Câmara de Águeda aprova o maior Orçamento de sempre no valor de 113 milhões de euros
O Orçamento da Câmara de Águeda para 2025 é o maior de sempre, no valor de 113 milhões de euros, mais 39,9 milhões de euros (ME) do que este ano, informou hoje aquela autarquia do distrito de Aveiro.
Redação
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O Orçamento e as Grandes Opções do Plano (GOP) foram aprovados em reunião de executivo extraordinária, realizada na passada sexta-feira, com quatro votos a favor da coligação Juntos por Águeda/PSD/MPT, que lidera o executivo, um voto contra do CDS e duas abstenções do PS.
Segundo uma nota camarária divulgada hoje, o Orçamento para 2025 apresenta o valor total de 113.016.002,33 euros, sendo que 94.911.780,09 euros correspondem aos investimentos diretos inscritos nas Grandes Opções do Plano (GOP), onde o município define as grandes prioridades para o próximo ano.
O presidente da autarquia, Jorge Almeida (PSD), realça que se trata de “um orçamento muito ambicioso”, adiantando que 2025 será um ano de arranque e desenvolvimento de muitas obras estruturantes para o concelho.
“Exige muito de nós, estamos muito focados e iremos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para sermos bem-sucedidos”, declarou o autarca, citado na mesma nota.
Jorge Almeida refere que a dotação orçamental, de 113 milhões de euros, a maior de sempre da Câmara de Águeda, é resultado do “ritmo elevado a que o município está a evoluir”, prevendo que, no final do próximo ano, o relatório de contas e execução irá demonstrar “um nível recorde”.
Opinião diferente têm os vereadores da oposição PS, Luís Pinho e Daniela Herculano, que antecipam a existência de “um desfasamento considerável entre o que é anunciado e o que será efetivamente concretizado”, à semelhança de anos anteriores.
“Esperamos estar enganados, mas a execução dos últimos três anos tem ficado muito aquém do planeado”, declararam.
Os vereadores socialistas destacam ainda que o próximo ano será particularmente desafiante, devido ao período de execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) terminar em 2026, adiantando que “há um grande investimento internacional em perspetiva, cuja viabilidade pode depender da capacidade de execução destes projetos”.
Já o vereador do CDS, Antero Almeida, considera que a única novidade deste documento são “as obras inscritas à boleia” do PRR, perante um Orçamento que diz que continua a ser sobredimensionado.
“Para um orçamento de final de mandato, é um documento semelhante aos anteriores sem qualquer visão e aposta de futuro que apenas repete a propaganda de obra feita, mesmo a feita pelo Estado central, como é o caso do troço do IC2 que desmoronou”, realça.
Entre os principais investimentos da Câmara de Águeda para 2025 estão várias obras estratégicas como o eixo rodoviário Aveiro-Águeda, com uma dotação de 23,4 ME, e as intervenções no Parque Empresarial do Casarão (PEC), onde se inclui a ligação ao IC2, com um investimento de 27,9 milhões de euros.
A educação, com um investimento de cerca de 6,8 milhões de euros, onde se inclui a requalificação de várias escolas, a reabilitação urbana e a Estratégia Local de Habitação, com uma dotação de cerca de 5,3 ME e a área ambiental, com mais de dois milhões de euros para a proteção do meio ambiente, a conservação da natureza, e a mobilidade sustentável, são outras das apostas.
Quanto ao pacote fiscal, a autarquia decidiu manter o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) nos 0,3% (a taxa mínima), mantendo também a devolução por inteiro aos contribuintes do montante da participação variável de 5% do IRS a que o município teria direito.
No que respeita à Derrama, a Câmara de Águeda decidiu manter a taxa de 1,5% para as empresas que apresentem um volume de negócios superior a 150 mil euros, isentando as restantes deste pagamento.
Os documentos têm ainda de ser aprovados pela assembleia municipal, que se vai reunir no próximo dia 06 de dezembro e onde a coligação Juntos por Águeda/PSD/PPM tem a maioria.
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