Casa Gandaresa de Santo António em Vagos vai ser espaço museológico interpretativo
A Casa Gandaresa de Santo António, localizada no concelho de Vagos, vai ser requalificada e transformada num espaço museológico interpretativo, dedicado à preservação e difusão da identidade cultural da região das Gândaras, comunicou ontem, dia 16, a Câmara Municipal à agência Lusa.
Redação
“Estamos perante um investimento estruturante para a valorização da cultura gandaresa e para o reforço da atratividade turística do nosso concelho”, afirmou o presidente da Câmara de Vagos, Rui Cruz.
De acordo com o autarca, a Casa e Cultura Gandaresa “será um polo de referência”, que irá preservar a identidade de Vagos e, ao mesmo tempo, projetar o concelho como destino turístico-cultural de excelência”.
A Câmara Municipal de Vagos assinou, a semana passada, o contrato de financiamento referente à candidatura submetida ao Programa Crescer com o Turismo, que viabiliza a execução do Projeto Museológico e Museográfico da Casa e Cultura Gandaresa de Santo António de Vagos.
O projeto prevê a reabilitação daquele edifício histórico construído em 1937, “transformando-o num espaço museológico interpretativo, dinâmico e acessível, dedicado à preservação e difusão da identidade cultural da região das Gândaras”.
Segundo o Município de Vagos, distrito de Aveiro, a intervenção contempla a conservação do imóvel através de técnicas tradicionais de construção vernaculares, preservando a autenticidade arquitetónica da casa.
“A reabilitação será complementada pela introdução de equipamentos que garantem a sustentabilidade do edifício e a conservação das peças museológicas”, acrescentou.
O futuro espaço museológico permitirá aos visitantes “usufruírem de uma experiência imersiva e interativa, com recurso a conteúdos digitais e multimédia, promovendo a acessibilidade para públicos diversos, incluindo pessoas com necessidades especiais”.
No espaço serão apresentados trajes, artefactos, usos, costumes e vivências, num percurso expositivo que “respeita a simplicidade e autenticidade da cultura gandaresa, sem descurar a atratividade contemporânea e inovação necessária para cativar diferentes públicos”.
A gestão do equipamento ficará a cargo do Município de Vagos, em parceria formal com o Grupo Folclórico de Santo António de Vagos, conforme protocolo já celebrado entre as duas entidades.
Recomendações
Câmara de Albergaria lança concurso para requalificar praça no centro da cidade
A empreitada de obras públicas representa um investimento com um preço base de 266.400 euros e conta com financiamento de fundos europeus. O projeto de intervenção na zona urbana da freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior tem um prazo de execução fixado em 60 dias. A requalificação da Praça António Albuquerque Pinho é um dos projetos centrais do plano de Reabilitação Urbana de Albergaria-a-Velha para 2026. O objetivo assumido pela autarquia é “reverter a atual predominância do automóvel em favor de um espaço público de qualidade para os cidadãos”. A praça, que atualmente funciona como um largo de estacionamento, será redesenhada para diminuir o impacto dos veículos e está prevista a plantação de novas espécies. O projeto inclui a instalação de bancos e outro mobiliário urbano, bem como o nivelamento de pavimentos e o alargamento de áreas pedonais, “para garantir a segurança e a acessibilidade, ligando melhor a praça ao comércio local”. A intervenção está integrada na criação do futuro “Parque da Cidade – Corredor Verde”, que se iniciará na Ribeira de Albergaria, funcionando a a Praça Albuquerque Pinho como uma das portas de entrada e ponto de ligação pedonal novo espaço verde da cidade.
Distrito de Aveiro sob aviso amarelo devido à agitação marítima
O aviso para os distritos do Porto, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga vão vigorar entre as 15:00 de hoje as 00:00 de terça-feira. O IPMA emitiu também aviso amarelo para o distrito de Faro entre as 09:00 e as 15:00 de terça-feira, prevendo-se ondas de sueste com 02 a 2,5 metros. O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica. O IPMA prevê para hoje no continente céu limpo, vento mais intenso no Algarve e terras altas do Centro e Sul, acentuado arrefecimento noturno e pequena subida da temperatura máxima. As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 02 graus Celsius (em Bragança) e os 12 (em Faro) e as máximas entre os 16 (na Guarda) e os 23 (em Santarém, Setúbal e Braga).
