Luís Souto lança candidatura e quer fazer de Aveiro “uma espécie de Silicon Valley português”
Decorreu ontem à apresentação oficial da candidatura de Luís Souto de Miranda à Câmara Municipal de Aveiro (CMA). O candidato da coligação ‘Aliança Mais Aveiro, formada por PSD/CDS/PPM, apresentou as linhas gerais do seu projeto para o Município de Aveiro, ao lado de Luís Montenegro, e com uma surpresa: a presença de Ribau Esteves.
Ana Patrícia Novo
JornalistaDepois de já ter adiantado à Ria as razões que levaram à alteração do nome da coligação entre PSD/CDS/PPM, Luís Souto de Miranda apresentou ontem as linhas programáticas gerais do seu projeto. O candidato que se propõe a suceder a José Ribau Esteves, atual presidente da CMA, começou por citar Abraham Lincoln com uma ideia que afirma querer seguir. “O governo do povo, pelo povo e para o povo: eu estou aqui, nesta candidatura, animado desse propósito”, afirmou.
“Quero construir um projeto com as pessoas, pelas pessoas e por mais Aveiro” aponta Luís Souto que admite que o programa mais detalhado “para o futuro de Aveiro”, que será apresentado “mais para a frente”, vai ser “o corolário das audições” que já iniciou e que irá intensificar “a partir agora”, de forma a “ir de encontro às reais aspirações dos aveirenses”. Reforçar a qualidade de vida dos aveirenses, promover a cultura e a inovação, desenvolver as relações com a universidade e as empresas são alguns dos pontos apresentados por Luís Souto.
No seguimento dessas ideias, Luís acredita ainda que “a paisagem única da Ria, as acessibilidades, em breve reforçadas com o eixo Aveiro-Águeda (…), o nosso futuro aeródromo municipal requalificado, o know-how que temos na nossa universidade, a experiência já de vários anos nas áreas de alta tecnologia, eletrónica e afins” podem fazer de Aveiro “uma espécie de um Silicon Valley português”. “Temos todas as condições para o fazer e a Câmara Municipal, no seguimento de projetos que, como foi iniciando com a universidade, como a Aveiro Tech City, deverá dar aqui um impulso decisivo para que isso aconteça”, reforça o candidato da coligação ‘Aliança Mais Aveiro’. Note-se que Silicon Valley é uma região da Califórnia, nos Estados Unidos, que alberga algumas das maiores empresas de alta tecnologia no mundo, como por exemplo a Microsoft, a Apple, a Google e a Netflix.
Luís Souto reforça ainda que Aveiro possui “excelentes condições para a mobilidade suave”, sublinhando que quer “tirar partido, alargando a rede ciclável existente” e a afinando “a oferta pública dos transportes”. Aponta ainda que pretende reforçar “a política pública da habitação incentivando os projetos de custos controlados”, sem descurar, no entanto, que Aveiro “deve continuar a ser um município com inovados índices de atração para os investidores”. Luís Souto olha ainda para “os recordes de turistas dos últimos anos” como um “um desafio e um reconhecimento de oportunidades”.
Luís Souto apresentou as linhas gerais do seu projeto com Ribau Esteves sentado ao seu lado
Depois de se ter demitido da concelhia do PSD-Aveiro por não concordar com a escolha de Luís Souto como candidato a presidente da CMA e depois de ter afirmado que o candidato da coligação ‘Aliança Mais Aveiro’ não tinha “nenhuma experiência de gestão” para liderar o Município de Aveiro, José Ribau Esteves voltou atrás e marcou ontem presença na sessão de apresentação da candidatura, sentando-se ao lado de Luís Souto, apesar de não ter subido ao palco para intervir. Um volte-face que marcou, inevitavelmente, o final da tarde no Hotel Meliá.
Para Luís Souto, a presença do atual presidente da Câmara Municipal “é um sinal de apoio inequívoco”, mas Ribau Esteves não quis prestar declarações à Ria no fim do evento. À saída da sala, o autarca foi, no entanto, abordado de forma humorada por uma militante que o questionou sobre um futuro cargo de ministro, ao qual Ribau Esteves respondeu, em tom de brincadeira, que seria uma possibilidade.
“Houve aqui também o reconhecimento pelo trabalho que ele [Ribau] tem desenvolvido, como é manifesto para todos, o nosso projeto é um projeto assente no bom trabalho que tem sido desenvolvido e introduzindo os mecanismos de inovação para um novo tempo, estamos perfeitamente sintonizados a esse nível”, deu nota Luís Souto, em declarações à Ria.
