para o Vila Meã que, apesar de estar a quatro pontos dos lugares que levam à despromoção, já não vence desde 7 de dezembro, totalizando cinco derrotas e sete empates nos últimos 12 jogos. Na próxima jornada recebe o invicto Rebordosa, enfrenta depois o Gouveia e acaba com mais dois duelos com equipas em risco de descer, Vila Real e Anadia.

Inscrições abertas para as Competições Nacionais de Ciência da Universidade de Aveiro 2026
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Inscrições abertas para as Competições Nacionais de Ciência da Universidade de Aveiro 2026

Promovidas pela Universidade de Aveiro, no âmbito do Projecto Matemática Ensino (PmatE), as competições têm vindo a consolidar-se, ao longo de mais de três décadas, como uma das principais iniciativas de promoção da literacia científica junto dos mais novos. Desde a sua criação, já foram realizados mais de sete milhões de jogos educativos na plataforma do PmatE/UA. As provas estão agendadas para os dias 28, 29 e 30 de abril de 2026 e terão lugar na nave multiusos Caixa UA, no campus da Universidade de Aveiro. Durante três dias, milhares de estudantes, com idades compreendidas entre os 8 e os 18 anos, serão desafiados a testar os seus conhecimentos em áreas como Matemática, Português, Inglês, Física, Química, Biologia, Geologia, Ecologia, Literacia Financeira, Cidadania e Cultura Geral. As competições decorrem em formato digital, combinando uma componente científica com uma vertente lúdica de jogo educativo. O modelo pretende estimular o raciocínio, o pensamento crítico e a curiosidade dos participantes, num ambiente dinâmico e interativo. A participação é gratuita e aberta a todas as escolas do país. As inscrições devem ser realizadas pelos professores responsáveis até ao dia 24 de abril, através da plataforma oficial do PmatE. Com mais de 30 anos de história, as Competições Nacionais de Ciência continuam a afirmar-se como um espaço privilegiado de encontro entre estudantes, professores e ciência, contribuindo para a promoção do conhecimento e para o incentivo de novas vocações científicas junto das gerações mais jovens.

Grupo de estudantes manifesta-se esta tarde na UA a pensar no Dia Nacional do Estudante
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Grupo de estudantes manifesta-se esta tarde na UA a pensar no Dia Nacional do Estudante

São cerca de “10 a 12” estudantes que compõem o núcleo organizador do “Agitar a UA”, um grupo que, explica Leonor Lopes - estudante que no passado mês de dezembro também encabeçou uma candidatura à direção da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) -, já existe desde o ano passado e serve para “alertar e mobilizar os estudantes acerca dos problemas no ensino superior”. De acordo com a responsável, entre as questões abordadas estão o valor da propina, o estado das residências universitárias, o incumprimento do Plano Nacional de Alojamento no Ensino Superior (PNAES), a revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) ou os atrasos nos pagamentos das bolsas da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). A ação desta terça-feira é organizada com os olhos postos no próximo dia 24, quando se comemora o Dia Nacional do Estudante. Leonor Lopes conta que o principal objetivo é que exista uma “ação de microfone para tentar mobilizar os estudantes para a manifestação nacional, em Lisboa”. Em simultâneo, o grupo vai estar a recolher assinaturas de apoio à manifestação.  A tribuna desta tarde vai ser palco de discussão de alguns assuntos de dimensão nacional, radicados no “subfinanciamento do Ensino Superior”, mas vai também haver espaço para abordar “problemas nas infraestruturas da Universidade [de Aveiro]”. Durante a tarde, vai também haver espaço para a pintura de cartazes para levar à manifestação que terá lugar em Lisboa, na próxima semana.  Mais tarde no dia de hoje, conta Leonor Lopes, o movimento vai reunir com a direção da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv), conforme tinha sido combinado durante a última Assembleia Geral de Alunos, de forma a articular a mobilização dos alunos para a ida à capital.