Federação de Aveiro do PS pede prioridade do Governo para defesa da orla costeira
A posição foi assumida após uma reunião da Comissão Política da federação realizada no concelho de Ovar, onde foi aprovada uma moção apresentada pelo presidente da estrutura distrital, Hugo Oliveira. No documento, os socialistas defendem que, para além de respostas de emergência, é necessário reforçar os instrumentos de gestão integrada da zona costeira, garantindo uma articulação efetiva entre administração central, autarquias e entidades regionais. Segundo a federação, desde o início de 2026, Portugal tem sido afetado por várias depressões atmosféricas que provocaram condições meteorológicas adversas, com impacto particular na região Centro. Para os dirigentes socialistas, esta realidade exige preparação para a possível repetição de fenómenos semelhantes, eventualmente com maior intensidade. A Federação de Aveiro do PS defende uma estratégia que concilie a proteção ambiental e o combate às alterações climáticas com o desenvolvimento económico do litoral, sublinhando que a prioridade deve ser a salvaguarda de pessoas e bens. Nesse sentido, considera que a gestão costeira não pode continuar assente em respostas meramente reativas, defendendo antes uma abordagem preventiva e integrada. No comunicado, os socialistas alertam ainda que a crescente vulnerabilidade do litoral português exige maior capacidade de planeamento, prevenção e intervenção por parte do Estado, com base em conhecimento científico, planeamento estratégico e investimento público adequado. A Federação Distrital do PS solicita também esclarecimentos ao Governo liderado pela Aliança Democrática sobre várias matérias relacionadas com a gestão costeira no distrito de Aveiro. Entre as questões colocadas estão o número de ocorrências registadas na região durante os episódios meteorológicos extremos recentes, a entidade responsável pela monitorização da lixeira selada de Maceda, localizada no Perímetro Florestal das Dunas de Ovar, e a estratégia de defesa costeira prevista para proteger as frentes urbanas dos concelhos de Espinho, Ovar, Ílhavo e Vagos. Os dirigentes socialistas pedem ainda clarificação sobre o papel da Agência Portuguesa do Ambiente no combate à erosão costeira na região e sobre os próximos passos previstos, incluindo o respetivo cronograma físico e financeiro para a execução das soluções necessárias. Por fim, os socialistas questionam também o papel da RiaViva – Litoral da Região de Aveiro, S.A. na proteção e valorização da Ria de Aveiro, bem como os projetos atualmente planeados e a dotação financeira disponível para futuras intervenções.
Centro de Apoio de Oliveira do Bairro acompanhou mais de mil imigrantes em 2025
“Os resultados de 2025 demonstram a importância deste serviço no apoio às pessoas migrantes que vivem ou trabalham no nosso concelho, ao mesmo tempo que confirmam o papel do Município na promoção de uma integração informada, segura e próxima da comunidade”, destacou o vereador da Câmara de Oliveira do Bairro responsável pela área das migrações, Luís Rabaça. Ao todo, o CLAIM de Oliveira do Bairro acompanhou 1.052 imigrantes durante o ano de 2025, tendo aberto 667 processos individuais e realizado 1.701 atendimentos. Do total de atendimentos realizados, “1.673 foram solicitados por particulares e 28 por entidades”, entre as quais a Segurança Social, empresas do setor privado e instituições do setor social e educativo. Para Luís Rabaça, o CLAIM tem sido “fundamental para ajudar muitos cidadãos migrantes a ultrapassar as dificuldades associadas à chegada a um novo país e a aceder a áreas essenciais como o emprego, a saúde, a educação ou a segurança social”, contribuindo para “uma integração que beneficia não só quem chega, mas também toda a comunidade local”. A maioria dos atendimentos foi dirigida a migrantes residentes no concelho de Oliveira do Bairro (1.189), tendo o serviço recebido também cidadãos provenientes de concelhos vizinhos, com destaque para Anadia (283) e Águeda (104). Entre os principais assuntos tratados nos atendimentos realizados ao longo de 2025, “49,1% foram relativos à permanência em território nacional, num total de 864 atendimentos”. Seguiram-se reagrupamento familiar (171), questões relacionadas com cidadãos europeus e familiares (150), inserção profissional (106) e assuntos ligados à Segurança Social (66). Os processos acompanhados envolveram sobretudo cidadãos oriundos de países de língua oficial portuguesa e da Venezuela, destacando-se São Tomé e Príncipe (248 processos), Brasil (151), Venezuela (101) e Angola (47). Ao longo do ano, “o CLAIM reforçou também o atendimento descentralizado através do CLAIM itinerante, realizando 36 visitas” às quatro juntas de freguesia deste concelho do distrito de Aveiro. A iniciativa permitiu levar o serviço diretamente às comunidades e “facilitar o acompanhamento de migrantes com maiores dificuldades de mobilidade ou acesso a transportes”. O CLAIM de Oliveira do Bairro integra a Rede Nacional de Centros Locais de Apoio à Integração de Migrantes, composta por cerca de 180 estruturas em todo o país. Em funcionamento desde fevereiro de 2020, ao abrigo de um protocolo inicialmente estabelecido com o Alto Comissariado para as Migrações, o serviço opera atualmente no âmbito da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA).