Apesar do trabalho de Ribau Esteves à frente do Município de Aveiro ter sido muito elogiado durante a sessão por Emídio Sousa, presidente da distrital do PSD, por Luís Montenegro, presidente do partido e pelo candidato Luís Souto, o atual autarca não retribuiu e permaneceu sentado quando toda a sala recebeu de pé e com aplausos o candidato da coligação ‘Aliança Mais Aveiro’, Luís Souto, nas próximas eleições autárquicas. Um momento que foi captado em vídeo e que já circula pelas redes sociais.
À presença de Ribau Esteves, soma-se, pelo contrário, a ausência de Simão Santana e de Rogério Carlos, os dois primeiros atores políticos do núcleo duro do atual edil aveirense a demitirem-se do PSD-Aveiro. Foram várias as ausências dos membros da concelhia do partido, destacando-se também a de João Machado, atual vereador na CMA, embora por “motivos pessoais”, segundo informações transmitidas pela candidatura de Luís Souto.
Outra surpresa foi a ausência de Gonçalo da Câmara Pereira, presidente da direção nacional do PPM – Partido Popular Monárquico que, contrariamente ao que tinha adiantado à Ria, não marcou presença na apresentação da candidatura.
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CCDRC: Cláudia Cruz Santos ataca legado de Ribau Esteves em Aveiro e garante não votar no ex-autarca
Apesar do apoio de José Luís Carneiro, secretário-geral do Partido Socialista, a eleição de José Ribau Esteves, ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), para a presidência da CCDRC não é consensual entre todos os eleitos do PS. Recorde-se que tanto Hugo Oliveira, presidente da Federação Distrital do partido, como os vereadores eleitos para a CMA já manifestaram a sua oposição relativamente à votação no ex-autarca. José Ribau Esteves é candidato único à presidência do órgão nas eleições que decorrem esta tarde em sede de Assembleia Municipal extraordinária e conta com o apoio dos líderes de PS e PSD. Contactada pela Ria, Cláudia Cruz Santos juntou o seu nome ao dos restantes eleitos locais do partido que já se pronunciaram. Assegurando que fala apenas a título pessoal, a líder da bancada parlamentar dos socialistas deu nota de que não vai votar no ex-autarca porque, acredita, “o legado que deixou em Aveiro, o autoritarismo na tomada de decisões e a desconsideração de pareceres alheios mostram que não é uma boa escolha”. A possibilidade de existirem benefícios em ter um ex-autarca do concelho a presidir à CCDRC foi descartada pela deputada, que diz que “não vejo como” possa haver pontos positivos. No entendimento de Cláudia Cruz Santos, “mesmo quando foi presidente da Câmara de Aveiro, [Ribau Esteves] tomou decisões péssimas para o concelho. […] Sempre que olho para o Rossio penso na tristeza sem árvores, na tristeza de betão em que este Rossio se tornou. Temos agora o dossier do Cais do Paraíso, que me parece extraordinariamente problemático, temos decisões tomadas no fim do mandato relativamente à Lota… Parece-me que há muitas razões muito concretas para não votar em Ribau Esteves para a CCDRC”. A deputada não faz previsões daquela que possa a ser a distribuição final de votos em branco ou nulos, mas admite que “muitos autarcas tenham dúvidas relativamente à adequação da escolha e até que essas dúvidas sejam transversais a várias forças políticas”. “Em Aveiro talvez possamos dizer que temos um conhecimento mais próximo das características do senhor engenheiro Ribau Esteves como autarca. Ele acompanhou-nos nos últimos 12 anos, tomou decisões que acho que foram muito prejudiciais para Aveiro e, sobretudo, não tem uma cultura democrática de ouvir e respeitar quem pensa diferente”, acrescentou.
