“Casa do Chá” será um “instrumento de atração de pessoas” para o Parque Infante D. Pedro
Após a Associação Musical das Beiras/Orquestra Filarmonia das Beiras ter mudado de sede (da Casa do Chá do Parque da Cidade) para a Casa de Música, anteriormente, designado de Centro Cívico, em Aradas, em Aveiro, José Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Aveiro, realçou à Ria que tem “pressa de dar uma nova vida” à antiga sede da Associação.
Isabel Cunha Marques
JornalistaÚltimas
Interpelado pelo público, na reunião camarária, na passada quinta-feira, 14 de novembro, no período da ordem do dia, sobre o futuro da Casa do Chá do Parque da Cidade (Parque Infante D.Pedro), Ribau Esteves explicou à Ria que a Associação Musical das Beiras “ainda lá tem coisas” e que “estão a acabar de fazer a sua mudança e arrumação com calma”. “Não há questão nenhuma. Aliás, isso é incompatível com o trabalho que vamos fazer proximamente com uma entidade pública que nos vai fazer a auditoria para definirmos as patologias que o edifício tem e a solução técnica para elas. Ao mesmo tempo, nessa ambiência tomarmos também decisões sobre a adaptação do edifício à nova função”, realçou.
No que toca à nova função da Casa do Chá do Parque da Cidade destacou que as “notas principais” estão já alinhadas e que a autarquia está agora a trabalhar “internamente” para definir os pormenores. Será “uma vivência com gestão direta da Câmara participada por outras entidades, em princípio, associações privadas sem fins lucrativos para na dimensão ambiental e cultural [a Casa do Chá] ser um instrumento de atração de pessoas para o parque da cidade e de indução de atividades no próprio parque da cidade. É esta a ideia básica que temos para a vida nova da casa do chá”, expôs.
Sobre o trabalho de auditoria, o presidente da Câmara de Aveiro adiantou que é possível que esse trabalho esteja concluído “até ao final deste ano” já que “é um edifício velho, mas pequeno”. “É uma entidade pública excelente (…) que trabalha bem, depressa, temos muita experiência com ela (…) se eles pegarem no assunto e tiveram disponibilidade em termos de recursos é possível este trabalho estar pronto até ao final do ano? Claro que é”, assegurou.
Ribau Esteves revelou ainda que tem “pressa de dar uma nova vida” ao edifício da antiga casa do chá. “Temos pressa no sentido em que é um edifício velho com patologias… Um edifício velho sem vida interior as patologias têm uma velocidade de desenvolvimento muito maior… Um edifício velho, com patologias e de portas fechadas arrisca-se a outro tipo de maus usos”, atentou.
Recorde-se que a Câmara Municipal de Aveiro estabeleceu um novo acordo de colaboração com a Associação Musical das Beiras / Orquestra Filarmonia das Beiras, que integra a cedência de utilização do edifício agora denominado de Casa de Música, em Aradas. O espaço, antes designado de Centro Cívico, foi alvo de obras profundas, por parte do Município de Aveiro, num investimento superior a um milhão de euros.
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