Comédia infantil do Nobel Egas Moniz em livro e peça de teatro em Estarreja
A Câmara de Estarreja revelou hoje a adaptação para livro e peça de teatro da obra "Lobisome", uma comédia infantil escrita por Egas Moniz em 1936.
Redação
A obra, escrita pelo Nobel da Medicina português para os seus sobrinhos-netos, foi adaptada para livro e peça de teatro no âmbito das comemorações dos 150 anos do seu nascimento, informa a autarquia.
A apresentação do livro, com ilustrações de Cinara Saiónára, na Casa Museu Egas Moniz, em Avanca, decorre no sábado, pelas 15:00, segundo adianta uma nota de imprensa da Câmara de Estarreja.
“Este conto revela a faceta lúdica e a transversalidade do neurocientista, num texto com 89 anos”, destaca a nota, revelando que já será feito “um momento de interpretação da obra” no lançamento do livro pelo Grupo de Teatro Infantil do Município de Estarreja (Trama).
A estreia da adaptação teatral propriamente dita terá lugar só a 22 de junho, com encenação e adaptação de Leandro Ribeiro, encerrando as comemorações dos 150 anos do nascimento de Egas Moniz, iniciadas no ano passado.
O programa comemorativo inclui ainda a exposição “Egas Moniz – Um Encontro”, patente até dia 24 na Casa da Cultura e o concerto de “Alma de Coimbra”, dia 31, no Cine-Teatro.
As celebrações dos 150 anos do nascimento de Egas Moniz visam homenagear a vida e o legado do cientista nascido em Avança, no concelho de Estarreja, distrito de Aveiro.
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Bombeiros de Sever do Vouga apontam falhas e reclamam nova direção da Associação
A carta, datada de sexta-feira e assinada por 71 bombeiros, incluindo nove elementos do quadro de honra, refere que a corporação atravessa um momento crítico, motivado por "decisões menos acertadas" da direção da associação que “afetam e interferem com as dinâmicas do corpo de bombeiros”. Na missiva dirigida aos associados, os bombeiros denunciam carências ao nível dos equipamentos de proteção individual, com uma parte substancial do corpo ativo sem equipamento individual para incêndios estruturais e outra parte com “equipamentos obsoletos e degradados”. Dizem também que o parque de viaturas de socorro é dos mais exíguos (em qualidade) e obsoletos do país, não existindo nos últimos anos investimento direto da associação em aquisições, e adiantam que as viaturas avariam com frequência, devido ao “desgaste e lacunas na manutenção preventiva”. Entre as críticas apontadas estão também as más condições de conforto no quartel, nomeadamente a falta de climatização nas áreas comuns, apesar de alegadamente ter havido financiamento por mecenas, e a falta de armários, o que faz com que os bombeiros transportem o fardamento nas suas viaturas particulares. No plano organizacional e de gestão, o documento acusa a direção de interferência em questões operacionais, com ordens dadas diretamente a bombeiros, e ingerência na resposta ao socorro, interferindo com a organização e dinâmicas instituídas. A carta refere ainda que a direção avocou a gestão da central de telecomunicações, originando "instabilidade na dinâmica operacional e confusão nos procedimentos". Os signatários enaltecem o contributo dado pela atual direção liderada por Joaquim Amaral de Macedo, mas entendem ser tempo de dotar aquele órgão de "pessoas com dinamismo, visão de futuro e que sejam um pilar fundamental do corpo de bombeiros, que tem sido negligenciado", apelando, por isso, à mobilização da sociedade severense para encontrar uma solução para uma futura direção. No final de 2025, Miguel Matos apresentou a sua demissão de comandante dos Bombeiros de Sever do Vouga, invocando razões pessoais, estando o cargo a ser assegurado pelo segundo comandante Telmo Asensio, em regime de substituição. Contactado pela Lusa, o presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros de Sever do Vouga, Joaquim Amaral de Macedo, escusou-se a comentar a carta aberta.
