Joaquim Marques acredita que eleitos da ‘Aliança’ vão todos votar em Ribau Esteves para a CCDRC
Em conversa com a Ria, Joaquim Marques, líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal de Aveiro (AMA) garantiu não existir disciplina de voto dentro do partido, mas assegurou estar “convencido” de que todos os eleitos vão votar em José Ribau Esteves para presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).
Gonçalo Pina
No dia em que os autarcas da região centro são hoje chamados a votar para a presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Centro (CCDRC), Joaquim Marques reafirma a posição do partido e garante que é “indiscutível” que Ribau Esteves tem perfil para o cargo: “a experiência dele fala por si”.
Recorde-se que a Assembleia Municipal de Aveiro reúne hoje, dia 12, em sessão extraordinária, para a votação. José Ribau Esteves é o único candidato e conta com o apoio dos líderes do PS e do PSD, José Luís Carneiro e Luís Montenegro.
Joaquim Maques acredita mesmo que deve haver poucos votos em branco ou votos nulos, uma vez que “Ribau Esteves é uma figura mais ou menos consensual”. “É uma figura conhecidíssima da região e não levantou muitos anticorpos junto dos colegas autarcas da região. É uma pessoa com muita experiência, não só como presidente da Câmara, mas também como presidente da CIRA e de várias comissões da ANMP”, acrescenta.
Apesar de se dizer “convencido” de que todos os eleitos pela coligação ‘Aliança com Aveiro’ vão votar no nome do ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), o deputado garante que “não deu disciplina de voto a ninguém” e que “cada um votará de acordo com a sua consciência”.
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IL-Aveiro teme que “perfil autárquico” de Ribau Esteves “possa resultar numa visão pouco reformista”
A poucas horas da sessão da Assembleia Municipal extraordinária onde se vai votar a presidência da CCDRC, Cláudia Rocha colocou algumas reservas em relação à eleição de Ribau Esteves para o cargo. Recorde-se que o ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) vai a votos sozinho e conta com o apoio dos líderes do PS e do PSD, José Luís Carneiro e Luís Montenegro. Para a liberal, os sete mandatos autárquicos do candidato – quatro à frente da Câmara Municipal de Ílhavo e três à frente da Câmara Municipal de Aveiro – são “importantes” e conferem um “conhecimento profundo da região” a Ribau Esteves. No entanto, o “perfil marcadamente autárquico” pode, no entender da deputada, acarretar uma “visão pouco reformista ou muito limitada”. “Esperamos que o presidente da CCDR […] tenha também a capacidade de construir pontes e consensos, algo que muitas vezes foi acusado de não conseguir fazer pelos seus adversários. Aquilo que esperamos é que se consiga libertar um pouco do seu percurso autárquico e que consiga canalizar a experiência para projetos inovadores para a região”, acrescentou Cláudia Rocha. A deputada da IL preferiu não antecipar o sentido de voto do grupo parlamentar, “realçando que ele é individual”. Segundo afirma, o partido também não emitiu qualquer orientação sobre o sentido de voto, “deixando a cada deputado a responsabilidade de decidir”. Cláudia Rocha deixou críticas ao modelo das CCDRs, que diz “não funcionar como a descentralização de que gostaríamos [a IL]” e acrescenta uma “camada de burocracia extra com pouca responsabilidade política”. No mesmo sentido, apontou o dedo ao acordo que entendimento que leva a que Ribau Esteves seja candidato único à presidência do órgão: “O que vemos são acordos entre PS e PSD para decidir quem é que fica com o quê, o que levanta questões óbvias de pluralismo, representatividade e até legitimidade, uma vez que não são eleitos diretamente pelos cidadãos”.
Aveiro: Suspeito de tráfico detido nas festas de São Gonçalinho
Segundo um comunicado da PSP, no momento da interceção, o suspeito encontrava-se na posse de cerca de 43 doses individuais de produto estupefaciente (cocaína). Para além a droga, a PSP refere que foi apreendido "numerário em notas e moedas do Banco Central Europeu, por haver fortes indícios de constituir produto e/ou instrumento de atividade ilícita". De acordo com a mesma nota, o suspeito encontrava-se referenciado pela Polícia por indícios da prática reiterada do mesmo tipo de ilícito criminal, tendo já cumprido pena de prisão efetiva por duas vezes.
