IL-Aveiro sem medo, diz não ao PSD-Aveiro e avança com Miguel Gomes para a Câmara Municipal
Numa nota de imprensa enviada à Ria, o Núcleo Territorial da Iniciativa Liberal (IL) de Aveiro avançou esta quinta-feira, 13 de março, que “declinará o convite para integrar a coligação com PSD-Aveiro” e que Miguel Gomes, atual coordenador da IL-Aveiro, será o candidato à Câmara Municipal de Aveiro (CMA), enquanto Frederico Teixeira será o cabeça de lista à Assembleia Municipal de Aveiro
Isabel Cunha Marques
Jornalista“Após um debate alargado e participado pelos membros do núcleo, foi decidido, por unanimidade, que a Iniciativa Liberal de Aveiro declinará o convite para integrar a coligação com PSD. Esta decisão reflete a vontade da estrutura local de afirmar um projeto político autónomo, fiel aos valores liberais, e de apresentar aos cidadãos de Aveiro uma alternativa diferenciada, assente na defesa da liberdade económica, da eficiência governativa e da proximidade às necessidades reais da população”, lê-se. “No mesmo plenário, foram ainda definidos os nomes dos candidatos que serão submetidos à aprovação da Comissão Nacional da Iniciativa Liberal como cabeças de lista para as eleições autárquicas. Miguel Gomes será o candidato à Câmara Municipal de Aveiro, enquanto Frederico Teixeira será o cabeça de lista à Assembleia Municipal de Aveiro”, continua a nota.
Segundo a nota de imprensa, a decisão foi tomada no último plenário ordinário que decorreu no dia 9 de março e que tinha como objetivo “debater temas fundamentais para o futuro da estrutura local e a sua estratégia para as próximas eleições autárquicas”. A Ria sabe que os militantes da IL-Aveiro acreditam que as divisões dentro do PSD-Aveiro e o descontentamento de Ribau Esteves quanto à escolha de Luís Souto como candidato à Câmara Municipal de Aveiro podem fazer com que a candidatura da Iniciativa Liberal tenha um crescimento significativo nas próximas eleições autárquicas.
Durante a sessão, os membros presentes aprovaram ainda, por unanimidade, as contas relativas ao exercício de 2024, bem como o orçamento especial para 2025, um ano de particular relevância política devido à realização das eleições autárquicas. “Este orçamento visa dotar o núcleo dos recursos necessários para uma campanha eleitoral dinâmica e alinhada com os princípios liberais, promovendo a transparência e o envolvimento cívico na política local”, esclarece.
Miguel Gomes apresentou também um resumo da reunião mantida com Luís Souto, candidato do PSD à CMA. “Na sua intervenção, destacou os pontos centrais da conversa e as implicações de uma eventual coligação com os referidos partidos”, explica.
Miguel Gomes, de 47 anos, é gestor e empresário. Com um percurso profissional consolidado na área da gestão e um historial de participação cívica ativa. Quatro anos depois, Miguel Gomes, volta a ser candidato à Câmara Municipal de Aveiro, onde “pretende apresentar um programa autárquico assente na modernização administrativa, na atração de investimento para a região e na implementação de políticas públicas que incentivem o crescimento económico e a qualidade de vida dos aveirenses”.
Frederico Teixeira, 28 anos, jurista, mestre em Direito Internacional dos Negócios e doutorando em Ciência Política. Tem experiência associativa tanto a nível local, como a nível nacional. Frederico Teixeira “acredita que a entrada dos liberais no órgão máximo do município trará uma lufada de ar fresco ao desenvolvimento local, afirmando a IL como uma alternativa clara para potenciar o futuro da cidade. Defende ainda que a Assembleia Municipal se deve afirmar como um órgão pluralista de representação efetiva dos aveirenses, e não reduzir-se a um órgão meramente consultivo do Executivo, como aconteceu nos últimos anos”.
Na nota da IL-Aveiro, o partido realça ainda que pretende “apresentar aos cidadãos um projeto político independente, centrado em soluções concretas para o desenvolvimento sustentável do município”. “A estrutura local reafirma ainda a sua abertura ao diálogo com todos os cidadãos e agentes locais interessados em contribuir para um Concelho mais inovador, dinâmico e livre”, finaliza
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A informação foi transmitida pelo vereador do Chega, Diogo Machado, no período antes da ordem do dia da reunião pública do executivo municipal. Na ocasião, o vereador anunciou que “estão feitas todas as diligências necessárias” para que o atual presidente e o anterior presidente da Câmara de Aveiro sejam chamados à Comissão de Ambiente e Energia e à Comissão da Economia e Coesão Territorial da Assembleia da República, para prestar todos os esclarecimentos sobre o processo. Além de Luís Souto e Ribau Esteves, o Chega quer ouvir também a chefe de divisão de planeamento territorial, à data, e a chefe de divisão de gestão urbanística. Diogo Machado disse ainda à Lusa que o processo está entregue aos deputados do Chega Armando Grave, Pedro Tavares dos Santos e Filipe Melo, adiantando que espera que os requerimentos para a audição sejam entregues até quarta-feira. Recorde-se que, tal como noticiado pela Ria, o Ministério Público (MP) avançou com um processo cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro para pedir a suspensão de eficácia, com força obrigatória geral, do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, aprovado pelo Município de Aveiro. Também esta quinta-feira, durante a reunião pública, Luís Souto de Miranda afirmou que a resposta à providência cautelar “está a ser trabalhada” por parte da autarquia.