Mau tempo: Autarca antevê que centro de Águeda deverá ser poupado a inundações
“Estamos a acompanhar permanentemente e temos o plano de drenagem operacional, pelo que só se o rio ultrapassar a cota máxima da cheia centenária é que a margem direita deixa de estar protegida”, disse à Lusa o autarca do município do distrito de Aveiro. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou que as previsões meteorológicas “indicam um novo episódio de precipitação intensa” que “poderá configurar uma situação hidrológica potencialmente perigosa, com potenciais inundações urbanas, com perigo para todas as atividades humanas realizadas no leito do rio e perigo potencial para aquelas que se realizem nas margens”. O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, especificou no domingo que algumas das localizações estão a merecer já particular atenção, nas quais inclui Águeda, com cujo presidente da Câmara esteve em contacto telefónico. À Lusa, Jorge Almeida admite que fora do centro urbano e na margem esquerda do rio se verifiquem inundações, podendo condicionar a circulação rodoviária. “A zona perto das pontes funciona como uma pequena ilha e é propensa a inundações, com a água a atingir previsivelmente a Rua Manuel Pinto, e temos as equipas municipais a acompanhar a situação de forma permanente”, explicou. O autarca antevê que a estrada do túnel do Sardão seja a primeira a fechar, podendo igualmente vir a ser encerradas a rua do campo para Recardães e a estrada da Fontinha para Almeara. “Temos as ruas e estradas do costume que fecham quatro ou cinco vezes e não é nada de extraordinário”, acrescentou, comentando que, desde que não se verifiquem “cheias centenárias”, o centro da cidade estará resguardado. A Câmara de Águeda deu por concluída a segunda fase do plano de drenagem para prevenir cheias no centro urbano, sistema esse que, segundo Jorge Almeida, está operacional, e no qual foram investidos cerca de cinco milhões de euros. Além do alteamento dos muros marginais, foram instaladas válvulas de maré que impedem a entrada da água do rio nos canos de águas pluviais, sempre que o nível do caudal sobe significativamente. A água da chuva acumulada na cidade é encaminhada para dois grandes reservatórios - no Largo do Botaréu e no Largo do 01 de Maio -, onde seis bombas injetam as águas pluviais diretamente no rio, de forma forçada. A autarquia concluiu também a remoção de aterros na ponte de Cabanões e Óis da Ribeira para libertar o fluxo da água. “Muita água, muita chuva vai cair na segunda [hoje] e terça-feira, que se prolonga para a semana seguinte. Norte do Mondego e toda a bacia do Tejo são zonas que nos preocupam. Preveem-se picos à hora do almoço. Estamos atentos e em articulação com os municípios e Proteção Civil”, disse o presidente da APA. Segundo o responsável, a frente vai entrar pelo Atlântico e vai trazer muita chuva quer para o Mondego, quer para o Vouga. “Estou muito preocupado com Águeda que sofre muito com as descargas dos rios, mas também com o Douro, a zona da foz do Douro, [Vila Nova de] Gaia, o Porto, mas também muito o [rio] Tâmega, portanto, Amarante e Chaves, sem esquecer a Régua”, disse Pimenta Machado. Devido à passagem da depressão Joseph por Portugal continental, os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Vila Real vão passar por fases sob aviso laranja nos próximos dias.
Iniciativa municipal “Música na Escola” envolve 3200 alunos na sensibilização para a música erudita
Nesta edição, a Orquestra das Beiras apresenta “Animália”. Segundos os responsáveis, trata-se de “uma viagem fantástica onde a música encontra o mundo animal, em que os participantes irão conhecer que histórias contam os compositores e que histórias surpreendentes os gatos desses compositores têm para partilhar”. As sessões pedagógicas decorreram nos dias 21, 22 e 23 de janeiro no Centro de Congressos de Aveiro e envolveram cerca de 3200 alunos, numa iniciativa que tem como objetivo “divulgar, sensibilizar e formar o público infantil para a música erudita, divulgar a arte da ópera, participar num concerto ao vivo e interagir com a Orquestra”.