IL-Aveiro teme que “perfil autárquico” de Ribau Esteves “possa resultar numa visão pouco reformista”
A poucas horas da sessão da Assembleia Municipal extraordinária onde se vai votar a presidência da CCDRC, Cláudia Rocha colocou algumas reservas em relação à eleição de Ribau Esteves para o cargo. Recorde-se que o ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) vai a votos sozinho e conta com o apoio dos líderes do PS e do PSD, José Luís Carneiro e Luís Montenegro. Para a liberal, os sete mandatos autárquicos do candidato – quatro à frente da Câmara Municipal de Ílhavo e três à frente da Câmara Municipal de Aveiro – são “importantes” e conferem um “conhecimento profundo da região” a Ribau Esteves. No entanto, o “perfil marcadamente autárquico” pode, no entender da deputada, acarretar uma “visão pouco reformista ou muito limitada”. “Esperamos que o presidente da CCDR […] tenha também a capacidade de construir pontes e consensos, algo que muitas vezes foi acusado de não conseguir fazer pelos seus adversários. Aquilo que esperamos é que se consiga libertar um pouco do seu percurso autárquico e que consiga canalizar a experiência para projetos inovadores para a região”, acrescentou Cláudia Rocha. A deputada da IL preferiu não antecipar o sentido de voto do grupo parlamentar, “realçando que ele é individual”. Segundo afirma, o partido também não emitiu qualquer orientação sobre o sentido de voto, “deixando a cada deputado a responsabilidade de decidir”. Cláudia Rocha deixou críticas ao modelo das CCDRs, que diz “não funcionar como a descentralização de que gostaríamos [a IL]” e acrescenta uma “camada de burocracia extra com pouca responsabilidade política”. No mesmo sentido, apontou o dedo ao acordo que entendimento que leva a que Ribau Esteves seja candidato único à presidência do órgão: “O que vemos são acordos entre PS e PSD para decidir quem é que fica com o quê, o que levanta questões óbvias de pluralismo, representatividade e até legitimidade, uma vez que não são eleitos diretamente pelos cidadãos”.
Aveiro: Suspeito de tráfico detido nas festas de São Gonçalinho
Segundo um comunicado da PSP, no momento da interceção, o suspeito encontrava-se na posse de cerca de 43 doses individuais de produto estupefaciente (cocaína). Para além a droga, a PSP refere que foi apreendido "numerário em notas e moedas do Banco Central Europeu, por haver fortes indícios de constituir produto e/ou instrumento de atividade ilícita". De acordo com a mesma nota, o suspeito encontrava-se referenciado pela Polícia por indícios da prática reiterada do mesmo tipo de ilícito criminal, tendo já cumprido pena de prisão efetiva por duas vezes.
Alberto Souto acusa Luís Souto e Ribau Esteves de “crime urbanístico” no Cais do Paraíso
Na publicação, Alberto Souto de Miranda começa por contextualizar que, tal como avançado pela Ria, as buscas na PJ na Câmara de Aveiro estão relacionadas com o processo do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso. Face às declarações de Luís Souto de Miranda, presidente da Câmara de Aveiro, o socialista acusou-o de sacudir a “a água do capote” ao dizer que o processo “vem do passado”. Também num comentário breve às palavras de José Ribau Esteves, ex-presidente da Câmara de Aveiro, escreveu que o mesmo diz que “já há muito trabalho do atual executivo neste processo”. “Cada um espeta a sua faca no outro, mas têm razão os dois. Estão ambos implicados. O ex-presidente porque foi o autor primeiro de um crime urbanístico. O atual presidente porque, como presidente da AM, foi co-autor daquele e porque foi agente do mesmo crime, por vontade própria, quando fez ressuscitar o que morto estava”, atira Alberto Souto de Miranda. No seguimento do texto, o socialista questiona ainda: “Que estranhíssima razão estará na base da pressa de Ribau Esteves? Talvez as investigações apurem. Que intrigante razão poderá explicar a teimosia do atual em tornar a perpetrar o mesmo crime?”