Luís Souto lança candidatura e quer fazer de Aveiro “uma espécie de Silicon Valley português”
Decorreu ontem à apresentação oficial da candidatura de Luís Souto de Miranda à Câmara Municipal de Aveiro (CMA). O candidato da coligação ‘Aliança Mais Aveiro, formada por PSD/CDS/PPM, apresentou as linhas gerais do seu projeto para o Município de Aveiro, ao lado de Luís Montenegro, e com uma surpresa: a presença de Ribau Esteves.
Ana Patrícia Novo
JornalistaDepois de já ter adiantado à Ria as razões que levaram à alteração do nome da coligação entre PSD/CDS/PPM, Luís Souto de Miranda apresentou ontem as linhas programáticas gerais do seu projeto. O candidato que se propõe a suceder a José Ribau Esteves, atual presidente da CMA, começou por citar Abraham Lincoln com uma ideia que afirma querer seguir. “O governo do povo, pelo povo e para o povo: eu estou aqui, nesta candidatura, animado desse propósito”, afirmou.
“Quero construir um projeto com as pessoas, pelas pessoas e por mais Aveiro” aponta Luís Souto que admite que o programa mais detalhado “para o futuro de Aveiro”, que será apresentado “mais para a frente”, vai ser “o corolário das audições” que já iniciou e que irá intensificar “a partir agora”, de forma a “ir de encontro às reais aspirações dos aveirenses”. Reforçar a qualidade de vida dos aveirenses, promover a cultura e a inovação, desenvolver as relações com a universidade e as empresas são alguns dos pontos apresentados por Luís Souto.
No seguimento dessas ideias, Luís acredita ainda que “a paisagem única da Ria, as acessibilidades, em breve reforçadas com o eixo Aveiro-Águeda (…), o nosso futuro aeródromo municipal requalificado, o know-how que temos na nossa universidade, a experiência já de vários anos nas áreas de alta tecnologia, eletrónica e afins” podem fazer de Aveiro “uma espécie de um Silicon Valley português”. “Temos todas as condições para o fazer e a Câmara Municipal, no seguimento de projetos que, como foi iniciando com a universidade, como a Aveiro Tech City, deverá dar aqui um impulso decisivo para que isso aconteça”, reforça o candidato da coligação ‘Aliança Mais Aveiro’. Note-se que Silicon Valley é uma região da Califórnia, nos Estados Unidos, que alberga algumas das maiores empresas de alta tecnologia no mundo, como por exemplo a Microsoft, a Apple, a Google e a Netflix.
Luís Souto reforça ainda que Aveiro possui “excelentes condições para a mobilidade suave”, sublinhando que quer “tirar partido, alargando a rede ciclável existente” e a afinando “a oferta pública dos transportes”. Aponta ainda que pretende reforçar “a política pública da habitação incentivando os projetos de custos controlados”, sem descurar, no entanto, que Aveiro “deve continuar a ser um município com inovados índices de atração para os investidores”. Luís Souto olha ainda para “os recordes de turistas dos últimos anos” como um “um desafio e um reconhecimento de oportunidades”.
Luís Souto apresentou as linhas gerais do seu projeto com Ribau Esteves sentado ao seu lado
Depois de se ter demitido da concelhia do PSD-Aveiro por não concordar com a escolha de Luís Souto como candidato a presidente da CMA e depois de ter afirmado que o candidato da coligação ‘Aliança Mais Aveiro’ não tinha “nenhuma experiência de gestão” para liderar o Município de Aveiro, José Ribau Esteves voltou atrás e marcou ontem presença na sessão de apresentação da candidatura, sentando-se ao lado de Luís Souto, apesar de não ter subido ao palco para intervir. Um volte-face que marcou, inevitavelmente, o final da tarde no Hotel Meliá.
Para Luís Souto, a presença do atual presidente da Câmara Municipal “é um sinal de apoio inequívoco”, mas Ribau Esteves não quis prestar declarações à Ria no fim do evento. À saída da sala, o autarca foi, no entanto, abordado de forma humorada por uma militante que o questionou sobre um futuro cargo de ministro, ao qual Ribau Esteves respondeu, em tom de brincadeira, que seria uma possibilidade.