Câmara de Vagos implementa medidas de segurança no acesso a praias
“Estas intervenções têm como objetivo salvaguardar a defesa de pessoas e bens, prevenindo situações de risco associadas à circulação e permanência em zonas potencialmente perigosas”, justificou. Numa nota publicada na rede social Facebook, a Proteção Civil daquele município do distrito de Aveiro recomenda o cumprimento rigoroso da sinalização instalada no local e que se evitem deslocações desnecessárias às zonas costeiras durante períodos de mau tempo. É ainda aconselhado o afastamento de áreas instáveis, como arribas, passadiços ou acessos condicionados, bem como o acompanhamento das informações e avisos emitidos pelas entidades oficiais. “A colaboração de todos é essencial para garantir a segurança coletiva. A Câmara Municipal de Vagos continuará a acompanhar a evolução das condições climatéricas e a adotar as medidas necessárias à proteção da população”, referiu. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê chuva, neve, vento e agitação marítima como efeitos da passagem da depressão Ingrid por Portugal continental, tendo emitido vários avisos. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) colocou quase todo o território nacional continental em estado de prontidão especial de nível 3 até sábado, devido ao impacto previsível da neve e da agitação marítima com a passagem da depressão Ingrid. Este nível entrou em vigor às 16:00 de quinta-feira e termina às 23:59 de sábado.
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A carta, datada de sexta-feira e assinada por 71 bombeiros, incluindo nove elementos do quadro de honra, refere que a corporação atravessa um momento crítico, motivado por "decisões menos acertadas" da direção da associação que “afetam e interferem com as dinâmicas do corpo de bombeiros”. Na missiva dirigida aos associados, os bombeiros denunciam carências ao nível dos equipamentos de proteção individual, com uma parte substancial do corpo ativo sem equipamento individual para incêndios estruturais e outra parte com “equipamentos obsoletos e degradados”. Dizem também que o parque de viaturas de socorro é dos mais exíguos (em qualidade) e obsoletos do país, não existindo nos últimos anos investimento direto da associação em aquisições, e adiantam que as viaturas avariam com frequência, devido ao “desgaste e lacunas na manutenção preventiva”. Entre as críticas apontadas estão também as más condições de conforto no quartel, nomeadamente a falta de climatização nas áreas comuns, apesar de alegadamente ter havido financiamento por mecenas, e a falta de armários, o que faz com que os bombeiros transportem o fardamento nas suas viaturas particulares. No plano organizacional e de gestão, o documento acusa a direção de interferência em questões operacionais, com ordens dadas diretamente a bombeiros, e ingerência na resposta ao socorro, interferindo com a organização e dinâmicas instituídas. A carta refere ainda que a direção avocou a gestão da central de telecomunicações, originando "instabilidade na dinâmica operacional e confusão nos procedimentos". Os signatários enaltecem o contributo dado pela atual direção liderada por Joaquim Amaral de Macedo, mas entendem ser tempo de dotar aquele órgão de "pessoas com dinamismo, visão de futuro e que sejam um pilar fundamental do corpo de bombeiros, que tem sido negligenciado", apelando, por isso, à mobilização da sociedade severense para encontrar uma solução para uma futura direção. No final de 2025, Miguel Matos apresentou a sua demissão de comandante dos Bombeiros de Sever do Vouga, invocando razões pessoais, estando o cargo a ser assegurado pelo segundo comandante Telmo Asensio, em regime de substituição. Contactado pela Lusa, o presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros de Sever do Vouga, Joaquim Amaral de Macedo, escusou-se a comentar a carta aberta.
Câmara de Aveiro apoia clubes desportivos em mais de um milhão de euros para a época 2025/2026
O Apoio ao Investimento é o que concentra a maior parte das verbas entregues, com “528.201,10” euros atribuídos a 22 Associações. O Apoio à Atividade Regular é a outra grande área de atribuição de verbas, com “493.250,00” euros para 39 das Associações. Os clubes que recebem a maior fatia do bolo são o Sport Clube Beira-Mar – “84.000” euros de apoio à atividade regular e “77.135” euros de apoio ao investimento -, o Sporting Clube de Aveiro - “40.000” euros de apoio à atividade regular e “79.286” euros de apoio ao investimento – e o Clube dos Galitos - “70.000” euros de apoio à atividade regular e “47.000” euros de apoio ao investimento. Durante a sua intervenção na sessão de atribuição dos apoios, Luís Souto, presidente da Câmara Municipal de Aveiro, disse fazer questão de visitar pessoalmente cada um dos clubes após a conclusão dos trabalhos contratualizados. O objetivo, de acordo com o autarca, passa não só por se inteirar dos resultados alcançados, mas também “discutir também questões específicas relacionadas com o desenvolvimento formativo e desportivo”. O balanço de Luís Souto relativamente à aplicação do Programa Municipal de Apoio às Associações é “extremamente positivo”. No sentido de promover uma maior coesão territorial e mecanismos para um maior acompanhamento dos investimentos realizados pelos clubes, o presidente manifestou ainda a intenção de iniciar em breve o processo de revisão do respetivo regulamento municipal.