Mau tempo: Vice-presidente da Câmara de Aveiro deixa “mensagem de tranquilidade”
A intervenção ocorreu no período antes da ordem do dia, com o objetivo de fazer um ponto de situação sobre o impacto das condições meteorológicas em Aveiro. Rui Santos começou por dirigir uma “palavra de tranquilidade na medida do possível” aos aveirenses, recordando que o distrito de Aveiro foi um dos territórios colocados em situação de calamidade. No âmbito da proteção civil, o vice-presidente explicou que foram reunidos e agilizados todos os meios disponíveis, tendo sido possível “até ao momento dar uma resposta muito pronta e muito eficaz às populações”. Nesse sentido, pediu também “respeito pela sorte” pelo facto de o concelho não ter sido um dos mais afetados. “Não queria deixar de passar uma mensagem de tranquilidade. Nós reunimos a Comissão Municipal de Proteção Civil imediatamente e reunimos com todas as entidades que podem ter e têm um papel extraordinariamente importante na prontidão e na reposição das vias de trânsito”, sublinhou Rui Santos. Durante a reunião, Rui Santos deu ainda conta da ocorrência de um “mini-tufão” na zona de Oliveirinha, situação que “levantou telhados”. Segundo explicou, o fenómeno “lançou o pânico nas populações, hoje de manhã”, mas a resposta das autoridades foi célere. “Passamos uma mensagem de resposta rápida e de tranquilidade”, assegurou. Por fim, o vice-presidente deixou também um alerta à população, apelando à prudência. “O que mais pedimos é que muitas vezes as pessoas com a sua vontade de resolver pelos próprios meios vão para cima dos telhados e os acidentes ocorrem... Nós preocupámo-nos com essa situação. Deixar esse alerta que temos os meios no terreno, a monitorizar todas as situações”, rematou acrescentado que, até ao momento, apenas se registaram “pequenos danos materiais”.
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De acordo com Carlos Pereira, o “crescimento e reforço da intervenção” da ACAPO em Aveiro foi “impulsionado, em parte, pela abertura do Centro de Atendimento, Acompanhamento e Reabilitação Social de Pessoas com Deficiência e Incapacidade (CAARPD)”. O novo serviço, que abriu portas em abril passado, permitindo apoiar mais pessoas com deficiência visual através de programas de reabilitação, formação e desenvolvimento de competências para a autonomia, registando-se também um aumento significativo do número de associados”. No almoço de aniversário, que acontece este sábado, vão estar presentes Ana Cláudia Oliveira, vereadora da Câmara Municipal de Aveiro, Cristina Azevedo, vereadora da Câmara Municipal de Anadia, e Bruno Ferreira, Presidente da União de Freguesias da Glória e Vera Cruz, Dirigentes, Associados e Amigos.
Luís Souto diz que resposta à providência cautelar sobre o Cais do Paraíso “está a ser trabalhada”
A questão foi levantada no período antes da ordem do dia por Paula Urbano Antunes, vereadora do PS, que quis saber “se enquanto parte contrainteressada [o Município] interveio no sentido de tentar obter a declaração de improcedência da providência cautelar”. Na resposta, Luís Souto começou por recorrer ao ditado “não há festa, nem festança onde não venha dona Constança”. O autarca sublinhou que “publicidade já não lhe falta” ao Plano de Pormenor e que são “múltiplas as interações em torno deste processo”. Garantiu ainda estar a acompanhar o processo cautelar “através dos advogados”. “A indicação que eu dei e também já a divulguei (…) para os nossos advogados foi ‘prossigam na defesa dos interesses do Município de Aveiro. É só isto que me interessa em todas as questões e, nomeadamente, nesta”, afirmou. “Portanto, é colocada uma providência cautelar e o Município vai-se pronunciar através dos seus representantes acautelando a defesa do Município de Aveiro”, continuou reforçando que a autarquia tem de se defender por estar a ser “atacado por todos os lados”. “Não há dúvida nenhuma. Atacado politicamente, judicialmente… Isto é uma autêntica saraivada de chumbo por várias frentes”, acrescentou. Luís Souto de Miranda reconheceu ainda que desconhece qual será o desfecho final do processo. “Uma coisa é certa o nosso dever e eu como presidente da Câmara é defender o Município de Aveiro e assim faremos”, reforçou. Apesar da insistência da vereadora socialista em perceber se o município iria ou não declarar a improcedência da providência cautelar, o presidente manteve a posição, afirmando que “há um prazo e que as instruções são para que sejam defendidos os interesses do Município de Aveiro”. Na réplica, Paula Urbano Antunes voltou a questionar o executivo, salientando que os “interesses do Município de Aveiro podem não ser o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso”. “O sr.presidente tem de ser mais claro. Tem de me dizer se ‘sim senhor vamos tentar travar e declarar improcedente esta providência cautelar ou não… Não vamos fazer nada e vamos acatar a suspensão’”, disse. Em resposta, Luís Souto disse compreender a questão, mas esclareceu que, à “data de hoje”, a informação disponível era a que já tinha sido prestada. “Se tivermos a reunião mais à frente poderei esclarecer melhor. (…) Isto tem os seus timings como compreende, está a ser trabalhada a forma como se vai responder a esta providência cautelar. Não posso, de momento, adiantar mais nada”, rematou. Recorde-se que, tal como noticiado pela Ria, o Ministério Público (MP) avançou com um processo cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro para pedir a suspensão de eficácia, com força obrigatória geral, do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, aprovado pelo Município de Aveiro.
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