RÁDIO UNIVERSITÁRIA DE AVEIRO

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Reitor da UA acredita que reforma do Ministério da Educação pode ser “oportunidade para melhorar”

O Conselho de Ministros aprovou ontem uma reforma do Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia que passa pela extinção de 11 entidades, entre elas a Fundação para a Ciência e a Tecnologia. A Ria contactou o reitor da Universidade de Aveiro, Paulo Jorge Ferreira, que considera a opção do governo “uma direção válida a explorar”.

Reitor da UA acredita que reforma do Ministério da Educação pode ser “oportunidade para melhorar”

O reitor considera que, após décadas de evolução, “falta fazer uma avaliação” do sistema. Sem criticar os anteriores governos, que “fizeram crescer” o aparelho científico nacional, Paulo Jorge Ferreira elogia a medida que, de acordo com Fernando Alexandre, Ministro da Educação, Ciência e Tecnologia, vai permitir ultrapassar uma “uma estrutura anacrónica”.

Recorde-se que, conforme noticiado ontem pela Ria, as atuais 18 entidades e 27 dirigentes superiores entre os serviços de ensino não superior e superior, ciência e inovação vão passar a ser apenas 7 entidades e 27 dirigentes superiores. De acordo com a informação prestada pelo governo, os organismos extintos, entre os quais estão a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) ou a Agenda Nacional de Inovação (ANI), vão passar a integrar novas entidades.

No entender do reitor, Portugal e a Europa têm tido muita dificuldade em “transformar a investigação em economia, em valor acrescentado”. Desse prisma, acredita que a reorganização pode ser positiva e que o caminho seguido pelo governo é “uma direção válida a explorar”.

Paulo Jorge Ferreira acrescenta que a extinção das entidades “não pode” impedir os projetos de investigação em curso, que, acredita, podem até beneficiar desta reforma.

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