Alberto Souto acusa Luís Souto e Ribau Esteves de “crime urbanístico” no Cais do Paraíso
Na publicação, Alberto Souto de Miranda começa por contextualizar que, tal como avançado pela Ria, as buscas na PJ na Câmara de Aveiro estão relacionadas com o processo do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso. Face às declarações de Luís Souto de Miranda, presidente da Câmara de Aveiro, o socialista acusou-o de sacudir a “a água do capote” ao dizer que o processo “vem do passado”. Também num comentário breve às palavras de José Ribau Esteves, ex-presidente da Câmara de Aveiro, escreveu que o mesmo diz que “já há muito trabalho do atual executivo neste processo”. “Cada um espeta a sua faca no outro, mas têm razão os dois. Estão ambos implicados. O ex-presidente porque foi o autor primeiro de um crime urbanístico. O atual presidente porque, como presidente da AM, foi co-autor daquele e porque foi agente do mesmo crime, por vontade própria, quando fez ressuscitar o que morto estava”, atira Alberto Souto de Miranda. No seguimento do texto, o socialista questiona ainda: “Que estranhíssima razão estará na base da pressa de Ribau Esteves? Talvez as investigações apurem. Que intrigante razão poderá explicar a teimosia do atual em tornar a perpetrar o mesmo crime?”. “É o mistério do Cais do Inferno: estavam os dois alertados para as ilegalidades e arriscaram cometê-las”, responde. Alberto Souto de Miranda sugere ainda, que tanto Luís Souto de Miranda como Ribau Esteves, estavam “cientes da manipulação de um Plano para favorecer um privado em detrimento de outros e optaram pela manipulação gravosa”. “Preferiram tomar decisões irracionais (porque não fundadas em argumentos racionais), irresponsáveis (porque desconsideram o risco legal) e esteticamente absurdas. Quiseram mesmo violar as regras urbanísticas e quiseram mesmo beneficiar esse privado. É tudo muito estranho”, diz. Recorde-se que na reunião extraordinária da Câmara Municipal de Aveiro, há precisamente um mês, foi aprovada a revogação do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso. No entanto, dez dias depois, na Assembleia Municipal, o documento acabou por não ser aprovado. Ainda num comentário às declarações recentes de ambos [Luís Souto e Ribau Esteves], o socialista cita-os ao dizerem à comunicação social que estão “tranquilos”. Face a isto, numa crítica direta, Alberto Souto diz que “é a serenidade da inconsciência”. “São criminosos urbanísticos sem arrependimento dos crimes. Não têm noção da gravidade dos seus atos”, insiste. “É lamentável. Porque o dolo foi patente. O crime urbanístico também. De tão flagrante dispensa até averiguações”, continua referindo que quanto a crime “penal” caberá ao Ministério Público e aos tribunais averiguar e decidir se alguém deve ser responsabilizado. “Aí vale a presunção de inocência”, sugere. “Certo é que estavam ambos alertados para a insensatez urbanistica, para a ausência de avaliação ambiental estratégica, para a falta de perequação e para o benefício intencional de um privado em detrimento de outros. Ambos quiseram cometer um crime urbanístico. Ambos quiseram assassinar o equilíbrio paisagístico, matar o equilíbrio dos interesses e abdicar de defender o interesse público. Foram os dois cúmplices e coautores”, insiste Alberto Souto de Miranda. Comparando a atitude a um “drone remoto”, o socialista acusa-os ainda de estarem a disparar “um contra o outro”. “Mas um já está eleito e o outro eleito será, hoje. Fretes pagos. Cinismo exposto. Política com indiferença ética”, admite. Alberto Souto de Miranda sugere ainda que as buscas e investigações, em vésperas da entrada de Ribau Esteves na CCDR-Centro, são um “fator de desprestígio da independência do Ministério Público”. “Mas isso são outros quinhentos, que sempre verbero. Sejam as vítimas de esquerda ou de direita”, refere. Sobre a entrada de Ribau Esteves na presidência da CCDR-Centro, o socialista diz que ainda “há semanas” que lhe deu os parabéns pelo novo cargo. “Ainda não era público. Já era, porém, conhecido, o preço por que se vendeu. A política com rectidão, essa, anda muito mais cara”, atira. Acrescenta ainda: “Ribau irá para a CCDRC mau grado estas investigações e outras que vão surgir. Ainda agora veio a lume a sua condenação pelo Tribunal de Contas por violação reiterada das suas recomendações. Mas ninguém olha para o cadastro…”. O socialista remata a publicação salientando que com “com crime penal ou sem ele, o essencial é que o PP do Cais do Paraíso seja anulado administrativamente para todo o sempre”. “Começo o ano com esse optimismo…”, finaliza.