“Houve aqui também o reconhecimento pelo trabalho que ele [Ribau] tem desenvolvido, como é manifesto para todos, o nosso projeto é um projeto assente no bom trabalho que tem sido desenvolvido e introduzindo os mecanismos de inovação para um novo tempo, estamos perfeitamente sintonizados a esse nível”, deu nota Luís Souto, em declarações à Ria.
Apesar do trabalho de Ribau Esteves à frente do Município de Aveiro ter sido muito elogiado durante a sessão por Emídio Sousa, presidente da distrital do PSD, por Luís Montenegro, presidente do partido e pelo candidato Luís Souto, o atual autarca não retribuiu e permaneceu sentado quando toda a sala recebeu de pé e com aplausos o candidato da coligação ‘Aliança Mais Aveiro’, Luís Souto, nas próximas eleições autárquicas. Um momento que foi captado em vídeo e que já circula pelas redes sociais.
À presença de Ribau Esteves, soma-se, pelo contrário, a ausência de Simão Santana e de Rogério Carlos, os dois primeiros atores políticos do núcleo duro do atual edil aveirense a demitirem-se do PSD-Aveiro. Foram várias as ausências dos membros da concelhia do partido, destacando-se também a de João Machado, atual vereador na CMA, embora por “motivos pessoais”, segundo informações transmitidas pela candidatura de Luís Souto.
Outra surpresa foi a ausência de Gonçalo da Câmara Pereira, presidente da direção nacional do PPM – Partido Popular Monárquico que, contrariamente ao que tinha adiantado à Ria, não marcou presença na apresentação da candidatura.
Recomendações
Mau tempo: Museu de Santa Joana não sofre danos e mantém-se aberto
Além do Museu Santa Joana, também o Museu Municipal Leonel Trindade, em Torres Vedras, o Museu dos Lanifícios, na Covilhã, e o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha não registaram danos, encontrando-se abertos, a maioria sem restrições de acesso. Em contraste, mais de 120 museus e monumentos sofreram danos causados pelas tempestades nas duas últimas semanas, com cinco equipamentos da Rede Portuguesa de Museus e quatro do património classificado. De acordo com o balanço mais recente do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, sofreram "danos graves" o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, o Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, em Mação, o Museu Municipal de Santarém - Casa-Museu Anselmo Braamcamp Freire, o m|i|mo - museu da imagem em movimento, em Leiria, e o Museu Municipal de Ourém. Na área do património classificado, apresentam "danos graves" a cerca do Convento de Cristo, em Tomar - monumento classificado como Património da Humanidade da UNESCO -, a Casa Museu Afonso Lopes Vieira, em São Pedro de Moel, Marinha Grande, a Capela de Nossa Senhora da Encarnação, em Leiria, e a igreja matriz de Cernache do Bonjardim, na Sertã. Neste balanço, na área dos arquivos, para já, está também assinalado o Arquivo Distrital de Leiria com "danos graves". Na Rede Portuguesa de Museus (RPM), com "danos moderados", encontram-se o Museu Municipal Santos Rocha, na Figueira da Foz, o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, o núcleo museológico Central do Caldeirão do Museu Municipal Carlos Reis, em Torres Novas, o Museu Marítimo de Ílhavo e o Museu da Villa Romana do Rabaçal, em Penela. Da RPM, segundo a lista hoje divulgada, encontram-se encerrados ao público o Museu Municipal de Ourém, a Casa-Museu Anselmo Braamcamp Freire, em Santarém, o museu da imagem em movimento, em Leiria, e o núcleo museológico do Museu Carlos Reis, em Torres Novas. O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra encontra-se "encerrado parcialmente". Das cerca de duas dezenas de equipamentos da RPM sinalizados pelo Ministério da Cultura, contam-se ainda o Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, a Torre de Almedina do Museu Municipal de Coimbra, o Museu Escolar de Marrazes, em Leiria, e o Museu da Pedra de Cantanhede. Estes equipamentos, segundo o balanço, apresentam com "danos ligeiros", a carecer de intervenção, e estão abertos ao público. Na lista de património classificado, Leiria apresenta o maior número de edifícios com "danos moderados", incluindo