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Aveiro Center recebe investimento de 2,2 milhões de euros na modernização
O projeto está a cargo da consultora Cushman & Wakefield e tem conclusão prevista para o próximo junho. "A intervenção incide sobre a requalificação de áreas comuns, incluindo espaços verdes, zonas de circulação e fachadas", afirmou o responsável André Navarro. Segundo André Navarro, a estratégia de valorização global do conjunto comercial inclui a implementação de um novo logótipo e de uma identidade visual, alinhada com a nova estética. "A intervenção foi planeada de forma faseada de modo a minimizar o impacto para lojistas e visitantes", esclareceu o diretor do Aveiro Center, Pedro Leal. O plano de modernização prevê ainda a integração de novos conceitos de restauração, nomeadamente uma unidade "drive-thru" que deverá começar a ser construída antes do verão. O imóvel é propriedade do fundo Euro V, gerido pela Savills Investment Management, e incorpora uma galeria comercial e "retail park".
Inscrições abertas para as Competições Nacionais de Ciência da Universidade de Aveiro 2026
Promovidas pela Universidade de Aveiro, no âmbito do Projecto Matemática Ensino (PmatE), as competições têm vindo a consolidar-se, ao longo de mais de três décadas, como uma das principais iniciativas de promoção da literacia científica junto dos mais novos. Desde a sua criação, já foram realizados mais de sete milhões de jogos educativos na plataforma do PmatE/UA. As provas estão agendadas para os dias 28, 29 e 30 de abril de 2026 e terão lugar na nave multiusos Caixa UA, no campus da Universidade de Aveiro. Durante três dias, milhares de estudantes, com idades compreendidas entre os 8 e os 18 anos, serão desafiados a testar os seus conhecimentos em áreas como Matemática, Português, Inglês, Física, Química, Biologia, Geologia, Ecologia, Literacia Financeira, Cidadania e Cultura Geral. As competições decorrem em formato digital, combinando uma componente científica com uma vertente lúdica de jogo educativo. O modelo pretende estimular o raciocínio, o pensamento crítico e a curiosidade dos participantes, num ambiente dinâmico e interativo. A participação é gratuita e aberta a todas as escolas do país. As inscrições devem ser realizadas pelos professores responsáveis até ao dia 24 de abril, através da plataforma oficial do PmatE. Com mais de 30 anos de história, as Competições Nacionais de Ciência continuam a afirmar-se como um espaço privilegiado de encontro entre estudantes, professores e ciência, contribuindo para a promoção do conhecimento e para o incentivo de novas vocações científicas junto das gerações mais jovens.
Grupo de estudantes manifesta-se esta tarde na UA a pensar no Dia Nacional do Estudante
São cerca de “10 a 12” estudantes que compõem o núcleo organizador do “Agitar a UA”, um grupo que, explica Leonor Lopes - estudante que no passado mês de dezembro também encabeçou uma candidatura à direção da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) -, já existe desde o ano passado e serve para “alertar e mobilizar os estudantes acerca dos problemas no ensino superior”. De acordo com a responsável, entre as questões abordadas estão o valor da propina, o estado das residências universitárias, o incumprimento do Plano Nacional de Alojamento no Ensino Superior (PNAES), a revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) ou os atrasos nos pagamentos das bolsas da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). A ação desta terça-feira é organizada com os olhos postos no próximo dia 24, quando se comemora o Dia Nacional do Estudante. Leonor Lopes conta que o principal objetivo é que exista uma “ação de microfone para tentar mobilizar os estudantes para a manifestação nacional, em Lisboa”. Em simultâneo, o grupo vai estar a recolher assinaturas de apoio à manifestação. A tribuna desta tarde vai ser palco de discussão de alguns assuntos de dimensão nacional, radicados no “subfinanciamento do Ensino Superior”, mas vai também haver espaço para abordar “problemas nas infraestruturas da Universidade [de Aveiro]”. Durante a tarde, vai também haver espaço para a pintura de cartazes para levar à manifestação que terá lugar em Lisboa, na próxima semana. Mais tarde no dia de hoje, conta Leonor Lopes, o movimento vai reunir com a direção da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv), conforme tinha sido combinado durante a última Assembleia Geral de Alunos, de forma a articular a mobilização dos alunos para a ida à capital.
