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PCI festejou o sétimo aniversário e apresentou o seu plano estratégico até 2030

O Parque de Ciência e Inovação (PCI), em Ílhavo, assinalou, esta quarta-feira, 26 de março, o seu sétimo aniversário. No evento, Luís Barbosa, diretor do PCI, aproveitou a ocasião para apresentar o “Plano Estratégico” do PCI até 2030 com um programa de “transformação para a sustentabilidade”.

PCI festejou o sétimo aniversário e apresentou o seu plano estratégico até 2030

“Porquê transformação e porquê sustentabilidade? [A] (…) inovação é um momento extremamente dinâmico e que altera todos os dias. Seja ela setorial, seja ela geográfica, seja ela geopolítica (…) Isto todos os dias exige reposicionamento.Sustentabilidade porquê?Porque nós temos uma estrutura de Parque de Ciência e Inovação (…) que não é uma sociedade [anónima] para lucro, mas para resultados, ou seja, tem de ser sustentável.E a sustentabilidade não pode ser, neste tipo de iniciativas fundamentada unicamente por fundo público. Mas sim em projetos públicos e em projetos privados”, começou por explicar Luís Barbosa.

Assim, o diretor do PCI garantiu que o plano estratégico do PCI, para os próximos cinco anos, estará dividido em duas fases: de 2025 a 2027 e de 2027 a 2030. “De 2025 a 2027 há um programa de transformação que está já em execução.De 2027 a 2030 será um programa [pensado] para a sustentabilidade. Aí sim, o nosso revenue model [modelo de negócio] (…) determina que iremos ter capacidade para trabalharcom projetos privados, como startups,com empresas, com outro tipo de entidades, com projetos de cariz privado”, avançou.

Atualmente, com quatro edifícios e com 16 lotes disponíveis para construção, segundo o site do PCI, Luís Barbosa destacou que alguns desses “espaços livres” estão destinados à construção de “centros de excelência”. “Essa é a visão. Desenvolver centros de excelência e construir uma estrutura que possa alocar essa empresa para maturar, para crescer, mas simultaneamente ser uma entidade de incubação de novas startups dentro desse setor que operam”, afirmou.

O diretor do PCI acrescentou ainda que tem a ambição de que o Parque seja reconhecido por “transformar a criatividade em inovação, na região de Aveiro, atuando como um veículo privilegiado de soluções tecnológicas sustentáveis para os desafios com que nos deparamos”, exprimiu.

Com um olhar mais atento sobre os números atuais, Luís Barbosa disse ainda que o PCI tem cerca de “21 milhões de euros de investimento total”; “106 empresas residentes” e “cerca de 1.100 colaboradores” em todos os edifícios e “cerca de 60 eventos, por ano, com tendência para aumentarmos e continuarmos a potenciar o resultado desta estrutura”. Sobre a taxa de ocupação dos edifícios: “Temos o edifício TICE com 96% de ocupação, o edifício Mat+Agro com cerca de 84% de ocupação e o edifício central com 76% de ocupação, dos quais 90% de ocupação é incubadora, ou seja, empresas startups presentes na incubadora”, completou.

Relativamente à origem dessas empresas, Luís Barbosa adiantou que a “maior parte delas nasceu na Universidade de Aveiro (UA)”, no entanto, existem algumas do “Brasil, África do Sul, Singapura e outras regiões”.

O evento contou ainda com a presença de Paulo Jorge Ferreira, reitor da UA, que ao longo do seu discurso partilhou o “entusiasmo” e a “felicidade” por integrar o projeto, esperançando que “os próximos sete anos ainda sejam melhores”. Também o presidente da Câmara Municipal de Aveiro, José Ribau Esteves, assim como o presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, João Campolargo marcaram presença no aniversário.

O PCI foi inaugurado no dia 6 de março de 2018 e tem como principal objetivo promover a inovação, a pesquisa aplicada e o empreendedorismo na região de Ílhavo. Ocupa uma área de cerca de 35 hectares, sendo que 30 hectares estão localizados no município de Ílhavo, na zona da Coutada. A sua criação marca a expansão física da UA para este território. O PCI é gerido pela PCI Creative Science Park – Aveiro Region, uma entidade com a Universidade de Aveiro como principal acionista. Além da UA, participam neste projeto os municípios de Aveiro e Ílhavo, a Caixa Geral de Depósitos, entre outras entidades.

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