o Castelo, o solar e jardim do visconde da Barreira, a Capela de São Pedro, a Igreja e Convento de São Francisco, a Sé, incluindo claustro, adro envolvente, torre sineira e casa do sineiro, a Igreja da Misericórdia, o convento e o antigo seminário de Santo Agostinho, a igreja de Pousos, o santuário do Senhor Jesus dos Milagres, a Capela de S. João Batista de Monte Real e o Abrigo do Lagar Velho. No distrito de Leiria, estão também sinalizados com "danos moderados" a Fábrica Lusitana de Vidros Angolana e a antiga residência Stephens, na Marinha Grande, os dois coros e o claustro da Igreja do Convento do Louriçal, em Pombal, o Castelo de Ourém e a igreja de Urqueira, no mesmo concelho. Em Coimbra, apresentam "danos moderados" a igreja e claustro da Misericórdia (Colégio Novo), a Sé Nova, o Jardim Botânico e a sua cerca, a Igreja de São Bartolomeu, com "todo o seu património integrado", o adro e a escadaria da Igreja de Santa Justa, o antigo Laboratorio Chimico, atual Núcleo Museológico do Museu da Ciência da Universidade, e o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, que ficou submerso pelo rio Mondego. Na região de Coimbra são também apontados "danos moderados" no Castelo de Penela e, nesta localidade, nas igrejas de S. Miguel e Santa Eufémia, na Escola Adães Bermudes e no Convento de Santo António, incluindo a sua cerca. No distrito de Santarém são apontadas as muralhas da cidade, a Fortleza de Abrantes, assim como as capelas da Piedade, de São Lourenço e o padrão de D. João I, em Tomar. Em Sertã, no distrito de Castelo Branco, está sinalizado, também com "danos moderados", o Seminário das Missões Ultramarinas, enquanto em Torres Vedras, no distrito de Lisboa, está o Mosteiro do Varatojo. Na terça-feira da semana passada, para um primeiro balanço de 50 monumentos danificados pela tempestade Kristin, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, admitia a necessidade de investimento de 20 milhões de euros, em obras de recuperação, durante uma visita a zonas afetadas da Região Centro.
“El Amor El Amor” marca o regresso do José Pinhal Post-Mortem Experience a Aveiro
Foi na Universidade de Aveiro que João Sarnadas, um dos elementos do grupo José Pinhal Post-Mortem Experience, esteve à conversa com a Rádio Universitária de Aveiro (Ria), na manhã desta quinta-feira, 12 de fevereiro. Para a ocasião, o músico confidenciou até que se vestiu a rigor com uma camisa ‘cor de vinho’, a mesma com que se costuma apresentar em palco. Natural de Aveiro e a dois dias de pisar o Teatro Aveirense, João Sarnadas começou por admitir que atuar na própria terra é “ótimo”, até porque não teve “assim tantas oportunidades para o fazer” depois de ter estado algum tempo fora, no Porto, a estudar. “Ainda estou a recuperar esse sentimento de pertença”, confessou. Curiosamente, foi também no Porto que o grupo teve origem, através da editora criada por alguns dos elementos da banda, a "Favela Discos". “Tínhamos uma residência em que realizávamos muitos projetos de bandas que partiam de uma ideia e aconteciam uma vez. (…) O José Pinhal surgiu neste contexto. Era o aniversário de um amigo nosso, também cá de Aveiro, que é o João Paulo Granada, (…) e o meu porque nós fazemos aniversário mais ou menos na mesma altura, dois dias seguidos. (…) Na altura, andávamos vidrados com a música do José Pinhal. (…) Era uma personagem bastante misteriosa e com uma maneira de cantar muito caraterística… (…) Também tínhamos algum interesse em explorar a música romântica, do baile (…) e surgiu essa ideia… Na verdade, era para ser uma coisa só de noite”, admitiu entre risos. A verdade é que não foi só uma atuação de uma noite e nas contas de cabeça do João Sarnadas, o grupo vai já a caminho dos “100 concertos”. No caso de Aveiro, embora sem certezas, recordou que esta será a segunda vez que a banda atua cá, depois do concerto, em 2017, no Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro (GrETUA). “Este concerto vai ser muito diferente em termos de sala, de público, do repertório que tocamos e da maneira como tocamos… Nessa altura, ainda não tínhamos o nosso baterista que temos