“RAPID ZEN” leva álbum de estreia ao VIC Aveiro Arts House este sábado
Segundo uma nota de imprensa enviada à Ria, o projeto reúne Barbara Togander (turntables e voz), Gonçalo Almeida (contrabaixo) e Vasco Trilla (bateria e percussão), três músicos com percursos consolidados na música experimental e improvisada contemporânea. “Em RAPID ZEN, o som é construído em tempo real, a partir de escuta mútua, sobreposição de camadas e articulação precisa entre ritmo, textura e silêncio”, lê-se. O trio editou o seu álbum de estreia, em 2025, “Fried Brains”, pela Defkaz Records. Numa publicação da Free Jazz Collective o disco é descrito como uma proposta que “esquece estereótipos, estilos e movimentos inventados por mentes insensíveis às emoções da verdadeira liberdade musical”, sublinhando a fluidez com que o grupo transita entre diferentes linguagens sonoras. Outras leituras destacam ainda a diversidade interna das peças, observando que cada faixa “sugere uma paleta sonora distinta, complexa e nuançada”, onde convivem voz processada, sampling em tempo real, linhas de contrabaixo densas e uma abordagem percussiva detalhada e inventiva. O concerto deste sábado propõe uma “extensão natural desse trabalho discográfico para o contexto ao vivo, num formato próximo e concentrado, adequado à natureza experimental e relacional da proposta artística”. O espetáculo tem um custo de seis euros, sendo o valor integralmente destinado aos artistas. Na nota, a VIC recorda ainda que o concerto de RAPID ZENintegra a programação regular do espaço. Ainda em janeiro, o ciclo contará também com a presença de dUAS sEMIcOLCHEIAS iNVERTIDAS e Musgos, no sábado dia 24; bem como O Triunfo dos Acéfalos e Twisted Freak no sábado dia 31.
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Aveiro: Diocese alerta para homem que celebra missas em casa, mas que “não foi ordenado padre”
Num comunicado publicado esta segunda-feira, 12 de janeiro, nas redes sociais, a Diocese de Aveiro começa por explicar que “Francisco Marques”, a viver em Oiã, em Oliveira do Bairro que, “no passado, ficou publicamente conhecido pela sua proximidade ao Papa Francisco, terá recebido a ordenação sacerdotal e estará a celebrar a Eucaristia na sua terra natal, numa casa particular”. Face a isto, a Diocese esclarece que Francisco Marques “não foi ordenado padre da Igreja Católica” e que no caso de “eventualmente” ter recebido as ordens sagradas noutra religião não está em “condições de administrar validamente os sacramentos da Igreja Católica”. “Desde modo, não devem os fiéis católicos receber dele qualquer sacramento”, alerta. No comunicado assinado pelo D. António Manuel Moiteiro Ramos, bispo de Aveiro, a Diocese recorda ainda que a mesma posição foi já tomada pela Diocese de Roma “em relação ao suposto bispo que tem acompanhado o Sr.Francisco Marques nos retiros realizados em Fátima e dos quais a Diocese de Leiria-Fátima se demarcou em 2024”. “Sendo necessário informar todos os diocesanos de Aveiro que o Sr. Francisco Marques não pode participar nem celebrar os sacramentos católicos na nossa diocese, peço que este comunicado seja dado a conhecer num domingo próximo em todas as paróquias da Diocese de Aveiro”, remata a nota.
