‘Feira da Alameda’ trouxe “vida” à Alameda da UA
A zona da Alameda na Universidade de Aveiro (UA) foi mais uma vez palco, esta quinta-feira, 7 de novembro, da Feira da Alameda. Promovida pelo setor “Aveiro é Nosso” da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv), entre os vários objetos disponíveis para venda, tanto de comerciantes externos à UA como de alunos da UA, estiveram tapetes, peluches, livros, comida ou roupa.
Isabel Cunha Marques
JornalistaÚltimas
Para Maria Augusta Soares, a Feira da Alameda foi um pretexto “perfeito” para entrar, pela primeira vez, na UA. “Já me estou a sentir uma estudante… Eu só tenho a quarta classe. Isto para mim é uma festa… É qualquer coisa que não está a entrar em mim de tão bom que é”, comentou à Ria. Diretamente de Ovar, aos 68 anos, revelou que o desafio de vir mostrar a sua arte dos tapetes à UA surgiu por intermédio de um casal universitário. “Eu costumo fazer a Feira Artes no Canal [em Aveiro], no segundo sábado de cada mês, e foi aí que me convidaram para vir cá… Na altura, deixei o meu número de telefone e acabaram por me ligar…. Estou encantada com isto”, destacou com um sorriso rasgado.
Com uma “banca” recheada de tapetes de diferentes cores e formas como um “peixe”, uma “garrafa” ou um “morango”, explicou que a paixão pelas artes manuais nasceu aquando da altura da sua pré-reforma. “Comecei em 2017 (…) Na altura, tive de ficar em casa por causa de tratar do meu pai que estava acamado e (…) cria fazer qualquer coisa…. Quando comecei a fazer tapetes a primeira coisa que fiz foi uma borboleta.... Fiz três borboletas, vendi-as logo [numa feira do Porto] e comecei a criar outras coisas”, recordou Maria Augusta.
Inês Pereira, atual estudante de Engenharia Biomédica na UA, também aproveitou a Feira da Alameda para mostrar o seu projeto, neste caso, de crochet. “Eu já faço crochet desde os meus dez anos. Comecei com a minha avó a fazer as coisas mais difíceis e depois fui aprendendo pela internet a fazer outras coisas diferentes”, disse à Ria.
Pela primeira vez a participar na iniciativa, com uma mesa repleta de peluches e de totebags, a estudante caraterizou a feira como “muito boa”. “Eu comentei a outros colegas que estão noutras universidades [a existência desta feira] e eles ficaram superadmirados. Só me comentavam o quão incrível era a oportunidade”, afirmou.
Carolina Lopes e Alice Abreu foram duas dos muitos estudantes que aproveitaram a hora de almoço para visitar a Feira da Alameda. “Eu já estava habituada a ver feirinhas deste género, mas em outros locais”, concordaram as estudantes do 1º ano do curso de Biologia. “Acho que é muito interessante. Permite um contacto diferente com as pessoas e ver coisas novas”, exprimiu Carolina.
Também Raquel Costa, atraída pelos muitos livros que por ali se encontravam, aproveitou a iniciativa para fazer “bons negócios”. Numa das bancas espalhadas encontrei “um livro que numa loja online custa 18 euros e eu comprei-o a cinco euros. Foi um ótimo negócio”, revelou com um sorriso.
Para esta estudante do 1º ano do curso de Biologia a “feirinha” foi uma surpresa “boa”. “Eu nem sabia que ia haver. Tinha acabado de sair da aula e achei bastante divertido. Vi logo os livros e fiquei perdida logo com os livros. Amei”, afirmou.
“Para a próxima já nem sabemos se temos mesas suficientes”
Margarida Cordeiro, vice-presidente do setor “Aveiro é Nosso” da AAUAv realçou que a iniciativa acontece “todos os semestres de todos os anos”. Oficialmente, “esta é a minha quarta Feira da Alameda a ser organizada. Reúne cada vez mais gente e cada vez mais barraquinhas”, revelou. “É superpositivo. Toda a gente gosta de ver a Alameda com vida”, completou.
Segundo Margarida Cordeiro o evento ganhou “muito crescimento” [face às outras edições], principalmente, no que toca a inscritos da UA. “Na primeira feira que organizei, ou seja, há dois anos, tínhamos 15 inscritos da UA. Neste momento, estamos a chegar às 40 inscrições”. Em termos de participação de comerciantes externos à UA disse que os números se têm mantido “constantes”.
Além do crescimento, a vice-presidente do projeto “Aveiro é Nosso” evidenciou ainda a variedade de objetos nas bancas [este ano] na zona da Alameda. “Em relação ao ano passado, [em que a maioria das coisas expostas para venda era roupa] há muita variedade (…) Agora até se vê peças em 3D, coisas em crochet, comida. Está muito diversificado”, apontou com um sorriso. “Para a próxima já nem sabemos se temos mesas suficientes”, atirou com uma gargalhada.
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