agora, ou seja, é a primeira vez que nos vamos apresentar assim com uma banda formada”, exprimiu. Sobre a atuação marcada para o Dia dos Namorados, João Sarnadas revelou que houve uma preocupação especial na escolha do alinhamento. “ ‘Nós fomos tipo temos de escolher as músicas românticas’, depois começámos a ver e quase todas as músicas têm a ver com o amor. O José Pinhal também era uma pessoa, segundo o que nos contam, muito carinhoso [e romântico], e que tinha uma relação próxima com a mulher dele, que o acompanhava em todos os concertos que conseguia ir”, contou. “[A mulher] era assim uma fã número um, digamos”, comparou. Questionado sobre a música que não poderá faltar a 14 de fevereiro, João Sarnadas apontou a ‘El Amor El Amor’, ainda que, curiosamente, seja uma das menos tocadas pela banda. “Acho que é a balada mais romântica do José Pinhal que se calhar nós nem temos assim tantas oportunidades para tocar porque é uma balada e tudo mais. Não é assim uma música que dê para tirar da cartola num festival”, admitiu. A caminho dos dez anos do José Pinhal Post-Mortem Experience, o “projeto que levou José Pinhal e a música de baile ao país inteiro e que pôs todas as gerações a dançar”, conforme refere uma nota de imprensa enviada às redações, tem a sua despedida prevista dos palcos para este ano. “Para além de ser uma data redonda para nós também sentimos que se aproxima um ciclo a concluir-se com esta banda. Depois também há todas as outras questões em que temos outros projetos e outras coisas e também temos o lado pragmático da coisa… Se nós nos queremos profissionalizar com este projeto é uma coisa que exige muito de toda a gente e se calhar nem toda a gente tem o mesmo nível de disponibilidade para o projeto”, expôs o músico. “Nós preferimos sair numa altura em que nós consideramos sair em grande”, exprimiu com um sorriso. Segundo João Sarnadas, as derradeiras noites estão ainda marcadas para os Coliseus: no Porto, a 9 de outubro, e em Lisboa, a 7 de novembro. “São concertos especiais até pela carreira do José Pinhal… Ele já teve a oportunidade de tocar no Coliseu do Porto, mas nunca teve a oportunidade de tocar no Coliseu dos Recreios. É uma coisa até que ele menciona numa entrevista que era uma vontade de tocar, em Lisboa, e pareceu-nos ser uma altura correta”, afirmou. À exceção dos outros anos, João disse ainda que, este ano, não haverá apenas uma digressão de verão, mas sim concertos espalhados ao longo de todo o ano. “Se tudo correr bem, vamos tocar no Carnaval de Estarreja, em Vila Nova de Paia, em março, e vamos ter concertos ao longo de todo o ano e não só no verão”, revelou. Quanto a um eventual regresso no futuro, João Sarnadas deixa a porta entreaberta: “Quem sabe, quem sabe… É daquelas coisas que se calhar depois as pessoas ficam com saudades, e tudo mais, e há uma vontade de regressar, mas eu diria que, pronto, assim, pelo menos uma pausa larga vai ser…”. Entretanto, ainda que a incerteza paire no ar quanto ao futuro do projeto, uma coisa é já certa: o grupo ainda tem bilhetes disponíveis para o concerto no Teatro Aveirense que acontece já este sábado. Os bilhetes podem ser adquiridos aquie têm o custo de 12.50 euros.
Mau tempo: Câmara Municipal de Aveiro cancela Carnaval da Ria
Tendo em consideração o estado de calamidade em vigor em Portugal continental até ao próximo dia 15 de fevereiro, a Câmara Municipal de Aveiro entendeu não estarem reunidas as condições de segurança para a preparação e realização do evento “Carnaval da Ria”e, por isso, optou por cancelar o evento. Segundo a nota de imprensa da autarquia, a decisão foi tomada em consonância com informação da direção artística e técnica do “Carnaval da Ria 2026”. A Câmara acrescenta ainda que, “consciente das expectativas criadas e valorizando fortemente o envolvimento da comunidade neste projeto”, irá promover, em data a anunciar brevemente, uma performance nos canais da Ria – desde o Cais da Fonte Nova até ao Rossio. O “Carnaval da Ria” contava já com mais de 300 participantes diretamente envolvidos, entre associações, músicos, artistas, equipas técnicas e membros da comunidade.