. “É o mistério do Cais do Inferno: estavam os dois alertados para as ilegalidades e arriscaram cometê-las”, responde. Alberto Souto de Miranda sugere ainda, que tanto Luís Souto de Miranda como Ribau Esteves, estavam “cientes da manipulação de um Plano para favorecer um privado em detrimento de outros e optaram pela manipulação gravosa”. “Preferiram tomar decisões irracionais (porque não fundadas em argumentos racionais), irresponsáveis (porque desconsideram o risco legal) e esteticamente absurdas. Quiseram mesmo violar as regras urbanísticas e quiseram mesmo beneficiar esse privado. É tudo muito estranho”, diz. Recorde-se que na reunião extraordinária da Câmara Municipal de Aveiro, há precisamente um mês, foi aprovada a revogação do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso. No entanto, dez dias depois, na Assembleia Municipal, o documento acabou por não ser aprovado. Ainda num comentário às declarações recentes de ambos [Luís Souto e Ribau Esteves], o socialista cita-os ao dizerem à comunicação social que estão “tranquilos”. Face a isto, numa crítica direta, Alberto Souto diz que “é a serenidade da inconsciência”. “São criminosos urbanísticos sem arrependimento dos crimes. Não têm noção da gravidade dos seus atos”, insiste. “É lamentável. Porque o dolo foi patente. O crime urbanístico também. De tão flagrante dispensa até averiguações”, continua referindo que quanto a crime “penal” caberá ao Ministério Público e aos tribunais averiguar e decidir se alguém deve ser responsabilizado. “Aí vale a presunção de inocência”, sugere. “Certo é que estavam ambos alertados para a insensatez urbanistica, para a ausência de avaliação ambiental estratégica, para a falta de perequação e para o benefício intencional de um privado em detrimento de outros. Ambos quiseram cometer um crime urbanístico. Ambos quiseram assassinar o equilíbrio paisagístico, matar o equilíbrio dos interesses e abdicar de defender o interesse público. Foram os dois cúmplices e coautores”, insiste Alberto Souto de Miranda. Comparando a atitude a um “drone remoto”, o socialista acusa-os ainda de estarem a disparar “um contra o outro”. “Mas um já está eleito e o outro eleito será, hoje. Fretes pagos. Cinismo exposto. Política com indiferença ética”, admite. Alberto Souto de Miranda sugere ainda que as buscas e investigações, em vésperas da entrada de Ribau Esteves na CCDR-Centro, são um “fator de desprestígio da independência do Ministério Público”. “Mas isso são outros quinhentos, que sempre verbero. Sejam as vítimas de esquerda ou de direita”, refere. Sobre a entrada de Ribau Esteves na presidência da CCDR-Centro, o socialista diz que ainda “há semanas” que lhe deu os parabéns pelo novo cargo. “Ainda não era público. Já era, porém, conhecido, o preço por que se vendeu. A política com rectidão, essa, anda muito mais cara”, atira. Acrescenta ainda: “Ribau irá para a CCDRC mau grado estas investigações e outras que vão surgir. Ainda agora veio a lume a sua condenação pelo Tribunal de Contas por violação reiterada das suas recomendações. Mas ninguém olha para o cadastro…”. O socialista remata a publicação salientando que com “com crime penal ou sem ele, o essencial é que o PP do Cais do Paraíso seja anulado administrativamente para todo o sempre”. “Começo o ano com esse optimismo…”, finaliza.
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Ílhavo abre inscrições até março para o Concurso Literário Jovem
Segundo uma nota de imprensa enviada às redações, as oficinas promovidas nos Agrupamentos de Escolas vão decorrer entre 19 e 21 de janeiro e vão ser dinamizadas por Adélia Carvalho, autora de inúmeros livros infantis, atualmente dedicada em exclusivo à escrita. No que toca ao concurso, a iniciativa destina-se a alunos de “qualquer estabelecimento de ensino público do Município de Ílhavo do Ensino Básico 1.º, 2.º e 3.º ciclos e do Ensino Secundário”. A atividade “visa fomentar hábitos de leitura em crianças e jovens, criar e consolidar hábitos de escrita, promover a escrita criativa e premiar e divulgar textos inéditos dos géneros poético e narrativo dos alunos do município”. No comunicado, a autarquia esclarece ainda que os participantes podem concorrer “em duas categorias- texto poético e narrativo - com apenas um trabalho em cada uma das categorias”. Cada categoria tem ainda quatro subcategoria: uma por cada ciclo de ensino. O Município refere que os textos devem ser enviados “até 6 de março para o endereço de e-mail [email protected], com o assunto ‘Concurso Literário Jovem 2025/2026’, juntamente com a ficha de inscrição devidamente preenchida”. As normas de participação e a ficha de inscrição estão disponíveis nos sites da Câmara e da Biblioteca de Ílhavo. A cerimónia de entrega de prémios decorrerá no dia “23 de abril de 2026”. “Em cada subcategoria são atribuídos os seguintes prémios: 1.º prémio, 100 euros; 2.º prémio, 75 euros; 3.º prémio, 50 euros; menções honrosas, 25 euros. À escola que obtiver maior número de trabalhos premiados ser-lhe-á atribuído o 'Prémio Escola', no valor de 150 euros. Os prémios são atribuídos em vales a serem descontados nas papelarias aderentes”, esclarece o comunicado.