Cais do Paraíso S.A. pede diálogo à CMA e admite negociar, mas avisa que a “paciência não é eterna”
Foi na passada terça-feira, dia 10, que o TAF de Aveiro julgou procedente a providência cautelar apresentada em janeiro pelo Ministério Público (MP) contra o Plano de Pormenor do Cais do Paraíso, determinando a suspensão da eficácia do documento aprovado pelo Município de Aveiro. Pela primeira vez a falar à comunicação social sobre o dossier, Munir Asharaf Aly confessou à Ria “não estar contente” com a decisão e procurou explicar a posição da Cais do Paraíso S.A. em todo o processo. A principal crítica do investidor dirige-se à falta de diálogo com o executivo municipal desde a tomada de posse de Luís Souto. Se Munir diz que “não se pode queixar” de José Ribau Esteves, que liderou a autarquia desde que a sociedade adquiriu os terrenos, em 2018, até ao passado mês de outubro, a relação com o atual presidente é descrita de forma bem diferente. Segundo o responsável, o novo líder do Município não só não procurou estabelecer contactos como também “não responde” às tentativas de comunicação feitas pela empresa. Apesar do impasse, o presidente do Conselho de Administração da Cais do Paraíso S.A. não exclui a possibilidade de negociar, quer através da relocalização do investimento, quer através de alterações ao projeto inicialmente previsto. Ainda assim, deixa um aviso: “Aveiro tem que decidir se quer investimentos ou não quer”. “O país está a ficar completamente burocrático e depois queixamo-nos de que os preços da habitação estão altos. Estão altos porque as autarquias não tomam decisões, não dialogam, não conversam, estão entretidas na politiquice e deixam-se passar muitas oportunidades”, acrescenta. Na conversa com a Ria, os responsáveis pela sociedade elogiaram também a postura “construtiva” de Diogo Soares Machado, vereador eleito pelo Chega, durante a reunião de Câmara em que foi discutida a revogação do Plano de Pormenor. Nessa altura, o autarca disse ter apalavrado uma reunião com Nuno Pereira, responsável de desenvolvimento de projetos imobiliários do Mully Group - que, até agora, tem sido a ponte entre a Ria e a Cais do Paraíso S.A. -, mas, desde então, não voltaram a existir contactos, nem com o executivo municipal nem com os partidos da oposição. Disponível para falar “com todos”, Munir afirma ainda que, à exceção desse episódio, nunca foi abordado por responsáveis políticos e que tem procurado dialogar apenas com quem governa a cidade, de forma a evitar ser colocado no centro de “querelas políticas”. No que diz respeito à providência cautelar, a sentença a que a Ria teve acesso indica que, depois de citados, nem o Município de Aveiro nem a Cais do Paraíso S.A. apresentaram oposição. Fonte próxima da sociedade considera, no entanto, que “não faz sentido contestar”. “O que eles [Ministério Público] quiseram foi que não fossem constituídos direitos. [...] Nós também nunca iríamos, perante uma discussão destas e o foguetório que foi feito, aproveitar para pôr um pedido qualquer licenciamento para constituir direitos. Queremos fazer um projeto, não queremos estar a receber indemnizações da Câmara Municipal”, explica. Segundo a mesma fonte, a Cais do Paraíso S.A. já contestou, no entanto, os processos principais, designadamente os interpostos pelo Ministério Público e pela família Bóia. Recorde-se que, de acordo com os proprietários do terreno adjacente aos terrenos da Cais do Paraíso S.A., o executivo liderado por Ribau Esteves, ao aprovar o Plano de Pormenor, terá dado “um alegado privilégio exclusivo a um só promotor”, ignorando os restantes proprietários e desrespeitando um compromisso assumido há mais de 50 anos com a família. Munir Asharaf Aly rejeita essa interpretação e contradiz a narrativa de que Ribau Esteves terá desenhado o plano “à medida do investidor”. Segundo afirma, aconteceu “bem pelo contrário”. Um dos exemplos apontados é a solução para o estacionamento, que o ex-presidente da Câmara terá exigido que seguisse o mesmo modelo adotado no Rossio. “Ele cortou a área de construção, cortou acesso ao edifício, cortou isso tudo, não nos deixou fazer as garagens como nós queríamos e obrigou-nos a fazer de outra forma, que era bastante mais oneroso”, refere. Outra fonte próxima da sociedade acrescenta que o Plano de Pormenor foi elaborado por imposição do antigo autarca e “por causa da questão dos Bóia”. Segundo explica, “não precisamos do terreno dos Bóia para nada, porque nós cumprimos [...] com aquilo tudo e não ganhamos capacidade construtiva pelo facto do terreno dos Bóia ter ou não capacidade construtiva. O presidente mandou-nos, na altura, falar com o Bóia, porque, no entendimento estético dele da cidade, ele achava que ter ali construção naquele terreno e o hotel por trás ia ficar mal. E nós andámos em negociações com o Bóia”. Apesar de continuar interessado em avançar com o projeto, Munir recorda que o processo se arrasta há vários anos. “Temos alguma paciência, mas não é eterna”, sublinha, lembrando que aguarda uma solução há cerca de oito anos e que o mercado imobiliário é volátil, o que poderá obrigar a reavaliar o investimento caso o processo continue bloqueado.