Natação: Galitos/Bresimar sagra-se 13 títulos de campeão interdistrital em campeonato de infantis
O evento, organizado pela Associação de Natação Centro Norte de Portugal (ANCNP), acolheu nas Piscinas Municipais da Mealhada um total de 251 clubes de 35 clubes da Associação de Natação do Distrito de Leiria, Associação de Natação de Coimbra e da Associação de Natação do Centro Norte de Portugal. Da parte do Galitos/Bresimar, foram 15 os atletas que saíram da Mealhada com o título de campeão interdistrital. Tomás Ferreira, Infantil A, chegou ao ouro nos 50, 200 e 1500 metros livres, bem como nos 100 e 200 metros mariposa. A Infantil B Maria Duarte sagrou-se campeã aos 200, 400 e 800 metros livres, nos 100 metros costas e nos 200 metros estilos. O Galitos/Bresimar conseguiu ainda o primeiro lugar na estafeta 4x100 metros livres de Infantis A, na estafeta de 4x100 metros estilos de Infantis B e 4x100 metros estilos de Infantis A. Destes 15 atletas, 13 conseguiram mínimos para participação nos próximos Campeonatos Zonais de Infantis. No total, foram batidos 98 novos recordes pessoais.
Últimas
Mau tempo: Distrito de Aveiro com 49 estradas interditas ou condicionadas
De acordo com a última atualização feita hoje, às 08:30, pela GNR sobre o estado das vias rodoviárias no distrito de Aveiro, há 49 estradas, entre nacionais, regionais e municipais, interditas ou condicionadas. Em Águeda, a GNR dá hoje conta da interdição devido a inundação da Rua da Pateira (Fermentelos), da Estrada do Campo (na zona de Espinhel e Recardães), da Rua do Campo (Segadães), da Rua Ponte da Barca (Serém), da Rua Manuel Marques (Macinhata do Vouga), da Rua Parque Fluvial (Macinhata do Vouga), e da EM577 (Fontinha). Ainda neste concelho estão interditas a Rua do Covão (Aguiar da Beira) e a Rua do Vale do Grou (Aguada de Cima), devido a desmoronamento, mantendo-se condicionado o IC2, ao quilómetro 239, em Lamas do Vouga. Em Sever do Vouga, a circulação automóvel está interrompida na EN16 (Pessegueiro do Vouga), devido a desmoronamento. Em Albergaria-a-Velha, segundo a GNR, estão cortadas a EN230-2 (Angeja e Frossos) e a Estrada da Cambeia (Angeja), devido a inundação, mantendo-se condicionada a M553 (Ribeira de Fráguas) devido ao abatimento do piso da estrada. Em Oliveira de Azeméis, a GNR indica que estão interditas a Rua de São Paio (Pinheiro da Bemposta) e a Rua do Cercal (Santiago Ruba-Ul), devido a inundação, e a Rua do Mosteiro (Cucujães), devido a desmoronamento. A Rua do Sobral (Ul) está condicionada devido a desmoronamento. Em Ovar, também há várias estradas intransitáveis devido a inundação, nomeadamente a Rua de Baixo (Maceda), a Rua Estrada Nova (Maceda), a Rua Rio (Cortegaça), a Rua do Bussaquinho (Esmoriz) e a Rua da Aldeia (Cortegaça). Também não se pode circular na Avenida da Praia (Maceda), devido a desmoronamento. Em Estarreja, estão cortadas a Rua da Estação (Canelas), a Rua do Vale (Fermelã), a Estrada paralela à linha férrea – BIORIA (Canelas), a Rua Manuel Marques Figueira (Antuã) e a Rua do Mato, (Salreu), estando condicionada a Rua de Santo Bárbara (Beduído) devido a inundação. Na Murtosa, mantêm-se cortadas ao trânsito duas estradas no Bunheiro, nomeadamente a Rua Caminho das Remolhas e a Rua Patronato São José. Em Aveiro, estão cortadas a Rua Direita (Requeixo), a Rua da Pateira (Requeixo), a Rua da Valsa (Eixo), a Rua Marquês de Pombal (Cacia), a Estrada da CEE (Cacia) e a Rua do Padrão (Cacia) e, em Ílhavo, está cortada a Rua do Sul (Gafanha de Aquém), devido a inundação. Mais a sul, em Anadia, estão interditas a EN235 (Vila Nova de Monsarros), a Rua São Simão (São Lourenço do Bairro), a Rua Ponte do Casal (Avelãs de Caminho), a Avenida das Laranjeiras (Alféolas) e a Avenida dos Áceres (Curia), devido a inundação e, em Oliveira do Bairro, não é possível circular na Rua do Ortigal.