CCDRC: Cláudia Cruz Santos ataca legado de Ribau Esteves em Aveiro e garante não votar no ex-autarca
Apesar do apoio de José Luís Carneiro, secretário-geral do Partido Socialista, a eleição de José Ribau Esteves, ex-presidente da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), para a presidência da CCDRC não é consensual entre todos os eleitos do PS. Recorde-se que tanto Hugo Oliveira, presidente da Federação Distrital do partido, como os vereadores eleitos para a CMA já manifestaram a sua oposição relativamente à votação no ex-autarca. José Ribau Esteves é candidato único à presidência do órgão nas eleições que decorrem esta tarde em sede de Assembleia Municipal extraordinária e conta com o apoio dos líderes de PS e PSD. Contactada pela Ria, Cláudia Cruz Santos juntou o seu nome ao dos restantes eleitos locais do partido que já se pronunciaram. Assegurando que fala apenas a título pessoal, a líder da bancada parlamentar dos socialistas deu nota de que não vai votar no ex-autarca porque, acredita, “o legado que deixou em Aveiro, o autoritarismo na tomada de decisões e a desconsideração de pareceres alheios mostram que não é uma boa escolha”. A possibilidade de existirem benefícios em ter um ex-autarca do concelho a presidir à CCDRC foi descartada pela deputada, que diz que “não vejo como” possa haver pontos positivos. No entendimento de Cláudia Cruz Santos, “mesmo quando foi presidente da Câmara de Aveiro, [Ribau Esteves] tomou decisões péssimas para o concelho. […] Sempre que olho para o Rossio penso na tristeza sem árvores, na tristeza de betão em que este Rossio se tornou. Temos agora o dossier do Cais do Paraíso, que me parece extraordinariamente problemático, temos decisões tomadas no fim do mandato relativamente à Lota… Parece-me que há muitas razões muito concretas para não votar em Ribau Esteves para a CCDRC”. A deputada não faz previsões daquela que possa a ser a distribuição final de votos em branco ou nulos, mas admite que “muitos autarcas tenham dúvidas relativamente à adequação da escolha e até que essas dúvidas sejam transversais a várias forças políticas”. “Em Aveiro talvez possamos dizer que temos um conhecimento mais próximo das características do senhor engenheiro Ribau Esteves como autarca. Ele acompanhou-nos nos últimos 12 anos, tomou decisões que acho que foram muito prejudiciais para Aveiro e, sobretudo, não tem uma cultura democrática de ouvir e respeitar quem pensa diferente”, acrescentou.
Aveiro: Diocese alerta para homem que celebra missas em casa, mas que “não foi ordenado padre”
Num comunicado publicado esta segunda-feira, 12 de janeiro, nas redes sociais, a Diocese de Aveiro começa por explicar que “Francisco Marques”, a viver em Oiã, em Oliveira do Bairro que, “no passado, ficou publicamente conhecido pela sua proximidade ao Papa Francisco, terá recebido a ordenação sacerdotal e estará a celebrar a Eucaristia na sua terra natal, numa casa particular”. Face a isto, a Diocese esclarece que Francisco Marques “não foi ordenado padre da Igreja Católica” e que no caso de “eventualmente” ter recebido as ordens sagradas noutra religião não está em “condições de administrar validamente os sacramentos da Igreja Católica”. “Desde modo, não devem os fiéis católicos receber dele qualquer sacramento”, alerta. No comunicado assinado pelo D. António Manuel Moiteiro Ramos, bispo de Aveiro, a Diocese recorda ainda que a mesma posição foi já tomada pela Diocese de Roma “em relação ao suposto bispo que tem acompanhado o Sr.Francisco Marques nos retiros realizados em Fátima e dos quais a Diocese de Leiria-Fátima se demarcou em 2024”. “Sendo necessário informar todos os diocesanos de Aveiro que o Sr. Francisco Marques não pode participar nem celebrar os sacramentos católicos na nossa diocese, peço que este comunicado seja dado a conhecer num domingo próximo em todas as paróquias da Diocese de Aveiro”, remata a nota.
Cinemas tiveram em 2025 menor número de espectadores do século exceto pandemia
De acordo com dados do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) e do Instituto Nacional de Estatística, com exceção do período entre 2020 e 2022 devido à pandemia de covid-19, só em 1996 se encontra um valor mais baixo de espectadores de cinema em Portugal, de 10,4 milhões. No campo das receitas, o valor atingido no ano passado foi de 70,5 milhões de euros, uma redução de 3,9% em comparação a 2024. Segundo dados do ICA divulgados hoje, o filme mais visto do ano foi “Lilo e Stitch”, de Dean Fleischer Camp, por 667 mil espectadores, seguindo-se o filme de “Minecraft”, de Jared Hess, com 503 mil, e “Zootrópolis 2”, de Byron Howard e Jared Bush, com 428 mil. Em quarto lugar surge a única presença lusófona nos 10 filmes mais vistos em Portugal: o brasileiro “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, com 385 mil entradas. A produção portuguesa mais vista do ano foi “O Pátio da Saudade”, de Leonel Vieira, com 69 mil espectadores, do mesmo autor de “O Pátio das Cantigas”, de 2015, que contou com 608 mil.