Cinemas tiveram em 2025 menor número de espectadores do século exceto pandemia
De acordo com dados do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) e do Instituto Nacional de Estatística, com exceção do período entre 2020 e 2022 devido à pandemia de covid-19, só em 1996 se encontra um valor mais baixo de espectadores de cinema em Portugal, de 10,4 milhões. No campo das receitas, o valor atingido no ano passado foi de 70,5 milhões de euros, uma redução de 3,9% em comparação a 2024. Segundo dados do ICA divulgados hoje, o filme mais visto do ano foi “Lilo e Stitch”, de Dean Fleischer Camp, por 667 mil espectadores, seguindo-se o filme de “Minecraft”, de Jared Hess, com 503 mil, e “Zootrópolis 2”, de Byron Howard e Jared Bush, com 428 mil. Em quarto lugar surge a única presença lusófona nos 10 filmes mais vistos em Portugal: o brasileiro “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, com 385 mil entradas. A produção portuguesa mais vista do ano foi “O Pátio da Saudade”, de Leonel Vieira, com 69 mil espectadores, do mesmo autor de “O Pátio das Cantigas”, de 2015, que contou com 608 mil.
IL-Aveiro teme que “perfil autárquico” de Ribau Esteves “possa resultar numa visão pouco reformista”
A poucas horas da sessão da Assembleia Municipal extraordinária onde se vai votar a presidência da CCDRC, Cláudia Rocha colocou algumas reservas em relação à eleição de Ribau Esteves para o cargo. Recorde-se que o ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) vai a votos sozinho e conta com o apoio dos líderes do PS e do PSD, José Luís Carneiro e Luís Montenegro. Para a liberal, os sete mandatos autárquicos do candidato – quatro à frente da Câmara Municipal de Ílhavo e três à frente da Câmara Municipal de Aveiro – são “importantes” e conferem um “conhecimento profundo da região” a Ribau Esteves. No entanto, o “perfil marcadamente autárquico” pode, no entender da deputada, acarretar uma “visão pouco reformista ou muito limitada”. “Esperamos que o presidente da CCDR […] tenha também a capacidade de construir pontes e consensos, algo que muitas vezes foi acusado de não conseguir fazer pelos seus adversários. Aquilo que esperamos é que se consiga libertar um pouco do seu percurso autárquico e que consiga canalizar a experiência para projetos inovadores para a região”, acrescentou Cláudia Rocha. A deputada da IL preferiu não antecipar o sentido de voto do grupo parlamentar, “realçando que ele é individual”. Segundo afirma, o partido também não emitiu qualquer orientação sobre o sentido de voto, “deixando a cada deputado a responsabilidade de decidir”. Cláudia Rocha deixou críticas ao modelo das CCDRs, que diz “não funcionar como a descentralização de que gostaríamos [a IL]” e acrescenta uma “camada de burocracia extra com pouca responsabilidade política”. No mesmo sentido, apontou o dedo ao acordo que entendimento que leva a que Ribau Esteves seja candidato único à presidência do órgão: “O que vemos são acordos entre PS e PSD para decidir quem é que fica com o quê, o que levanta questões óbvias de pluralismo, representatividade e até legitimidade, uma vez que não são eleitos diretamente pelos cidadãos”.
Aveiro: Suspeito de tráfico detido nas festas de São Gonçalinho
Segundo um comunicado da PSP, no momento da interceção, o suspeito encontrava-se na posse de cerca de 43 doses individuais de produto estupefaciente (cocaína). Para além a droga, a PSP refere que foi apreendido "numerário em notas e moedas do Banco Central Europeu, por haver fortes indícios de constituir produto e/ou instrumento de atividade ilícita". De acordo com a mesma nota, o suspeito encontrava-se referenciado pela Polícia por indícios da prática reiterada do mesmo tipo de ilícito criminal, tendo já cumprido pena de prisão efetiva por duas vezes.