UA: “Sala Fitness” do Pavilhão Aristides Hall encontra-se interdita face à queda “parcial” do teto
Em entrevista à Ria, Tiago Lourenço explicou que a queda “parcial” do teto ocorreu na manhã da passada quarta-feira, tendo ainda nesse dia uma equipa dos Serviços de Gestão Técnica (SGT) dirigindo-se ao espaço para avaliar os danos. “Estão também a tentar detetar qual foi o problema e o que é que motivou a queda…. O que fizemos foi cancelar todas as atividades nessa sala e transferimos essas mesmas atividades desportivas para a Caixa UA”, contou. Segundo o coordenador do Núcleo de Desporto e Lazer da UA, é expectável que só “segunda ou terça-feira da próxima semana” haja um relatório “conclusivo” sobre os motivos que levaram à queda do teto. “Suspeitamos que possa ter sido alguma infiltração de água, mas nada garante que possa ter sido isso. Daí serem os nossos técnicos que estão habilitados a fazer a avaliação para depois tomarmos as decisões de reparação e de garantia de segurança para todos”, vincou. Em relação ao prejuízo monetário, Tiago Lourenço disse à Ria que dependerá da extensão do problema. “Aparentemente, tendo sido só naquele local aquilo requer a substituição do teto falso, mas é tudo muito prematuro… Pode não corresponder àquilo que era desejável que era que o prejuízo não se estendesse à restante sala, mas como disse terão de ser os nossos serviços a fazer a avaliação técnica e a tomar as decisões necessárias”, realçou. No seguimento, o coordenador do Núcleo de Desporto e Lazer da UA garantiu que a segurança das pessoas está acautelada. “A sala está interdita e as atividades irão decorrer dentro da normalidade, sem prejuízo para os nossos utilizadores, em novos espaços que improvisamos na Caixa UA”, vincou, salientando que não há data de previsão para a reabertura da “sala fitness”.
Mau tempo: Museu de Santa Joana não sofre danos e mantém-se aberto
Além do Museu Santa Joana, também o Museu Municipal Leonel Trindade, em Torres Vedras, o Museu dos Lanifícios, na Covilhã, e o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha não registaram danos, encontrando-se abertos, a maioria sem restrições de acesso. Em contraste, mais de 120 museus e monumentos sofreram danos causados pelas tempestades nas duas últimas semanas, com cinco equipamentos da Rede Portuguesa de Museus e quatro do património classificado. De acordo com o balanço mais recente do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, sofreram "danos graves" o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, o Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, em Mação, o Museu Municipal de Santarém - Casa-Museu Anselmo Braamcamp Freire, o m|i|mo - museu da imagem em movimento, em Leiria, e o Museu Municipal de Ourém. Na área do património classificado, apresentam "danos graves" a cerca do Convento de Cristo, em Tomar - monumento classificado como Património da Humanidade da UNESCO -, a Casa Museu Afonso Lopes Vieira, em São Pedro de Moel, Marinha Grande, a Capela de Nossa Senhora da Encarnação, em Leiria, e a igreja matriz de Cernache do Bonjardim, na Sertã. Neste balanço, na área dos arquivos, para já, está também assinalado o Arquivo Distrital de Leiria com "danos graves". Na Rede Portuguesa de Museus (RPM), com "danos moderados", encontram-se o Museu Municipal Santos Rocha, na Figueira da Foz, o Museu Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, o núcleo museológico Central do Caldeirão do Museu Municipal Carlos Reis, em Torres Novas, o Museu Marítimo de Ílhavo e o Museu da Villa Romana do Rabaçal, em Penela. Da RPM, segundo a lista hoje divulgada, encontram-se encerrados ao público o Museu Municipal de Ourém, a Casa-Museu Anselmo Braamcamp Freire, em Santarém, o museu da imagem em movimento, em Leiria, e o núcleo museológico do Museu Carlos Reis, em Torres Novas. O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra encontra-se "encerrado parcialmente". Das cerca de duas dezenas de equipamentos da RPM sinalizados pelo Ministério da Cultura, contam-se ainda o Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento, a Torre de Almedina do Museu Municipal