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Câmara de Aveiro quer fim de aterro de Eirol e aponta incineração como alternativa

O Município de Aveiro saudou a solução apontada pelo Governo, no passado dia 7 de março, de construir uma Incineradora na Região Centro em alternativa ao aterro sanitário. Aveiro reforça, assim, a sua posição para que o aterro sanitário de Eirol seja encerrado.

Câmara de Aveiro quer fim de aterro de Eirol e aponta incineração como alternativa

No âmbito da gestão de resíduos no Município de Aveiro, a Câmara deu nota de que continua a pressionar o Governo para que o aterro sanitário, atualmente instalado na freguesia de Eirol, seja encerrado. Em alternativa o município sugere que seja feita “a incineração (da fração resto)” a realizar “noutra localização da Região Centro”. Em comunicado, a Câmara recorda ainda que o aterro em questão “está perto de esgotar a sua capacidade e que a ERSUC pretende, até junho de 2028, expandi-lo até uma capacidade de 1.200.000 toneladas”. “Para a CMA é tempo (…) de começar a pensar numa nova solução técnica, que entendo dever ser a incineração, noutra localização da Região Centro. Há mais de duas décadas que os resíduos de vários municípios da Região são dirigidos para Aveiro, no aterro sanitário de Taboeira e no UTMB de Eirol. Uma vez esgotada a capacidade da Unidade de Tratamento Mecânico-Biológico (UTMB) de Eirol e do seu aterro sanitário, o destino dos resíduos deverá passar a ser outro”, defende José Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Aveiro. O autarca saúda ainda a “solução apontada no ‘Plano de Ação TERRA – Transformação Eficiente de Resíduos em Recursos Ambientais’”, apresentada na passada sexta-feira, dia 7, que assume a construção de “uma Incineradora na Região Centro, terminando com a deposição em aterro”.

A nota faz ainda referência a um parecer que terá sido enviado por José Ribau Esteves, em janeiro do corrente ano, ao grupo de trabalho supramencionado onde assumiu “uma posição clara sobre esta matéria”. No parecer lê-se que Aveiro considera “urgente” a decisão em investir “numa nova estrutura de unidades de tratamento e valorização de Resíduos Urbanos”, lamentando “o arrastamento da abordagem deste assunto assumido por Governos anteriores”. A comunicação do edil aveirense ao grupo de trabalho frisa, ainda, que entende a construção da incineradora como uma hipótese “muito relevante” e defende “a opção por uma Incineradora para a denominada “fração resto”, com uso de tecnologia moderna), em simultâneo com a continuidade da operação do UTMB e seu Aterro com condicionante de limitação temporal e concretização prévia de investimentos que aumentem a sua sustentabilidade ambiental e boa relação com as zonas urbanas envolventes”.

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