Diogo Soares Machado desafia Luís Souto a divulgar Código de Ética assinado por Catarina Barreto
O candidato do Chega à Câmara Municipal de Aveiro (CMA), Diogo Soares Machado, voltou a reagir à polémica em torno da inscrição indevida de Catarina Barreto na ADSE, acusando Luís Souto, cabeça de lista da coligação 'Aliança com Aveiro', de incoerência e falta de transparência. Numa publicação nas redes sociais, recordou que Luís Souto, na apresentação do livro ‘Isto é um Escândalo’ no dia 1 julho de 2025, destacou o “Código de Ética e Conduta da Câmara Municipal de Aveiro” como um exemplo a seguir e prometera que, “com algumas adaptações naturais”, iria aplicá-lo aos elementos das suas listas autárquicas, desafiando então também os outros candidatos a fazerem o mesmo.
Redação
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A crítica de Diogo Soares Machado surge depois de Luís Souto ter afirmado recentemente que “o assunto está encerrado” por Catarina Barreto ter devolvido as quantias indevidamente recebidas e após a própria autarca ter classificado o episódio como um “erro administrativo”.
Recorde-se que no dia 1 de julho de 2025, numa apresentação pública de um livro em conjunto com o candidato socialista Alberto Souto, Luís Souto destacou publicamente o “Código de Ética e Conduta da Câmara Municipal de Aveiro”, aprovado em 19 de dezembro de 2024, como referência para a sua candidatura, afirmando que, “com algumas adaptações naturais”, pretendia que o documento fosse assinado também pelos elementos das suas listas autárquicas. “Os meus candidatos também vão assinar este Código de Ética e Conduta Municipal, com algumas adaptações naturais. Desafio o candidato Alberto a fazer o mesmo e os outros partidos. Vamos todos assinar. Não é preciso inventar nada, está lá tudo”, declarou na altura.
Diogo Soares Machado considerou que os princípios consagrados no Código de Ética e Conduta do Município de Aveiro - como o da legalidade, da probidade, da transparência, da responsabilidade e da comunicação de irregularidades - são incompatíveis com a conduta de Catarina Barreto e com a posição assumida por Luís Souto. Sublinhou que a inscrição de Catarina Barreto na ADSE sem vínculo de emprego público viola o princípio da legalidade, que a resistência na entrega de documentos contraria a transparência e que a tentativa de atribuir responsabilidades aos serviços administrativos entra em choque com o princípio da responsabilidade. Acrescentou ainda que o caso revela abuso de poder e falhas no dever de comunicação de irregularidades, lembrando que o Código prevê sanções para comportamentos desta natureza.
Na mesma publicação, o candidato do Chega classificou o episódio como o “caso Aradasgate” e afirmou que “de 2018 a 2022, o regabofe foi total e a impunidade foi absoluta”, sustentando que Catarina Barreto só devolveu as verbas depois da denúncia anónima feita em outubro de 2022 e do pedido da própria ADSE. Criticou ainda a resposta de Luís Souto, que disse considerar o caso encerrado por a autarca ter devolvido o dinheiro, afirmando que essa postura “é a fotografia perfeita do político que dá mau nome à política e afasta os cidadãos, porque diz uma coisa e faz o exacto oposto”.
Diogo Soares Machado desafiou Luís Souto a divulgar publicamente o exemplar do Código de Ética assinado por Catarina Barreto e por ele próprio, argumentando que, caso não o faça, demonstra incoerência em relação aos princípios que defendeu. Considerou que a recusa em mostrar o documento será comparável à recusa em revelar o contrato de arrendamento da sede de campanha da coligação e acusou o adversário de “fugir às suas responsabilidades”. No fecho da publicação, afirmou que, se Luís Souto continuar a manter a confiança em Catarina Barreto, “somos livres para concluir que são, afinal, feitos da mesma massa, uma massa podre, que contamina e destrói a Democracia”.
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