de Coimbra, o Museu Escolar de Marrazes, em Leiria, e o Museu da Pedra de Cantanhede. Estes equipamentos, segundo o balanço, apresentam com "danos ligeiros", a carecer de intervenção, e estão abertos ao público. Na lista de património classificado, Leiria apresenta o maior número de edifícios com "danos moderados", incluindo o Castelo, o solar e jardim do visconde da Barreira, a Capela de São Pedro, a Igreja e Convento de São Francisco, a Sé, incluindo claustro, adro envolvente, torre sineira e casa do sineiro, a Igreja da Misericórdia, o convento e o antigo seminário de Santo Agostinho, a igreja de Pousos, o santuário do Senhor Jesus dos Milagres, a Capela de S. João Batista de Monte Real e o Abrigo do Lagar Velho. No distrito de Leiria, estão também sinalizados com "danos moderados" a Fábrica Lusitana de Vidros Angolana e a antiga residência Stephens, na Marinha Grande, os dois coros e o claustro da Igreja do Convento do Louriçal, em Pombal, o Castelo de Ourém e a igreja de Urqueira, no mesmo concelho. Em Coimbra, apresentam "danos moderados" a igreja e claustro da Misericórdia (Colégio Novo), a Sé Nova, o Jardim Botânico e a sua cerca, a Igreja de São Bartolomeu, com "todo o seu património integrado", o adro e a escadaria da Igreja de Santa Justa, o antigo Laboratorio Chimico, atual Núcleo Museológico do Museu da Ciência da Universidade, e o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, que ficou submerso pelo rio Mondego. Na região de Coimbra são também apontados "danos moderados" no Castelo de Penela e, nesta localidade, nas igrejas de S. Miguel e Santa Eufémia, na Escola Adães Bermudes e no Convento de Santo António, incluindo a sua cerca. No distrito de Santarém são apontadas as muralhas da cidade, a Fortleza de Abrantes, assim como as capelas da Piedade, de São Lourenço e o padrão de D. João I, em Tomar. Em Sertã, no distrito de Castelo Branco, está sinalizado, também com "danos moderados", o Seminário das Missões Ultramarinas, enquanto em Torres Vedras, no distrito de Lisboa, está o Mosteiro do Varatojo. Na terça-feira da semana passada, para um primeiro balanço de 50 monumentos danificados pela tempestade Kristin, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, admitia a necessidade de investimento de 20 milhões de euros, em obras de recuperação, durante uma visita a zonas afetadas da Região Centro.
Mau tempo: Proteção Civil de Aveiro mantém ativo preventivamente o Plano Distrital de Emergência
Num comunicado divulgado ao final da tarde de ontem, o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro referia que devido à aproximação e passagem de ondulação frontal com corrente de oeste, previa-se um novo agravamento das condições meteorológicas adversas, com chuva persistente, vento forte e agitação marítima. Estas condições, segundo a mesma fonte, verificaram-se entre o final da tarde de ontem e vão-se fazer sentir esta sexta-feira, 13 de fevereiro, pelo que se espera a continuidade das situações de cheia/inundação atualmente existentes nos municípios da região de Aveiro. Mantém-se, desta forma, ativo preventivamente o Plano Distrital de Emergência de Proteção Civil de Aveiro, que está em vigor desde terça-feira. O Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro avançou ainda ontem que as ocorrências mais relevantes nas últimas horas se prendiam com cortes de via e danos em algumas habitações ou estruturas, por cheia/inundação e, em alguns casos pontuais, movimentos de massa/derrocadas. “Houve necessidade pontual de apoiar algumas pessoas, nomeadamente através do fornecimento de bens de primeira necessidade, devido à inundação de vias de acesso a habitações, em Albergaria-a-Velha, estando todas as situações a ser acompanhadas pelos Serviços Municipais de Proteção Civil, agentes de proteção civil e organismos de apoio dos vários patamares”, referia a mesma nota. Atendendo ao corte dinâmico de várias vias rodoviárias na região de Aveiro, pela evolução da situação hidrológica, o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro apelou aos cidadãos para que não circulem nas referidas vias, dado o risco envolvido.