Mau tempo: Autarca antevê que centro de Águeda deverá ser poupado a inundações
“Estamos a acompanhar permanentemente e temos o plano de drenagem operacional, pelo que só se o rio ultrapassar a cota máxima da cheia centenária é que a margem direita deixa de estar protegida”, disse à Lusa o autarca do município do distrito de Aveiro. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou que as previsões meteorológicas “indicam um novo episódio de precipitação intensa” que “poderá configurar uma situação hidrológica potencialmente perigosa, com potenciais inundações urbanas, com perigo para todas as atividades humanas realizadas no leito do rio e perigo potencial para aquelas que se realizem nas margens”. O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, especificou no domingo que algumas das localizações estão a merecer já particular atenção, nas quais inclui Águeda, com cujo presidente da Câmara esteve em contacto telefónico. À Lusa, Jorge Almeida admite que fora do centro urbano e na margem esquerda do rio se verifiquem inundações, podendo condicionar a circulação rodoviária. “A zona perto das pontes funciona como uma pequena ilha e é propensa a inundações, com a água a atingir previsivelmente a Rua Manuel Pinto, e temos as equipas municipais a acompanhar a situação de forma permanente”, explicou. O autarca antevê que a estrada do túnel do Sardão seja a primeira a fechar, podendo igualmente vir a ser encerradas a rua do campo para Recardães e a estrada da Fontinha para Almeara. “Temos as ruas e estradas do costume que fecham quatro ou cinco vezes e não é nada de extraordinário”, acrescentou, comentando que, desde que não se verifiquem “cheias centenárias”, o centro da cidade estará resguardado. A Câmara de Águeda deu por concluída a segunda fase do plano de drenagem para prevenir cheias no centro urbano, sistema esse que, segundo Jorge Almeida, está operacional, e no qual foram investidos cerca de cinco milhões de euros. Além do alteamento dos muros marginais, foram instaladas válvulas de maré que impedem a entrada da água do rio nos canos de águas pluviais, sempre que o nível do caudal sobe significativamente. A água da chuva acumulada na cidade é encaminhada para dois grandes reservatórios - no Largo do Botaréu e no Largo do 01 de Maio -, onde seis bombas injetam as águas pluviais diretamente no rio, de forma forçada. A autarquia concluiu também a remoção de aterros na ponte de Cabanões e Óis da Ribeira para libertar o fluxo da água. “Muita água, muita chuva vai cair na segunda [hoje] e terça-feira, que se prolonga para a semana seguinte. Norte do Mondego e toda a bacia do Tejo são zonas que nos preocupam. Preveem-se picos à hora do almoço. Estamos atentos e em articulação com os municípios e Proteção Civil”, disse o presidente da APA. Segundo o responsável, a frente vai entrar pelo Atlântico e vai trazer muita chuva quer para o Mondego, quer para o Vouga. “Estou muito preocupado com Águeda que sofre muito com as descargas dos rios, mas também com o Douro, a zona da foz do Douro, [Vila Nova de] Gaia, o Porto, mas também muito o [rio] Tâmega, portanto, Amarante e Chaves, sem esquecer a Régua”, disse Pimenta Machado. Devido à passagem da depressão Joseph por Portugal continental, os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Vila Real vão passar por fases sob aviso laranja nos próximos dias.
Galitos celebra conquistas no basquetebol, na natação e remo no dia de aniversário
O aniversário do Clube dos Galitos foi celebrado com vitórias em diversas frentes. Este fim-de-semana, no basquetebol, os aveirenses sagraram-se campeões distritais no escalão de sub-16 masculinos e no escalão de sub-16 feminino. Na natação, a atleta Maria Inês Cunha bateu o record nacional master nos 50 metros bruços na Categoria F. Já na formação, o clube venceu o Torneio Turbo de Formação 2 (cadetes <11 anos e infantis 12 a 14 anos). O Galitos conquistou um total de 37 medalhas: 21 de ouro, 11 de prata e cinco de bronze. Júlio Teixeira também quebrou este fim-de-semana um record nacional em PR3i (remo indoor adaptado), tendo-se sagrado campeão nacional da modalidade.